Pelotas

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Município de Pelotas
"Princesa do Sul"
Centro de Pelotas

Centro de Pelotas
Bandeira de Pelotas
Brasão de Pelotas
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 18 de junho de 1758 (256 anos)
Emancipação 7 de julho de 1812 (202 anos) (elevação da vila a cidade)
Gentílico pelotense
Prefeito(a) Eduardo Leite (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Pelotas
Localização de Pelotas no Rio Grande do Sul
Pelotas está localizado em: Brasil
Pelotas
Localização de Pelotas no Brasil
31° 46' 19" S 52° 20' 34" O31° 46' 19" S 52° 20' 34" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Sudeste Rio-grandense IBGE/2008[1]
Microrregião Pelotas IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Morro Redondo, Canguçu (O), Arroio do Padre (enclave), São Lourenço do Sul, Turuçu (N), Capão do Leão e Rio Grande (S).
Distância até a capital 250 km
Características geográficas
Área 1 608,768 km² (BR: 913º)[2]
População 327 778 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 203,74 hab./km²
Altitude 7 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,739 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 3 564 295,551 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 10 386,48 IBGE/2008[5]
Página oficial
Outras informações
Ficha técnica
Região Sul
Padroeiro(a) São Francisco de Paula
Gini 0,58
Vereadores 15
Catedral Metropolitana São Francisco de Paula

Pelotas é um município da região sul do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. Considerado uma das capitais regionais do Brasil, possui uma população de 327 778 habitantes e é a terceira cidade mais populosa do estado.

Está localizado às margens do Canal São Gonçalo que liga as Lagoas dos Patos e Mirim, as maiores do Brasil, no estado do Rio Grande do Sul, no extremo sul do Brasil, ocupando uma área de 1 609 km² e com cerca de 92% da população total residindo na zona urbana do município. Pelotas está localizada a 250 quilômetros de Porto Alegre, a capital do estado.

Na história econômica do município, destaca-se a produção do charque, que era enviado para todo o Brasil e que fez a riqueza de Pelotas em tempos passados.

O município conta com cinco instituições de ensino superior, quatro grandes escolas técnicas, dois teatros, uma biblioteca pública, vinte e três museus, dois jornais de circulação diária, três emissoras de televisão, um aeroporto e um porto flúvio-lacustre localizado às margens do Canal São Gonçalo.

Tanto a zona urbana quanto a rural de Pelotas conta com monumentos, paisagens e belas vistas, que levaram a televisão brasileira a escolher o município já por três vezes como cenário para suas produções: Incidente em Antares, cuja locação foi feita na zona do porto; A Casa das Sete Mulheres, gravada numa charqueada na zona rural, e do filme O Tempo e o Vento, cujas filmagens ocorreram no fim de abril de 2012.

Em Pelotas, é realizada, todos os anos, a tradicional Fenadoce - Feira Nacional do Doce, festa de eventos ancorada pelos famosos doces de origem portuguesa que fazem a fama de Pelotas.

História[editar | editar código-fonte]

Herrmann Rudolf Wendroth: Pelotas em 1851

A história do município começa em junho de 1758, através da doação que o General Gomes Freire de Andrade, o Conde de Bobadela, fez ao Coronel Thomáz Luiz Osório, das terras que ficavam às margens da Lagoa dos Patos. Em 1763, fugindo da invasão espanhola, muitos habitantes da Vila de Rio Grande buscaram refúgio nas terras pertencentes a Thomáz Luiz Osório. Mais tarde, vieram também os retirantes da Colônia do Sacramento, entregue pelos portugueses aos espanhóis em 1777.[6]

Em 1780, instala-se em Pelotas o charqueador português José Pinto Martins. A prosperidade do estabelecimento estimulou a criação de outras charqueadas e o crescimento da região, dando origem à povoação que demarcaria o início do município de Pelotas.[6] Com o sucesso desta indústria, os charqueadores, dispondo de duas estações amenas, construíam palacetes para suas habitações e promoviam a cultura e a educação, no ambiente urbano, exemplificado pela inauguração do Teatro Sete de Abril, em 1831, quatro anos antes de Pelotas ser elevada à condição de cidade.[7]

A Freguesia de São Francisco de Paula, fundada em 7 de Julho de 1812 por iniciativa do padre Pedro Pereira de Mesquita, foi elevada à categoria de Vila em 7 de abril de 1832. Três anos depois, em 1835, a Vila é elevada à condição de cidade, com o nome de Pelotas.[6]

Antigo engenho de arroz, localizado nas proximidades do Canal São Gonçalo.

Nos primeiros anos do século XX, o progresso foi impulsionado pelo Banco Pelotense, fundado em 1906 por investidores locais. Sua liquidação, em 1931, foi nefasta para a economia local.[8] [9]

O nome do município, "Pelotas", teve origem nas embarcações de varas de corticeira forradas de couro, usadas para a travessia dos rios na época das charqueadas.[6]

A Lei Complementar Estadual número 9184, de 1990, criou a Aglomeração Urbana de Pelotas, que em 2001 passou a se denominar Aglomeração Urbana de Pelotas e Rio Grande, e em 2002, Aglomeração Urbana do Sul. Esta caracteriza-se por proporcionar uma forte integração entre os municípios que a constituem e é o embrião de uma futura região metropolitana. Integram-na os municípios de Arroio do Padre, Capão do Leão, Pelotas, Rio Grande e São José do Norte, que totalizam uma população aproximada de 600.000 habitantes.[10]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Divisões administrativas[editar | editar código-fonte]

Vista da área urbana de Pelotas.

Conforme o plano diretor vigente no município, a área urbana de Pelotas está dividida atualmente em 7 regiões administrativas urbanas [11] e 9 rurais (distritos).

Regiões Administrativas[editar | editar código-fonte]

Distritos[editar | editar código-fonte]

Vista do distrito da Cascata.
  • 1° distrito- Sede ou Área Urbana
  • 2° distrito- Colônia Z3
  • 3° distrito- Cerrito Alegre
  • 4° distrito- Triunfo
  • 5° distrito- Cascata
  • 6° distrito- Santa Silvana
  • 7° distrito- Quilombo
  • 8° distrito- Rincão da Cruz
  • 9° distrito- Monte Bonito

Relevo[editar | editar código-fonte]

Centro de Pelotas - a zona urbana do município é predominantemente plana, com poucos e suaves aclives.

Por estar situada numa planície costeira, a área urbana do município situa-se em baixa altitude, com, em média, 7 metros acima do nível do mar. O interior do município está sobre um planalto com elevações médias, denominado Serras de Sudeste, com cerros de ondulações moderadas e cobertos com pastagem, conhecidos como coxilhas. A altitude na área rural de Pelotas chega a cerca de 429 metros,[12] próximo à fronteira com o município de Canguçu. Grande parte do município tem altitudes inferiores a 100 metros; na zona mais elevada, predominam as altitudes entre 100 e 300 metros; excepcionalmente, no extremo noroeste, as altitudes são superiores a 300 metros, chegando, no máximo, em certos pontos, a pouco mais de 400 metros.

O município de Pelotas, consequentemente, pode ser dividido em duas grandes paisagens geomorfológicas. Cerca de metade da área municipal (regiões oeste e noroeste do município) faz parte das Serras de Sudeste, com altitudes superiores a 200 metros e cerros de ondulações moderadas (coxilhas). A outra metade do município (regiões leste e sudeste - onde se localiza a área urbana municipal), inclui-se na planície costeira gaúcha, sendo uma paisagem plana e baixa, com altitudes que diminuem em direção ao Canal São Gonçalo e à Lagoa dos Patos.

O centenário Clube Comercial,

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Pelotas é subtropical úmido ou temperado, representado por Köppen como Cfa.

Os verões são tépidos e com precipitações regulares, com as temperaturas máximas absolutas do ano situando-se entre 34 °C e 36 °C, aproximadamente, enquanto os invernos são relativamente frios, com geadas frequentes (com uma média de 20 por ano) e ocorrência de nevoeiros, com temperaturas mínimas absolutas do ano entre -2 °C e 0 °C.

A temperatura média anual da área urbana do município é de 17,5 °C, sendo janeiro o mês mais quente, com temperatura média de 23 °C, e julho o mês mais frio, com média de 12 °C. A amplitude térmica diária (diferença entre as temperaturas mínima e máxima de um dia) geralmente é moderada, entre 8 e 9 graus, sendo que dias com amplitudes térmicas elevadas (de até 20 graus) não são raros de ocorrer, principalmente no outono.

A precipitação média anual é de 1.379 mm, com chuvas regularmente distribuídas durante todo o ano, sendo fevereiro, com 145 mm de precipitação, o mês mais chuvoso. A umidade relativa do ar é bastante elevada (com média anual de cerca de 80%). Há um dito popular de que Pelotas seria a segunda cidade mais úmida do mundo, perdendo somente para Londres.


Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Pelotas, Rio Grande do Sul - Brasil Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 39,0 36,5 37,4 35,1 31,6 29,4 31,8 33,0 35,6 34,4 39,2 39,6 39,6
Temperatura máxima média (°C) 27 26 26 22 19 17 16 18 19 21 24 26 21
Temperatura mínima média (°C) 19 18 17 14 10 9 8 9 10 13 15 17 13
Temperatura mínima registrada (°C) 10,0 9,8 5,0 2,7 1,2 -3,0 -2,7 -1,0 0,2 2,6 6,0 7,9 -3,0
Precipitação (mm) 118 145 120 100 95 118 132 123 135 112 86 95 1 379
Dias com chuva (≥ 1 mm) 11,7 11,5 10,3 8,9 9,2 10,5 11,4 9,7 10,8 10,6 10,0 9,5 124,1
Umidade relativa (%) 77,4 77,9 80,5 82,3 83,6 84,0 84,9 83,2 81,8 79,5 76,0 75,5 80,7
Horas de sol 251,2 204,7 213,0 189,5 177,7 146,2 149,9 160,8 199,6 234,5 265,9 196,2 2 389,2
Fonte: CPPMET-UFPel[13] 8 de Setembro de 2010


Raras precipitações de neve[editar | editar código-fonte]

Um dado climático interessante foi a ocorrência de uma precipitação de neve, no dia 8 de julho de 1994, em Pelotas, das 11h00 às 13h30. Até esta data, não havia nenhum registro oficial de queda de neve no município. O fenômeno foi de fraca intensidade na área urbana do município, não chegando a cobrir de branco a paisagem. Entretanto, a queda de neve teve maior intensidade no interior do município, em distritos como Cascata e Quilombo, chegando a cobrir a vegetação com uma camada branca.[14]

Em 4 de setembro de 2006, também foi registrada queda de neve no município de Pelotas. Houve precipitação de neve em flocos nos distritos mais elevados e na cidade vizinha de Canguçu e, na área urbana de Pelotas, na forma de neve granular, durante o período da tarde.[15]

Em 5 de setembro de 2008, a cidade também registrou neve granular, misturada à chuva congelada.[16]

Em 3 de agosto de 2010, novamente foram registrados períodos de neve granular na cidade, entre as 11h e as 18h.[17]

Precipitações de graupel foram registradas na cidade nos dias 12 de julho de 2012[18] e 25 de setembro de 2012.[19]

Temperaturas extremas[editar | editar código-fonte]

Em 1 de agosto de 1955, o município registrou uma temperatura mínima de -3,4 °C,[20] a mais baixa registrada em Pelotas. Esta mínima foi registrada na área urbana, sendo que no interior do município, devido à maior altitude, a temperatura deve ter sido mais baixa. Outras temperaturas extremas foram -3 °C, em 9 de junho de 2012[21] [22] e em 30 de junho de 1996,[23] -2,7 °C, em 19 de julho de 1975,[23] -2,4 °C, em 31 de julho de 2009,[24] -2 °C, em 30 de julho de 2007[25] e em 25 de julho de 2013[26] e -1,6 °C, em 12 de julho de 2007.[27]

A temperatura mais alta registrada em Pelotas ocorreu em 8 de janeiro de 2006, com 41 °C (temperatura registrada no Aeroporto Internacional de Pelotas).[28] O município registrou em apenas dois outros dias temperaturas na casa dos 40 °C: em 27 de dezembro de 1999, com máxima de 40 °C,[29] e em 10 de janeiro de 2006, também com máxima de 40 °C (temperaturas também registradas no aeroporto).[30]

Fauna[editar | editar código-fonte]

Devido a sua localização e suas características de vegetação e relevo, o município apresenta tanto fauna aquática como fauna de campo e de área serrana. Pelotas possui desde gaivotas e marrecos, aves típicas da zona lagunar de litoral, até a perdiz e a ema, que são próprias das zonas da Campanha gaúcha.

A zona mais rica em fauna, no município, é a zona dos banhados, com inúmeras espécies de peixes, anfíbios como a , répteis como o jacaré do papo amarelo e tartarugas, e mamíferos como capivaras, preás, lebres, lontras, gambás, doninhas, graxains (sorro), ratões-do-banhado e zorrilhos.

A zona serrana possui uma fauna mais pobre, principalmente por se tratar de uma zona de transição, e também em consequência do desmatamento. Jaguares, jaguatiricas e suçuaranas já não existem mais nessa área. Destacam-se, na área serrana e na área dos campos: mamíferos como veado-virá, veado-campeiro, lebre, tatu, raposa, gambá, capivara, graxaim, aves como chimango, perdiz, caturrita, quero-quero, jacu, ema, seriema, pomba do mato (pombão), cardeal-de-topete-vermelho, periquito, tico-tico, joão-de-barro, répteis como lagarto, cobra cruzeira, cobra verde e peixes como traíra, jundiá, lambari etc.[31]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Vista desde o Hipódromo da Tablada ao entardecer - em primeiro plano, uma araucária.
Margem do Canal São Gonçalo.

A maior parte da área rural de Pelotas é composta por campos, com vegetação rasteira e herbácea (pampas). Outra formação importante, que ocorre na forma de pequenos bosques e de forma bastante esparsa no município, por ter sido reduzida pela ocupação humana, é a floresta estacional semidecidual.[32] A vegetação nativa, tanto no domínio dos campos quanto no das matas, apresenta ocorrência de árvores como corticeiras e araucárias, entre outras. A existência da araucaria angustifolia é maior no interior do município, onde a altitude mais elevada e a maior distância do mar favorecem a sua ocorrência, mas esta árvore também é bastante encontrada nas áreas mais baixas, incluindo as zonas urbana e litorânea.

Merece registro o crescimento da silvicultura, que tem promovido o florestamento das áreas de campos com árvores exóticas, como eucaliptos, pinhos e acácias, utilizadas na indústria madeireira, ao lado de espécies de tradicional uso paisagístico (salsos-chorões, ciprestes, cedros, álamos e plátanos).

Pelotas está a 55 km de distância do Oceano Atlântico, e possui uma praia lacustre chamada Laranjal (na laguna chamada Lagoa dos Patos). Nas proximidades desta praia, são encontrados banhados e algumas dunas de areia esparsas.[33]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Pelotas é um município que faz parte da bacia hidrográfica do rio Camaquã. Os arroios do Quilombo e das Caneleiras drenam o município de Pelotas, recebendo o nome de Arroio Pelotas quando suas águas se unem, indo desaguar no Canal São Gonçalo.[34]

A maior queda de água do município chama-se Cachoeira do Arco-Íris, com 12 metros de altura, e está localizada no distrito de Quilombo.[35]

Praia do Laranjal - Balneário Valverde.

Também há a Praia do Laranjal, um bairro localizado à beira da Lagoa dos Patos. Além dos balneários Santo Antônio e Valverde, fundados pelo doutor Antônio Augusto de Assumpção Júnior e pelo coronel Arthur Augusto de Assumpção, o bairro conta também com o Balneário dos Prazeres (conhecido popularmente como Barro Duro) e a Colônia Z3, uma colônia de pescadores que explora principalmente a pesca artesanal do camarão.[36]

Zona rural[editar | editar código-fonte]

A zona rural de Pelotas, chamada também de colônia, caracteriza-se pela produção de pêssego, arroz e pela pecuária; alastrando-se para a área de produção de fumo. A presença de imigrantes alemães também deve ser notada. A "colônia" de Pelotas vem se desenvolvendo amplamente na área do turismo, com diversas pousadas, cachoeiras e demais atrações turísticas encontradas na região.

Em tempos passados, a produção de charque foi economicamente importante, toda ela movida pelo trabalho escravo. As charqueadas ainda são atrações turísticas do município, como por exemplo a Charqueada Santa Rita e a Charqueada São João.

Economia[editar | editar código-fonte]

Zona Sul vista do terraço do Hotel Manta, um dos edifícios mais altos da cidade.

A vocação econômica de Pelotas é o agronegócio e o comércio. Neste último segmento, há grande representatividade de árabes oriundos principalmente do Líbano (conhecidos erroneamente como turcos) e mais alguns estrangeiros.

Setor primário[editar | editar código-fonte]

A região de Pelotas é a maior produtora de pêssego para a indústria de conservas do país, além de produzir outros produtos como aspargo, pepino, figo e morango. O município também é grande produtor de arroz e rebanho bovino de corte. Pelotas também possui a maior produção de leite do estado.

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Em Pelotas há a presença de indústrias ligadas ao setor de agronegócios, têxtil, curtimento de couro e panificação. Reflorestamento para produção de papel e celulose tem sido uma atividade econômica emergente em toda a região.

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

O município é grande centro comercial na região, atraindo compradores de toda a região para as suas galerias e lojas localizadas no calçadão e bairros.

Em Pelotas constituiu-se a CTMR - Companhia Telefônica Melhoramento e Resistência, cujo nome deriva da resistência de líderes pelotenses aos maus serviços que eram prestados pela antiga Companhia Telefônica Nacional, antiga operadora no Rio Grande do Sul. A CTMR passou a fazer parte, mais tarde, do sistema Telebrás, distinguindo-se pelos altos níveis de qualidade dos serviços prestados, e foi posteriormente absorvida pela Brasil Telecom.

Pelotas também possui o SANEP (Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas), uma autarquia responsável pela captação, tratamento e distribuição de água potável, coleta e destinação do lixo e coleta e tratamento de esgotos sanitários e pela drenagem urbana. Constitui uma situação única no estado, já que os demais municípios do Rio Grande do Sul recebem serviços de saneamento de uma única empresa estadual, denominada CORSAN.[37] O município conta com três estações de tratamento de água: a ETA Santa Bárbara, que alimenta a rede de distribuição com 40 milhões de litros por dia; a ETA Sinnott, que é abastecida pelos arroios Pelotas e Quilombo e lança 36 milhões de litros no sistema,diariamente; e a ETA do Arroio Moreira, que contribui com sete milhões de litros; data de 1874 e, com ela, teve início o abastecimento de água tratada em Pelotas, na época com 15 mil habitantes.[38]

Na cidade, a distribuição de energia elétrica é realizada pela empresa estadual CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica).

Também há o Laranjal Parque Hotel, um empreendimento que comprova o empreendedorismo de uma parcela do empresariado pelotense. Situado próximo da Praia do Laranjal, no seu parque apresentou-se, em 28 de março de 1998, a soprano espanhola Montserrat Caballé.[39]

Transportes[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com o Aeroporto Internacional de Pelotas, além de um porto flúvio-lacustre, localizado às margens do Canal São Gonçalo. Quanto à parte rodoviária, Pelotas está margeada pelas rodovias BR-116 e BR-392. Ambas rodovias são parte do pólo de pedágio da concessionária Ecosul.

O transporte público da cidade atende grande parte da população, com várias empresas que oferecem este serviço: Conquistadora, Santa Maria, Santa Rosa, TURF, Laranjal, Transpessoal, Santa Silvana e São Jorge.

Demografia[editar | editar código-fonte]

  • Índice de mortalidade infantil: 12,5 para 1.000 nascidos vivos, em 2007.
  • Expectativa média de vida: 72,6 anos (70,1 homens e 74,5 mulheres), em 2006.

Etnias[editar | editar código-fonte]

A principal imigração ocorrida na região foi a vinda de portugueses, oriundos principalmente do arquipélago de Açores, que influíram profundamente na cultura do município, principalmente na arquitetura e na culinária.

Outra imigração importante que ocorreu na região foi a de alemães (a maioria de pomeranos), embora estes tenham preferido fixar-se na zona rural do município, ao contrário dos portugueses, que o fizeram na zona urbana. Também são dignas de nota outras etnias que em Pelotas fixaram residência, como negros africanos (descendentes de escravos, oriundos principalmente de Angola), italianos, poloneses, franceses, judeus, árabes libaneses, etc. O número de descendentes de índios, apesar de desconhecido, é considerado muito pequeno.

Cor/Raça Habitantes
Branca 280 897
Negra 34 172
Parda 25 395
Amarela (asiático) 498
Indígena 998
Não sabem 998

Religiões[editar | editar código-fonte]

Quanto à religião, a maioria dos pelotenses (aproximadamente 50%) afirma ser católica romana, seguida pelas religiões protestantes (principalmente entre a população de origem alemã), como a Evangélica Luterana e a Anglicana. Inclui-se entre os cristãos um número crescente de Testemunhas de Jeová. Também são dignos de nota o espiritismo, rituais afro-brasileiros (como umbanda e candomblé) e os santos dos últimos dias (mais conhecidos como mórmons).

Educação[editar | editar código-fonte]

O município conta com seis instituições de ensino superior (universidades): Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Instituto Educacional Dimensão, Faculdades Anhanguera, Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSUL) e Faculdade de Tecnologia Senac-RS. Também possui três grandes escolas técnicas: Escola Técnica Estadual João XXIII, Escola Técnica Estadual Professora Sylvia Mello e o Conjunto Agrotécnico Visconte da Graça (CAVG), hoje chamado de Instituto Federal Sul-rio-grandense Campus Visconde da Graça, vinculado ao IFSUL (antigo CEFET-RS).

Também há muitas escolas de ensino fundamental e ensino médio no município, sendo estas escolas particulares (como o Colégio São José, o Colégio Gonzaga e o Colégio Alfredo Simon, entre outros) e públicas, sob administração estadual e municipal, como, por exemplo, o Colégio Pedro Osório. Entre as instituições de ensino sob administração municipal, está o Colégio Pelotense, a maior escola municipal do Brasil e uma das maiores da América Latina.[40]

Índice de alfabetização Porcentagem Ano
Pelotas 95,7% 2006

Saúde[editar | editar código-fonte]

Os hospitais mais tradicionais da cidade são a Santa Casa de Misericórdia (fundada em 1847[41] ) e o Hospital Beneficência Portuguesa (fundado em 1857[42] ). Também há o Hospital Miguel Piltcher, o Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP), ligado à Universidade Católica de Pelotas (UCPel), e o Hospital Escola, ligado à Universidade Federal de Pelotas (UFPel), sendo administrado pela Fundação de Apoio Universitário (FAU) (mais conhecido como "Hospital da FAU"). O município conta também com um hospital psiquiátrico, o Hospital Espírita de Pelotas.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Com a mistura étnica que caracteriza Pelotas, não é surpreendente que seja um rico centro cultural e político, sendo conhecida como a Atenas Rio-Grandense.

Berço e morada de inúmeras personalidades da cultura nacional, como do escritor regionalista João Simões Lopes Neto (1865 - 1916), autor de Cancioneiro Guasca (1910), Contos Gauchescos (1912) e Lendas do Sul (1913), de Hipólito José da Costa - patrono da imprensa no Brasil, e do pintor Leopoldo Gotuzzo, cujos trabalhos ultrapassaram as fronteiras de Pelotas conquistando prêmios e exposições até na Europa, e o já citado Antônio Caringi (1905 - 1981), escultor pelotense reconhecido internacionalmente, e do senador Joaquim Augusto de Assumpção, fundador do Banco Pelotense.

Atualmente, o Centro Cultural Adail Bento Costa funciona, também, como a sede da Secretaria Municipal de Cultura, contando com duas salas de exposições (Inah d'Ávila Costa e Antônio Caringi) além do Bistrô, utilizado para eventos em geral. O prédio faz parte do patrimônio tombado pelo IPHAN e fica localizado à Praça Coronel Pedro Osório, 02.

Personalidades

Biblioteca[editar | editar código-fonte]

Sede da Biblioteca Pública de Pelotas.

A Biblioteca Pública de Pelotas foi idealizada por Antônio Joaquim Dias, diretor do jornal Correio Mercantil. A primeira diretoria reuniu José Vieira da Cunha, Saturnino de Arruda, Carlos Pinto e José Roiz de Araújo. Foi inaugurada em 5 de março de 1876, em um terreno cedido pelo visconde da Graça, contando na época com 900 volumes. Foi depois construída sede própria, na atual Praça Coronel Pedro Osório. O segundo piso da Biblioteca Pública Pelotense foi construído na gestão do prefeito Joaquim Augusto de Assumpção Júnior.

Teatros e museus[editar | editar código-fonte]

Pelotas conta com dois teatros: o Teatro Sete de Abril, que é um dos mais tradicionais e o mais antigo no Brasil, e cuja construção é de 1831, além do Teatro Guarani.

O município possui diversos museus: Museu de História Natural Carlos Ritter, Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo, Museu da Baronesa, Museu Histórico Helena Assumpção de Assumpção, Museu do Charque, Museu do Doce, Museu do Futebol, Museu de Arte Sacra João Paulo II, Memorial da Praia do Laranjal Arthur Augusto de Assumpção, entre outros.

Eventos[editar | editar código-fonte]

O carnaval de rua de Pelotas é conhecido nacionalmente, pela espontaneidade dos blocos carnavalescos que saem às ruas e garantem a alegria do povo.[43]

A Feira Nacional do Doce, popularmente denominada Fenadoce, é um evento muito prestigiado em âmbito nacional, sendo realizada anualmente, durante o meio do ano (em 2008, foi realizada entre os dias 4 de junho e 22 de junho). A primeira edição da festa foi realizada no ano de 1986, e desde então consagrou-se na principal atração turística da Zona Sul do Rio Grande do Sul, com uma mistura de shows, gastronomia, lazer e turismo.[44]

O município de Pelotas recebe uma grande parcela de turistas durante a realização do evento, oriundos das mais diversas localidades do país, vindos com o intuito de conhecer a culinária pelotense, com os seus doces de origem portuguesa, além de outros doces de origens alemã, italiana e árabe.[45]

Arquitetura e monumentos[editar | editar código-fonte]

O município teve forte influência da estética portuguesa, com seus casarões com cerâmica portuguesa na fachada. Pelotas é muito rica em tesouros arquitetônicos e monumentos, muitos tombados pelo patrimônio histórico do município e do Estado.

Caixa D'água de ferro.

Um exemplo de monumento do acervo do município é o Chafariz "As Três Meninas", vindo de Escócia em 1873, e localizado no centro do município. Até o ano de 2007 acreditava-se que ela era proveniente da França.

O maior monumento de Pelotas é a Caixa d'água de ferro, que localiza-se na Praça Piratinino de Almeida, única no gênero na América Latina. Ela foi construída em 1875, e ainda serve ao abastecimento diário de água no município. Ela apóia-se em 45 colunas, e todas as peças são de ferro. O seu mirante tem formas que lembram a arquitetura oriental. Todo o material usado na construção foi importado da França.

Destaca-se na arquitetura do município suas Igrejas, o Grande Hotel e o Mercado Público.

A construção do Mercado Público foi iniciada em 1847 e terminada em 1853, embora entre 1911 e 1914 tenha ocorrido uma reforma. Seu projeto foi feito no estilo neoclássico, tendo sido mudado para Art nouveau após 1970 quando o prédio foi destruído por um incêndio e reconstruído. Nele se destacam a torre do relógio e o farol de ferro, importados de Hamburgo, na Alemanha, fazendo uma alusão a Torre Eiffel.

Igreja do Redentor, igreja anglicana do Rio Grande do Sul.

O Grande Hotel foi inaugurado em 1928. O edifício tem quatro andares, apresentando um estilo Art nouveau. Hoje o prédio está tombado e pertence à prefeitura.

A Catedral do Redentor, também conhecida como "Igreja Cabeluda", e que é a sede da Igreja Episcopal Brasileira da Comunhão Anglicana, ficou conhecida por sua característica cobertura vegetal. Ela abriu suas portas em 1892. Sua torre possui 27 metros de altura, e os vitrais vieram de Nova Iorque.

Catedral São Francisco de Paula.

A catedral Metropolitana de São Francisco de Paula é considerado o mais importante templo religioso da metade sul do estado pelo seu tamanho, beleza e pelas obras de arte encontradas em seu interior. O início da construção foi em 1813. A Catedral abriga a imagem de São Francisco de Paula, de autor desconhecido, que foi trazida da colônia do Sacramento.

O pintor Aldo Locatelli (1915 - 1962) veio da Itália especialmente para fazer os afrescos no teto e paredes da catedral São Francisco de Paula, a convite de Dom Antônio Záttera, bispo de Pelotas na época. Embora ele tenha escolhido ficar no Rio Grande do Sul, e tenha feito diversos outros trabalhos importantes no Brasil, painéis e paredes, este é considerado seu maior trabalho, junto com a via-sacra da igreja de São Pelegrino em Caxias do Sul.

Também destaca-se o "museu da Baronesa", cuja construção se deu no século XIX, ocupando uma área de aproximadamente 7 hectares, possuindo, a construção, 22 peças e um pátio interno. Contornando todo o conjunto, foram cultivados vários jardins.[46]

Grande Hotel, prédio histórico localizado na Praça Cel. Pedro Osório.

Em Pelotas ainda estão dez esculturas de Antônio Caringi, considerado o maior escultor gaúcho. Entre elas: Oferenda (1942), em bronze, localizado no Cemitério Ecumênico São Francisco de Paula; Monumento ao Colono (1958), em bronze e granito, na Praça 1º de Maio; Monumento ao Bispo Dom Joaquim Ferreira de Mello (1942), em bronze e granito, na Av. Dom Joaquim; Sentinela Farroupilha (1935), em bronze, Praça 20 de Setembro; As Três Idades do Trabalho, em granito, Praça Coronel Pedro Osório; Dr. Luiz Pereira Lima (1958), em bronze, Praça Piratinino de Almeida; Monumento ao Coronel Pedro Osório (1954), em bronze e granito, Praça Coronel Pedro Osório; Monumento à Mãe (1968), em bronze e granito, Praça Coronel Pedro Osório; Monumento ao Dr. José Brusque (1968), em bronze e granito, Praça Coronel Pedro Osório, além de uma escultura em gesso encontrada no Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo.

Mitos arquitetônicos[editar | editar código-fonte]

Muitos populares pelotenses acreditam na existência de túneis de fuga, também conhecidos como saídas francesas, nos subterrâneos do município. A maioria desses mitos surgiu com os porões altos, encontrados na maioria dos prédios mais antigos da cidade; às ligações entre casas de uma mesma família, raramente feitas por baixo da terra; com poços ou cacimbas, encontrados principalmente em construções anteriores à criação da Companhia Hydraulica Pelotense, no final do século XIX; e com os dutos coletores das redes de esgotos e de águas pluviais, que se estendem por boa parte do centro de Pelotas e podem ser considerados verdadeiros túneis, já que em alguns trechos chegam a ter 1,94 metros de altura e mais de 2 km de comprimento.[47]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Pelotas é um município que muito contribui para o esporte nacional, contando com inúmeros atletas em diversas modalidades esportivas. Particularmente, é um município pujante no futebol, a grande paixão nacional. Três clubes representam as cores do município em diversas competições nacionais e regionais:

Mídia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Em Pelotas estão localizadas as sedes de três emissoras de televisão gaúchas: a RBS TV Pelotas (canal 4 VHF), que transmite a programação da Rede Globo, a TV Pampa Sul (canal 13 VHF), que transmite a programação da RedeTV!, e a TV Nativa (canal 18 UHF), que transmite a programação da Rede Record. Todas elas têm programação local e cobrem grande parte da região sul do estado. A cidade também conta com um canal com programação 100% local: é a TV Cidade, que hoje documenta e transmite, além de sua grade de programação diária, os principais eventos que ocorrem em Pelotas. Os demais canais são repetidoras de outras emissoras de televisão.


TV por assinatura e banda larga

Dominando o Mercado de televisão por assinatura, a Viacabo, antiga Pansat, já faz história pelo seu lançamento em 1991, com apenas 16 canais, foi uma das primeiras operadoras do país, colocou a cidade no mapa da vanguarda tecnológica, e hoje disponibiliza aos pelotenses até o serviço de TV digital, sendo uma das poucas cidades do Brasil com tal tecnologia, além do serviço de internet por cabo.

A Net também oferece serviços de TV por assinatura e banda larga na cidade de Pelotas, incluindo telefonia, e buscando investir para alcançar seu concorrente, nativo da cidade.

Desde 2009 a Oi (antiga Telemar e Brasil Telecom) disponibiliza para a Cidade de Pelotas o serviço de tv por assinatura a Oi TV; além de continuar com telefonia fixa, móvel, DDD, banda larga, internet.

Rádios[editar | editar código-fonte]


Jornais[editar | editar código-fonte]

Há dois jornais em circulação no município: o Diário Popular, de circulação diária, sendo o terceiro jornal mais antigo do Rio Grande do Sul, fundado em 1890; e o Diário da Manhã, também de circulação diária, em forma de tabloide e fundado em 1979.

Cidades-irmãs e ponto antípoda[editar | editar código-fonte]

Pelotas possui quatro cidades-irmãs:

O local antípoda de Pelotas está situado no Mar da China Oriental, cerca de 250 km a oeste do litoral de Satsumasendai, cidade situada no extremo sul do Japão.[52]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 31 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. a b c d Primeira referência histórica de Pelotas Prefeitura de Pelotas, vista em 3 de maio de 2009.
  7. FONSECA, Maria Angela Peter da. Estratégias para a preservação do germanismo (Deutschtum) - gênese e trajetória de um collegio teutobrasileiro urbano em Pelotas (1898-1942), Pelotas, 2007, 158p.
  8. Banco Pelotense: 100 anos, Diário Popular, 5 de fevereiro de 2006.
  9. Banco Pelotense: 100 anos - Parte 2, Diário Popular, 6 de fevereiro de 2006.
  10. LEI COMPLEMENTAR Nº 11.876, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2002, IPEF (Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais) - legislação, 26 de dezembro de 2002.
  11. Lei nº 5072 de 30 de julho de 2004 de Pelotas, JusBrasil - Visto em 11/11/2012.
  12. Rosa 1985, p. 60
  13. Dados oficiais sobre temperaturas e pluviosidade do Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas da Universidade Federal de Pelotas (CPPMet- UFPel). CPPMet-UFPel.
  14. NEVE EM PELOTAS, Diário da Manhã, 09 de julho de 1994, capa.
  15. Nevada de 2006: Espetáculo do sul ao norte gaúcho, Metsul, 05 de setembro de 2006
  16. Frente fria faz cair neve no Rio Grande do Sul, Folha de São Paulo Online, 05 de setembro de 2008.
  17. Estado teve incidência de neve, Diário Popular, 4 de agosto de 2010.
  18. Reforço de ar polar chega no fim de semana e prolongará o frio, Metsul.
  19. Onda de frio começa a perder força na quarta no RS, Diário do Grande ABC, visto em 25/09/2012
  20. A super onda de frio do inverno de 1955, Brasil Abaixo de Zero, 06 de julho de 2005
  21. Frio intenso continua no RS e mínima chega a -4ºC em São Gabriel - Terra, visto em 09 de junho de 2012.
  22. Termômetros em Pelotas registram recorde de -3 °C - Diário Popular, visto em 09 de junho de 2012.
  23. Pelotas registra a menor temperatura dos últimos 34 anos, Diário Popular, 31 de julho de 2009.
  24. Diário Popular, 29 de julho de 2007, contracapa.
  25. Tempo histórico para Pelotas, Brasil Weather Underground, 25 de julho de 2013.
  26. Diário Popular, 13 de julho de 2007, contracapa.
  27. (em inglês) Histórico para Pelotas, Brasil, Weather Underground, 08 de janeiro de 2006.
  28. (em inglês) Histórico para Pelotas, Brasil, Weather Underground, 17 de dezembro de 1999.
  29. (em inglês) Histórico para Pelotas, Brasil, Weather Underground, 10 de janeiro de 2006.
  30. Rosa 1985, pp. 149-152
  31. Projeto Biodiversidade RS
  32. Rosa 1985, pp. 138-148
  33. Rosa 1985, pp. 95-96
  34. Rosa 1985, p. 98
  35. Rosa 1985, p. 119-122
  36. Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas -SANEP, SANEP, acessada em 5 de maio de 2009.
  37. A ETA São Gonçalo no PAC Saneamento, Diário Popular, acessada em 1 de junho de 2008.
  38. Eventos, Laranjal Parque Hotel, acessada em 4 de maio de 2009.
  39. Apresentação, Colégio Pelotense, visto em 6 de maio de 2009.
  40. Cidade: Santa Casa foi fundada para atender os desvalidos, Diário Popular, 20 de junho de 2001.
  41. Beneficência Portuguesa, 150 anos de serviços, Diário Popular, 17 de setembro de 2007.
  42. Doce Folia - Carnaval de Pelotas 2009, Carnaval de Rua - Pelotas, vista em 05 de maio de 2009.
  43. A Fenadoce, Fenadoce, vista em 05 de maio de 2009.
  44. A cultura doceira, Fenadoce, vista em 05 de maio de 2009.
  45. Museu da Baronesa, visto em 1 de agosto de 2009.
  46. O mistério subterrâneo de Pelotas Revista de História da Biblioteca Nacional, 13 de junho de 2008.
  47. Cidade: Comissão de Aracati vem assinar acordo de geminação com Pelotas, Diário Popular, 28 de maio de 2005.
  48. Cidades Geminadas - Pelotas, Câmara Municipal de Aveiro.
  49. Cidades-irmãs de Pelotas terão espaço na Fenadoce, Prefeitura Municipal de Pelotas, 4 de junho de 2007.
  50. Cidades-Irmãs Japonesas, Governo do estado do RS.
  51. (em inglês) Antipodes Map. Antipodes Map - Antipodal location for any map point..

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Rosa, Mário. Geografia de Pelotas. [S.l.]: Universidade Federal de Pelotas, 1985.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Pelotas

Ligações externas[editar | editar código-fonte]