Petrópolis

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Município de Petrópolis
"Cidade Imperial"
Estátua de dom Pedro II em Petrópolis

Estátua de dom Pedro II em Petrópolis

Bandeira de Petrópolis
Brasão de Petrópolis
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 16 de março
Fundação 16 de março de 1843 (170 anos)
Gentílico petropolitano
Lema Altiora Semper Petens
(traduzido do latim, significa: "Buscando sempre o mais elevado")
Prefeito(a) Rubens Bomtempo (PSB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Petrópolis
Localização de Petrópolis no Rio de Janeiro
Petrópolis está localizado em: Brasil
Petrópolis
Localização de Petrópolis no Brasil
22° 30' 18" S 43° 10' 44" O22° 30' 18" S 43° 10' 44" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/20081
Microrregião Serrana Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/20081
Municípios limítrofes Areal, Duque de Caxias, Guapimirim, Magé, Miguel Pereira, Paraíba do Sul, Paty do Alferes, São José do Vale do Rio Preto e Teresópolis
Distância até a capital 68 km
Características geográficas
Área 795,798 km² 2
População 295 917 hab. Censo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/20103
Densidade 371,85 hab./km²
Altitude 838 m
Clima Tropical de altitude Cwb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,804 (RJ: 7º) – elevado Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento/20004
PIB R$ 7 063 116 mil (BR: 93º) – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/20105
PIB per capita R$ 23 858,33 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/20105
Página oficial

Petrópolis é uma cidade do estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Ocupa uma área de 795,798 km², contando com uma população de 295 917 habitantes (2010), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.3 O clima ameno, as construções históricas e a abundante vegetação são grandes atrativos turísticos. Além disso, a cidade possui um movimentado comércio e serviços, além de produção agropecuária (com destaque para a fruticultura) e industrial. Fundada por iniciativa de dom Pedro II (seu nome vem da junção das palavras, em latim Petrus (Pedro) + em grego Pólis (cidade) ficando "Cidade de Pedro"), é frequentemente chamada de "Cidade Imperial". Petrópolis é a sede do Laboratório Nacional de Computação Científica,6 uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Índice

Topônimo[editar]

"Petrópolis" é formado pela junção do termo latino petrus (Pedro) e do termo grego pólis (cidade), significando, portanto, "Cidade de Pedro".

História[editar]

Ocupação indígena[editar]

O atual território brasileiro já era habitado desde pelo menos 10000 a.C. por povos provenientes de outros continentes (possivelmente, da Ásia e da Oceania7 ).

Chegada dos portugueses[editar]

Gravura de Johann Moritz Rugendas retratando índios coroados e coropós

Ao começo da exploração, pelos portugueses, do que viria a ser o atual estado do Rio de Janeiro, nos séculos XVI e XVII, algumas missões foram enviadas na direção das montanhas da Serra da Estrela. Naquele lugar, encontraram poucos índios coroados dispersos8 . O único recurso mineral apurado por ali foram algumas pedras de coloração esbranquiçada e consideradas sem valor.

Entre 1722 e 1725, o sargento-mor Bernardo Soares de Proença, proprietário de terras em Suruí (no atual município vizinho de Magé), abriu uma variante do Caminho Novo para as Minas Gerais que passava pela região do atual município de Petrópolis.

Período Imperial[editar]

A história da cidade começou a configurar-se mais propriamente em 1822, quando dom Pedro I, a caminho de Minas Gerais pelo Caminho do Ouro, mais precisamente pelo Caminho do Proença ou Variante do Caminho Novo da Estrada Real, hospedou-se na fazenda do padre Correia e ficou encantado com a região. Tentou comprar as terras, porém sem sucesso. Por fim, adquiriu uma fazenda vizinha, a Fazenda do Córrego Seco, que renomeou Imperial Fazenda da Concórdia, onde pretendia construir o Palácio da Concórdia. Hoje, a propriedade corresponde, com alguns acréscimos, à área do primeiro distrito de Petrópolis.

Os planos do primeiro imperador não foram concluídos, mas dom Pedro II deu andamento a eles e, em 1843, assinou um decreto pelo qual determinava o assentamento de uma povoação e a construção do sonhado palácio de verão, que ficou pronto em 1847. Petrópolis é um notável exemplo dos esforços de imigração europeia para o Brasil no Segundo Reinado. Concebida pelo major Júlio Frederico Koeler, é tida como a segunda cidade projetada do Brasil (depois de Recife, projetada na época dos holandeses), composta de um núcleo urbano - a cidade (hoje o Centro), onde se concentravam o palácio imperial, prédios públicos, comércio e serviços. O Centro seria rodeado por "quarteirões imperiais", que receberiam famílias de agricultores, principalmente alemãs, que hoje compõem bairros do primeiro distrito.

Outros estrangeiros, como açorianos e, posteriormente, italianos, viriam somar-se ao contingente de imigrantes, sobretudo para trabalhar nas indústrias de tecidos e comércio.

O pitoresco do projeto de Koeler foi o fato de batizar os quarteirões com nomes de cidades e acidentes geográficos das regiões (Rheinland-Westphalen) de onde vinham os colonos alemães: Kastelaum (Castelânea), Mosel (Mosela), Bingen, Nassau, Ingelheim, Woerstadt, Darmstadt e Rheinland (Renânia). As terras foram arrendadas para Koeler e, através dele, aos imigrantes, resultando em um sistema de foro e laudêmio (enfiteuse) pago a alguns dos descendentes de Dom Pedro II até hoje. A partir de então, durante o verão, a cidade tornava-se a capital do Império do Brasil, com a mudança de toda a corte. Pedro II governou por 49 anos e, em pelo menos quarenta verões, permaneceu em Petrópolis, eventualmente por até cinco meses. Em 29 de setembro de 1857, a localidade foi elevada à condição de cidade. Em 1861, foi inaugurada a primeira rodovia pavimentada do Brasil, a União e Indústria, ligando a cidade a Juiz de Fora.

Independentemente da época do ano, era em Petrópolis que moravam os representantes diplomáticos estrangeiros.

Período Republicano[editar]

Vista da cidade circa 1903

Entre 1894 e 1902, foi capital do estado do Rio de Janeiro, em substituição a Niterói, devido à Revolta da Armada. Também neste período, foi eleito Hermogênio Silva, o único vice-governador fluminense cuja base política era em Petrópolis. Em 1897, ocorreu a primeira sessão de cinema na cidade, com a exibição, através de "cinematógrapho", dos primeiros filmes dos irmãos Lumière. Em 1903, foi assinado, na cidade, o Tratado de Petrópolis, que incorporou o Acre ao Brasil. O sanitarista Oswaldo Cruz foi nomeado seu primeiro prefeito em 1916. Em 1923, o político Ruy Barbosa morreu na cidade. Em 1942, o escritor austríaco Stefan Zweig morreu na cidade.

A Catedral de São Pedro de Alcântara, que foi inaugurada em 19259 , vista da Avenida Koeler

A importância política da cidade perdurou por décadas, mesmo depois do fim do Império Brasileiro, em 1889. Todos os presidentes da república, de Prudente de Morais a Costa e Silva, passaram pelo menos alguns dias na "cidade imperial" durante seus mandatos. O mais assíduo dentre eles foi Getúlio Vargas, cujas estadias, durante o Estado Novo, duravam até três meses. Nas dependências do Palácio Quitandinha, ocorreu a assinatura da declaração de guerra dos países americanos às Potências do Eixo, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Realizou-se, também no Palácio Quitandinha, em 1957, a 16ª Conferência Mundial de Bandeirantes, que contou com representantes de 23 países associados à World Association of Girl Guides and Girl Scouts. O Palácio Quitandinha ainda é conhecido como o maior e mais legítimo palácio do Brasil e, ao lado do Colón, no Uruguai, como o maior da América Latina. Como consequência da transferência da capital do Brasil para Brasília, em 1960, Petrópolis perdeu consideravelmente sua importância no contexto político do país.

Arquitetura[editar]

Museu Imperial

A cidade possui um conjunto arquitetônico sem igual, do qual o símbolo mais conhecido é o Palácio Imperial, hoje Museu Imperial. O palácio é a principal construção do chamado "centro histórico", onde se destaca a Avenida Koeler, ladeada por casarões e palacetes do século XIX. A via é perpendicular à fachada da Catedral de São Pedro de Alcântara e, no outro sentido, à Praça Ruy Barbosa e à fachada da Universidade Católica - constituindo-se em um dos mais belos cenários da cidade.

No chamado "centro histórico", encontram-se, também, construções curiosas como a "Encantada" (casa de verão de Santos Dumont); o Palácio de Cristal; o Palácio Amarelo (Câmara de Vereadores); o Palácio Rio Negro, fronteiriço à sede da prefeitura (palácio Sergio Fadel) e construções curiosas, como o "castelinho" do autodenominado "Duque de Belfort", na esquina da Koeler com a Praça Ruy Barbosa; ou ainda a antiga casa da família Rocha Miranda, na Avenida Ipiranga - mesmo endereço de outra residência da mesma família, em estilo sessentista. Linhas modernas também estão presentes na casa de Lúcio Costa, no bairro de Samambaia.

Geografia[editar]

Serra de Petrópolis

Petrópolis localiza-se no topo da Serra da Estrela, pertencente ao conjunto montanhoso da Serra dos Órgãos, a 845 metros de altitude média, sendo que a sede municipal está a 810 metros de altitude. Situa-se a 68 km do Rio de Janeiro.

Clima[editar]

O clima da cidade é o tropical de altitude, com verões úmidos e invernos secos. O índice pluviométrico é de aproximadamente 2 400 milímetros anuais.

A temperatura é amena. A média anual fica em torno dos 19 graus centígrados. No mês mais quente, a temperatura média é de 23 graus centígrados e a média do mês mais frio é de 15 graus centígrados. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a menor temperatura registrada foi -0,7 grau centígrado, no dia 2 de agosto de 1955 e a maior temperatura registrada foi 36,6 graus centígrados, no dia 6 de novembro de 2009. Há relatos de moradores sobre a ocorrência de neve em 1920, mas não há registros oficiais.

Mapa Climatológico do Município de Petrópolis[editar]

http://www.guiadeitaipava.com.br/mapas/climaG.jpg

Mapa de Áreas Protegidas Federais e Estaduais do Município de Petrópolis[editar]

http://www.guiadeitaipava.com.br/mapas/ambientalM.jpg

Demografia[editar]

Petrópolis é, com 295 917 habitantes, segundo dados de 201010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (apesar de haver estimativas que afirmam que a população da cidade já ultrapassou os 300 000 habitantes11 12 ), o 9º município mais populoso do estado do Rio de Janeiro e o 84º mais populoso município brasileiro. A cidade viveu um forte crescimento populacional no final do século XIX, que se manteve de forma menos significativa durante todo o século XX, tendo sua população começado a estagnar, e a partir de então, retrair (mesmo que de forma amena) por volta do início dos anos 200013 .

Segundo dados de 2010, 52,3% (aproximadamente 155 mil pessoas) da população pertencem ao sexo feminino e 47,7% (cerca de 140 mil pessoas) ao sexo masculino.

Subdivisões[editar]

Petrópolis está dividida em cinco distritos, que se subdividem em bairros menores.

  • Distrito sede:

Zona norte: Quissamã, Retiro, Carangola, Jardim Salvador, Itamarati, Atílio Marotti etc.

Zona sul: Valparaíso, Bingen (parte), Quitandinha, Castelânea, Siméria, Duas Pontes, Ponte Fones, Quarteirão Suíço, Quarteirão Italiano, Independência.

Zona oeste: Bingen (parte do Bingen), Mosela, Rocio, Bataillard, Moinho Preto, Fazenda Inglesa, Quarteirão Ingelhein, Quarteirão Nassau etc.

Zona leste: Morin, Alto da Serra, 24 de Maio etc.

Bairros

Economia[editar]

A economia de Petrópolis é baseada no turismo (histórico e cultural) e no setor de serviços. Também merece destaque o comércio de roupas, fabricação de chocolate e cerveja, sobretudo nos polos da Rua Teresa e Itaipava, que atraem compradores (atacadistas e varejistas) de todo o país. Atualmente desenvolve-se o projeto do Distrito Industrial da Posse, que visa ao incentivo às indústrias no 5º distrito da cidade. Atualmente Petrópolis possui o 9o maior PIB do estado do Rio de Janeiro, na frente de cidades como Cabo Frio, Belford Roxo, Nova Friburgo, Teresópolis e Búzios .

Centro da cidade de Petrópolis, vista pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP).

Turismo[editar]

Infraestrutura[editar]

Educação[editar]

O município abriga a Universidade Católica de Petrópolis, a Faculdade de Medicina de Petrópolis, a Faculdade Arthur Sá Earp Neto e a Universidade Estácio de Sá, instituições de ensino superior particulares que oferecem diversos cursos de graduação (bacharelado, licenciatura e tecnólogo) e também cursos de pós-graduação (lato sensu e stricto sensu). O município abriga um dos polos de ensino do Centro de Ensino à Distância do Estado do Rio de Janeiro, um consórcio formado pelas instituições públicas de ensino superior do estado do Rio de Janeiro. Este consórcio disponibiliza cursos de graduação gratuitos. O Laboratório Nacional de Computação Científica oferece cursos de mestrado e doutorado, gratuitos, nas áreas de computação, matemática, biologia, física e engenharias.

Cultura[editar]

O Carnaval da cidade também é conhecido pelos "desfiles de fantasmas".14

Galeria de fotos[editar]

Ver também[editar]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de número cinco (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. a b Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 17 de fevereiro de 2013.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. http://www.lncc.br
  7. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 12.
  8. http://www.petropolis.rj.gov.br/index.php?url=http%3A//fctp.petropolis.rj.gov.br/fctp/modules/mastop_publish/%3Ftac%3DHist%25F3ria_de_Petr%25F3polis
  9. Férias Brasil. Disponível em http://www.feriasbrasil.com.br/rj/petropolis/catedraldesaopedrodealcantara.cfm. Acesso em 6 de junho de 2013.
  10. http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/populacao_por_municipio.shtm
  11. http://adonaitv.com.br/-a-emissora/1513-cpi-do-ibge-conclui-que-populacao-de-petropolis-e-maior.html
  12. http://www.estadosecidades.com/petropolis-rj_cidade.aspx
  13. http://www.dadosmunicipais.org.br/index.php?pg=exibemateria&secao=10&subsecao=&id=2917&uid=
  14. Prefeitura de Petrópolis. Tradicional Desfile dos Fantasmas agitou Cascatinha. Arquivado do original em 16/02/2012. Página visitada em 16/07/2012.

Ligações externas[editar]

Commons
O Commons possui multimídias sobre Petrópolis