Patrulha do Espaço

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Patrulha do Espaço
Informação geral
Origem São Paulo, São Paulo
País  Brasil
Gênero(s) Rock and Roll
Hard Rock
Rock Progressivo
Período em atividade 1977 - Atualidade
Página oficial http://www.patrulhadoespaco.com.br

Patrulha do Espaço é uma banda brasileira de rock.

História[editar | editar código-fonte]

O conjunto foi criado em 1977 por Arnaldo Baptista (ex-Mutantes), juntamente com o baterista Rolando Castello Júnior (que já havia tocado com o Made in Brazil e com o Aeroblus, da Argentina), o baixista Oswaldo "Cokinho" Gennari e o guitarrista irlandês John Flavin (ex-Secos & Molhados).

Formação[editar | editar código-fonte]

Patrulha do Espaço, subtítulo da música instrumental Honky Tonky do clássico disco solo Lóki de Arnaldo, estreou no 1° Concerto Latino Americano de Rock, no Ginásio Ibirapuera em São Paulo, em setembro de 1977, tornando-se uma das principais expressões do rock paulistano e brasileiro das últimas décadas.

Com a saída de Arnaldo Baptista, em 1978, a banda passou a contar com a participação de Percy Weiss nos vocais e realizou a gravação do primeiro disco independente de rock do Brasil, conhecido como Disco Preto, de onde os hits "Arrepiado" e "Vamos curtir uma juntos" marcaram o sucesso das oito faixas lançadas em vinil.


Anos 80[editar | editar código-fonte]

De 1979 a 1985, a Patrulha do Espaço consolidou-se como o primeiro trio de rock pesado realizando centenas de shows, com destaque para a abertura das apresentações do Van Halen em São Paulo em 1983, quando recebeu elogios pessoais de Eddie Van Halen [carece de fontes?]. São desse período as gravações do terceiro, quarto e quinto discos da Patrulha, contendo canções como "Columbia", "Festa do Rock" e "Não tenha medo".

A Patrulha do Espaço contou, ainda nesta fase, com a participação do guitarrista argentino Pappo (Pappo's Blues, Riff e Aeroblus), que resultou na gravação do disco Patrulha 85 editado inclusive na Argentina, com as canções "Olho Animal" e "Robot".

Anos 90[editar | editar código-fonte]

A Patrulha do Espaço retomou os trabalhos em 1992 quando lançou o vinil Primus Inter Pares, uma homenagem póstuma ao baixista Sergio Santana.

Uma retirada de cena foi motivada pela incessante atividade do baterista Rolando Castello Júnior, à frente da produção de eventos culturais e como oficineiro, palestrante e produtor musical.

Na década de 90 também foi lançada a Série "Dossiês" que apresentou a obra da Patrulha do Espaço em formato de CD, contando cronologicamente a história da banda, fartamente ilustrada, apresentada em quatro volumes ou em box com todos os CDs. Ao todo, a Patrulha do Espaço contou em seu percurso com a produção de dezesseis discos autorais.

Anos 2000[editar | editar código-fonte]

Retornando definitivamente à estrada, de 1999 a 2008, realizou centenas de shows por todo país e, de volta também aos estúdios, lançou os cds Chronophagia, Dossiê Volume 4, Compacto e Missão na Área 13, contendo 12 músicas inéditas.

Tal volta à ativa realizou-se de forma contundente no início de 1999, quando Rolando Castello Junior juntou-se à Luiz Domingues (Baixo e Voz; ex-Lingua de Trapo; Ex-A Chave do Sol e ex-Pitbulls on Crack); Rodrigo Hid (Guitarra, Voz e Teclados, Ex-Sidharta) e Marcello Schevano (Guitarra, Voz, Teclados e Flauta, Ex-Sidharta).

Com tal formação, a banda renovou seu repertório com mais de 15 músicas inéditas e recobrou sua veia criativa e atuante na linha de frente do Rock brasileiro.

Lançou então o CD "Chronophagia" em 2000, arregimentando uma enxurrada de reviews elogiosos na mídia, e alavancando muitos shows.

Nessa fase, mais que uma volta tão somente, a banda apresentava na verdade um statement vigoroso de busca de suas próprias raízes sessenta-setentistas, refletindo essa busca não só na sonoridade do novo material composto, mas também na produção dos shows, visual dos componentes, ambientações etc. Assistir a Patrulha do Espaço nessa época, era como viajar no túnel do tempo e assistir um show de Rock nos anos setenta, com toda a sua pompa e circunstância.

Em 2001, lançou-se o quarto volume da série "Dossiê", onde a história da banda era contada com riqueza de detalhes num lindo book ilustrado e assinado pelo baterista Rolando Castello Junior. Nesse volume, já constava o início da história dessa formação, com a inclusão de algumas músicas gravadas ao vivo dessa fase, como Bonus Tracks.

No ano de 2003, a banda lança ".ComPacto", um novo trabalho de inéditas. O título criativo do álbum evocava a modernidade da Era da Internet (PontoCom), num trocadilho com a palavra "Compacto", aludindo ao velho formato dos compactos (Singles) de vinil, dessa forma representando o passado.

Para tanto, foi desenvolvida uma bonita capa com o formato de um velho compacto de vinil, que agradou em cheio aos fãs e colecionadores.

Em 2004, um novo CD de inéditas foi lançado com o nome "Missão na Área 13", numa alusão ao nome do estúdio onde o álbum foi gravado, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

Foi quando a formação com Luiz Domingues, Rodrigo Hid e Marcelo Schevano se desfez, mas não sem antes gravar um álbum ao vivo, em 2004, ainda que seu lançamento tenha ocorrido em 2005. Chamado "Capturados ao vivo no Centro Cultural São Paulo", dá uma boa amostra do quanto a banda mergulhou dentro de si mesma e trouxe suas raízes próprias através de sonoridades das décadas de 1960 e 1970, com o Hard-Rock, Progressivo, Psicodelia, Folk, Black Music, Acid Rock, Jazz-Rock à tona.

A Patrulha do Espaço realiza em 2009 a turnê nacional e internacional que reúne alguns dos principais sucessos da banda e novas composições.

A Patrulha do Espaço tem se apresentado nos principais festivais de rock e de música do Brasil: Virada Cultural em São Paulo, Camping & Rock em Minas Gerais, Psicodália e Rural Rock Fest em Santa Catarina, Festival de Bandas Independentes do CAASO na EESC/USP em São Carlos, Goiânia Noise em Goiás, Ferrock no Distrito Federal, além de realizar shows em teatros e casas de rock do país.

Nessa tour de 2009 a Patrulha do Espaço estará se apresentado em sua formação clássica de trio, com Rolando Castello Júnior (bateria), Marcelo Schevano (guitarra e voz) e René Seabra (baixo e vocal). Corre o boato de que a banda estaria gravando uma música nova, Rolando Rock, em homenagem ao baterista e fundador Rolando Castello Júnior. Depois de 3 anos tocando como trio, por questões de ordem pessoal e de agenda, o guitarrista Marcelo Schevano e o baixista René Seabra desligaram-se da banda.

O trabalho que foi realizado em 2010, em comemoração aos 30 anos do lançamento do primeiro disco da Patrulha do Espaço, conhecido como o Álbum Preto, que também é o primeiro disco de rock independente lançado no Brasil,

A Patrulha do Espaço contou com a participação especial do veterano Percy Weiss, conhecido como a voz do rock brasileiro. Completando a tripulação, abordou a nave Danilo Zanite na guitarra e Marta Benévolo nos vocais.

Com a formação consolidada a partir da entrada de Paulo Carvalho no baixo, a Patrulha do Espaço iniciou a Base Rock Tour 2011, que percorreu os estados de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal. Paralelamente a tour a Patrulha também realizou as gravações dos novos temas que resultaram no Cd Dormindo em Cama de Pregos.

Em 2011, a banda contribui com uma canção na trilha sonora do documentário Brasil Heavy Metal[1]

Com o lançamento em março de 2012, do CD Dormindo em Cama de Pregos, a Patrulha do Espaço inicia a Tour de lançamento do disco.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Flag of Brazil.svgGuitarra masc.png Este artigo sobre uma banda ou grupo musical do Brasil, é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.