Paulo Portas

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Paulo Portas
Retrato de Paulo Portas, 2011
Vice-Primeiro-Ministro de Portugal Flag of Portugal.svg
Período de governo 24 de julho de 2013
até atualidade
Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho
Antecessor(a) Eurico de Melo
Líder do CDS - Partido Popular
Período de governo 21 de abril de 2007
até atualidade
Antecessor(a) José Ribeiro e Castro
Vida
Nascimento 12 de setembro de 1962 (52 anos)
Lisboa
Dados pessoais
Partido CDS-PP
Profissão Jurista e Jornalista
Assinatura Assinatura de Paulo Portas

Paulo Sacadura Cabral Portas (Lisboa, 12 de setembro de 1962) é um jurista, jornalista, político conservador português. Actualmente, Paulo Portas é o vice-primeiro-ministro de Portugal, lugar que foi criado exclusivamente para o próprio após ameaça de descontinuar o apoio ao actual Primeiro Ministro.

Nascido na freguesia de Avenidas Novas (São Sebastião da Pedreira), é filho de Nuno Portas, arquitecto, e de Helena de Sacadura Cabral, economista e jornalista; irmão de Miguel Portas, dirigente político, e meio-irmão de Catarina Portas, jornalista e empresária. É também sobrinho e neto do aviador Sacadura Cabral.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Estudou no Colégio de São João de Brito e licenciou-se em Direito, na Universidade Católica Portuguesa.

Estreou-se no jornalismo aos quinze anos, como estagiário na redacção de O Tempo. Foi depois redactor de A Tarde e do Semanário, acompanhando Vítor Cunha Rego. [1]

Iniciou a sua vida política na Juventude Social Democrata, em 1975,[2] chegando a dirigir o seu jornal oficial, então designado Pelo Socialismo. Em 1979 aderiu também ao Partido Social Democrata, abandonando as duas estruturas em 1982.

Juntamente com Miguel Esteves Cardoso fundou O Independente, um jornal que pretendia revolucionar a imprensa portuguesa, contrapondo os jornais esquerdistas de então. Através d'O Independente protagonizou violentas críticas e denúncias contra os governos de Aníbal Cavaco Silva. A par do jornalismo leccionou, na Universidade Moderna de Lisboa, a disciplina de História das Ideias Políticas, e dirigiu a Amostra, centro de sondagens da mesma instituição.

Em 1995 abandona a direcção d' O Independente, iniciando uma carreira política. Foi eleito deputado à Assembleia da República, nas listas do Centro Democrático Social, pelo Círculo de Aveiro. Juntamente com Manuel Monteiro, protagonizou a revisão da orientação política do partido, que adoptara a designação de CDS-PP - Partido Popular.

Incompatibilizado com Manuel Monteiro, disputou a liderança do CDS-PP à sua sucessora designada, Maria José Nogueira Pinto, que derrotou. Foi deputado à Assembleia Municipal de Oliveira de Azeméis (1997-2001), presidiu ao Grupo Parlamentar do CDS-PP (1999-2001), foi deputado ao Parlamento Europeu (1999) e candidato a presidente da Câmara Municipal de Lisboa (2001), eleito vereador. A 17 de Agosto de 1998 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Mérito Civil de Espanha.[3]

Entre 2002 e 2005 foi co-responsável pela coligação governativa entre o PSD e o CDS-PP, vindo a exercer funções como Ministro de Estado e da Defesa Nacional (2002-2004) e Ministro de Estado, da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar (2004-2005), nos respectivos XV e XVI Governos Constitucionais. Nas eleições legislativas de 2005, não conseguindo o objectivo de obter 10% dos votos e evitar a maioria absoluta do Partido Socialista, pediu a demissão, sucedendo-lhe alguns meses mais tarde José Ribeiro e Castro. Em 2005 foi distinguido pelo secretário da Defesa dos Estados Unidos da América, Donald H. Rumsfeld, com a medalha ‘Distinguished Public Service Award'.[4]

No entanto, em 2007, voltaria com uma candidatura à Comissão Política Nacional, que o trouxe de volta à liderança do CDS-PP. Obteve cerca de 75%[5] do votos sobre Ribeiro e Castro. No intervalo, dedicara-se à análise da atualidade política na SIC Notícias.

A 5 de junho de 2011 é candidato, e reeleito, deputado nas eleições legislativas para a Assembleia da República.
Conduziu as negociações para a constituição do XIX Governo Constitucional de Portugal pelo CDS-PP com o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, que culminaram na assinatura a 16 de junho de 2011 de um acordo político de governação denominado "Maioria para a Mudança".

No dia 21 de Junho de 2011, toma posse como Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros pelo XIX Governo Constitucional de Portugal. Nestas funções, sugeriu que as Embaixadas de Portugal se tornassem locais de mostras de produtos nacionais. Posteriormente, ficou encarregue da Economia para as questões externas, até então a cargo do Ministério da Economia e de Álvaro Santos Pereira.

A 16 de Julho de 2012 foi feito Comendador com Estrela da Ordem do Mérito da Polónia.[6]

A 2 de Julho de 2013, Paulo Portas apresenta a sua carta de demissão do governo ao primeiro-ministro, Pedro Passos de Coelho devido à escolha da nova ministra das finanças, Maria Luís Albuquerque, após a demissão do antigo ministro Vítor Gaspar no dia anterior. Contudo, após dois dias de conversações entre os líderes da coligação, os dois partidos chegaram a um acordo. No dia 7 de Julho, o líder do CDS-PP é promovido a vice-primeiro-ministro e fica com a responsabilidade da coordenação das políticas económicas, do relacionamento com a Comissão de Credores e da reforma do Estado.

Tem residência oficial no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa.

Polémicas[editar | editar código-fonte]

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Caso Moderna[editar | editar código-fonte]

O Caso Moderna ganhou notoriedade, quando Esmeraldo Azevedo, antigo dirigente da Dinensino, fez com que a PJ iniciasse um inquérito. Entre a muita informação alegadamente descoberta, focou-se atenção na hipótese de terem sido descobertas informações que Paulo Portas e a sua mãe, Helena Sacadura Cabral Portas, assim como outras personalidades, teriam recebido ofertas da cooperativa em causa, de forma a que esta ganhasse notoriedade e visibilidade nas altas esferas da sociedade. Um dos presentes alegadamente terá um sido uma viatura de luxo, da marca Jaguar. O "Caso Moderna", assim como é conhecido, culminou na detenção de José Braga Gonçalves, o qual foi mais tarde libertado no dia 25 de Outubro de 2005.

Sousa Lara ex-vice-reitor da Universidade Moderna e um dos arguidos no Caso Moderna, acusou Paulo Portas numa sessão de tribunal de estar implicado no caso. Sousa Lara disse que em relação a Paulo Portas, existia matéria com implicações a nível penal. Segundo Sousa Lara, terão sido umas viagens que Paulo Portas terá alegadamente feito. No entanto, ao ser interrogado por mais informações acerca disto, Sousa Lara escusou-se a clarificar e pediu desculpas ao colectivo de juízes.

Este caso também parece ter ligações com a alegada gestão danosa por parte de Paulo Portas, quando este geria a empresa de sondagens Amostra, quando uma alegada carta de José Braga Gonçalves veio a público.

Alegada carta de José Braga Gonçalves a Paulo Portas[editar | editar código-fonte]

Alegadamente, José Braga Gonçalves terá escrito uma carta a Paulo Portas, enquanto cumpria prisão preventiva. O que saiu para a comunicação social foi uma carta que se pode ler no site do jornal "Público".

Alegado afastamento de Maria José Morgado[editar | editar código-fonte]

Em 2002, Maria José Morgado, na altura na Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Financeira da Polícia Judiciária, para surpresa geral, demite-se. Rumores acerca do papel da ex-ministra da justiça Celeste Cardona e Paulo Portas começaram a circular na comunicação social. A princípio, Maria José Morgado declarou serem falsos os rumores que davam a entender que esta teria sido pressionada pelos dois ministros para se demitir. No entanto, mais tarde, numa comissão de inquérito, Maria José Morgado revelou que foi Adelino Salvado, o então director nacional da PJ, que lhe tinha dito que eram Celeste Cardona e Paulo Portas que teriam receio que ela continuasse a liderar o combate ao crime económico na PJ.

Paulo Portas recusou-se a comentar as declarações de Maria José Morgado, porque tal, segundo ele, faria com que caísse numa armadilha e negou a ligação entre as demissões e o Caso Moderna.


Compra de submarinos[editar | editar código-fonte]

A compra de submarinos para a marinha portuguesa a uma empresa alemã, referido como caso dos submarinos, e a burla e fraude associada às contrapartidas por essa compra, referido como caso das contrapartidas dos submarinos, ambos com origem na investigação do caso Portucale, está envolto em polémica, uma vez que alegadamente faltam 34 milhões de euros e que, desses 34 milhões de euros, 1 milhão alegadamente foi parar a uma conta bancária ligada ao CDS-PP. Está também envolta em dúvida a necessidade de tornar a Escom UK como mediadora do negócio e que papel isso poderá ter no dinheiro desaparecido.

Em Outubro de 2009, a PJ realizou buscas num escritório de advogados, para tentar encontrar o contrato que alegadamente anda desaparecido. Francisco Louçã, líder do partido Bloco de Esquerda, sugeriu que Paulo Portas talvez as encontraria entre as 61 mil fotocópias que alegadamente fez, antes de abandonar as funções governativas.

Escândalo dos "Vistos Gold"

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Precedido por
Manuel Monteiro
Presidente do Partido Popular
1997 - 2005
Sucedido por
José Ribeiro e Castro
Precedido por
Rui Pena
Ministro da Defesa
2002 - 2005
Sucedido por
Luís Amado
Precedido por
José Ribeiro e Castro
Presidente do CDS-PP
2007 - Presente
Sucedido por
-
Precedido por
Luís Amado
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
XIX Governo Constitucional
2011 - 2013
Sucedido por
Rui Machete
Precedido por
Eurico de Melo
Vice-Primeiro Ministro
XIX Governo Constitucional
2013 - Presente
Sucedido por
-