Pecado contra o Espírito Santo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Merge-arrow 2.svg
Este artigo ou secção deverá ser fundido com Pecado imperdoável. (desde fevereiro de 2012)
(por favor crie o espaço de discussão sobre essa fusão e justifique o motivo aqui; não é necessário criar o espaço em ambas as páginas, crie-o somente uma vez. Perceba que para casos antigos é provável que já haja uma discussão acontecendo na página de discussão de um dos artigos. Verifique ambas (1, 2) e não esqueça de levar toda a discussão quando levar o caso para a central.).

Pecado contra o Espírito Santo é, segundo as palavras de Jesus, relatadas pelos evangelhos segundo Lucas e segundo Mateus, como sendo o pecado imperdoável.

Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo.[1]
Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.[2]

http://www.vatican.va/edocs/POR0065/__PF.HTM

Louis-Claude Fillion

Elabora a seguinte explanação:

A cena aqui descrita pelos sinópticos nos oferece uma explicação satisfatória desta espantosa maldição. Jesus tinha acabado de operar um sinal milagroso, por meio do qual a ação de Deus se mostrou claramente. Os fariseus e os escribas, fechando deliberadamente os olhos à luz divina, atreveram-se a deturpar os fatos de maneira odiosa, atribuindo o milagre ao príncipe dos demônios. Por esse motivo, Jesus declarou que a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada, pelo que deu a entender que os que o insultavam haviam cometido, ou estavam prestes a cometer, o pecado irremissível.[3]
Warrem W. Wiersbe
Mas o que vem a ser essa terrível “blasfêmia contra o Espírito Santo”? (...) trate-se de uma situação específica, correspondente apenas ao período em que Cristo ministrou aqui na Terra. Jesus não parecia diferente de qualquer outro homem judeu (Is 53.2). Maldizer Cristo era uma ofensa perdoável enquanto ele estava aqui na Terra. Mas quando o Espírito de Deus veio no Pentecostes, comprovando que Jesus era o Cristo e estava vivo, a rejeição do testemunho do Espírito passou a ser terminante. Logo a única conseqüência possível era o julgamento.
Ao rejeitarem João Batista, os líderes estavam rejeitando o Pai que o enviou. Ao rejeitarem Jesus, estavam rejeitando o Filho. Mas ao rejeitarem o ministério dos apóstolos, estavam rejeitando o Espírito Santo – e essa era a rejeição final. O Espírito é a última testemunha, e tal e tal rejeição não pode ser perdoada.
(...)
É possível cometer o pecado imperdoável nos dias de hoje? Sim. Nos dias de hoje, esse pecado consiste na rejeição categórica e definida de Jesus Cristo. Ele deixou bem claro que todos os pecados podem ser perdoados (Mt 12:31). Adultério, assassinato, blasfêmia e outros pecados do gênero, todos podem ser perdoados. Mas Deus não pode perdoar aquele que rejeita seu Filho, pois é o Espírito quem dá testemunho de Cristo (Jo 15:26) e quem convence o pecador perdido (Jo 16:7-11)[4]

Referências

  1. Evangelho segundo Lucas 12:10
  2. Evangelho segundo Mateus 12:30-31
  3. Louis-Claude Fillion, Enciclopédia da Vida de Jesus, Editora Central Gospel, 2008 (2004), pag. 601
  4. Warrem W. Wiersbe, Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento: Vol I; traduzido por Susana E. Klassen, Editora Geográfica, SP, 2006, pg. 53
Ícone de esboço Este artigo sobre Cristianismo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.