Pax Americana

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Pax Americana
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A Pax Americana[1] [2] [3] é um termo latino referindo-se a hegemonia norte-americana no mundo. Também indica o período de relativa paz entre as potências ocidentais e outras grandes potências do fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, coincidindo com a atual dominação econômica e militar dos Estados Unidos da América, em estreita colaboração com a ONU. Este conceito coloca os EUA no moderno papel que poderia ter o Império Romano em sua época (Pax Romana) e o Império Britânico no século XIX (Pax Britannica) para um papel de "polícia do mundo".[4] O resultado são incursões militares dos EUA para combater as ações hostis aos interesses norte-americanos e dos países aliados.

No entanto, essa "Pax Americana" não garante a ausência total de qualquer guerra global. Então, muitas vezes, os Estados Unidos e seus aliados tiveram que participar de diversos conflitos, como a Guerra da Coreia (1950-1953), a Guerra do Vietnã (1964-1975), e mais recentemente a Guerra do Golfo (1990-1991), a Guerra do Afeganistão (2001) e a Guerra no Iraque (2003).

O termo "Pax Americana" é usado tanto pelos defensores e quanto pelos críticos da política externa dos Estados Unidos e pode ter diferentes conotações, alternadamente positiva ou negativa, dependendo do contexto em que ela é usada.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Geral
Estados Unidos da América, Cronologia das operações militares dos Estados Unidos
Doutrinas
Doutrina Truman, Doutrina Reagan, Doutrina Clinton, Doutrina Bush, Doutrina Powell, Doutrina Wolfowitz
Conceitos Primários
Missão civilizatória, Emenda Platt, Santa Aliança, Convenções da Haia (1899 e 1907)
Conceitos Modernos
Sistema Bretton Woods, Guerra Fria, Neoconservadorismo, Anti-comunismo
Conceitos globais
Cidadania Global, Governo mundial, Superpotência
Outros
Democracia messiânica, Teorias de conspiração sobre o 11 de setembro, Iniciativa Pan Sahel

Referências

  1. Joseph S. Nye, Jr., The Changing Nature of World Power. Political Science Quarterly, The Academy of Political Science, Vol. 105, No. 2 (Summer, 1990), pp. 177-192
  2. Annals of the American Academy of Political and Social Science. Philadelphia: Published by A.L. Hummel for the American Academy of Political and Social Science, 1917. "Pax Americana", George W. Kihchwey. Page 40+.
  3. Abbott, Lyman, Hamilton Wright Mabie, Ernest Hamlin Abbott, and Francis Rufus Bellamy. The Outlook. New York: Outlook Co, 1898. Expansion not Imperialism" Page 465. (cf. [...] Felix Adler [states ...] "if, instead of establishing the Pax Americana so far as our influence avails throughout this continent, we should enter into' the field of Old World strife, and seek the sort of glory that is written in human blood." Here it is assumed that we have failed in establishing self-government, and propose to substitute, at least in other lands, an Old World form of government. This sort of argument has no effect on the expansionist, because he believes that we have magnificently succeeded in our problem, in spite of failures, neglects, and violations of our own principles, and because what he wishes to do is, not to abandon the experiment, but, inspired by the successes of the past, extend the Pax Americana over lands not included in this continent.")
  4. Harper's Magazine. 1885. "The Federal Union", Page 413.