Pesquisa de opinião

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Diagrama ilustrando o resultado de uma pesquisa de opinião realizada em 2002, sobre o uso de energia nuclear na União Europeia: 50,5% dos votantes (em azul) aprovaram o uso da energia nuclear, enquanto 25,5% (em amarelo) discordaram.(Imagem:Eurobarometer)

Uma pesquisa de opinião, sondagem de opinião (vulgarmente designado apenas por sondagem) ou estudo de opinião é um levantamento estatístico de uma amostra particular da opinião pública. Pesquisas de opinião geralmente são feitas para representar as opiniões de uma população fazendo-se uma série de perguntas a um pequeno número de pessoas e então extrapolando as respostas para um grupo maior dentro do intervalo de confiança.

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro exemplo conhecido de pesquisa de opinião foi uma enquete ou sondagem conduzida pelo The Harrisburg Pennsylvanian em 1824, a qual mostrava Andrew Jackson a frente de John Quincy Adams por 335 a 169 votos, na disputa pela presidência dos Estados Unidos. Esse tipo de enquete—tendenciosa e sem consistência científica— gradualmente tornou-se mais popular, mas permaneceu como um fenômeno local, geralmente restrito a uma única cidade. Em 1916, o Literary Digest deu início a uma pesquisa nacional (em parte como um exercício de alavancagem de vendas) e predisse corretamente a eleição de Woodrow Wilson como presidente. Postando milhões de postais e contando os que retornaram, o Digest previu os vencedores das quatro eleições presidenciais seguintes.

Em 1936, todavia, o Digest teve uma surpresa desagradável. Seus 2,3 milhões de "eleitores" constituíam uma vasta amostra; contudo, eram geralmente pessoas mais abonadas que tendiam a ser simpatizantes do Partido Republicano. O Literary Digest nada fez para corrigir esse viés. Na semana anterior à eleição, informaram que Alf Landon era muitíssimo mais popular do que Franklin D. Roosevelt. Na mesma época, George Gallup efetuou uma pesquisa muito menor, porém com base científica maior, na qual pesquisou uma amostra demograficamente representativa. Gallup predisse corretamente a esmagadora vitória de Roosevelt. A Literary Digest rapidamente fechou as portas, enquanto a indústria das pesquisas de opinião levantou voo.

Gallup inaugurou uma filial no Reino Unido, onde previu corretamente a vitória do Partido Trabalhista na eleição geral de 1945, em contraste com a opinião de praticamente todos os outros analistas políticos, que esperavam uma vitória fácil do Partido Conservador, liderado por Winston Churchill.

Na década de 1950, as pesquisas de opinião haviam se espalhado pela maioria das democracias. Nos dias de hoje, atingiram praticamente todos os países, embora em sociedades mais autocráticas elas tendam a evitar questões políticas sensíveis. No Iraque, pesquisas realizadas logo após a guerra em 2003 ajudaram a medir os verdadeiros sentimentos dos cidadãos iraquianos quanto a Saddam Hussein, condições do pós-guerra e a presença das forças militares estadunidenses.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • ASHER, Herbert. Polling and the Public. What Every Citizen Should Know, (quarta edição). Washington DC: CQ Press, 1998.
  • BOURDIEU, Pierre. "Public Opinion does not exist" em Sociology in Question. Londres: Sage, 1995.
  • GALLUP, George. Public Opinion in a Democracy, 1939.
  • ECHEGARAY, Fabián. O papel das pesquisas de opinião pública na consolidação da democracia: a experiência latino-americana. "Opinião Pública", Campinas, v. 7, n. 1, 2001. Disponível em: Scielo. Acessado em 9 de fevereiro de 2008. DOI: 10.1590/S0104-62762001000100004

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Instituições[editar | editar código-fonte]

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