Pedroso (Vila Nova de Gaia)

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 Portugal Pedroso  
—  Freguesia  —
Mosteiro de Pedroso
Mosteiro de Pedroso
Localização no concelho de Vila Nova de Gaia
Localização no concelho de Vila Nova de Gaia
Pedroso está localizado em: Portugal Continental
Pedroso
Localização de Pedroso em Portugal
41° 03' 52" N 8° 33' 23" O
País  Portugal
Concelho VNG1.png Vila Nova de Gaia
Fundação 30 de Junho de 1989
 - Tipo Junta de freguesia
Área
 - Total 19,65 km²
População (2011)
 - Total 18 714
    • Densidade 952,4/km2 
Gentílico: Pedrosense
Código postal 4415 Pedroso
Orago São Bento
Correio electrónico pedroso@j-f.org
Sítio www.pedroso.j-f.org

Pedroso foi uma freguesia portuguesa do concelho de Vila Nova de Gaia, com 19,65 km² de área e 18 714 habitantes (2011). Densidade: 952,4 hab/km².

A partir de 29 de Setembro de 2014, é parte integrante da União de Freguesias Pedroso e Seixezelo. (Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Lei n.º 11-A/2013 de 28 de Janeiro (Reorganização administrativa do território das freguesias).

Foi a freguesia de maior extensão do Concelho de Gaia, sendo subdividida em 52 lugares e servida por alguns dos principais eixos rodoviários do norte do pais (EN1, AE1, IP1, IC1, Nó do Freixo). Situa-se a 10 km da cidade do Porto.

História[editar | editar código-fonte]

Em termos de vestígios arqueológicos e recuando muito no tempo, nota-se que é um dos territórios comprovadamente mais antiga do concelho. A Mamoa da Raposa, data do período Neo-Calcolítico, foi descoberta, em 1984, devido a prospecções efectuadas na rua da Raposa por Vítor de Oliveira Jorge. O Castro da Senhora da Saúde, ou Monte Murado, começou a ser habitado na Idade do Ferro, sendo que o seu povoamento se prolongou pelo menos até ao período Romano.

O nome de Pedroso tem origem no Castro do Monte Murado (Castro Petrosus), que data do ano 7 d.C. Era um povoado castrejo habitado pelos Turdulos Velhos, servido pela via que ligava Olissipo (Lisboa) a Bracara Augusta (Braga). Em 1982, foram encontradas placas de bronze, (Tesserae Hospitales), datadas de 7 e 9 D.C., conside­radas os achados arqueológi­cos mais importantes da década na Península Ibérica. As duas placas de bronze de tipologia e cronologia aproximada (ano 7 d.C. e ano 9 d.C.) contendo duas inscrições latinas referentes a dois pactos de hospitalidade entre Decimus Iulius Cilo, da tribo Galeria, e vários indivíduos indígenas dos Turduli Veteres. A intervenção arqueológica realizada em 1983 no sopé do monte permitiu precisar o contexto de depósito daquele achado tendo sido identificada a cella da casa romana de Decimus Iulius Cilo, numa das paredes da qual estavam afixadas a par (a meio da parede E. em face de uma lareira). O povoado fortificado conserva vestígios de muros correspondentes a habitações rodeados por várias linhas de muralhas cujo perímetro ultrapassa os 3 Km. São também observáveis alguns arruamentos, sendo um deles calcetado. Espólio aqui encontrado em resultado de recolhas episódicas antigas encontra-se na colecção Marciano Azuaga depositada na Casa de Cultura de Vila Nova de Gaia, Solar dos Condes Resende. Uma vasta área foi classificada como Imóvel de Interesse Público por Decreto n.º 26-A/92, DR, 1.ª série-B, n.º 126 de 01 junho 1992. Pedroso faz, assim parte do principal roteiro arqueológico de Portugal, constituindo, estas placas, o documento escrito mais antigo sobre Pedroso, a prova inequívoca da sua identidade histórica, que remonta a muito antes da nacionalidade portuguesa.

Pedroso lugar recebeu foral de D. Afonso Henriques, em carta datada de 3 de Agosto de 1128.

O Mosteiro de Pedroso era masculino e pertencia à Ordem de São Bento. Principal monumento do território, pensa-se ter sido doado por D. Gondezinho e, de acordo com Frei Luís de S. Tomás, fundado no ano de 867. No entanto, há um outro documento, datado de 24 de Fevereiro de 1046, que lança a dúvida sobre a data verdadeira da fundação do Mosteiro. Nesse documento, Trastina Pinioliz e seu marido, Ederónio Alvitiz, referem que fundaram um Mosteiro em Pedroso, segundo as observâncias monásticas peninsulares. Seja como for, o antigo Couto de Pedroso, território privilegiado nas mãos do Clero, tinha grandes dimensões.

Acolheu no seu seio, Frei Pedro Julião, que foi seu abade comendatário, que mais tarde foi nomeado Papa João XXI. Terá resistido à adopção da Regra de São Bento e das observâncias de Cluny, acabou por aceitá-las cerca 1115-1120. Em 1547, o mosteiro tinha um terço do padroado da igreja de Milheirós de Poiares, no termo de Vila da Feira. Desde o princípio do século XV até 1560, foi governado por abades comendatários, sendo o último, o cardeal D. Henrique, que anexou as rendas do mosteiro ao Colégio de Jesus de Coimbra. A comunidade beneditina manteve-se até à morte do último monge, ocorrida em vida de frei Leão de São Tomás, segundo testemunho do próprio. Até 1773, o Colégio de Jesus de Coimbra manteve religiosos no mosteiro encarregados da administração das rendas e do serviço paroquial até à sua extinção nesse ano. Os bens foram entregues à Fazenda da Universidade de Coimbra.

"MISSAS E OBRIGAÇÕES ANTIGAS DO MOSTEIRO DE PEDROSO", na Torre do Tombo

"AUTO DE VISTORIA" DOS MARCOS QUE CONTINUAM A DEMARCAÇÃO DO COUTO DE PEDROSO PELO MONTE DO AGRELO, na Torre do Tombo

O Mosteiro de Pedroso foi um templo que no início, era em estilo românico. No entanto, devido às alterações que foi sofrendo ao longo dos anos, perdeu grande parte da sua traça original. Do edifício primitivo, salvou-se a fachada lateral com um escudo e a pia baptismal no seu interior. O torreão medieval, adossado à fachada, também permanece intacto. Aguarda à data classificação do IGESPAR como Monumento de Interesse Público.

A zona de influência do Mosteiro de Pedroso estava distribuída por 37 freguesias desde Vila Nova de Gaia a Santa Maria da Feira, ao termo de Aveiro, do Vouga, ao concelho de Lafões e à freguesia de Santa Eulália de Vila Maior, concelho de Pereira Jusã.

Na área do Couto faziam-se nesse tempo todo o tipo de actividades económicas. Além das terras referidas, o Mosteiro ainda possuía 11 Igrejas, nas quais tinha direito de representação:Sanguedo, Fiães, Vale, Paramos, Machinhata de Seixa, Riba UI, Souto, Milheirós, Vila Maior, Sei­xezelo e Alquerrubim.

Em 30 de Junho de 1989, parte da antiga freguesia de Pedroso foi elevada à categoria de vila, respeitando a anteriormente criada e por légítimo direito a Vila dos Carvalhos a 1 de Fevereiro de 1988. Sendo a Vila dos Carvalhos na actualidade o principal centro dinamizador no território de Pedroso. A Vila dos Carvalhos terá tido originariamente o nome de "Venda dos Carvalhos", muito anterior à "Venda Nova" ou às "Vendas de Grijó". Supõe-se local com frondosas árvores (carvalhos), pois José Domingues da Rocha Beleza, na “Monografia de Pedroso” (editada, em separatas, pelo Jornal dos Carvalhos em 1991/92), refere ter havido uma “grande deveza de carvalheiros seculares” num terreno junto à rua do Padrão, admitindo que o nome da localidade viesse de "alguns carvalheiros que se destacassem do vulgar, não só pela altura como pela grossura do tronco". Importa também salientar a presença das vias romanas nas imediações, a antiga estrada mourisca, depois estrada real. Por ela circulavam os carros militares, os dos viajantes e mais tarde, as diligências, sabendo-se que nos Carvalhos, se fazia um ponto de paragem, por aí haverem estalagens, também chamadas “vendas” ou “caravansarai”. No antigo Lar Juvenil existiu outrora Malaposta, gerida e zelada por famílias ainda com descendência na Vila dos Carvalhos. Foi também a Casa das "Carneiras" pernoita da Corte nas suas vindas ao Porto.

Património[editar | editar código-fonte]

A capela existe desde 1758 e possui um retábulo de grande qualidade reconstruído nos anos 50.

Educação[editar | editar código-fonte]

Agrupamentos de Escolas dos Carvalhos[editar | editar código-fonte]

Ensino Pré-Primário[editar | editar código-fonte]

  • Escola Pré-Primária de Alheiras
  • Escola Pré-Primária de Figueiredo
  • Escola Pré-Primária das Cavadinhas
  • Escola Pré-Primária da Sra. do Monte
  • Jumbo - Jardim Infantil de Pedroso
  • Jardim Infantil " O Espigueiro"
  • Escola EB1 dos Carvalhos e Jardim de Infância dos Carvalhos
  • Escola EB1 de Leirós e Jardim de Infância

Ensino Básico 1º Ciclo[editar | editar código-fonte]

  • Escola 1.º Ciclo da Sra. do Monte
  • Escola 1.º Ciclo do Pisão
  • Escola 1.º Ciclo de Tabosa
  • Escola 1.º Ciclo de Leirós
  • Escola 1.º Ciclo das Alheiras
  • Escola 1.º Ciclo de Figueiredo
  • Escola 1.º Ciclo de Mexedinho
  • Escola E.B.+ 1 dos Carvalhos e J. I. Carvalhos

Ensino Básico 2º/3º Ciclo e Secundário[editar | editar código-fonte]

Infraestruturas[editar | editar código-fonte]

Complexo Desportivo de Pedroso[editar | editar código-fonte]

O Complexo Desportivo foi estudado para ser constituído por um estádio, um campo de treinos, uma piscina olímpica, um pavilhão gimnodesportivo e três courts de ténis; ocupando uma área de cerca de 70 mil metros quadrados. A primeira fase de construção deste complexo compreende somente o Estádio Jorge Sampaio e alguns arranjos exteriores, construindo-se de momento (2014) a piscina que agora não será olímpica.

  • Estádio Jorge Sampaio

O Estádio "Dr. Jorge Sampaio" foi inaugurado pelo Exmo. Sr. Presidente da República Dr. Jorge Sampaio e o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Dr. Luís Filipe Menezes, no dia 4 de Outubro de 2003. Tem capacidade para aproximadamente 8500 pessoas, contém bancadas a toda a volta, bancada VIP, espaços destinados à comunicação social, sendo a bancada poente coberta em toda a sua extensão para melhor conforto dos espectadores. Por protocolo da Câmara de Gaia este estádio está afecto ao escalão B do Futebol Clube do Porto e não ao uso por parte da população do território.

Colectividades[editar | editar código-fonte]

Associações Culturais[editar | editar código-fonte]

  • Associação Cívica e Cultural dos Carvalhos
  • Grupo Excursionista - Triunfantes dos Carvalhos (fundado a 7 de Julho de 1936)
  • Associação Musical de Pedroso (fundada em 1980)
  • Rancho Folclórico "As Lavradeiras de Pedroso" (fundado em 1974)
  • Rancho Folclórico e Cultural de Nossa Senhora do Monte (fundado em 1985)
  • Rancho Folclórico "As Trigueirinhas do Pisão" (fundado em 1984)
  • Associação Cultural e Recreativa de Pedroso (fundado em 2004)

Associações Desportivas[editar | editar código-fonte]

  • Futebol Clube de Pedroso (fundada em 2007)
  • Clube Hóquei dos Carvalhos (fundado em 1940)
  • Académica da Senhora do Monte (fundada em 1961)
  • Jaca Futebol Clube (fundado em 1974)
  • Grupo Desportivo Juventus de Pedroso (fundado em 1980)
  • Grupo Desportivo e Cultural do Pisão (fundada em 1997)
  • Clube de Atletismo Os Gaienses (fundado em 1992)
  • Borreles F.C.
  • Grupo Desportivo Recreativo Cruz de Cristo de Pedroso
  • Grupo Desportivo da Venda de Baixo
  • Centro de Cultura e Desporto Rio Febros
  • Associação Desportiva da Raposa
  • Sociedade Columbófila de Pedroso (fundada em 1950)
  • Sociedade Columbófila Carvalhense (fundada em 15 de Maio de 1931)
  • Grupo Desportivo Colégio Internato dos Carvalhos (fundado em 2003)
  • União dos Clubes de Gaia
  • Associação das Colectividades de Gaia
  • CSG - Clube Spiridon de Gaia(LINK)

Associações de Solidariedade Social[editar | editar código-fonte]

  • Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários dos Carvalhos,fundada a 17 de Abril de 1911
  • Associação de Socorros Mútuos, Fúnebre, Familiar de Ambos os Sexos de Pedroso, instituída em 1899
  • Lar Juvenil dos Carvalhos
  • Bom Samaritano
  • Conferência São Vicente de Paulo
  • Centro Social e Paroquial de Pedroso
  • Corpo Nacional de Escutas - Agrupamento 501 - Pedroso, (Antigo Agrupamento 501 - Carvalhos)

Comércio[editar | editar código-fonte]

Esta feira iniciou-se em 1758 no reinado de D. José I de Portugal, sendo uma das mais importantes do reino na época e veio até aos nossos dias. É uma feira semanal que se realiza todas as Quartaa-feiras. Documento na Torre do Tombo

Festas e Romarias[editar | editar código-fonte]

  • Festa Nossa Senhora da Saúde (15 de Agosto)
  • S. Bartolomeu (último Domingo Agosto)
  • Sto António e S. Cristovão (Último Domingo Julho)
  • Sto Isidoro (11 Maio)
  • Senhor dos Aflitos (8 Junho)
  • Senhora do Monte (domingo seguinte ao dia de Páscoa)
  • S. João de Leirós (24 de Junho)
  • Sra. da Hora (quinquagésimo dia após a Páscoa)
  • S. João de Tabosa (domingo seguinte a S. João)
  • S. Bento, S. Pedro e S. António de Pedroso (2º domingo Julho)
  • S. José do Outeiro (1º domingo de Julho)

Jornal Local Mensal[editar | editar código-fonte]

  • Jornal dos Carvalhos - Mensário Regionalista Independente, que teve a sua primeira edição em 3 de Agosto de 1889