Paulo Branco
Paulo Branco (n. Lisboa, 3 de Junho de 1950), é um produtor de cinema português.
Deixou os estudos de Engenharia Química, no Instituto Superior Técnico, partindo para Londres, em 1971, e para Paris, em 1973. Enveredou definitivamente pelo cinema em 1974, quando começou a trabalhar no cinema Olympic, com Frédéric Miterrand. Pouco depois ficou responsável pela gestão da sala parisiense Action-République.
Tornou-se produtor de cinema em 1979, trabalhando entre Paris e Lisboa. Até hoje produziu mais de duzentos filmes, entre os quais figuram realizadores portugueses, como Manoel de Oliveira, João César Monteiro, João Canijo, João Botelho, Teresa Villaverde ou Pedro Costa, e estrangeiros, como Wim Wenders, Alain Tanner, Werner Schroeter, Raoul Ruiz, Danièle Dubroux, Christine Laurent, Jerzy Skolimowski, Sharunas Bartas, Paul Auster, entre outros. Produtor internacional, é responsável pelas firmas Clap Filmes e Alfama Films, depois de ter dirigido, por vários anos, a Madragoa Filmes, em Lisboa, e a Gemini Films, em Paris. Em Portugal tornou-se o segundo maior exibidor e distribuidor cinematográfico, dirigindo a Medeia Filmes e a Atalanta Filmes, tendo-se afirmado como defensor do cinema europeu, além de ter estreado mais de cinquenta filmes portugueses, nas última década.
Integrou também o júri de diversos festivais internacionais de cinema, salientando o Festival de Berlim (1999) e o Festival de Veneza (2005). É também reconhecido como o produtor que maior número de filmes apresenta em quatro desses festivais, incluindo o Festival de Locarno e o Festival de Cannes.
Foi distinguido com o prémio de Melhor Produtor da Europa, pelo Parlamento Europeu (1999), recebeu o Prémio Especial Raimondo Rezzonico, atribuído ao Melhor Produtor Independente, no Festival de Locarno (2002), recebeu o Golden Horse do Festival de Cinema de Taipé (2005). Jacques Chirac entregou-lhe a medalha de Officier de L’Ordre des Arts et Des Lettres da República Francesa.