Patriarca Grego Ortodoxo de Jerusalém

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Patriarca Grego Ortodoxo de Jerusalém
Patriarchatus
Teófilo III
Localização
País Israel
Estatísticas
Área km²
Informação
Rito Bizantino
Criação da Diocese 43 d.C.
Padroeiro Tiago, o Justo
Governo do Patriarcado
Patriarca Teófilo III de Jerusalém
Jurisdição Sé Patriarcal
Contactos
Página Oficial http://jerusalem-patriarchate.info/

Categoria:Patriarcados · Todas as dioceses
Projeto Catolicismo


O Patriarca Grego Ortodoxo de Jerusalém é o bispo que lidera a Igreja Grega Ortodoxa de Jerusalém, estando em quarto lugar de precedência entre os nove patriarcas da Igreja Ortodoxa. Desde 2005, quem ocupa a posição é o patriarca Teófilo III. O título oficial do patriarca é "Patriarca da Cidade Sagrada de Jerusalém e toda a Palestina, Síria e Cisjordânia, Caná da Galileia e de Santo Sião". O patriarca é também o líder da Irmandade do Santo Sepulcro e o líder religioso de aproximadamente 130.000 cristãos ortodoxos na Terra Santa[1] , a maior parte deles de origem palestina.

O patriarca descende de uma linha sucessória que remonta os primeiros bispos cristãos de Jerusalém, o primeiro deles sendo tradicionalmente considerado como sendo Tiago, o Justo, no século I d.C. A cidade de Jerusalém foi reconhecida como um patriarcado no Concílio de Calcedônia, em 451 d.C.

Sobre a importância de Jerusalém, a Enciclopédia Católica diz:

Durante o cristianismo primitivo, a igreja no local [o cenáculo da Santa Ceia] era o centro da cristandade em Jerusalém, 'A Santa e Gloriosa Sião, mãe de todas as igrejas'. Certamente nenhum outro lugar na cristandade pode ser mais venerável que o local da Última Ceia, que se tornou a primeira igreja."
 

História[editar | editar código-fonte]

Durante a Era Apostólica, a igreja cristã estava organizada num número indefinido de igrejas locais que, nos primeiros anos, tinham em Jerusalém o centro principal e ponto de referência. Tiago, o Justo, que foi martirizado em 62 d.C., é descrito como tendo sido o primeiro bispo de Jerusalém. As perseguições romanas após a revoltas judaicas contra Roma no final do século I e início do século II também impactaram a comunidade cristã da cidade e levaram-na a ser gradualmente eclipsada pela proeminência de outras sés, principalmente as de Antioquia, Alexandria e Roma. Porém, o aumento na peregrinação durante o reinado de Constantino I, e depois mudaram a sorte da sé de Jerusalém e, em 325 d.C., o Primeiro Concílio de Niceia atribuiu-lhe uma honra especial, mas não o status metropolitano (então o mais alto da Igreja), ao bispo de Jerusalém[3] . Jerusalém continuou a ser um bispado até 451 d.C., quando ela foi elevada ao status de patriarcado pelo Concílio de Calcedônia. Após este evento, ela passou a compor a chamada Pentarquia - as cinco igrejas mais importantes da cristandade.

Após a conquista muçulmana no século VII, eles reconheceram Jerusalém como a sede do cristianismo e o seu patriarca, como o líder. Quando o Grande Cisma do Oriente ocorreu em 1054 d.C., o patriarca de Jerusalém e outros três patriarcas orientais formaram a Igreja Ortodoxa, enquanto que o bispo de Roma (o papa) formou a Igreja Católica. Por conta da invasão islâmica, o patriarca viveu em Constantinopla até 1187 d.C.

Em 1099, os cruzados da Primeira Cruzada criaram o Patriarcado Latino, concorrente do Patriarcado Grego Ortodoxo na cidade.

Posição atual[editar | editar código-fonte]

Atualmente, a sede do patriarcado é na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém.

O número de cristãos ortodoxos na Terra Santa é estimado como sendo por volta de 200.000 pessoas. A maioria dos membros é de origem árabe-palestina, com grupos minoritários de origem russa, romena e georgiana.

O patriarcado esteve recentemente envolvido numa importante controvérsia. O patriarca Irenaios, eleito em 2001, foi deposto, por decisão do Santo Sínodo de Jerusalém, após ter seu nome envolvido no escândalo da venda de terras da igreja em Jerusalém oriental para investidores israelenses. Esta venda enfureceu muitos fiéis palestino-ortodoxos, pois a terra estava numa área onde a maior parte deles deseja que um dia fizesse parte do Estado Palestino. Em 24 de maio de 2005, um sínodo pan-ortodoxo especial foi convocado em Constantinopla (Istambul) para rever as decisões do Santo Sínodo. O sínodo pan-ortodoxo, sob a presidência do patriarca ecumênico Bartolomeu I, votou em massa confirmando a decisão da Irmandade do Santo Sepulcro e para retirar o nome de Irenaios dos dípticos (o que equivale à excomunhão na tradição ocidental) e, em 30 de maio, o Santo Sínodo escolheu o metropolita Cornélio, de Petra, para servir como locus tenens, ficando pendente a eleição de um substituto para Irenaios. Em 22 de agosto de 2005, o Santo Sínodo da Igreja de Jerusalém elegeu unanimemente Teófilo III, o antigo arcebispo de Tabor, como o 141º patriarca de Jerusalém.

Lista sucessória[editar | editar código-fonte]

Hierarquia do trono[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Patriarcado Grego Ortodoxo de Jerusalém (em inglês) CNEWA. Visitado em 21/08/2011.
  2. Wikisource-logo.svg "Jerusalem (A.D. 71-1099)" na edição de 1913 da Catholic Encyclopedia (em inglês)., uma publicação agora em domínio público.
  3. "Como lá prevalece uma tradição e um costume antigos que resultam no bispo de Élia Capitolina sendo honrado, que lhe seja dado tudo o que concerne a esta honra e, com exceção da dignidade apropriada apenas à Metropolis, tenha o próximo lugar de honra". Cânone 7 do Primeiro Concílio de Niceia (em inglês) Eternal Word Television Network. Visitado em 21/08/2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


A Pentarquia
Bispo de Roma
(Lista de papas)
Patriarca da Igreja de Alexandria
(Lista de patriarcas)
Patriarca da Igreja de Antioquia
(Lista de patriarcas)
Patriarca da Igreja de Jerusalém
(Lista de patriarcas)
Patriarca da Igreja de Constantinopla
(Lista de patriarcas)