Peter Sloterdijk

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Peter Sloterdijk

Peter Sloterdijk (Karlsruhe, 26 de Junho de 1947) é um filósofo alemão.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Estudou Filosofia, Germanística e História em Munique e Hamburgo.

Desde a publicação de Crítica da razão cínica (Kritik der zynischen Vernunft, 1983) é considerado um dos maiores renovadores da filosofia atual.

Em 2004 encerrou sua trilogia Esferas (Sphären), cujos primeiros volumes haviam sido publicados em 1998 e 1999.

Interessado na mídia, dirigiu e apresentou com Rüdiger Safranski o Quarteto filosófico (Das philosophische Quartett), programa cultural da cadeia de televisão estatal alemã ZDF, isso até 13 de maio de 2012[1] . O programa havia durado praticamente dez anos.

Livros publicados em português[editar | editar código-fonte]

Regras para o parque humano: levanta o debate sobre o destino do ser humano na época da bioengenharia. O texto foi razão da eclosão de uma das maiores polêmicas político-filosóficas na Europa nos últimos anos.

O Desprezo das massas: o fenômeno "luta cultural" em si é o conflito no qual se depara a legitimidade e a origem das diferenças. Discute-se como a metafísica religiosa é intranqüilizada pela pergunta sobre de onde provém o Mal e, da mesma forma, como a sociedade secular se defronta com a questão de como deve alimentar suas diferenças (alteridade).

No mesmo barco - Ensaio Sobre a Hiperpolitica: ensaio sobre os delírios da política, do paleolítico até hoje. Ao tratar de mais de 4 mil anos de História, Sloterdijk pode distanciar seu olhar à medida que mergulha nas grandes civilizações da antigüidade, o que lhe permite apreender alguns vícios fundamentais de nossa época com perspicácia e originalidade.

Se a Europa despertar: neste ensaio, Sloterdijk se pergunta se a Europa dilacerada de 1945 poderia ser vista como metáfora de um império moderno e esclarecido. Os desenvolvimentos políticos recentes, inclusive a derrapagem violenta da política externa norte-americana, já haviam sido previstas pelo filósofo alemão.

Ira e tempo (no prelo): o autor reinterpreta o conceito de ira à luz do pensamento ocidental do século XXI. Para Sloterdijk, no lugar de válvula de escape para desejos não realizados, a ira passa a ter valor histórico, sobretudo na construção de um equilíbrio político. No caminho percorrido pelo filósofo conclui-se que é preciso exercitar este equilíbrio sem se esquivar das lutas necessárias e, ao mesmo tempo, não provocar nenhuma luta supérflua. Entre outras coisas, Sloterdijk mostra que reprimir a ira dita produtiva pode gerar efeitos paralisantes.

O sol e a morte: investigações dialógicas:Em forma de diálogo, Peter Sloterdijk reata com o estilo incisivo e a simplicidade das ideias que caracterizam o seu Ensaio Sobre a Intoxicação Involuntária. Revela as motivações existenciais e metafísicas da sua investigação, explica as grandes controvérsias em que esteve envolvido e comenta os principais temas dos seus livros, designadamente de Esferas. Sloterdijk considera que é tempo de abandonar uma filosofia racional e petrificada por um pensamento em movimento, inpregnado da antropologia, da poesia e da arte.

Crítica da razão cínica: escrita em 1983, edição em português no prelo.

Referências

Referências para as publicações em português[editar | editar código-fonte]

Brasil:

  • 1988, A Árvore Mágica: O surgimento da psicanálise no ano de 1785, tentativa épica com relação à filosofia da psicologia , [...] Casa Maria.
  • 1992, Mobilização copernicana e desarmamento ptolomaico, Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro.
  • 1999, No mesmo barco. Ensaio sobre a hiperpolítica. Tradução Claudia Cavalcanti, São Paulo: Estação Liberdade.
  • 2000, Regras para o Parque Humano. Uma resposta à carta de Heidegger sobre o humanismo, Tradução José Oscar de Almeida Marques, São Paulo: Estação Liberdade.
  • 2002, Se a Europa Despertar, Tradução José Oscar de Almeida Marques, São Paulo: Estação Liberdade.
  • 2002,O desprezo das massas. Ensaio sobre lutas culturais na sociedade moderna, Tradução Claudia Cavalcanti, São Paulo: Estação Liberdade.
  • 2004, Quinto "Evangelho" de Nietzsche : É possível melhorar a Boa Nova? Tradução Flávio Beno Siebeneichler, Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro.
  • 2009, Derrida, um egípcio: O problema da pirâmide judia. São Paulo: Estação Liberdade.
  • 2012, Ira e tempo: ensaio político-psicológico. Tradução Marco Casanova. São Paulo: Estação Liberdade
  • 2012, Crítica da razão cínica. Tradução Marco Casanova e outros. São Paulo: Estação Liberdade

Portugal:

  • 2001, Ensaio sobre a intoxicação voluntária: um diálogo com Carlos Oliveira, Tradução Cristina Peres, Lisboa: Fenda.
  • 2004, A Mobilização Infinita, Lisboa: Relógio d’Água.
  • 2007, O sol e a morte: Investigações dialógicas, Peter Sloterdijk e Hans-Jürgen Heinrichs, Tradução Carlos Correia Monteiro de Oliveira, Lisboa: Relógio d’Água.
  • 2008, O Estranhamento do Mundo, Lisboa: Relógio d’Água.
  • 2008, Palácio de cristal. Para uma teoria filosófica da globalização, Lisboa: Relógio d’Água.
  • 2008, Regras para o Parque Humano. Uma resposta à carta de Heidegger sobre o humanismo, Pref.: Luís Quintais, Trad.: Manuel Resende, Coimbra: Angelus Novus.
  • 2008, Se a Europa Despertar: Reflexões sobre o Programa duma Potência Mundial no Termo da sua Ausência Política, Lisboa: Relógio d’Água.
  • 2009, A loucura de deus: Do combate dos três monoteísmos, Tradução Carlos Correia Monteiro de Oliveira, Lisboa: Relógio d’Água.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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