Paul von Hindenburg

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Paul von Hindenburg
2º Presidente da Alemanha Alemanha
Mandato 12 de maio de 1925
a 2 de agosto de 1934
Primeiro-ministro Hans Luther(1925–1926)
Wilhelm Marx (1926–1928)
Hermann Müller (1928–1930)
Heinrich Brüning (1930–1932)
Franz von Papen (1932)
Kurt von Schleicher (1932–1933)
Adolf Hitler
Antecessor(a) Friedrich Ebert
Sucessor(a) Adolf Hitler (Führer)
Vida
Nome completo Paul Ludwig Hans Anton von Beneckendorff und von Hindenburg
Nascimento 2 de outubro de 1847
Posen
Flag of Vienna.svg Grão-Ducado de Poznań
Morte 2 de agosto de 1934 (86 anos)
Neudeck
Flagge Preußen - Provinz Ostpreußen.svg Prússia Oriental
Nacionalidade Flag of Prussia 1892-1918.svg Prússia
Dados pessoais
Primeira-dama Gertrud von Hindenburg (nascida von Sperling)
Partido nenhum
Religião Luteranismo
Profissão militar
Assinatura Assinatura de Paul von Hindenburg
Serviço militar
Anos de serviço 1859-1910
1914-1919
Graduação Generalfeldmarschall
Batalhas/guerras Primeira Guerra Mundial
Condecorações Ordem da Águia Negra (1911)
Grã Cruz da Cruz de Ferro (1916)
Cruz de Ferro (1918)

Paul Ludwig Hans Anton von Beneckendorff und von Hindenburg, mais conhecido como Paul von Hindenburg, (Posen, 2 de outubro de 1847Neudeck, 2 de agosto de 1934) foi um político e marechal alemão, importante figura durante a Primeira Guerra Mundial.[1] Foi também presidente da Alemanha de 12 de maio de 1925 a 2 de agosto de 1934[2] .

Hindenburg é comummente lembrado como o homem que, como Presidente alemão, nomeou o líder nazista Adolf Hitler como Chanceler da Alemanha.[3] Hitler e Hindenburg pessoalmente se detestavam, ele se referia a Hitler como um "cabo boêmio".[3] Hitler, de forma repetida e forçada, pressionou Hindenburg para o nomear como Chanceler, mas este, continuamente, recusou o pedido de Hitler.[3]

Embora com 84 anos e a saúde precária, Hindenburg foi convencido a candidatar-se a Presidente para as eleições de 1932, pois era considerado como o único candidato que podia derrotar Adolf Hitler. Hindenburg foi reeleito na segunda volta. Embora se opusesse a Hitler, a deterioração da estabilidade política da República de Weimar permitiu-lhe ter um papel importante na ascensão ao poder do Partido Nazi. Hindenburg dissolveu o parlamento, por duas vezes, em 1932, e acabou por nomear Hitler como Chanceler da Alemanha em Janeiro de 1933. Em Fevereiro, emitiu o Decreto de Fogo do Reichstag que suspendia várias liberdades civis e, em Março, assinou a Lei de Concessão de Plenos Poderes de 1933 na qual o parlamento dava à administração de Hitler poderes legislativos. Hindenburg morreu no ano seguinte, após o qual Hitler declarou que o lugar de Presidente ficava vazio e, como "Führer und Reichskanzler", ele próprio era o Chefe de Estado.

O famoso zeppelin Hindenburg que foi destruído pelo fogo em 1937, recebeu o nome em sua homenagem, tal como o Hindenburgdamm, um causeway que liga a ilha de Sylt ao continente Schleswig-Holstein, que foi construído durante ainda em vida. A antiga cidade de Zabrze da Província da Alta Silésia (em alemão: Hindenburg O.S.), também foi renomeada em sua homenagem em 1915. O SMS Hindenburg, um cruzador ao serviço da Marinha Imperial Alemã, em 1917, e o último navio a entrar ao serviço na Marinha Imperial, também receberam o seu nome.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Kaiser Guilherme II e seus generais. Hindenburg é o quarto da direita para a esquerda.

Nasceu em Posen, no dia 2 de outubro de 1847.[4] Era o primogênito de Robert von Beneckendorff und von Hindenburg, um conde e médico, e Louise Schwickart, de uma família aristocrática da Saxônia, descendente de Karl, o Grande. Foi casado com Gertrud von Sperling (prima de Araci von Sperling), de quem teve: Oskar von Hindenburg, major do Exército, Irmgard Pauline, solteira e Annemarie von Hindenburg, casada com Christian von Pentz.[1]

Educado na escola de cadetes de Berlim, Hindenburg entrou no exército prussiano em 1866, onde esteve cerca de 40 anos, servindo na Guerra das Sete Semanas e na Guerra Franco-Prussiana.

No início da Primeira Guerra Mundial, em Agosto de 1914, já retirado da vida militar, aceitou comandar o 8º Exército Alemão na fronteira russa. Ele e o general Erich Ludendorff conseguiram uma estrondosa vitória sobre os russos na batalha de Tannenberg;[1] nomeado marechal de campo em 1916, torna-se, com Ludendorff, responsável pela direcção de todas as forças alemãs. Em Março de 1917, Hindenburg estabeleceu um sistema de trincheiras através do Norte de França, conhecido pelo nome de "Linha de Hindenburg", só ultrapassado pelos Aliados em Outubro de 1918.

Depois da guerra, retirou-se do exército pela segunda vez. Em 1920, nas suas memórias (Mein Leben, "Minha vida") explica que a derrota alemã na guerra teve origem numa revolução interna que pôs fim ao império alemão e estabeleceu a república em 1919.

Em 1925 foi eleito presidente da República e, apesar de pretender a unidade da Alemanha, promoveu os interesses dos junkers prussianos, isto é, a aristocracia terratenente.[1] Em 1932 voltou a concorrer às eleições presidenciais como o único candidato capaz de derrotar o partido nazi de Adolf Hitler, o que veio a acontecer.

Presidente Hindenburg e Adolf Hitler em 23 de fevereiro de 1934

Em fins de 1932 foi convencido por Franz von Papen a chamar Adolf Hitler à chancelaria. Em 30 de Janeiro de 1933, Hindenburg nomeia Hitler chanceler, a quem o Reichstag (Parlamento) viria a dar poderes ditatoriais; a partir de então, Hindenburg passou a ser uma simples figura decorativa no governo germânico.[1]

Faleceu em 2 de agosto de 1934. Encontra-se sepultado em Elisabethkirche, Marburg, Hessen na Alemanha.[5]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Paul von Hindenburg era descendente direto de Martinho Lutero e de Catarina von Bora, através da filha destes, Margaretha, seguindo também o protestantismo.
  • O dirigível Hindenburg teve este nome em sua homenagem.
  • Em 1938 a Alemanha lança moeda comemorativa in memoriam a Paul von Hindenburg.
Cartaz das eleições para Hindenburg em 1932

Referências

  1. a b c d e Paul von Hindenburg (em português). Porto Editora. Infopédia. Página visitada em 27 de setembro de 2012.
  2. Hindenburg, Paul (Ludwig Hans Anton von Beneckendorff und) von (em inglês). Página visitada em 16 de janeiro de 2011.
  3. a b c von der Goltz, Anna, Hindenburg, p. 168
  4. Mapa.szukacz.pl – Mapa Polski z planami miast at mapa.szukacz.pl Página visitada em 27 de setembro de 2012.
  5. Paul von Hindenburg (em inglês) no Find a Grave.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Robert Asprey. The German High Command at War: Hindenburg and Ludendorff Conduct World War I (em inglês). Nova Iorque: William Morrow and Company, 1991.
  • Karl Dietrich Bracher. Die Aufloesung der Weimarer Republik; eine Studie zum Problem des Machtverfalls in der Demokratie (em alemão). Villingen-Schwenningen: Ring-Verlag, 1971.
  • Andreas Dorpalen. Hindenburg and the Weimar Republic (em inglês). Princeton, Nova Jersey: Princeton University Press, 1964. 506 pp. ISBN 1111020736
  • Theodor Eschenburg. In: Hajo Holborn. Republic to Reich – The Making Of The Nazi Revolution (em inglês). Nova Iorque: Pantheon Books, 1972. Capítulo: The Role of the Personality in the Crisis of the Weimar Republic: Hindenburg, Brüning, Groener, Schleicher. , p. 3–50. ISBN 0394471229
Precedido por
Friedrich Ebert
Presidente da Alemanha
19251934
Sucedido por
Adolf Hitler (Führer)