Peace Sells... but Who's Buying?

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Peace Sells... but Who's Buying?
Álbum de estúdio de Megadeth
Lançamento 19 de Setembro de 1986[1]
Gravação Outubro de 1985 – 20 de Março de 1986 nos estúdios Music Grinder, Track Records e Rock Steady Studios em Los Angeles; Maddog Studios em Venice, Los Angeles
Gênero(s) Thrash metal
Duração 36:12
Gravadora(s) Capitol Records
Produção Dave Mustaine, Randy Burns
Cronologia de Megadeth
Último
Último
Killing Is My Business... and Business Is Good!
(1985)
So Far, So Good... So What!
(1988)
Próximo
Próximo
Singles de Peace Sells... but Who's Buying?
  1. "Wake Up Dead"
    Lançamento: 1986
  2. "Peace Sells"
    Lançamento: 1986

Peace Sells... but Who's Buying? é o segundo álbum de estúdio da banda norte-americana de thrash metal Megadeth, lançado em 19 de Setembro de 1986.

O projecto foi inicialmente comandado pela Combat Records, resultando numa primeira mistura feita pelo co-produtor Randy Burns. Mais tarde a Capitol Records comprou os direitos do álbum e um outro produtor, Paul Lani, foi contratado para ser ele a misturá-lo. Em 2004, foi de novo remisturado e melhorado por Dave Mustaine, o líder da banda, que acrescentou várias notas, que detalham como foi a sua produção. Em 2011, foram editadas todas as três versões como parte das celebrações do seu 25º aniversário. É o último álbum de Megadeth que conta com Gar Samuelson na bateria, e o último até The System Has Failed (2004) com Chris Poland na guitarra. Tanto o título como o desenho mostrado na capa do álbum dão uma ideia irónica sobre a Guerra Fria, implicando que a paz, representada pelo edifício da Assembleia Geral das Nações Unidas, está para venda.

Peace Sells... but Who's Buying? é listado como um dos 1001 Álbuns Que Tem de Ouvir Antes de Morrer, para além de ser altamente considerado um clássico e um marco do movimento thrash metal, que juntamente com outros álbuns lançados no mesmo período, foi crucial em dar proeminência ao extreme metal.

Chegou à posição #76 nas tabelas norte-americanas da revista Billboard e foi certificado como disco de platina nos Estados Unidos em 1992. A faixa "Peace Sells" atingiu o 11º lugar na lista "40 Greatest Metal Songs" do canal de televisão VH1.

Inicio e gravações[editar | editar código-fonte]

Numa entrevista à revista Metal Forces em Dezembro de 1985, Dave Mustaine revelou que a banda já estava a escrever material novo para o seu segundo álbum. Afirmou que duas canções ("Black Friday" e "Bad Omen") estavam já acabadas e descreveu-as como um "um borrão total", e muito mais rápidas que "Rattlehead".[2]

O critico profissional de rock, Steve Huey, notou que o álbum combina uma "consciência politica punk, com uma visão negra e ameaçadora do mundo, típica do heavy metal, preocupada com o mal, o oculto e seus afins."[1] Sobre as letras do álbum, o vocalista Mustaine e o baixista David Ellefson, disseram que queriam mudar a percepção do público sobre o heavy metal, ao escreverem canções que têm letras socialmente conscientes. Mustaine mais referiu que a banda não era imune à situação politica da altura e que algumas das canções do álbum reflectem as suas próprias crenças politicas.[3]

Por exemplo, a capa do álbum tem uma ideia irónica sobre a Guerra Fria. Em frente de um céu laranja e vermelho, é mostrado o edifício da Assembleia Geral das Nações Unidas, logo após um ataque nuclear. Em primeiro plano está a mascote da banda, Vic Rattlehead, encostado a um sinal onde se lê "For Sale" (Para Venda) (em algumas edições aparece também a frase "Vic Realtors"), dando a entender que a Organização das Nações Unidas está para venda. Tanto a capa como o titulo sugerem que embora a paz seja um tema popular, tornou-se um objecto para comércio. Estes temas reflectem-se também na faixa "Peace Sells", juntamente com outros, como a desilusão dos jovens. Dave Mustaine inspirou-se para o titulo a partir de um artigo da Reader's Digest, que se chamava "Peace Would Sell But No One Would Buy It".[4]

Peace Sells... but Who's Buying? foi gravado em vários estúdios na zona de Los Angeles desde Outubro de 1985 até Março de 1986.[4] As gravações do álbum foram muito complicadas para Megadeth; tanto o guitarrista Chris Poland como o baterista Gar Samuelson, passavam horas sem aparecer em estúdio devido ao seu enorme vicio por heroína.[5] A banda não ficou contente com o resultado depois de acabar as gravações com a editora Combat Records,[4] [5] e eventualmente foram interpelados por Tim Carr da Capitol Records. Depois de assinarem o novo contrato, a nova editora contratou o produtor Paul Lani para voltar a remisturar os originais feitos por Randy Burns, o anterior produtor.[4] [5]

Canções[editar | editar código-fonte]

Faixas 1–4[editar | editar código-fonte]

Wake Up Dead
O primeiro single do álbum, "Wake Up Dead", fala das relações extra-conjugais e das suas possíveis consequências.

Peace Sells
O video de "Peace Sells", bem como a secção inicial muito distinta da guitarra baixo, tornaram-se presença constante na MTV.

Problemas para escutar estes arquivos? Veja introdução à mídia.

"Wake Up Dead" tem letras que descrevem um homem que engana a sua mulher ou namorada e que tenta entrar em casa sem ser visto, porque se a mulher conhece a sua relação extra-conjugal, ela irá matá-lo.[6] Dave Mustaine disse que "Wake up Dead" foi escrito sobre ele a enganar uma mulher com quem vivia. Mustaine apenas ficava com ela na altura porque não tinha casa e precisava de um sitio para viver. Infelizmente ele estava apaixonado por outra rapariga, e aquela com quem ele vivia poderia ficar zangada se descobrisse que ele tinha outra. Eventualmente acabou por deixá-la por pensar que ela podia ter intenções de o matar."[7]

De acordo com Bob Larson, "The Conjuring" aparentemente simula uma cerimonia satânica.[8] Também faz referencias ao advogado do diabo e aos seus intermediários.[9] Mustaine disse que a canção é sobre magia negra com instruções sobre como fazer hexes.[10] No entanto, devido à sua conversão ao Cristianismo, a canção nunca mais foi tocada ao vivo.[11]

"Peace Sells" reflecte as crenças politicas e sociais de Mustaine.[12] Ellefson afirmou que durante a digressão antes de gravarem o álbum, a banda "percebia que a canção "Peace Sells" iria ser um êxito".[13] O video da canção tornou-se presença constante na MTV e a secção inicial muito distinta da guitarra baixo foi usada como introdução para o programa MTV News.[14] No entanto, Mustaine disse que não receberam direitos de autor porque a canção estava cortada um segundo antes da MTV ter de pagar pelo seu uso.[15]

"Devils Island" expressa os pensamentos de um prisioneiro antes de ser executado na notória ex-colónia prisional francesa na Ilha do Diabo (Île du Diable). Na canção, a vida do prisioneiro é poupada por Deus mesmo antes deste ser morto, mas no entanto é condenado a passar o resto da sua vida na Ilha do Diabo.[16]

Faixas 5–8[editar | editar código-fonte]

"Good Mourning/Black Friday" é uma canção de duas metades, que começa com uma parte instrumental: "Good Mourning".[17] Sobre as letras, Mustaine descreveu "Black Friday" como algo sobre "um homicida que começa uma matança".[10] Com o uso excessivo de linguagem gore, a canção conta as crónicas dos actos de um assassino em série.[18] Foi inspirada em Dijon Carruthers, que foi por algum tempo o baterista da banda antes de Gar Samuelson. De acordo com Mustaine, Carruthers dava-se com pessoas que praticavam ocultismo, que o inspiraram a escrever canções sobre temas espirituais.[17]

"Bad Omen" explora o tema do oculto.[19] Dave Mustaine descreveu "Bad Omen" como "dois alegras campistas que caíram sem querer numa orgia satânica no meio da floresta" e que depois "viram aqueles idiotas à espera da bênção de Satanás".[20] Depois de ser questionado sobre se a banda acreditava nos temas sobre o qual escrevia, Mustaine respondeu: "Temos conhecimento dos temas sobre o qual escrevemos — bruxaria, sacrifícios satânicos e afins — mas não queira dizer que os perdoamos."[8]

"I Ain't Superstitious" foi escrita por Willie Dixon e gravado originalmente por Howlin' Wolf em 1961. A versão de Megadeth é muito diferente da original.[19]

"My Last Words" é sobre um jogo de roleta russa e o medo que provoca jogá-lo.[21] David Ellefson revelou que a canção foi escrita antes de Megadeth ter editado Killing Is My Business... and Business Is Good!, o álbum de estreia. Apesar de ser uma das faixas menos conhecidas do disco, o jornalista musical Martin Popoff disse que a canção era um bom exemplo de uma banda de "thrashers rápidos", e uma evidência do porquê dos Megadeth terem sido apelidados de "progenitores de velocidade destemidos".[7] A Kerrang! refere que só "My Last Words" já vale o preço de admissão para Peace Sells...But Who's Buying?.[22]

Recepção crítica[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Encyclopedia of Popular Music 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg[23]
Kerrang! 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg[24]
The Rolling Stone Album Guide 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg[25]
Martin C. Strong 8/10[26]

Peace Sells... but Who's Buying? foi bem recebido pelos críticos de música contemporânea.[27] Fred Goodman da revista Billboard, fez realçar que o álbum "é um conjunto de impressionantes faixas" e que não deve ser recomendado aos "de coração fraco".[28] Colin Larkin, ao escrever para a Encyclopedia of Popular Music, vê o álbum como uma enorme melhoria em relação ao antecessor, tanto no aspecto técnico como musical.[23] A Kerrang! considera Peace Sells... but Who's Buying? como o álbum que viu o início do som distintivo de Megadeth.[24]

Ao escrever na The Rolling Stone Album Guide, o autor Nathan Brackett disse que Megadeth estavam a representar "o lado negro e mau do thrash americano" através da década de 1980. No entanto, considera que o álbum é muito idêntico ao resto da discografia da banda durante este período.[29]

Legado[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Pontuações agregadas
Fonte Avaliação
Metacritic 83/100[22]
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
About.com 5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg[5]
Allmusic 4.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar half.svg[1]
Kerrang! 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[22]
Pitchfork Media 8.7/10[30]
PopMatters 6/10[31]
Q 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[32]
Record Collector 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[33]
Spin 8/10[34]
Sputnikmusic 4.5/5[35]

Em retrospectiva, Peace Sells... but Who's Buying? tem sido considerado como um marco do movimento thrash metal.[36] Juntamente com Master of Puppets de Metallica e Reign in Blood de Slayer, ambos também editados em 1986, Peace Sells... but Who's Buying? é visto como crucial em dar proeminência ao extreme metal.[32] Steve Huey do Allmusic reconhece que o álbum como um feito notável na história da banda, chamando-o "clássico do thrash inicial".[1] Similarmente, Chad Bowar do About.com disse que o álbum capta Megadeth no seu melhor, e recomenda-o como "obrigatório" para os fãs deste género.[5] Mike Stagno do Sputnikmusic diz que é "uma genuína obra prima do thrash metal" e que foi a principal razão para Megadeth se tornar uma das principais bandas da cena thrash.[35] Joel McIver, escreveu no Record Collector, que o ponto forte do álbum é a sua fluidez, com todas as canções a moverem-se numa corrente continua e estável. De acordo com McIver, o álbum foi "a rampa de lançamento" para os críticos que na altura estavam muito cépticos e hostis para este tipo de música.[33]

Jess Harvell do Pitchfork Media refere que graças a este álbum, Megadeth desenvolveu um enorme culto de seguidores. Harvell vê o disco como uma resistência contra o glam metal daquele período, porque bandas como Megadeth, eram mais apelativas aos "miúdos rebeldes".[30] Adrien Begrand do Popmatters elogia o álbum por dar uma forte impressão tanto musicalmente como visualmente, apesar de reconhecer que não é o disco tecnicamente mais bem conseguido da banda. Também explica que este álbum ainda permanece como favorito entre os fãs, porque tem uma combinação única do "extremo com o acessível".[31] Mike Powell da revista Spin diz que Peace Sells... é um exemplo de "hardcore polido" com letras satânicas.[34] Jeff Treppel da revista Decibel diz que o álbum tem um som distinto, que separa Megadeth dos seus contemporâneos: "Peace Sells foi um predador mais esguio e sujo - o Velociraptor para o seu adversário Tyrannosaurus rex. Megadeth prefere matar com velocidade e precisão do que com poder e tamanho." De acordo com ele, Peace Sells... but Who's Buying? foi a primeira real cristalização de fusão jazz, punk rock e New Wave of British Heavy Metal, influenciando incontáveis bandas de heavy metal que se lhe seguiram, desde Arch Enemy a Dragonforce.[37]

Para além da aclamação critica que recebeu, o álbum recebeu diversas honras desde que foi editado. Está presente no livro de Robert Dimery, 1001 Álbuns Que Tem de Ouvir Antes de Morrer,[38] bem como na edição de Martin Popoff dos Os Melhores 500 Álbuns de Heavy Metal De Sempre.[39] O About.com coloca-o em terceiro na sua lista dos "Álbuns Essenciais de Thrash Metal", comentando que mesmo depois de mais de duas décadas desde o seu lançamento, Peace Sells... but Who's Buying? continua a ter o estatuto de clássico indiscutível.[40]

A faixa "Peace Sells" atingiu o 11º lugar na lista "As 40 Melhores Canções de Metal" do canal de televisão VH1.[41]

Reedições[editar | editar código-fonte]

Em 2003, a Capitol Records reeditou o álbum em DVD-Audio, com a lista de faixas original, em resolução 96k/24-bit, tanto para mistura de som surround como a de estéreo, e os vídeos musicais "Wake Up Dead" e "Peace Sells". A 12 de Julho de 2011, a banda reeditou o álbum: uma edição de 2-Discos e uma outra especial de uma caixa com 5-Discos + 3-LP, para comemorar o 25º aniversário do álbum.[42] A reedição inclui notas escritas por Mustaine e Lars Ulrich, baterista de Metallica.[43] A reedição do 25º aniversário vendeu cerca de 2000 unidades durante a primeira semana de vendas.[44]

A edição de caixa do 25º aniversário contém cinco discos. Discos 1–3 tem todos o álbum original; o disco 1 tem a mistura original (versão melhorada de 2011), disco 2 tem o remistura de 2004 e o disco 3 tem as misturas feitas por Randy Burns (alguns exemplos apareceram como faixas bónus no lançamento de 2004). O disco 4 contém um concerto gravado em 1987, também disponível na edição de 2-discos. O disco 5 tem o álbum original (de novo, versão melhorada de 2011), e o concerto de 1987 com audio de alta resolução.[45] A edição de 2-discos do 25º aniversário tem o álbum original no disco 1 e o concerto já referido no disco 2.[37]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

Todas as canções escritas e compostas por Dave Mustaine, excepto "I Ain't Superstitious", por Willie Dixon.[46]

# Título Duração
1. "Wake Up Dead"   3:37
2. "The Conjuring"   5:02
3. "Peace Sells"   4:02
4. "Devil's Island"   5:05
5. "Good Mourning/Black Friday"   6:40
6. "Bad Omen"   4:03
7. "I Ain't Superstitious"   2:45
8. "My Last Words"   4:55
Duração total:
36:12

Pessoal[editar | editar código-fonte]

Os créditos são adaptados das notas contidas no álbum.[46] [47]

Megadeth
Produçao
  • Dave Mustaine – produção, conceito da capa
  • Randy Burns – produção, engenharia
  • Casey McMackin – engenharia
  • Paul Lani – mistura
  • Stan Katayama – mistura
  • Edward J. Repka – design do álbum, ilustração da capa
  • Andy Somers – conceito da capa
Edição de 2004 (remistura e remaster)
  • Dave Mustaine – produção, mistura
  • Ralph Patlan – engenharia, mistura
  • Lance Dean – engenharia, edição digital do audio
  • Scott "Sarge" Harrison – edição
  • Tom Baker – mastering

Tabelas[editar | editar código-fonte]

Tabela (1986) Posição
máxima
Japanese Albums Chart[48] 182
US Billboard 200[49] 76

Certificações[editar | editar código-fonte]

Região Certificação Vendas/remessas
Canadá (Music Canada)[50] Platina 100,000
Reino Unido (BPI)[51] Prata 60,000
Estados Unidos (RIAA)[52] Platina 1,000,000

Honras[editar | editar código-fonte]

Excepto quando está citado, todas as honras e reconhecimentos aqui listados atribuídos a Peace Sells... but Who's Buying? foram adaptadas a partir de Acclaimed Music.net.[38]

Publicação Pais Honra Ano Posição
Exposure Canadá 50 Greatest Albums not to make the Greatest Albums lists 2005 30
Martin Popoff Top 500 Heavy Metal Albums of all Time[39] 2004 31
About.com Estados Unidos Best Thrash Metal Albums[40] 2012 3
Best Heavy Metal Albums Of 1986[53] 2012 3
Robert Dimery 1001 Albums You Must Hear Before You Die 2006 *
Classic Rock & Metal Hammer Reino Unido The 200 Greatest Albums of the 80s 2006 *
Classic Rock The 100 Greatest Rock Albums of All Time 2001 86
Kerrang! Albums of the Year 1986 6
The 100 Greatest Rock Albums 2006 67
Terrorizer The 100 Most Important Albums of the 80s 2000 *
Rock Hard Alemanha Top 300 Albums 2001 22

Referências

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  2. Doe, Bernard (Dezembro de 1985). Megadeth - Love It To Death Metal Forces. Página visitada em 15-11-2013.
  3. Matsumoto, Jon (16-10-1986). Megadeth: These Heavy Metalers Thrash For Peace Los Angeles Times. Página visitada em 15-11-2013.
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  6. Konow, David. Bang Your Head: The Rise and Fall of Heavy Metal. [S.l.]: Crown Publishing Group, 2009. ISBN 0-307-56560-2
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  9. Lewis, G. Craige. The Truth Behind Hip Hop. [S.l.]: Xulon Press, 2009. ISBN 978-1-60791-916-2
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  21. Ramirez, Carlos (13-9-2013). 10 Most Underrated Megadeth Songs. Noisecreep. Página visitada em 12-12-2013.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]