Pavilhão Carlos Lopes

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Pavilhao Carlos Lopes 07.JPG

O Pavilhão Carlos Lopes fica situado no Parque Eduardo VII freguesia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa.

O edifício, idealizado pelos arquitectos Guilherme e Carlos Rebello de Andrade e Alfredo Assunção Santos, foi primeiramente construído no Brasil para a Grande Exposição Internacional do Rio de Janeiro, abrindo a 21 de Maio de 1923.

Mais tarde seria reconstruído em Lisboa, e chamado Palácio das Exposições. A sua abertura deu-se em 3 de Outubro de 1932 com a Grande Exposição Industrial Portuguesa.

Foi adaptado para receber eventos desportivos em 1946, tendo-se lá disputado o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins em 1947.

Em 1984, muda o nome em homenagem ao atleta português Carlos Lopes.

Foi encerrado em 2003.

Futuro[editar | editar código-fonte]

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Em 2008 foi decidido transformar o edifício no Museu Nacional do Desporto.

O museu deveria ter auditórios, cafetaria, restaurante, loja, desportódromo, exposições e cinco núcleos temáticos: corpo, actividade física, desporto, mudança e património.

Estava previsto que as obras de adaptação seriam adjudicadas em 2009 sendo suportada pelo Instituto do Desporto e receitas do Casino de Lisboa. Deveria abrir em 2011.

O município chegou a receber três milhões de euros do Casino de Lisboa - como contrapartida para a licença do jogo - para aplicar na recuperação.

Em 2012, a câmara de Lisboa lançou um concurso internacional para recuperar e gerir o pavilhão, pretendendo travar o estado de ruína em que se encontra o edifício, de modo a que possa voltar a receber qualquer tipo de eventos[1] .

O concurso pretendia concessionar o Pavilhão a privados, por um prazo máximo de 35 anos e com uma renda fixa pelo espaço e outra em função dos resultados de exploração, depois da sua reabilitação (estimada em cerca de sete milhões de euros) e com a construção obrigatória de um parque de estacionamento subterrâneo. O concurso visava a concessão de exploração do Pavilhão Carlos Lopes associada a um projecto de pavilhão multiusos que, simultaneamente, garanta a manutenção da valência desportiva do espaço e permita o desenvolvimento de outras actividades, como conferências ou colóquios, criando um novo polo de dinamização da zona. Além da contrapartida das rendas e da reabilitação, o concessionário ficaria obrigado a disponibilizar o pavilhão à Câmara de Lisboa por dez dias por ano.

Em Março de 2013, foi anunciado que a Fundação de Solidariedade Social Aragão Pinto ganhou o concurso e iria reabilitar e explorar o Pavilhão Carlos Lopes, escolha essa aprovada pelo executivo municipal, apenas com a abstenção do PSD.

Em Julho de 2013 a Câmara de Lisboa considerou que a proposta daquela entidade, que foi a única concorrente ao concurso público internacional lançado em 2012, deve ser excluída, por "flagrante contradição" com as normas do concurso[2] .

Referências