Peter Paul Rubens
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Peter Paul Rubens (Siegen, 28 de Junho de 1577 — Antuérpia, 30 de Maio de 1640) foi um pintor flamengo inserido no contexto do Barroco.
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[editar] Biografia
Rubens nasceu fora da terra em que passou a maior parte de sua vida e à qual serviu com muito patriotismo, Flandres (hoje uma parte da Bélgica). Seus pais encontravam-se exilados na cidade de Siegen, no Sacro Império Romano-Germânico, por apoiarem a luta dos Países Baixos pela independência da Espanha. Além do crime político, o pai de Rubens ainda caiu em desgraça quando foi descoberto seu envolvimento amoroso com a Princesa de Orange, simplesmente esposa do líder do movimento separatista. Só escapou da condenação à morte porque sua esposa Maria Pypelinckx, a futura mãe do pintor, lhe concedeu um perdão público, fazendo a pena ser substituída por exílio.
Com a derrota dos separatistas em Flandres (o norte dos Países Baixos, Holanda, conseguiu a independência, mas o sul permaneceu sob autoridade espanhola) e a morte de seu pai, Peter Paul e a família (mãe e o irmão mais velho, Philip) retornam à cidade de Antuérpia, onde se instalam novamente e onde veio a se tornar católico, em 1589, dois anos depois da morte de seu pai. A religião figurou de modo proeminente em muitos dos seus trabalhos e Rubens mais tarde veio a se tornar uma das principais vozes do estilo de pintura da Contra-reforma católica.[1] Providenciam, então, uma educação de nível para os dois jovens, de forte caráter humanístico, como convinha aos valores da sociedade flamenga. Philip torna-se advogado, e Peter Paul, mesmo que estimulado pelo direito e pela filosofia, acaba se interessando mais pela arte – e em poucos anos ele deixará de ser o rapaz Peter Paul para tornar-se o conhecido Rubens.
Ao contrário de vários outros pintores posteriormente famosos, Rubens não enfrentou oposição da família pela carreira que escolhera – muito menos naquela região que valoriza até hoje sua tradição artística. Pelo contrário, recebeu estímulo e incentivo, desde que correspondesse ao talento que lhe fosse exigido; algo que não tardou a acontecer.
Já aos 15 anos tinha certeza da vocação e era aprendiz de pintores. Começou com Adam van Noort, depois Tobias Verhaeght e finalmente Otto van Veen, que exerceu sobre ele a maior influência. Foi Van Veen que fez nascer em Rubens uma grande admiração pela Itália e pela cultura latina clássica. Isso marcou toda a sua obra e o fez integrar a escola italiana e servir aos reinos latinos católicos, mesmo sendo germânico protestante.
Quando alcançou o título de mestre pela Corporação dos Pintores da Antuérpia (espécie de autorização que era necessária para se exercer uma profissão), desligou-se do tutor e acabou transferindo-se para a Itália, onde chamou a atenção do Duque Vicenzo Gonzaga de Mântua, que empregou o jovem flamengo como seu pintor oficial, sem, contudo, restringi-lo ao enclausuramento na corte. Rubens podia viajar a outras cidades, e inclusive prestar serviços a outros clientes. Nessas viagens, Rubens conheceu Florença e Roma, e passou um bom tempo estudando as pinturas de Michelangelo na Capela Sistina.
Não tarda a chegar a fama. A partir da primeira encomenda, feita pelo Cardeal da Áustria e muito bem recebida, sucedem-se várias outras, principalmente pinturas para igrejas e retratos da aristocracia. Pinta duques, condes e também burgueses, a classe em franca ascensão nos estados italianos. Fica famoso, e é conhecido entre as elites por ser, além de excelente pintor, uma pessoa de fácil relacionamento e grande simpatia.
Por essas qualidades, o Duque de Mântua o envia em missões diplomáticas, destacadamente à Espanha, onde acaba se familiarizando com a corte. Nessas ocasiões pintou seu famoso retrato eqüestre do Duque de Lerma, primeiro-ministro de Filipe III.
Alguns anos mais tarde, porém, recebe uma notícia de que sua mãe está doente. Retorna à Antuérpia para vê-la, mas quando chega ela já está morta. Decide não sair mais de sua cidade natal e acaba ficando a serviço do governador espanhol para os Países Baixos, o Arquiduque Alberto de Habsburgo, e passa a trabalhar junto com seu antigo mestre Van Veen. Pinta, então, "Sansão e Dalila" (do qual falaremos em "Análise de Obra").
É nessa época que prospera em fama e patrimônio. Desposa a filha de um advogado bem-sucedido, dirige bem suas finanças e adqüire um imóvel de médio porte para construir uma mansão, um pouco afastado da cidade. Rubens revela um terceiro talento, à parte da pintura e da diplomacia, que é sua hábil condução dos negócios.
Organiza, a partir de então, seu estúdio, que até a morte do pintor chegou a produzir dois mil quadros. Contava com um elenco de discípulos dos quais se destacaram vários, mais tarde, como Brueghel e Van Dyck. A produção dos quadros obedecia a um esquema montado por ele, segundo o qual ele realizava todos os primeiros esboços e encarregava os aprendizes de montar um modelo em escala menor, que era apresentado ao cliente. Se aprovado, Rubens traçava a lápis na tela e os discípulos colocavam a cor e o óleo, cabendo ao mestre de novo fazer a "arte final". É quando vêm "O Rapto das Filhas de Leucipo" (ver mais adiante) e "A Derrota de Senaqueribe".
Rubens possuía uma clientela literalmente poderosa, e que pagava em dia. Um dos mais belos trabalhos que realizou, então no auge de sua carreira, foi a série de quadros contando, alegoricamente, a vida da regente da França, a Rainha Maria de Médici. Seguindo os parentescos das casas reais européias, Rubens acabou pintando para os principais reis, príncipes e duques de sua época.
Para Carlos I da Inglaterra, por exemplo, genro de Maria de Médici, pintou a "Alegoria de Paz e Guerra" entre outras obras. Para Filipe IV de Espanha (filho do antecessor), pinta quadros que retratam caçadas, para o palácio de veraneio real. Na Espanha, também, toma contato com Velázquez, provavelmente influenciando-o.
Foi a serviço da Espanha (da qual tinha cidadania, já que Flandres permanecia sob controle espanhol) que Rubens desempenhou as principais missões diplomáticas, principalmente negociando as pazes entre Espanha e França (católicos) e Inglaterra (protestante, com rei anglicano), durante as lutas da Guerra dos 30 Anos, que ele morreu sem ver terminada. E isso sendo Rubens um flamengo católico.
Após cumprir seu papel na busca pela paz mundial, que ele dizia tanto almejar, Rubens retorna finalmente à Antuérpia, de onde passa a produzir e enviar os quadros. A essa altura já é enviuvado, e seu irmão Philip morrera ainda jovem. Mas casa-se de novo, com a irmã mais nova de uma fidalga que Rubens retratara anos antes. E com ela tem seu filho. Desta fase são "O Julgamento de Páris" e "O Rapto das Sabinas".
Rubens morreu em 1640, rico e bem-sucedido. Teve êxito em tudo que fez e deixou para a posteridade um legado de muita arte e expressão do mais puro Barroco, de forma sincera e verdadeiramente vivida.
Rubens o insistente
[editar] Outras obras
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Vênus e Adônis, Metropolitan Museum of Art |
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A queda de Féton, c. 1604/1605, National Gallery of Art |
Referências
- ↑ The family returned to Cologne the next year. In 1589, two years after his father's death, Rubens moved with his mother to Antwerp, where he was raised Catholic. Religion figured prominently in much of his work and Rubens later became one of the leading voices of the Catholic Counter-Reformation style of painting.English wikipedia Visitado em 29.dez.2007.
[editar] Projetos relacionados