Perdidos na Noite

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Perdidos na Noite
Perdidos na Noite (BR)
Informação geral
Formato Programa de auditório
Criador(es) Goulart de Andrade
País de origem  Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Goulart de Andrade
Apresentador(es) Fausto Silva
Elenco Tatá e Escova
Tema de abertura "Tarzan Boy" - Baltimora
Tema de
encerramento
"Tarzan Boy" - Baltimora
Transmissão original 1984-1989

Perdidos na Noite foi um programa de televisão brasileiro apresentado por Fausto Silva, o qual vinha do reconhecimento como repórter de campo em jogos de futebol e do sucesso como apresentador do programa de rádio Balancê. Estreou em rede nacional pela Rede Gazeta, em 1984, gravado no antigo Teatro Brigadeiro (atual Teatro Abril), dentro do longo espaço noturno ocupado pelo Programa Goulart de Andrade (que também serviu de abrigo, no mesmo período, para as criações da produtora Olhar Eletrônico). O nome foi inspirado no filme norte-americano de 1968, Midnight Cowboy, que, no Brasil, também é conhecido como "Perdidos na Noite". O programa contava também com as imitações da dupla Carlos Roberto (o "Escova") e Nelson Alexandre (o "Tatá").

Em setembro de 1984, foi transferido para a TV Record, no antigo Teatro Záccaro e, no dia 16 de abril de 1986, passou a ser exibido em rede nacional pela Rede Bandeirantes, Também no antigo Teatro Záccaro[1] .

O Perdidos na Noite contava com uma produção, de início, bastante precária, mas passou a chamar a atenção por, justamente, se utilizar de maneira criativa dessa precariedade. O programa era marcado pela irreverência e pelo humor muitas vezes chulo e politicamente incorreto do apresentador Fausto Silva, que não se furtava em falar palavrões no ar, em tratar rispidamente os convidados e membros da plateia (que igualmente colaboravam com o show ao escreverem cartazes nos mesmos moldes irreverentes), e em, num período de plena abertura política, referir-se de maneira cáustica a personalidades como o então presidente José Sarney e o à época prefeito de São Paulo Jânio Quadros (que chegou mesmo a ameaçar processar a produção do programa, por uma piada de Faustão que associava sua suposta senilidade irreversível com a possibilidade de descoberta da cura da AIDS). Além disso, o programa contava com as intervenções humorísticas, caracterizadas pelo deboche, da dupla Tatá e Escova. "Acidentes de percurso" da produção do Perdidos na Noite, como tropeções em cabos, falhas técnicas na captação das imagens e o fato de, muitas vezes, funcionários do programa passarem inadvertidamente na frente das câmeras no momento da transmissão eram impiedosamente satirizados pelos apresentadores. O improviso era outra característica marcante: o Perdidos na Noite não seguia um script preestabelecido. Mesmo com melhores condições de viabilização na Record e na Bandeirantes, tal aspecto "mal-acabado", que inclusive dividia a crítica especializada, prosseguiu, garantindo rapidamente ao programa um status "cult" nas noites de sábado, o que se refletiu em uma boa audiência, sobretudo entre os espectadores homens. A principal chamada do Perdidos na Noite (falada por Fausto Silva) era: "espelho, espelho meu, existe algum programa pior do que o meu?"

Em 1987, seu penúltimo ano como apresentador do Perdidos da Noite, Fausto Silva passou a apresentar outro programa, em paralelo, na Bandeirantes: o Safenados e Safadinhos, este mais caracterizado como um show de variedades.

O programa durou até 1988, quando Fausto Silva foi contratado pela Rede Globo para comandar o atual Domingão do Faustão.

Referências

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