Pedro Rodrigues Fernandes Chaves

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Pedro Rodrigues Fernandes Chave
Barão de Quaraim
Nascimento 27 de abril de 1810
Porto Alegre
Morte 23 de junho de 1866 (56 anos)
Pisa
Ocupação Político

Pedro Rodrigues Fernandes Chaves, primeiro e único barão com grandeza de Quaraim (Porto Alegre, 27 de abril de 1810Pisa, 23 de junho de 1866), foi um magistrado, estancieiro, jornalista e político brasileiro.

Estudou os 3 primeiros anos da faculdade de direito na Universidade de Coimbra, tendo depois concluído o curso na Faculdade de Direito de São Paulo, como primeiro da turma.[1] Foi nomeado no mesmo ano juiz de direito criminal em Rio Grande, logo depois foi transferido para Porto Alegre na mesma função, onde também assumiu o cargo de chefe de polícia do Rio Grande do Sul, em 1835. Era também estancieiro em Rio Pardo e chefe do Partido Conservador.

Foi redator do Correio Official da Província de São Pedro que circulou de 1834 a 1835 em Porto Alegre.

Vice-presidente da Sociedade Promotora da Indústria Rio-grandense em Rio Grande em 1835 e deputado provincial na 1ª Legislatura, no Rio Grande do Sul, no mesmo ano. De gênio violento, é tido como um dos responsáveis por acirrar politicamente os ânimos da província, que logo depois desencadou na Revolução Farroupilha.[2] Irmão do presidente deposto da província do Rio Grande do Sul no início da Revolução Farroupilha, Fernandes Braga, em sua fuga para o Rio de Janeiro, onde passou a residir.

Foi encarregado de negócios no Uruguai de 1838 a 1839 e ministro plenipotenciário na embaixada do Brasil nos Estados Unidos em 1840.[2]

Presidente de província da Paraíba em 1841, onde foi vítima de atentado, ferido no braço, por causa de sua intransigência partidária.[2] Deste atentado, resultou a acusação que ele teria sido a "causa" da Revolução Farroupilha, discutida inclusive no Parlamento na Corte do Rio de Janeiro.[3]

Foi senador do Império do Brasil[2] de 1853 a 1866. Agraciado como comendador da Imperial Ordem da Rosa e da Imperial Ordem de Cristo. Nomeado barão de Quaraí em 14 de março de 1855.

Sentindo-se doente viajou para a Itália em busca de cura, que não encontrou e onde faleceu.[2]

Descendência[editar | editar código-fonte]

Casou-se com Maria José Machado Chaves e tiveram entre outros:

  1. Maria José Fernandes Chaves, que foi casada com Antônio Clemente Pinto Filho, primeiro Barão de São Clemente, e mãe de Antônio Clemente Pinto Neto, segundo Barão de São Clemente;
  2. Antonio Rodrigues Fernandes Chaves, casado a 11 de outubro de 1863, na Fazenda da Baronesa do Muriahé, com dona Rachel Antonia Pinto Netto Ribeiro de Castro (1848-1877), filha do Comendador Antonio Ribeiro de Castro e de dona Anna Joaquina de Castro Pinto Netto, neta paterna do primeiro Barão de Santa Rita e neta materna do Barão e da Viscondessa de Muriaé.

Referências

  1. BARRETO, Abeillard. Primórdios da Imprensa no Rio Grande do Sul. Comissão Executiva do Sesquicentenário da Revolução Farroupilha, Porto Alegre, 1986.
  2. a b c d e PORTO-ALEGRE, Achylles. Homens Illustres do Rio Grande do Sul. Livraria Selbach, Porto Alegre, 1917.
  3. SPALDING, Walter. A epopeia farroupilha. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1963. 392 p.
  • KLAFKE, Álvaro Antônio. O Império na Província: construção do Estado Nacional nas páginas de O Propagador da Indústria Rio-Grandense. UFRGS, Porto Alegre, 2006.
  • JUNG, Roberto Rossi. A gaúcha Maria Josefa, primeira jornalista brasileira. Martins Livreiro, Porto Alegre, 2004.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Francisco Xavier Monteiro de França
Presidente da província da Paraíba
1841 — 1843
Sucedido por
André de Albuquerque Maranhão Júnior


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