Paulo César Pereio

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Paulo César Pereio
Nome completo Paulo César de Campos Velho
Nascimento 19 de novembro de 1940 (71 anos)
Alegrete, RS
Brasil
IMDb: (inglês) (português)

Índice

Paulo César de Campos Velho, mais conhecido como Paulo César Pereio (Alegrete, Rio Grande do Sul, 19 de outubro de 1940) é um ator brasileiro.

[editar] Biografia

Nascido em Alegrete, Peréio mudou-se para Porto Alegre aos 12 anos. Seu pai era militar e a mãe trabalhava na Assembléia Legislativa. Ao lado de nomes como Paulo José e Lilian Lemmertz, o ator fez parte do Teatro de Equipe, um grupo de atores que marcou o teatro gaúcho nos anos 1950.

Seu filme de estreia foi Os Fuzis, de 1964, dirigido por Ruy Guerra. Atuou em quase cem filmes como ator, participando de muitas de suas obras decisivas, passando por suas correntes artísticas importantes como o Cinema Novo, cinema marginal, mas também de pornochanchadas, e imprimindo a seus personagens traços de sua personalidade: a irreverência, a corrosiva ironia, o espírito anárquico, o deboche.

Pereio foi casado três vezes. Primeiro com a atriz Neila Tavares, mãe de Lara; depois, com Cissa Guimarães, com quem teve dois filhos - Tomás e João, que também é ator. Finalmente, de seu casamento com Suzana César de Andrade, que não é do meio artístico, nasceu Gabriel.

Já atuou em mais de 60 filmes e inúmeras peças teatrais. No cinema, foi dirigido por Glauber Rocha, Arnaldo Jabor, Hugo Carvana, Ruy Guerra e Hector Babenco, e enlouquecia os diretores, graças aos seus sumiços e atrasos. Irônico e irreverente, ficou conhecido por marcar o final de cada frase sua com a expressão "porra".[1]

É considerado um dos melhores narradores do país, e uma das vozes preferidas dos publicitários brasileiros. Ironicamente, em seu filme de estreia, o diretor Ruy Guerra chamou Cecil Thiré para dublá-lo.

O nome "Pereio", vem de um apelido de infância. "Desde que comecei a dar os primeiros passos, e até hoje, tenho esse andar um pouco jogado pra frente, parecia um preto velho e me apelidaram de "Nego Véio" por causa disso, e aí minha irmã Rosa, que não falava direito, me chamava de Vevéio e meu pai brincava comigo, Vevéio, Pereio, Peio, acabou virando Pereio." [2]

Desde 2004, apresenta o programa de entrevistas Sem Frescura, no Canal Brasil, dirigido por sua filha, Lara Velho.[3]

Uma curiosidade: Pereio é o ator que aparece em uma televisão no clipe de "Toda Forma de Poder", da banda Engenheiros do Hawaii.

[editar] Polêmica

Paulo César Pereio criou uma inusitada campanha para a implosão do Cristo Redentor. “Aquela estátua é uma interferência indevida na paisagem. O morro onde ela está é lindo. O Cristo só atrapalha o visual do lugar”, disse Paulo à Revista Veja Edição 2058 de 30/04/2008, coluna Holofote, página 48.

Já no programa "CQC", da Rede Bandeirantes, o ator classificou como um “absurdo” a eleição da estátua como uma das sete maravilhas do mundo, argumentando que melhor seria se tivesse sido escolhida a estátua do Borba Gato, em São Paulo. Classificando-se como ateu, Paulo afirmou que contratou uma agência de publicidade e está recolhendo assinaturas para a campanha de demolição.[carece de fontes?]

[editar] Carreira

[editar] Cinema

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[editar] Televisão

[editar] Prêmios

Festival de Brasília
  • Recebeu o troféu Candango de melhor ator e Prêmio Saruê pela sua atuação em Harmada, em 2003.
  • Ganhou na categoria de Melhor Ator Coadjuvante, por sua atuação em Chuvas de verão, em 1978.
Festival de Gramado
  • Ganhou o troféu Kikito na categoria de Melhor Ator, por sua atuação no filme Noite, em 1985.
  • Ganhou o troféu Kikito na categoria de Melhor Ator Coadjuvante, por sua atuação em As aventuras amorosas de um padeiro, em 1975.

Referências

[editar] Ligações externas

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Paulo César Pereio
Precedido por
Chico Díaz
por Amarelo Manga
Troféu Candango de Melhor Ator
por Harmada

2003
Sucedido por
Leonardo Medeiros
por Cabra-Cega
Precedido por
Lutero Luiz
por Ladrões de Cinema
Troféu Candango de Melhor Ator Coadjuvante
por Chuvas de Verão, Tudo Bem e A Lira do Delírio

1978
Sucedido por
Roberto Bonfim
por O Caso Cláudia
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