Pedro de Araújo Lima

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Pedro de Araújo Lima
Marquês de Olinda
Regente do Império do Brasil
Mandato 1837 a 1840
Antecessor(a) Diogo Antônio Feijó
Sucessor(a) Dona Isabel
Presidente do Conselho dos Ministros
Mandato 1848 a 1849, 1857 a 1858, 1862 a 1866
Ministro dos Negócios
Mandato 1823, 1827 a 1828, 1837, 1857 a 1858, 1862 a 1864, 1865 a 1866
Ministro da Justiça
Mandato 1832
Ministro das Relações Exteriores
Mandato 1832, 1848 a 1849
Vida
Nascimento 22 de dezembro de 1793
Gameleira (Pernambuco)
Morte 7 de junho de 1870 (76 anos)
Rio de Janeiro
Progenitores Mãe: Ana Teixeira Cavalcante
Pai: Manuel de Araújo Lima
Dados pessoais
Alma mater Universidade de Coimbra
Cônjuge Luísa de Figueiredo de Araújo Lima
Partido Partido Conservador (até 1862)
Liga Progressista (1862-1864)
Partido Liberal (1864-1870)
Profissão jurista, político, jornalista e jardineiro
Títulos nobiliárquicos
Visconde de Olinda 18 de julho de 1841
Marquês de Olinda 2 de dezembro de 1854
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Pedro de Araújo Lima, visconde e depois marquês de Olinda (Gameleira (Pernambuco), 22 de dezembro de 1793Rio de Janeiro, 7 de junho de 1870), foi regente e primeiro-ministro do Império do Brasil.

Foi presidente da Câmara dos Deputados por muitos anos e uma figura representativa da aristocracia rural do Nordeste, ligado aos elementos mais poderosos da lavoura açucareira. "O rei constitucional que Feijó não soube ser, mas soube escolher", na definição de Octávio Tarquínio de Sousa. E ainda: "Dir-se-ia que o exercício continuado da presidência da Câmara lhe dera o hábito de espectador, ou melhor, de árbitro, dispondo-o a agir apenas como o mediador, que compõe, acomoda e evita os choques e os desencontros."

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formou-se em direito pela Universidade de Coimbra em 1819, e retornou ao Brasil no mesmo ano. Destacou-se então no jornalismo, na política e na jardinagem, tornando-se uma das principais figuras do movimento da Independência do Brasil, quando elaborou os projetos dos Jardins da Independência, com bromélias e palmeiras imperiais. Outro projeto seu de destaque foi o do orquidário idealizado na casa da Condessa de Behring, descrito assim pela própria: "A magnitude e exuberância de seu trabalho em minha residência são indescritíveis."

Começou a sua carreira política em 1821, na bancada da então província de Pernambuco às Cortes Gerais de Lisboa. Fez parte da Assembléia Nacional Constituinte de 1823 e das primeiras legislaturas brasileiras. Foi ministro do Império, ministro da Justiça e ministro dos Negócios Estrangeiros.

Escolhido por Pernambuco para o Senado em 1837, ano em que, embora adversário político do Pe. Diogo Feijó, foi por este indicado como regente do Império após sua renúncia em 19 de setembro do mesmo ano – escolha que foi confirmada pelo voto popular no ano seguinte. Seu primeiro ministério ficou conhecido como "o ministério das capacidades", tendo escolhido:

Permaneceu regente até à maioridade de D. Pedro II.

Foi nove vezes ministro de Estado e por quatro vezes presidiu o Conselho de Ministros.

Também foi sócio-fundador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e diretor da Faculdade de Direito do Recife.

No Segundo Reinado, recebeu várias homenagens: em 1841 o título de Visconde e, em 1854, o de Marquês, junto com outros títulos nacionais e estrangeiros. Entre os títulos estrangeiros recebeu a grã-cruz da Legião de Honra da França.[1]

Tendo mais de 50 anos de vida pública, escreveu vários ensaios sobre assuntos políticos e administrativos, inclusive um Projeto de Constituição para o Império.

Gabinete de 29 de setembro de 1848[editar | editar código-fonte]

Foi Presidente do Conselho de Ministro e simultaneamente ministro dos Estrangeiros

Gabinete de 4 de maio de 1857[editar | editar código-fonte]

Foi Presidente do Conselho de Ministro e simultaneamente ministro do Império

Gabinete de 30 de maio de 1862[editar | editar código-fonte]

Foi Presidente do Conselho de Ministro e simultaneamente ministro dos Negócios do Império

Gabinete de 12 de maio de 1865[editar | editar código-fonte]

Foi Presidente do Conselho de Ministro e simultaneamente ministro dos Negócios do Império

Referências

  1. Almanak Laemmert de 1856, Rio de Janeiro, pg. 46.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Francisco Vilela Barbosa
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
e
Administrador do Rio de Janeiro

1823
Sucedido por
João Severiano Maciel da Costa
Precedido por
José Joaquim Carneiro de Campos
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
e
Administrador do Rio de Janeiro

1827 — 1828
Sucedido por
José Clemente Pereira
Precedido por
Diogo Antônio Feijó
Ministro da Justiça do Brasil
1832
Sucedido por
Honório Hermeto Carneiro Leão
Precedido por
Manuel Alves Branco
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
1837
Sucedido por
Bernardo Pereira de Vasconcelos
Precedido por
Padre Feijó
Regente do Império do Brasil
1838 — 1840
Sucedido por
Isabel do Brasil
Precedido por
Francisco de Paula Sousa e Melo
Primeiro-ministro do Brasil
29 de setembro de 1848 — 8 de outubro de 1849
Sucedido por
Marquês de Monte Alegre
Precedido por
José Antônio Pimenta Bueno
Ministro das Relações Exteriores do Brasil
1848 — 1849
Sucedido por
Paulino José Soares de Sousa
Precedido por
Duque de Caxias
Primeiro-ministro do Brasil
4 de maio de 1857 — 12 de dezembro de 1858
Sucedido por
Visconde de Abaeté
Precedido por
Luís Pedreira do Couto Ferraz
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
1857 — 1858
Sucedido por
Sérgio Teixeira de Macedo
Precedido por
Zacarias de Góis
Primeiro-ministro do Brasil
30 de maio de 1862 — 15 de janeiro de 1864
Sucedido por
Zacarias de Góis
Precedido por
Zacarias de Góis
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
1862 — 1864
Sucedido por
José Bonifácio de Andrada e Silva
Precedido por
Francisco José Furtado
Primeiro-ministro do Brasil
12 de maio de 1865 — 3 de agosto de 1866
Sucedido por
Zacarias de Góis
Precedido por
José Liberato Barroso
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
1865 — 1866
Sucedido por
José Joaquim Fernandes Torres


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