Paulo Nobre

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Paulo de Almeida Nobre
DilmaCamisaPalmeiras.jpg
Paulo Nobre, à direita, presenteia a presidente Dilma Rousseff com a camisa do Palmeiras
Presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras
Mandato 21 de janeiro de 2013 a 2015
Vice-presidente Maurício Precivalle Galiotte
Antecessor(a) Arnaldo Tirone
Sucessor(a)
Vida
Nascimento 24 de fevereiro de 1968 (46 anos)
São Paulo, São Paulo
Nacionalidade  brasileiro
Dados pessoais
Profissão Advogado

Paulo de Almeida Nobre (São Paulo, 24 de fevereiro de 1968), mais conhecido como Paulo Nobre, é um advogado, dono de um fundo de investimentos em ações, piloto de rali e o 38º presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras. Ele foi eleito no dia 21 de janeiro de 2013, após vencer o candidato Décio Perin em disputa acirrada[1] . Nobre substituiu Arnaldo Tirone, ex-presidente do clube paulistano. É o mais jovem presidente do Palmeiras desde 1932, quando Dante Delmanto foi empossado com apenas 25 anos de idade[2] .

Eleição[editar | editar código-fonte]

Paulo Nobre contou com o apoio dos ex-presidentes Mustafá Contursi e Carlos Bernardo Facchina Nunes. Teve como principal promessa de campanha um "choque de gestão" no Palmeiras[3] para que o tradicional clube do futebol brasileiro tivesse uma administração mais moderna e menos tumultuada do que a observada nos anos que antecederam sua eleição.

Projetos na presidência[editar | editar código-fonte]

Uma das principais metas de Nobre é transformar o marketing palmeirense, apostando no sistema de sócio-torcedor. Para tanto, complementarmente, o novo mandatário alviverde deseja profissionalizar o departamento de futebol do clube, com a contratação de um, como o próprio diz, "gerentão". O nome contratado para esta função é o de José Carlos Brunoro, que em meados dos anos de 1990 passou com sucesso pelo Palmeiras, no auge da parceria com a multinacional italiana Parmalat, e que estava gerenciando o Audax paulista. Dessa forma, além de poder contratar reforços de melhor calibre, Nobre tenciona estancar a pesada dívida, na casa dos R$293 milhões, da agremiação paulistana.[4] [5] Dessa maneira, deseja-se entrar no século XXI, século no qual, segundo o próprio presidente, o clube ainda não adentrou.[6]

A degringolante condição econômica do clube, no entanto, tem feito o novo presidente suar mais do que imaginava na função. Ao afirmar que "vende o almoço para pagar a janta", Nobre teve de recusar a manutenção do acordo entre o seu antecessor, Arnaldo Tirone, e o meia argentino Riquelme, dizendo ser uma grande irresponsabilidade bancar a contratação de tal atleta sem ter cotas vendidas no marketing.[7]

Já enfrentou críticas logo no início de sua gestão, tanto por parte da imprensa[8] quanto por parte da torcida[9] , por ter negociado o principal jogador do clube, Hernán Barcos, com o Grêmio sem saber ao menos quais seriam os jogadores que seguiriam do Sul a São Paulo na troca. Marcelo Moreno, o nome mais vultoso do negócio, teria se recusado a deixar Porto Alegre, com seu pai, inclusive, tendo feito declarações ofensivas ao Palmeiras, o qual chamou de "fracassado".[10]

Depois da agressão à delegação palmeirense na volta da Argentina após a derrota diante do Tigre, pela Libertadores, Nobre afirmou que só voltaria a se relacionar com a organizada Mancha Verde se os responsáveis pelo ato fossem entregues. Contudo, ironicamente, os torcedores responderam à atitude do presidente de maneira jocosa, afirmando que querem um clube "forte, digno, vencedor e com espírito NOBRE".[11]

Em 07 de abril de 2013, Nobre revelou que o passe do jovem Leandro, emprestado pelo Grêmio até o final do ano, está fixado em 5 milhões de euros. Assumindo que o valor está fora da realidade palmeirense, o presidente, no entanto, se comprometeu a encontrar esforços para manter o jovem atacante, autor de gol em sua estreia pela seleção brasileira e, pelas boas atuações, ídolo em potencial da torcida alviverde, no clube.[12]

Em 29 de abril de 2014, após uma contratação polêmica, por parte do São Paulo, do então ídolo palmeirense Alan Kardec, Paulo Nobre decidiu romper relações políticas com o rival, após o mandatário são-paulino, Carlos Miguel Aidar, chamar a atitude do colega de cargo, que afirmara que a posição do Tricolor, ao contratar Kardec, foi "antiética", de "patética"[13] , o que foi considerado por Nobre uma tentativa de "diminuir o nosso alviverde".[14]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]