Paulo Afonso Evangelista Vieira

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Paulo Evangelista Vieira
Paulo Afonso Evangelista Vieira
25.º Governador de  Santa Catarina
Período de governo 1º de janeiro de 1995
até 1º de janeiro de 1999
Antecessor(a) Antônio Carlos Reis
Sucessor(a) Esperidião Amin Helou Filho
Deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina na 11ª legislatura
Período de governo De 1987
até 1991
Vida
Nascimento 10 de maio de 1958 (56 anos)
Teresina, Piauí
Nacionalidade Brasil brasileiro
Dados pessoais
Partido Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)
Profissão Político

Paulo Afonso Evangelista Vieira, mais conhecido como Paulo Afonso (Teresina, 10 de maio de 1958), é um político brasileiro, filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) de Santa Catarina.

Histórico de vida[editar | editar código-fonte]

Foi deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina na 11ª legislatura (1987 — 1991), eleito pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Foi governador do estado de Santa Catarina, de 1995 a 1999, sucedido por Esperidião Amin Helou Filho. Seu mandato foi marcado pelo processo de impeachment no chamado escândalo dos precatórios (dívidas decorrentes de sentenças judiciais), e por vários meses de salários atrasados.

Foi eleito deputado federal pelo PMDB na 52ª legislatura (2003 — 2007). Não disputou a reeleição e deixou a vida pública.

Precatórios[editar | editar código-fonte]

No dia 13 de junho 1996, o governador Paulo Afonso envia à Assembléia Legislativa um projeto de Lei que resultaria na emissão de títulos no valor de R$ 605,1 milhões, destinado ao pagamento de precatórios (dívidas judiciais). [1] Os precatórios de Santa Catarina somavam apenas R$ 35,4 milhões à época (referentes ao exercício de 1994 a 1996).[1]

Este ficou conhecido como o Escândalo dos Precatórios, uma manobra que vários estados e municípios realizaram para fazerem caixa, tendo como base uma autorização presente na Constituição de 1988, que autorizava Estados e municípios a emitirem títulos financeiros para quitar os débitos judiciais acumulados.[2]

Em dezembro de 1996, foi instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado Federal para apurar irregularidades.[3] Os relatórios da CPI apontaram que o Estado de Santa Catarina teve perdas no valor de R$ 120 milhões com a emissão de títulos, sendo R$ 33 milhões concedidos ao Banco Vetor (contratado sem licitação), e também com o deságio concedido quando os papéis chegaram ao mercado financeiro.[4]

Paulo Afonso escapou ileso do processo de cassação na Assembléia Legislativa por uma diferença de 2 votos [5]

Salários Atrasados[editar | editar código-fonte]

Ao término de seu mandato, Paulo Afonso deixou três meses de salários atrasados para serem pagos pelo governo seguinte.[6]

Adotou ainda medidas polêmicas nos três últimos meses de governo, como concursos, remoções e concessão de aumentos que contribuíram para elevar ainda mais o comprometimento com a folha, que passou a consumir 88,4% da receita de Santa Catarina.[7]

Referências


Precedido por
Antônio Carlos Konder Reis
Governador de Santa Catarina
1995 — 1999
Sucedido por
Esperidião Amin


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