Peixe-boi

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Nota: Se procura o peixe, consulte Acanthostracion quadricornis.

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Peixe-Boi
Ocorrência: Mioceno Inferior - Recente

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Placentalia
Ordem: Sirenia
Família: Trichechidae
Gill, 1872
Género: Trichechus
Linnaeus, 1758
Distribuição geográfica
Distribuição do Trichechus:verde: T. manatusvermelho: T. inunguislaranja: T. senegalenis
Distribuição do Trichechus:
verde: T. manatus
vermelho: T. inunguis
laranja: T. senegalenis
Espécies

Trichechus inunguis
Trichechus manatus
Trichechus senegalensis

Sinónimos

Halipaedisca Gistel, 1848
Manatus Brünnich, 1772
Oxystomus G. Fischer, 1803
Trichecus Oken, 1816

Os peixe-bois, vacas-marinhas ou manatins constituem uma designação comum aos mamíferos aquáticos, sirênios, assim como os dugongos, mas da família dos triquecídeos (Trichechidae). Possuem um grande corpo arredondado, com aspecto semelhante ao das morsas, o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) pode medir até 4 metros e pesar 800 quilos[1], enquanto o peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis) é menor e atinge 2,5 metros e pode pesar até 300 quilos[1].

Existem três espécies de peixe-boi: o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus), o peixe-boi-africano (Trichechus senegalensis), e o peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis). No Brasil, o peixe-boi-marinho habitava do Espírito Santo ao Amapá, porém devido à caça, desapareceu da costa do Espírito Santo, Bahia e Sergipe[1]. Os peixes-boi vivem tanto em água salgada quanto em água doce. O peixe-boi amazônico só existe na bacia do rio Amazonas, no Brasil, e no rio Orinoco, no Peru[1] e vive apenas em água doce.

Todas as espécies encontram-se ameaçadas de extinção e estão protegidas por leis ambientais em diversas partes do mundo. No Brasil, o peixe-boi é protegido por lei desde 1967[2] e a caça e a comercialização de produtos derivados do peixe-boi é crime que pode levar o infrator a até 2 anos de prisão[1]. São animais de hábitos solitários, raramente vistos em grupo fora da época de acasalamento.

Alimentam-se de algas, aguapés, capins aquáticos entre outras vegetações aquáticas e podem consumir até 10% de seu peso em plantas por dia e podem passar até oito horas por dia se alimentando[1]. Durante os primeiros dois anos de vida vivem com suas mães e ainda se alimentam de leite. São muito parecidos com os dugongos e a principal diferença entre o peixe-boi e o dugongo é a cauda.São animais muito mansos e, por este motivo, são facilmente caçados e se encontram em risco de extinção.

Índice

[editar] Características físicas

Peixes-bois são principalmente herbívoros, gastam a maior parte do seu tempo em águas rasas e nas profundidades de 1-2 metros. Grande parte do conhecimento sobre peixes-boi é baseada em pesquisa feita na Flórida e não pode necessariamente ser atribuída a todos os tipos de peixes-boi. Geralmente, o peixe-boi têm uma média de 400-550 kg de massa, e comprimento médio de 2,8-3,0 m, com máximas avistadas de 3,6 metros e 1775 kg (as fêmeas tendem a ser maiores e mais pesadas). Ao nascer, um filhote de peixe-boi tem um massa média de 30 kg.

Seus corpos são robustos e maciços com cauda achatada, larga e disposta de forma horizontal. O peixe-boi-marinho tem a pele rugosa, com a cor variando entre cinza e marrom-acinzentado. A cabeça fica bem junto ao corpo. Pode-se quase afirmar que ele não tem pescoço, apesar de conseguir movimentar a cabeça em todas as direções. Ele tem olhos bem pequenos, mas enxerga bem, sendo capaz até mesmo de reconhecer cores.O nariz está bem em cima do focinho, com duas grandes aberturas. Mas o peixe-boi não tem orelhas. Os ouvidos são apenas dois pequenos orifícios um pouco atrás dos olhos. Mesmo assim, pode ouvir muito bem. Além de escutar os ruídos ao seu redor, ele também pode se comunicar através de pequenos gritos chamados vocalizações. Esta comunicação é muito importante entre a mãe e o filhote. A mãe é capaz de reconhecer o seu filhote entre muitos outros apenas pela vocalização.

Sua boca é grande: os lábios de cima são amplos e se movimentam na hora de pegar o alimento. A dentição desses animais é reduzida a molares, que se regeneram constantemente, em virtude de sua dieta vegetariana quando adultos. No focinho, o peixe-boi tem muitos pelos, chamados vibrissas ou pêlos táteis. Eles são muito sensíveis ao movimento ou ao toque, tal como acontece com os bigodes dos gatos. Mas ele também possui pelos ao longo de todo o corpo. Por ser um animal aquático, no lugar das patas dianteiras o peixe-boi tem duas nadadeiras. São as nadadeiras peitorais, com unhas arredondadas nas pontas. Em vez das patas traseiras, possui uma grande nadadeira no final do corpo. É a nadadeira caudal.

Para nadar, o peixe-boi impulsiona sua nadadeira caudal, usando as duas nadadeiras peitorais para controlar os movimentos. Apesar de bastante pesado, consegue ser bem ágil dentro d'água, fazendo muitas manobras e ficando em várias posições. Em média, os peixes-bois nadam com uma velocidade de 5 km / h até 8 km / h (1,4 m/s para 2,2 m/s). No entanto, têm sido vistos nadarem até 30 km / h (8 m/s) em rajadas curtas. Metade do dia de um peixe-boi é gasto dormindo na água, subindo para tomar ar regularmente em intervalos não superiores a 20 minutos. Por ser um mamífero, o peixe-boi precisa ir à superfície para respirar. Como os outros mamíferos, ele respira pelos pulmões, que só funcionam com ar, não com água, como as brânquias dos peixes. Nos seus mergulhos normais fica apenas de 1 a 5 minutos debaixo d'água. Já em repouso, pode permanecer até 25 minutos submerso sem respirar.

O peixe-boi da Flórida (T. m. latirostris) podem viver até aos 60 anos, e eles se podem movimentar-se livremente entre diferentes salinidade extremas, no entanto, o peixe-boi-da-amazônia (T. inunguis) nunca se aventura em água salgada. Eles têm uma grande flexibilidade preênsil no lábio superior que atua em muitos aspectos como um tronco encurtados, algo semelhante a um elefante. Eles utilizam o lábio para reunir comida e comer, bem como sua utilização para comunicações e interações sociais. Os seus pequenos, e bem espaçados olhos têm pálpebras que fecham em uma forma circular. Acredita-se que os peixes-boi têm a habilidade de ver em cores.

Eles emitem uma ampla gama de sons utilizados na comunicação, especialmente entre as fêmeas e os machos, mas também entre os adultos a manter contato sexual e durante o jogo e comportamentos. Eles podem usar sabor e odor, além da visão, som e toque, para se comunicar. Peixes-boi são capazes de compreender discriminação tarefas, e não mostram sinais de aprendizagem associadas complexo e avançado longa memória. [3] Eles demonstram discriminação e complexa tarefa de aprendizagem semelhante ao golfinhos e Pinípedes em acústica e estudos visuais.

As caudas são a principal diferença entre o peixe-boi e o dugongo. [4] A cauda de peixe-boi é de forma única, ao passo que um dugongo tem o rabo bifurcado, em formato semelhante ao de uma baleia.

[editar] Alimentação

Peixe-boi das antilhas se alimentando.

Alimentam-se de algas, aguapés, capins aquáticos entre outras vegetações aquáticas. Alimentando-se assim, ele controla o crescimento das plantas aquáticas e, com suas fezes, fertiliza as águas que freqüenta, contribuindo para a produtividade do ambiente. As fezes servem de nutrientes para pequeninas algas (chamadas fitoplâncton) que existem na água. Estas algas são o alimento de animais muito pequenos (zooplâncton) que, no final, são o alimento dos peixes, completando assim uma cadeia alimentar.

Podem consumir até 10% de seu peso em plantas por dia e podem passar até oito horas por dia se alimentando[1] e armazenam de 50 a 60 litros de gordura como fonte energética para a época da seca, quando diminui a disponibilidade das gramíneas com que se alimentam. O peixe-boi prefere a vegetação mais macia, pois precisa mastigar bem a comida e tem apenas os dentes da parte de trás da boca, os molares. Ele come tanto as folhas quanto as raízes. Para isso, desenterra a planta com as nadadeiras e a leva à boca. Os lábios superiores, que têm pêlos muito duros, ajudam a segurar as folhas e raízes. Os lábios também dobram as plantas, levando-as para dentro da boca.

Estas folhagens contêm sílica, elemento que desgasta rapidamente os dentes mas os manatis são adaptados, seus molares deslocam-se para a frente cerca de 1 mm por mês e se desprendem quando estão completamente desgastados, sendo substituídos por dentes novos situados na parte posterior da mandíbula.

[editar] População

Um grupo de três manatis.
Um peixe-boi.

A população de peixes-bois na Flórida (T. manatus) provavelmente está entre 1.000 e 3.000 , estimativas da população são ainda muito difíceis. O número de mortes de peixes-boi causadas por seres humanos neste estado, aumentou com o passar dos anos, e agora normalmente responde por 20% -40% das mortes registradas de peixe-boi[5]. Havia perto de 300 peixes-boi registrados e confirmados mortos por atividade humana na Flórida em 2006, a maioria destes, que passou a ser descoberto pela Florida Fish and Wildlife foram causados por barco.

Estimativas acuradas da população de peixe-boi da Flórida são notoriamente difíceis e de tem sido cientificamente fracas; contam com uma grande variação de ano para ano, mostram algumas áreas com possíveis aumentos e outras com queda de população, com muito pouca evidência de fortes aumentos exceto em duas áreas. No entanto, estudos realizados em 1997, descobriu-se que diminuiu-se sua sobrevivência adulta e a eventual extinção de peixes-boi da Flórida é provável, a menos que se comece a proteger fortemente a espécie[6]. Os censos de peixe-boi são altamente variáveis, sem uma maneira de calcular números exactos[7]: na Flórida em 1996, um inquérito no inverno calculou 2.639 peixes-boi ; em 1997, um inquérito em janeiro calculou 2.229, e um inquérito em fevereiro calculou 1.706[8]. Restos fósseis dos antepassados de peixe-boi mostram que eles têm habitado a Flórida por cerca de 45 milhões de anos.

O peixe-boi-da-amazônia (T. inunguis) é uma espécie de peixe-boi que vive nos habitats de água doce do rio Amazonas e seus afluentes. Sua cor é cinzenta acastanhada e eles têm uma pele enrugada e grossa, muitas vezes com pêlos grossos , ou "bigodes". Seu principal predador é também o homem. O governo brasileiro proibiu a caça do peixe-boi desde 1973, em um esforço para preservar a espécie. Mortes por barcos, no entanto, ainda são comuns.

O peixe-boi-africano (T. senegalensis) é o menos estudado das três espécies de peixe-boi. Fotos do peixe-boi-africano são muito raras, embora muito pouco se sabe sobre esta espécie, os cientistas acham que são semelhantes ao peixe-boi das Caraíbas. Eles são encontrados em habitats costeiros marinhos e estuarinos, e em água doce sistemas fluviais ao longo da costa oeste da África a partir do rio Senegal até ao rio Kwanza, em Angola, incluindo as áreas em Gâmbia, Libéria, a Guiné-Bissau, Guiné, Serra Leoa, Costa do Marfim, Gana, Mali, Nigéria, Camarões, Gabão, República do Congo, e da República Democrática do Congo. Embora ocasionalmente caçados por tubarões e crocodilos na África, as suas ameaças significativas são apenas o ser humano, devido à caça furtiva, perda habitat, e outros impactos ambientais. Eles chegam a habitar até Gao, no Mali, pelo rio Níger. Embora raros, eles ocasionalmente ficam encalhados quando o rio seca até ao final do período chuvoso. O nome em Sonrai, o idioma local, é "ayyu".

[editar] Espécies e habitat

Habitam geralmente em águas costeiras e estuarinas quentes e rasas de ambientes aquáticos e pântanos enquanto o peixe-boi-da-amazônia habita apenas em águas doces das bacias dos rios Amazonas e Orinoco. A Flórida é, geralmente, o ponto mais ao norte que vivem pois a sua baixa taxa metabólica torna-se difícil no frio e não sobrevivem abaixo dos 15 ° C. O assoreamento dos estuários onde as fêmeas dão à luz aos filhotes é outro motivo para ameaça de extinção desta espécie.

Existem três espécies de peixe-boi:

[editar] Reprodução

Peixe-boi e filhote.

Possuem taxa reprodutiva muito baixa pois a fêmea, chamada peixe-mulher[11] segundo o Dicionário Aurélio, tem geralmente um filhote, mas há casos de nascimentos de gêmeos, até mesmo em cativeiro, como já aconteceu na Sede Nacional do Projeto Peixe-Boi, em Itamaracá, Pernambuco[1].

Os peixes-bois não têm nenhuma diferença sexual externa fácil de ser notada. Na fêmea, a abertura genital (a vagina) fica mais próxima do ânus, enquanto no macho (no caso, o pênis) fica mais próxima do umbigo. O pênis só sai da abertura genital no momento do acasalamento. No resto do tempo, está sempre "guardado". O acasalamento se dá com o macho por baixo e a fêmea por cima, num tipo de "abraço". É aí que o macho externa seu pênis e faz a penetração na fêmea[1].

Vários machos podem copular com uma mesma fêmea, o cio dura um longo período, mas apenas um deles irá fecundá-la. A reprodução da espécie é lenta, pois o período de gestação das fêmeas é longo: treze meses. Depois, a mãe amamenta o filhote durante um período entre um e dois anos. Por causa disso, a fêmea tem apenas um filhote a cada quatro anos, pois ela só volta a entrar no cio outra vez um ano depois de desmamar e tirando a época em que as mães estão com os seus jovens do sexo masculino ou feminino, os peixes-boi geralmente são criaturas solitárias[12].

Nos primeiros dias de vida, o filhote alimenta-se exclusivamente do leite da mãe. O leite materno é importante para o desenvolvimento do filhote: é um alimento completo que o ajuda no crescimento e funciona como uma vacina, protegendo-o nos primeiros tempos de vida. Durante o período de amamentação é possível notar as mamas na fêmea. Elas ficam uma de cada lado, bem abaixo da nadadeira peitoral. Mas é já a partir dos primeiros meses de vida que o peixe-boi começa a ingerir vegetais, seguindo o comportamento da mãe. O filhote, aliás, recebe todos os cuidados da mãe. Muito zelosa, é ela quem o ensina a nadar, a subir até a superfície para respirar e também a alimentar-se de plantas.

[editar] Peixe-boi no Brasil

Há registros do peixe-boi desde o descobrimento pelos portugueses no século XVI. No Brasil há duas espécies de peixe-boi: o Trichechus manatus manatus, peixe-boi marinho que se encontra criticamente ameaçado de extinção, e o Trichechus inunguis que vive nos rios amazônicos, considerado como vulnerável à extinção. Calcula-se que existam cerca de 500 peixes-boi marinhos na costa brasileira e 5000 peixes-boi amazônicos.

[editar] Vulnerabilidade

Peixe-boi das antilhas.

Embora os peixes-boi possuam poucos predadores naturais (tubarões, crocodilos, orcas e jacarés), todas as três espécies de peixe-boi estão listadas pela World Conservation Union como vulnerável à extinção. A principal ameaça corrente para os peixes-boi nos Estados Unidos está sendo as colisões com barcos ou com hélices. Às vezes o peixe-boi pode sobreviver à estas colisões, e mais de cinqüenta cicatrizes profundas permanentes têm sido observadas em alguns peixes-boi ao largo da costa da Flórida[8]. No entanto, as feridas são muitas vezes fatais, e os pulmões pode até sair através da cavidade torácica[8] É ilegal no âmbito federal e na lei da Flórida de provocar danos aos peixes-boi[8].

[editar] Caça

Os peixes-boi eram tradicionalmente caçados pelos povos indígenas do Caribe. Quando Cristóvão Colombo chegou na região, a caça de peixe-boi era uma atividade comercial. Nativos dos Estados Unidos caçavam peixes-boi para fazer escudos, barcos, e calçados, embora o peixe-boi foi predominantemente caçado pela sua abundante carne. O principal método de caça do peixe-boiera um pouco brutal, o caçador iria usar pirogas para abordar o peixe-boi. O caçador, então, utilizava diferentes métodos de isca para atrair um peixe-boi perto o suficiente para bater no animal perto da cabeça com um remo, e as presas desmaiavam temporariamente. Muitas vezes a criatura iria virar, deixando ainda mais vulnerável a ataques.

Peixes-boi também foram caçados pelos seus valiosos ossos, que foram usados para fazer "poções especiais." Até em 1800, museus pagavam até U$ 100 para ossos ou peles de peixes-boi. Embora a caça a peixes-boi foi proibida em 1893 nos Estados Unidos, a caça furtiva continua hoje.

[editar] Projeto Peixe-boi

Peixe-boi em Fernando de Noronha.

Com a possibilidade de extinção dessas espécies o governo brasileiro proibiu sua caça e criou em 1980 o Projeto Peixe-Boi [13] desenvolvido pelo CMA (Centro Nacional de Pesquisa, Conservação e Manejo de Mamíferos Aquáticos) com sede na Ilha de Itamaracá, Pernambuco. O projeto dedica-se à pesquisa, resgate, recuperação e devolução à natureza do peixe-boi, bem como a informação e parceria com comunidades riberinhas e costeiras. O projeto está aberto a visitação, onde podem ser vistos inúmeros peixes-boi, inclusive a Chica, um peixe-boi fêmea que viveu durante anos num aquário público em uma praça do Recife, e o Poque, um raro caso de híbrido entre o peixe-boi marinho e o amazônico.

[editar] Laboratório de Mamíferos Aquáticos do INPA

Os estudos sobre a biologia e conservação do peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis) iniciaram-se em 1974 no Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), situado na cidade de Manaus, Amazonas. Atualmente o LMA já reabilitou com sucesso mais de 60 filhotes de peixes-boi, cujas mães foram vítimas da caça ilegal que ainda ocorre na região. Aqui nasceu o primeiro filhote de Peixe-Boi da Amazônia em cariveiro, chamado Erê, em 1998. Os tanques dos peixe-boi estão localizados no Parque Aquático Robin Best e são abertos a visitação como parte do Bosque da Ciência do INPA.

[editar] PNUMA-WCMC

O Centro Mundial de Monitoramento da Conservação, órgão do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), registra em seu banco de dados as seguintes espécies como objeto de preocupação:

  • Trichechus senegalensis[14], África
  • Trichechus inunguis[15], América do Sul
  • Trichechus manatus[16], Caribe, América do Norte e América do Sul
  • Trichechus manatus manatus[17], Antilhas
  • Trichechus manatus latirostris[18], Flórida

[editar] Ligações externas

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Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 1,7 1,8 www.projetopeoxe-boi.com.br/ De acordo com a página do Projeto Peixe-boi.
  2. Lei de Proteção à Fauna, No. 5197
  3. Gerstein, E.R., 1994, The manatee mind: Discrimination training for sensory perception testing of West Indian manatees (Trichechus manatus), Mar. Mammals, 1: 10-21.)
  4. Http://www.geocities.com/athens/acropolis/2569/animal.htm
  5. Yearly Mortality Summaries
  6. (Marmontel, Humphrey, O'Shea 1997, Population Variability Analysis of the Florida Manatee, 1976-1992, Conserv. biol., 11: 467-481)
  7. (U.S. Marine Mammal Commission 1999)
  8. 8,0 8,1 8,2 8,3 (Marine Mammal Medicine, 2001, Leslie Dierauf & Frances Gulland, CRC Press)
  9. van Roosmalen, Marc G.H., Pim van Hoft, and Hans H. van Iongh. New Species: Dwarf Manatee.
  10. Trials of a Primatologist. - smithsonianmag.com. Acessado em 15 de março de 2008.
  11. Ultra-som confirma gravidez de peixe-mulher em cativeiro na Amazônia
  12. Best, Robin (1984). Macdonald, D.: The Encyclopedia of Mammals. New York: Facts on File, 292–298.
  13. Ibama.
  14. [1] Trichechus senegalensis no UNEP-WCMC Species Database
  15. [2] Trichechus inunguis UNEP-WCMC Species Database
  16. [3] Trichechus manatus UNEP-WCMC Species Database
  17. [4] Trichechus manatus manatus UNEP-WCMC Species Database
  18. [5] Trichechus manatus latirostris UNEP-WCMC Species Database


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