Philco

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Philadelphia Company
anúnico da marca de 1955
Indústria Eletrônicos
Fundação 1892
Sede Estados UnidosEstados Unidos
Parentesco Electrolux (Empresa da Suécia nos EUA)
Britânia Eletrodomésticos (Brasil)
Página oficial Philco International
Philco no Brasil

Philco (fundada como Helios Electric Company, rebatizado Philadelphia Storage Battery Company) é uma empresa norte-americana de produtos eletrônicos fundada em 1892, com o objetivo inicial de fabricar acumuladores elétricos.

Depois de ser adquira pela Ford Motor Company em 1961, a empresa foi revendida para a Philips em 1981, a fim de obter os direitos de uso da marca Philips nos Estados Unidos. A Philips continua usando a marca Philco em eletrodomésticos promocionais e licenciou o nome para marcas próprias e produtos eletrônicos de consumo do estilo retro, além de também licenciar a marca Philco para conversor digital de TVs analógicas no Estados Unidos.[1]

Fatos[editar | editar código-fonte]

Philco 90, fabricado em 1931.

O rádio modelo capelinha (foto) começou a ser comercializado no Brasil em 1934. No ano de 1948, foi construída a primeira fábrica brasileira da marca, na cidade do Rio de janeiro, onde foram produzidos os primeiros rádios nacionais.

Na década de 50, teve importante participação na criação da TV brasileira, produzindo aparelhos de televisão, que na oportunidade recebiam imagens em branco e preto.

Indústria voltada ao áudio e vídeo, fez parte do grupo Ford Motor Company a partir de 1961.

Nos anos 60, lançou o televisor modelo Predicta de design avançado e futurista, e que ainda é muito utilizado em comerciais até os dias de hoje.

Os aparelhos Philco desta época são então considerados os mais bem elaborados do mercado nacional, solidificando a marca nos consumidores.

Em meados dos anos 60 surge uma novidade: televisores equipados com controle remoto sem fio, um avanço incrível para a época e que demoraria muitos anos para a concorrência seguir o exemplo.

A seguir, a Philco implanta a primeira fábrica de semi- condutores do Brasil, fabricando transistores para uso próprio e para os concorrentes. Em seus comerciais decreta "o fim das válvulas": a publicidade mostra uma equipe destruindo válvulas eletrônicas de vidro. Começa a era do Transistor e dos "CIs" (circuítos integrados) os atuais "chips".

Em 1972, tem início a produção de televisores em cores. Mais uma vez a Philco-Ford foi pioneira, produzindo um modelo de televisor colorido caracterizado por sua confiabilidade.

Na década de 70 e início dos anos 80 era conhecida como Philco-Ford. Produzia televisores, rádios e toca-fitas de última geração destinados ao mercado interno e para exportação. Os auto-rádios e toca-fitas Philco eram usados na linha de automóveis da Ford brasileira e norte-americana.

Seguindo à risca a filosofia de Henry Ford de que "a verdadeira base da empresa é o serviço", a Philco-Ford cria uma grande e sólida rede de assistência técnica de primeira linha.

A partir de meados dos anos 80 num acordo de transferência de tecnologia com a japonesa Hitachi, passa a produzir equipamentos sofisticados tais como vídeo câmeras e vídeo cassetes. Os produtos passam a sair de suas linhas de montagem com o nome Philco-Hitachi.

Cansada da política imposta a empresas do setor eletrônico com capital estrangeiro e com enormes dificuldades face a lei de reserva de mercado de informática criada pela ditadura militar em vigor, a Ford se desinteressa da Philco e a coloca a venda.

Até este momento a empresa é sólida e a marca goza de enorme prestígio junto ao mercado.

Sem respaldo da Ford, a Hitachi descredencia os novos proprietários e cessa a transferência de tecnologia.

Sem a tecnologia japonesa, a qualidade do produto já não é a mesma e, para piorar a situação, a sua poderosa rede de assistência técnica é deixada de lado.

Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, seu controle acionário foi vendido a Itautec em 1994, que a utilizou sob a bandeira Itautec-Philco, até que acabou vendendo a empresa para a Gradiente em 2005, que afetou o equilíbrio financeiro desta, já abalada com a forte concorrência das empresas de capital coreano (LG e Samsung). Como resultado, a Gradiente foi forçada a entrar com um pedido de recuperação judicial e a marca Philco foi colocada a venda.

Em 2007, a licença de uso da marca foi comprada pela Britânia Eletrodomésticos pelo valor aproximado de R$ 22 milhões (valor mais baixo ao comparado que a Gradiente pagou, uma vez que fábricas e equipamentos não foram objetos de alienação na transação), tendo o direito de uso pelo período de 10 anos. Em 2005 a Britânia já havia tentado comprar a marca, a qual a Gradiente havia ganho em um acordo a portas fechadas[2] .

Devido à forte presença da Philco no mercado de som e imagem, a Britânia lançou produtos na mesma linha, além da linha de eletroportáteis. Com sua estratégia baseada na produção terceirizada junto a fabricantes chineses, conseguiu expandir a linha de produtos.

Referências

  1. The Race for Wireless (em inglês) Google Books. Visitado em março de 2015.
  2. Redação (31/08/07). Britânia aluga a marca Philco por 10 anos - A Philco havia sido comprada pela Gradiente há apenas dois anos. Antes, pertencia ao Grupo Itaú Globo.com. Visitado em março de 2015.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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