Paulo Autran

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Paulo Autran
O ator durante a peça "Vestir o Pai" no CCBB, 2003
Nascimento 7 de setembro de 1922
Rio de Janeiro, Brasil
Morte 12 de outubro de 2007 (85 anos)
São Paulo, Brasil
Nacionalidade  brasileiro
Ocupação ator
Principais trabalhos

Teatro:

Cinema:

TV:

Paulo Paquet Autran (Rio de Janeiro, 7 de setembro de 1922São Paulo, 12 de outubro de 2007[2] ) foi um ator brasileiro de teatro, cinema e televisão.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Paulo Autran mudou-se cedo para São Paulo, onde passou a maior parte de sua vida e estudou no Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo. Depois estudou Direito na capital paulista por influência do pai - que era delegado de polícia - e formou-se na Faculdade de Direito do Largo São Francisco em 1945, inicialmente pensando em ser diplomata. Anteriormente a São Paulo, Paulo Autran morou na cidade de Sorocaba. Em 2006, em um encontro em Sorocaba com o poeta e letrista Marcelo Adifa, Paulo contaria emocionado como era brincar na casa grande que ocupavam na região central do município.

Desapontando na profissão de advogado, participou de algumas peças teatrais amadoras, tendo sido convidado a estrear profissionalmente com a peça Um Deus dormiu lá em casa, de Guilherme Figueiredo, com direção de Silveira Sampaio, em montagem do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). No começo relutou, afirmando não ser ator profissional. Entretanto, após receber o incentivo de sua amiga Tônia Carrero, aceitou o desafio. A peça, que estreou para o grande público no dia 13 de dezembro de 1949, no Teatro Copacabana, Rio de Janeiro, tornou-se um grande sucesso, rendendo inclusive alguns prêmios para o jovem ator. Posteriormente, "Um Deus..." foi novamente montada, dessa vez pela Companhia Tônia-Celi-Autran (CTCA), com direção de Adolfo Celi, em 1956.[3] [4]

Após seu primeiro êxito comercial, Autran resolveu largar a advocacia e passou a se dedicar exclusivamente à carreira artística, dando prioridade ao teatro, sua grande paixão. Chegou a atuar em alguns filmes e telenovelas, mas foi no palco que desenvolveu sua arte e se tornou conhecido, vindo a receber o epíteto de "O Senhor dos Palcos". No entanto, também teve memoráveis atuações na televisão e no cinema, em especial por sua participação em Terra em Transe, clássico de Glauber Rocha.

Ao longo de sua carreira, estabeleceu importantes parcerias, com diretores como Adolfo Celi, Zbigniew Ziembiński e Flávio Rangel, e atrizes, como Tônia Carrero .

Na televisão destacou-se em Guerra dos Sexos, em que contracenava ao lado de Fernanda Montenegro e protagonizou algumas cenas antológicas da teledramaturgia, e em Pai Herói, quando viveu o vilão carismático Bruno Baldaraci. Nos últimos anos fez apenas participações especiais, principalmente em minisséries, a última das quais Um Só Coração, em 2004. Em 2012 aparece em uma participação especial na telenovela Guerra dos Sexos apenas um flashblack e o seu velório, ambos exibidos no primeiro capítulo.

Seu último personagem no cinema foi no filme O Passado, de Héctor Babenco.

Estreou seu 90º espetáculo em 2006, a peça O Avarento, de Molière, no Teatro Cultura Artística. Essa peça teve a sua temporada suspensa porque o ator apresentou problemas de saúde.[5]

No ano anterior à sua morte, Paulo Autran passara por diversas internações, por conta de um câncer de pulmão. O tratamento (radioterapia e quimioterapia) não o impediu de seguir atuando em O Avarento - e nem de seguir fumando até quatro maços de cigarros por dia.[6]

Faleceu aos 85 anos, depois de sofrer um enfisema pulmonar e por complicações decorrentes do câncer.[2] A pedido da família, a causa mortis não foi divulgada pela equipe médica que o acompanhava. Seu corpo foi velado na Assembléia Legislativa de São Paulo e cremado no Crematório da Vila Alpina.

Desde 1999, Paulo Autran era casado com a atriz Karin Rodrigues.

Em 15 de julho de 2011, a Lei 12.449 o declarou Patrono do Teatro Brasileiro.[7]

Carreira artística[editar | editar código-fonte]

No teatro[editar | editar código-fonte]

No cinema[editar | editar código-fonte]

Na televisão[editar | editar código-fonte]

No rádio[editar | editar código-fonte]

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Alguns prêmios[editar | editar código-fonte]

  • 1953 - Prêmio Saci de melhor intérprete por Antígone, Na Terra Como No Céu e Assim É...(Se Lhe Parece).
  • 1964 - Prêmio APCT, de melhor ator por Depois da Queda, de Arthur Miller.
  • 1982 - Prêmio Molière de melhor ator por Traições, de Harold Pinter.
  • 1987 - Prêmio de melhor ator no Festival de Brasília pela interpretação no filme O País dos Tenentes
  • 1988 - Prêmio Air France de melhor ator pela interpretação no filme O País dos Tenentes
  • 1989 - Prêmio APETESP especial pelos 40 anos de profissão.
  • 2000 - Prêmio APCA e Prêmio Shell de melhor ator de teatro por Visitando o Sr. Green, de Jeff Baron.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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