Pedro Simon

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Pedro Simon
Senador pelo  Rio Grande do Sul
Mandato 1.º - 15 de março de 1979
até 15 de março de 1982
2.º - 1 de fevereiro de 1991
até 1 de fevereiro de 1999
3.º - 1 de fevereiro de 1999
até 1 de fevereiro de 2007
4.º - 1 de fevereiro de 2007
(em exercício)
30.º Governador do Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul
Mandato 15 de março de 1987
até 1 de abril de 1990
vice-governador Sinval Guazzelli
Antecessor(a) Jair Soares
Sucessor(a) Sinval Guazzelli
Ministro da Agricultura do Brasil Brasil
Mandato 15 de março de 1985
14 de fevereiro de 1986
Antecessor(a) Nestor Jost
Sucessor(a) Iris Rezende
Deputado Estadual do Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul
Mandato 31 de janeiro de 1963
até 31 de janeiro de 1979
(4 mandatos consecutivos)
Vida
Nascimento 31 de janeiro de 1930 (84 anos)
Caxias do Sul, RS
Dados pessoais
Alma mater PUC-RS
Cônjuge Tânia Simon (fal.)
Ivete Simon
Partido PMDB
Religião Católico romano
Profissão Professor, Advogado

Pedro Jorge Simon (Caxias do Sul, 31 de janeiro de 1930) é um advogado, professor universitário e político brasileiro. É atualmente senador pelo estado do Rio Grande do Sul, filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Pedro Simon é descendente de imigrantes libaneses[1] que chegaram a Caxias do Sul em 1922, originários de El Kufur, junto com outras famílias como Sehbe, Kalil e David, todas católicas. Estudou no Colégio Nossa Senhora do Carmo, em Caxias do Sul, e no Colégio Rosário, em Porto Alegre, onde foi presidente do grêmio estudantil.

Formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) com pós-graduação em Economia Política, sendo também especialista em Direito Penal, Pedro Simon foi professor da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Em sua vida acadêmica teve passagens pela Sorbonne e pela Faculdade de Direito de Roma. Graças a sua militância no movimento estudantil, não apenas fundaria a Ala Moça do PTB em 1945 junto com Leonel Brizola, Sereno Chaise e Fernando Ferrari, mas ocuparia as funções de presidente da União Gaúcha dos Estudantes Secundários, presidente do Centro Acadêmico Maurício Cardoso, presidente da Federação de Estudantes de Faculdades e Escolas Superiores Católicas do Brasil, presidente do I Congresso de Estudantes de Direito da América Latina e diretor do primeiro curso de formação de lideranças sindicais realizado em Porto Alegre, além de ter sido o secretário geral da 5ª reunião penitenciária brasileira, organizada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Em outubro de 1956 foi eleito presidente da Junta Governativa da UNE, ainda nos idos de sua atuação na Mocidade Trabalhista do PTB.

Presidiu ainda a implementação da Aços Finos Piratini e a comissão de implantação do III Polo Petroquímico do Rio Grande do Sul.

É viúvo de Tânia Simon (falecida em 1985), com quem morava em cima da loja de sua família, a Salem, na Avenida Protásio Alves, em Porto Alegre, do outro lado do extinto Cinema Ritz. Tiveram três filhos: Tiago, estudou Direito na PUCRS e na UFRGS, Tomaz, e Mateus (falecido num acidente em 1984). Hoje é casado com Ivete, com quem teve mais um filho, Pedro.

Política partidária[editar | editar código-fonte]

Sua estreia na política aconteceu quando filiado ao PTB e eleito vereador em Caxias do Sul, em 1958, sendo eleito deputado estadual, em 1962. Implantado o bipartidarismo pelo Regime Militar através do Ato Institucional Número Dois de 27 de outubro de 1965 fez opção pelo MDB, sendo reeleito deputado estadual em 1966, 1970 e 1974, sendo o mais votado nesta última.

No MDB, apesar da herança trabalhista, foi um opositor de Leonel Brizola. Emérito colaborador de Ulysses Guimarães foi presidente do diretório regional do MDB em seu estado sendo eleito senador em 1978 ingressando no PMDB com a reforma partidária decretada ano seguinte pelo governo federal. Na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, no ano de 1982, foi derrotado graças a divisão de votos entre as correntes oposicionistas representadas por ele e pelo deputado federal Alceu Collares, então candidato pelo PDT e assim a vitória coube a Jair Soares, do PDS. Seu candidato ao Senado, Paulo Brossard, foi derrotado por Carlos Chiarelli, também do PDS, mas que, posteriormente, fundaria o PFL. A seguir foi alçado a primeira vice-presidência do PMDB em 1983 e coordenador nacional das Diretas Já em 1984. Com a rejeição da emenda articulou com seu partido e os dissidentes da Frente Liberal a formação da Aliança Democrática que elegeu Tancredo Neves e José Sarney para a presidência e vice-presidência da República em 1985.

Escolhido Ministro da Agricultura por Tancredo Neves foi confirmado no cargo por José Sarney após o falecimento do primeiro em 21 de abril de 1985, permanecendo na Esplanada dos Ministérios até o início de 1986 quando renunciou para poder se candidatar ao governo do Rio Grande do Sul em campanha vitoriosa.[2] Renunciou ao governo do estado em abril de 1990, sendo substituído pelo seu vice Sinval Guazzelli e seis meses mais tarde foi eleito senador. De volta à Câmara Alta do país foi coordenador e membro titular da comissão parlamentar mista de inquérito que levou ao impeachment do presidente Fernando Collor (CPI do Impeachment) em 1992 sendo escolhido a seguir como líder do governo Itamar Franco no Senado Federal. Foi membro da CPI do Orçamento (CPI dos anões do orçamento), instituída após denúncias feitas por José Carlos Alves do Santos. Vice-líder de sua bancada foi reeleito senador em 1998 e chegou a ter seu nome cogitado pelo PMDB como alternativa a sucessão presidencial de 2002, fato que não se consumou. Em 2006 conquistou seu quarto mandato como senador, sendo o terceiro consecutivo.[3]

Atuação parlamentar[editar | editar código-fonte]

Senador Pedro Simon fala sobre episódios de violência no Rio de Janeiro, durante sessão plenária (José Cruz/ABr).

Membro titular da comissão mista especial destinada a estudar as causas estruturais e conjunturais das desigualdades sociais e apresentar soluções legislativas para erradicar a pobreza e marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais. Foi relator da lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, que dispõe sobre o enriquecimento ilícito. Autor do requerimento de criação e relator da comissão especial destinada a analisar a programação de rádio e TV do país em 1994 quando membro desta subcomissão. Autor do requerimento de constituição da comissão parlamentar de inquérito destinada a apurar as denúncias sobre agentes corruptores (CPI dos corruptores), em complementação às CPIs do impeachment e do orçamento. Membro da comissão mista destinada a avaliar o programa nacional de desestatização em 1994. Membro das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional, Assuntos Econômicos e Constituição, Justiça e Cidadania. Indicado para as comissões de Economia, Finanças e Legislação Social.

Senador atualmente em quarto mandato, pelo PMDB do Rio Grande do Sul. Em agosto de 2009 discutiu com Fernando Collor de Mello e Renan Calheiros por conta do apoio a José Sarney na presidência do Senado[4] . Collor havia lembrado que Simon havia defendido seu impeachment em 1992 e apoiou Renan[5] .

Formação profissional[editar | editar código-fonte]

  • Bacharel em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Pontifícia da Universidade Católica de Porto Alegre.
  • Curso de Pós-Graduação de Economia Política no Instituto de Economia da PUC.
  • Especialização em Economia Política e Direito Penal - Universidade de Paris - Sorbonne.
  • Estudos sobre Direito na Faculdade de Direito em Roma - Itália.
  • Professor licenciado de Economia Política da Faculdade de Direito de Caxias do Sul.
  • Professor licenciado de Sociologia da Faculdade de Caxias do Sul.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

  • 1960 - Vereador e Líder da Bancada do PTB (extinto quando da criação do MDB e ARENA) em Caxias do Sul (1960-1962).
  • 1962 - Deputado estadual no período de 1962 a 1978, sendo Líder das bancadas do PTB, MDB e do PMDB.
  • 1978 - Eleito senador da República em 1978 para o período 1979 - 1987, quando participou das seguintes atividades:
  • 1985 - 1986 - Ministro da Agricultura.
  • 1987 - Governador do Estado do Rio Grande do Sul (1987 - 1990).
  • 1990 - Reeleito senador da República com 1.576.664 votos para o mandato de 49ª e 50ª Legislatura no período de 1991 a 1999, onde participou de diversas atividades:
  • 1992 - 1994 - Líder do Governo Itamar Franco no Senado. Membro das Comissões de Educação, Assuntos Econômicos, Assuntos Sociais e Constituição, Justiça e Cidadania.
  • 1993 - Presidente da Subcomissão do Senado de Análise das Causas da Impunidade, e como tal, participou da Ação Conjunta dos Três Poderes contra a impunidade.
  • 1995 - 1997 - Membro das Comissões de Assuntos Sociais, Relações Exteriores e Defesa Nacional, Assuntos Econômicos e Constituição, Justiça e Cidadania.
  • 1998 - Reeleito senador da República com 2.485.111 votos para o mandato da 51ª e 52ª Legislaturas no período de 1999 a 2007:
  • 1999 - 2003 - Membro titular das Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania, Educação e Assuntos Sociais.
  • 1999 - 2003 - Membro suplente das Comissões de Assuntos Econômicos, Relações Exteriores, Defesa Nacional e Comissão Conjunta do Mercosul.
  • 2007 - Reeleito senador da República com 1.862.250 votos para o mandato da 53ª e 54ª Legislaturas no período 2007 a 2015.[6]

Eleições 2014[editar | editar código-fonte]

Em entrevista gravada pelo programa Dossiê da Globonews no mês de maio de 2013, que foi exibida julho do mesmo ano, ao ser questionado pelo jornalista Geneton Moraes Neto, se iria disputar um novo mandato nas eleições do senado federal em 2014, Pedro anunciou que se retiraria das disputas eleitorais, quando finda seu mandato em dezembro de 2014, ao completar 85 anos de idade. Com a morte prematura do candidato a presidência Eduardo Campos (PSB), em um acidente aéreo, no mês de agosto de 2014, o candidato ao senado do Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, deixa sua vaga em aberto para concorrer a vice-presidente da república na chapa encabeçada pela então vice de Campos, Marina Silva, Albuquerque concorria ao senado pelo PSB coligado com o PMDB no Rio Grande do Sul, Simon a convite da presidenciável Marina Silva, concorre novamente ao senado para seu quinto mandato consecutivo, apesar do alerta feito pelo seu médico cardiologista Fernando Lucchese de que não deveria concorrer novamente.

Referências

  1. Dinheiro, diploma e voto: a saga da imigração árabe Veja (4 de outubro de 2000). Página visitada em 20 de abril de 2014.
  2. Foi Ministro da Agricultura entre 15 de março de 1985 e 14 de fevereiro de 1986.
  3. Eleito pelo MDB em 1978 e pelo PMDB em 1990, 1998 e 2006, Pedro Simon perde apenas para José Sarney em número de mandatos.
  4. Vídeo da discussão Simon volta a pedir renúncia de Sarney e bate boca com Calheiros e Collor, acessado 7 de agosto de 2009
  5. Em plenário, Collor diz para Simon 'engolir as palavras' O Povo, acessado em 7 de agosto de 2009
  6. Eleições 2006 - Resultados Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, acessado em 4 de outubro de 2006

Referência Bibliográfica[editar | editar código-fonte]

  • GRILL, Igor Gastal. Parentesco, redes e partidos: as bases das heranças políticas no Rio Grande do Sul, UFRGS, Porto Alegre, 2003.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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