Pedagogia hospitalar

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A pedagogia hospitalar busca oferecer assessoria, atendimento emocional e humanístico tanto para o paciente como para o familiar que, muitas vezes, apresentam problemas de ordem psicoafetiva que podem prejudicar na adaptação no espaço hospitalar. Ela acontece quando crianças ou jovens ficam internados por um longo período perdendo aulas. O pedagogo prepara o conteúdo e, dentro do próprio hospital, realiza as atividades propostas de forma adequada a cada paciente, para que o fato de estarem hospitalizadas não seja ainda mais doloroso e acabe prejudicando tanto sua saúde quanto seus estudos.

A prática do pedagogo se dá através das variadas atividades lúdicas e recreativas como a arte de contar histórias, brincadeiras, jogos, dramatização, desenhos e pinturas, a continuação dos estudos no hospital.

Conceito[editar | editar código-fonte]

A Pedagogia Hospitalar é um ramo da educação que proporciona à criança e ao adolescente hospitalizado uma recuperação mais aliviada, através de atividades lúdicas, pedagógicas e recreativas. Além disso, previne o fracasso escolar, que nesses casos, é gerado pelo afastamento da rotina escolar. Pretende integrar o doente no seu novo modo de vida tão rápido quanto possível dentro de um ambiente acolhedor e humanizado, mantendo contatos com o meio exterior privilegiando as suas relações sociais e reforçando os laços familiares. A pedagogia hospitalar é capaz de promover um elo da criança ou do adolescente hospitalizado com o mundo que ficou fora do hospital. Para Fonseca (s/d apud Revista Crescer 2002, p.58), “a sala de aula do hospital é a janela por onde a criança se conecta com o mundo.” Um ambiente que poderia ser frio e desconfortante, acaba sendo transformado com a vinda da pedagogia hospitalar.

Funcionamento[editar | editar código-fonte]

No hospital, junto a pacientes que estão perdendo aula, deixando de aprender por motivo de doença, o psicopedagogo desempenha um papel de agente de suporte psicossocial, atuando nos aspectos psicológicos, sociais e no auxílio à separação e/ou aceitação da doença. Em casos de crises, o objetivo deste profissional é correlacionar o atendimento individual ou coletivo com foco principal na motivação, aprendizagem e bem estar do paciente. Tal função, de agente educador nesse cenário, torna-se fundamental como suporte psicológico, tanto para pacientes quanto para seus familiares. Os pedagogos estarão lá para entender as dificuldades dos pacientes e proporcionar a eles a realização do processo educativo, levando atividades diversificadas de escrita, leitura, matemática e jogos para garantir o desenvolvimento intelectual e acompanhamento escolar. Parte dessas atividades como os jogos, pode ser desenvolvida na brinquedoteca.

As brinquedotecas no Brasil atualmente estão se adaptando à nova realidade porque, pela Lei nº 11.104, tornou-se obrigatória a instalação de brinquedotecas nos hospitais brasileiros. Esta lei surgiu a partir dos movimentos de humanização dos hospitais e simboliza que a inclusão do brinquedo neste ambiente, tem sido concebida como parte da assistência e do tratamento terapêutico dado às crianças e aos adolescentes hospitalizados. Neste processo está ocorrendo o reconhecimento das necessidades infanto-juvenis e do papel da brincadeira para promoção do bem estar físico e social no ambiente hospitalar.

As intervenções naturalmente restituem a auto-estima dessas crianças robustecendo-lhes à vontade de viver pela volta à escola. A escola é o principal meio de socialização da criança. Distante da escola, essa criança não se distancia da família, pelo contrário; há uma tendência maior de aproximação entre os membros.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • PAULA, E. M. A. T.; FOLTRAN, E. P. Brinquedoteca Hospitalar: Direito das crianças e adolescentes hospitalizados. In: Conexão UEPG. Ponta Grossa: UEPG, v. 3, n. 1, 2007. p. 20-23.
  • PEDAGOGIA HOSPITALAR: Conceitos. Disponível em: <http://kassi10milla.tripod.com/id1.html> Acesso em 24 mar. 2009.
  • PEDAGOGIA HOSPITALAR: Reflexão sobre a atividade dos profissionais da educação no âmbito da pedagogia hospitalar. Disponível em: <http://www.ulsm.pt/fotos/gca/1151491099pedagogia_hospitalar.pdf>. Acesso em 24 mar. 2009.
  • VAZ, A.; CALEFFI, R. Hora de Alegria: Projeto de extensão leva diversão e conhecimento a crianças hospitalizadas. In: Public Ação. Guarapuava: UNICENTRO, a. 1, n. 1, nov. 2008. p. 03.
  • WOLF, R. A. P. Pedagogia Hospitalar: A prática do pedagogo em instituição não-escolar. In: Conexão UEPG. Ponta Grossa: UEPG, v. 3, n. 1, 2007. p. 47-51.