Pedagogia hospitalar

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..A pedagogia hospitalar busca oferecer assessoria, atendimento emocional e humanístico tanto para o paciente como para o familiar que, muitas vezes, apresentam problemas de ordem psicoafetiva que podem prejudicar na adaptação no espaço hospitalar. Ela acontece quando crianças ou jovens ficam internados por um longo período perdendo aulas. O pedagogo prepara o conteúdo e, dentro do próprio hospital, realiza as atividades propostas de forma adequada a cada paciente, para que o fato de estarem hospitalizadas não seja ainda mais doloroso e acabe prejudicando tanto sua saúde quanto seus estudos.

A prática do pedagogo se dá através das variadas atividades lúdicas e recreativas como a arte de contar histórias, brincadeiras, jogos, dramatização, desenhos e pinturas, a continuação dos estudos no hospital.

História da Pedagogia Hospitalar[editar | editar código-fonte]

Em 1935 o Ministro da Saúde da França, Henri Sellier, inaugurou em Paris a primeira escola para crianças que por motivos de saúde tinha que se afastar da escola. Logo esta atividade expandiu-se para outros países, como Alemanha, Europa e Estados Unidos. Este novo espaço escolar foi inserido como uma nova visão de ensino, pois havia certas doenças que impediam a presença dos alunos à escola, devido a internações, necessidades de repouso, com tempo estimáveis ou não.

Ao final da Segunda Guerra Mundial em 1939, surgiram escolas nos hospitais da Europa. Neste ano, devido a guerra houve um grande numero de crianças e adolescentes feridos impossibilitando que estes frequentassem a escola regular.

No Brasil este ramo começou por volta de 1931, na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que indicam em seus relatórios anuais o atendimento pedagógico especializado a deficientes físicos. Mas só em 1950 oficializou a primeira classe hospital, no Hospital Municipal de Jesus, que atua até os dias atuais no Rio de Janeiro, atendendo crianças internadas com poliomielite.

A Pedagogia hospitalar inicia seu processo na vida de crianças e adolescentes a partir do momento em que recebem o diagnóstico da doença, que desde aquele momento mudar o rumo da sua vida. Segundo Neusa Amorim ‘’Em consequência da segunda Guerra Mundial, inúmeras crianças e adolescentes em idade escolar, foram mutiladas e feridas, o que motivou a permanência delas em hospitais por longos períodos‘’. A educação esta presente em todos os momentos de nossas vidas, sendo para escrever uma carta para um parente, um e-mail de trabalho ou até um sms para a pessoa que ama. No hospital as crianças tem apoio de médicos para acompanhar o tratamento da doença e tem do pedagogo a oportunidade de aprender enquanto tem o tratamento. A principal meta do pedagogo é transmitir o máximo de conhecimento que puder ser adquirido enquanto a criança estiver em uma condição que a impossibilita de ir até uma escola formal, dando a ela a oportunidade de aprender, criar, descobrir e redescobrir o sentido, forma e cores da educação e também do mundo. <ref>http://efp-ava.cursos.educacao.sp.gov.br/Resource/4163/Assets/Educa%C3%A7%C3%A3o%20Especial/pdf/Modulo%2007/ede_m07t33.pdf.</ref>

Referências

Referências

Conceito[editar | editar código-fonte]

A Pedagogia Hospitalar é um ramo da educação que proporciona à criança e ao adolescente hospitalizado uma recuperação mais tranquila, através de atividades lúdicas, pedagógicas e recreativas. Além disso, previne o fracasso escolar, que nesses casos, é gerado pelo afastamento da rotina escolar. Pretende integrar o doente no seu novo modo de vida tão rápido quanto possível dentro de um ambiente acolhedor e humanizado, mantendo contatos com o meio exterior privilegiando as suas relações sociais e reforçando os laços familiares. A pedagogia hospitalar é capaz de promover um elo da criança ou do adolescente hospitalizado com o mundo que ficou fora do hospital. Para Fonseca (s/d apud Revista Crescer 2002, p.58), “a sala de aula do hospital é a janela por onde a criança se conecta com o mundo.” Um ambiente que poderia ser frio e desconfortante, acaba sendo transformado com a vinda da pedagogia hospitalar.

Funcionamento[editar | editar código-fonte]

No hospital, junto a pacientes que estão perdendo aula, deixando de aprender por motivo de doença, o psicopedagogo desempenha um papel de agente de suporte psicossocial, atuando nos aspectos psicológicos, sociais e no auxílio à separação e/ou aceitação da doença. Em casos de crises, o objetivo deste profissional é correlacionar o atendimento individual ou coletivo com foco principal na motivação, aprendizagem e bem estar do paciente. Tal função, de agente educador nesse cenário, torna-se fundamental como suporte psicológico, tanto para pacientes quanto para seus familiares. Os pedagogos estarão lá para entender as dificuldades dos pacientes e proporcionar a eles a realização do processo educativo, levando atividades diversificadas de escrita, leitura, matemática e jogos para garantir o desenvolvimento intelectual e acompanhamento escolar. Parte dessas atividades como os jogos, pode ser desenvolvida na brinquedoteca.

As brinquedotecas no Brasil atualmente estão se adaptando à nova realidade porque, pela Lei nº 11.104, tornou-se obrigatória a instalação de brinquedotecas nos hospitais brasileiros. Esta lei surgiu a partir dos movimentos de humanização dos hospitais e simboliza que a inclusão do brinquedo neste ambiente, tem sido concebida como parte da assistência e do tratamento terapêutico dado às crianças e aos adolescentes hospitalizados. Neste processo está ocorrendo o reconhecimento das necessidades infanto-juvenis e do papel da brincadeira para promoção do bem estar físico e social no ambiente hospitalar.

As intervenções naturalmente restituem a auto-estima dessas crianças robustecendo-lhes à vontade de viver pela volta à escola. A escola é o principal meio de socialização da criança. Distante da escola, essa criança não se distancia da família, pelo contrário; há uma tendência maior de aproximação entre os membros.

Referências[editar | editar código-fonte]