Pedagogia Waldorf

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Michael Park Rudolf Steiner School in Auckland

A Pedagogia Waldorf nasce do desenvolvimento das teorias baseadas na Antroposofia que tem, em si, outras propostas tais como a medicina antroposófica e a agricultura biodinâmica, entre outros.

Introduzida e criada por Rudolf Steiner em 1919, em Estugarda, Alemanha, tem como base o conceito de que o desenvolvimento de cada Ser humano é diferente entre si. Assim o ensino deve levar em conta as diferentes características de cada indivíduo. Um mesmo assunto que se pretende ensinar é assim abordado várias vezes durante o ciclo escolar, mas nunca da mesma maneira, e sempre respeitando a capacidade de compreensão de cada um.

Fundamentalmente, esta pedagogia tem como objetivo desenvolver a personalidade de forma equilibrada e integrada, estimulando o florescimento na criança e no jovem de: clareza do raciocínio; equilíbrio emocional e iniciativa da ação[1] .

Para atingir a formação do ser humano, ela pretende atuar no desenvolvimento físico, anímico e espiritual do aluno, incentivando o querer (agir) por meio da atividade corpórea das crianças em quase todas as aulas. O sentir é estimulado na constante abordagem artística e nas atividades artesanais específicas para cada idade. O pensar é cultivado paulatinamente, desde a imaginação incentivada por meio de contos, lendas e mitos – no início da escolaridade –, até o pensar abstrato rigorosamente científico do Ensino Médio (colegial).~

Este incentiva e encoraja a criatividade, nutre a imaginação e conduz os alunos a um pensamento livre e autónomo[2] .

Uma das características marcantes da Pedagogia Waldorf é o fato de não se exigir do aluno, ou cultivar precocemente o pensar abstrato (intelectual).

Almeja-se que as aulas sejam um preparo para a vida. Procura-se desenvolver as qualidades necessárias para que os jovens floresçam e saibam lidar com as constantes e velozes mudanças que se apresentam no mundo, com criatividade, flexibilidade, responsabilidade e capacidade de questionamento.

Entende-se que o jovem, cada vez mais, precisa ser articulado e capaz de se comunicar claramente, tanto se abrindo para o que os outros têm a dizer como encontrando a melhor forma para expressar seus pensamentos ao mundo. Para tanto, a Pedagogia Waldorf, segundo seus adeptos, permanece revolucionária até os dias de hoje.

Análise de desempenho[editar | editar código-fonte]

Uma escola que segue o modelo pedagógico Waldorf, na Alemanha.

A análise de desempenho de escolas Waldorf em comparado com outras escolas é considerado por muitos inconclusivo devido a escassez de relatórios imparciais de teor quantitativo e qualitativo. Isto ocorre devido o fato de que o conceito de avaliação por notas ser considerado contrário aos ideais da escola Waldorf.[3]

Existem, entretanto, vários estudos quantitativos sobre o resultados das escolas Waldorf.[4] Vale citar os artigos de Douglas Gerwin e David Mitchell, "Standing out without standing alone: profile of Waldorf School graduates", com várias tabelas e com estatísticas mostrando o excelente desempenho dos formandos em escolas Waldorf nos EUA.[5] e de Wanda Ribeiro e Juan Pablo com ex-alunos da Escola Waldorf Rudolf Steiner de São Paulo, Brasil[6]

Importância da reencarnação[editar | editar código-fonte]

O fundador da Pedagogia Waldorf, Rudolf Steiner, possuía uma formação teosófica e foi o pioneiro em aplicar o processo de reencarnação de cada indivíduo com a Pedagogia. Pode-se concluir que Steiner uniu a Antroposofia à Educação. A união do processo reencarnatório com a pedagogia pode ser interpretada como motivacional pois o aluno entenderia que a sua educação e ações atuais acarretará em projeções para outras vidas, ou seja, o aluno teria o desejo de se desenvolver ainda mais para agilizar seu processo evolutivo.

O educador Waldorf que ensina considerando o processo de reencarnação possui uma maior habilidade de compreensão do comportamento de cada um dos seus alunos porque analisa os comportamentos atuais segundo pesquisas das suas vidas anteriores.[7]

Referências

  1. Pedagogia Waldorf, Escola Waldorf São Paulo, 2010
  2. Pedagogia Waldorf, Escola Waldorf São Paulo, 2010
  3. Henry, Mary E. School Cultures: Universes of Meaning in Private Schools. Página 80.
  4. seção de pedagogia Waldorf do site da Sociedade Antroposófica no Brasil
  5. Artigo de Douglas Gerwin e David Mitchell, "Standing out without standing alone: profile of Waldorf School graduates"]
  6. [1]
  7. Imbassahy, Carmen. A Era do Espírito: por um mundo novo e melhor. A Reencarnação e a Pedagogia

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]