Patrimônio histórico

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Patrimônio Histórico (português brasileiro) ou Património Histórico (português europeu) refere-se a um bem móvel, imóvel ou natural, que possua valor significativo para uma sociedade, podendo ser estético, artístico, documental, científico, social, espiritual ou ecológico.

Origens[editar | editar código-fonte]

A preservação do patrimônio histórico teve início como atividades sistemáticas no século XIX, após a Revolução Francesa e a Revolução Industrial, inicialmente para restaurar os Monumentos e Edifícios Históricos destruídos na guerra.

Conceito[editar | editar código-fonte]

O arquiteto francês Eugène Viollet-le-Duc elaborou os primeiros conceitos para a preservação e restauração de patrimônio edificado, tornando-se referência teórica na Europa e no Mundo. Outros pensadores como o crítico de arte inglês John Ruskin e o arquiteto italiano Camillo Boito elaboraram teorias importantes no processo de preservação e restauração, embora conflitantes.

Continuadores[editar | editar código-fonte]

Igreja de Santo Alexandre em Belém do Pará

Outros nomes que merecem ser citados, por sua contribuição na prática da Preservação do Patrimônio Cultural de natureza material, são: o artista e escritor inglês William Morris fundador da SPAB (Society for the Protection of Ancient Buildings); o arquiteto e urbanista Gustavo Giovannoni um dos precursores do restauro científico e da necessidade de preservar as cidades históricas; o crítico de arte Cesare Brandi teórico da restauração de pinturas, esculturas e obras de artes; o restaurador Salvador Muñoz-Viñas que critica as teorias clássicas e traduz o panorama mundial atual da restauração; Sir Bernald Fielden ex-presidente do ICCROM; o arquiteto-restaurador e professor Paolo Marconi teórico contemporâneo da restauração arquitetônica que acredita que a autenticidade da obra de arquitetura está em seu significado (na linguagem e ensinamento arquitetônico) mais do que na matéria, e o professor de arquitetura Giovanni Carbonara cuja corrente é a conservadora italiana (contrária à do Marconi) que valoriza somente a materialidade mesmo que isso negue o direito de apropriação do bem pela comunidade.

Hoje existem diretrizes para a conservação, manutenção e restauração do patrimônio cultural, expressas em Cartas Patrimoniais e propagadas por órgãos internacionais e instituições acadêmicas.

Altar da Pátria junto ao Monumento à Independência do Brasil, no histórico distrito do Ipiranga, em São Paulo, Brasil.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]