Philip Glass
| Philip Glass | |
|---|---|
| Philip Glass, em dezembro de 2007 | |
| Informação geral | |
| Nome completo | Philip Morris Glass |
| Nascimento | 31 de Janeiro de 1937 (76 anos) |
| Local de nascimento | Baltimore, Maryland |
| Gênero(s) | Minimalismo, clássica contemporânea, clássica, ambiente |
| Ocupação(ões) | compositor |
| Período em atividade | 1956-presente |
| Gravadora(s) | Virgin, CBS Records, Nonesuch/Elektra, Sony Classical/SME Records, Orange Mountain Music |
Philip Glass (Baltimore, 31 de janeiro de 1937) é um compositor americano e está entre os compositores mais influentes do final do século XX. Sua música é normalmente chamada de minimalista, embora ele não aprecie esta expressão.1
É um compositor muito prolífico tendo produzido inúmeros trabalhos entre óperas, sinfonias, concertos, trilhas sonoras para filmes e outros trabalhos em colaboração com outros músicos. Tem dois filhos e atualmente possui residência no estado de Nova Iorque nos Estados Unidos e na província da Nova Escócia no Canadá. É defensor da causa tibetiana.1
Índice |
Obra [editar]
Entre as óperas produzidas por Glass podemos citar Satyagraha (1980) baseada na vida de Mahatma Gandhi2 que inclui diversos mantras. Compôs também a ópera Itaipu (1989) referindo-se a usina de mesmo nome3 que possui texto em guarani. Também é dele Days and Nights in Rocinha (1997) que foi escrita após uma visita de Glass a favela da Rocinha antes do Carnaval.4
Glass compôs trilhas sonoras para diversos filmes, começando por Koyaanisqatsi (1982), dirigido por Godfrey Reggio que está entre as trilhas sonoras mais influentes.5 Podemos citar também como trabalhos na área de trilha sonora para filmes Mishima (1985),5 Kundun (1997)5 sobre o Dalai Lama, a trilha sonora dos demais documentários da trilogia Qatsi em Powaqqatsi (1988)5 e Naqoyqatsi (2002), além de O Show de Truman: O Show da Vida (1998)5 que usou partes das trilhas de Mishima e Powaqqatsi e As Horas (2002)5 o qual recebeu uma indicação para o Óscar.6 Recentemente produziu a trilha para os filmes O Ilusionista (2006)5 e Notas Sobre um Escândalo (2006),5 este último lhe rendendo uma indicação ao Óscar de melhor trilha sonora.7
Além de trabalhos sinfônicos, Glass também possui fortes ligações com rock e música eletrônica, sendo que o artista de música eletrônica Aphex Twin já colaborou com Glass.8 Vários outros artistas foram influenciados por sua obra como Mike Oldfield, John Williams e bandas como a Tangerine Dream. Brian Eno inclusive confirma a influência que teve de Glass.
Possui um estúdio9 freqüentado por artistas famosos como David Bowie, Lou Reed e Björk, chamado Looking Glass.10
Entre as influências que recebeu de outros artistas, podemos citar Ravi Shankar que mudou sua percepção da música indiana. O encontro deles ocorreu durante as filmagens de Chappacqua (1966), onde Glass escreveu juntamente com Shankar a trilha sonora para este filme. Em 1990 voltariam a trabalhar juntos em Passages.11
Em Portugal [editar]
Compôs a ópera "Corvo Branco" encomendada pela Expo 98 e estreada em Lisboa no encerramento do evento, com libreto de Luísa Costa Gomes.
Philip Glass actuou no dia 23 de junho de 2007 no Centro Cultural de Belém e no dia 24 no Theatro Circo. Quatro anos depois actua também a solo na Casa da Música, no Porto, a 25 de Maio de 2011, com uma reacção fortemente positiva do público.
Controvérsias [editar]
No Brasil, Glass tem recebido muitas críticas das pessoas preocupadas com o meioambiente devido a sua falta de sensibilidade em compor e publicar a obra chamada Itaipu (1989). Nela, usando orquestra sinfónica e coro, ele elogiou o enorme projeto hidroeléctrico do mesmo nome construido no Rio Paraná durante o governo da dictadura militar. O lago formado atrás da represa causou imensos danos ambientais, destruindo uma vasta área de floresta nativa e afogando o que era então a maior catarata do mundo chamada "Sete Quedas" e em inglês Guaira Falls. Ironicamente, e aparentamente dando pouca importância à controversia, Glass chamou o segundo movimento da sua obra "O Lago".
No Brasil [editar]
Compôs a trilha sonora do filme Nosso Lar, que estreou no dia 3 de setembro de 2010.
Curiosidades [editar]
O seriado americano Battlestar Galactica usa uma de suas músicas na trilha sonora. No segundo episódio da segunda temporada "Valley of Darkness", quando Starbuck em sua casa em Caprica liga um rádio, a música é "Metamorphose One". No anúncio da Nokia ao produto N81, a música apresentada é "Japura River".
Referências
- ↑ a b (em inglês) Biografia de Philip Glass em seu sítio oficial
- ↑ (em inglês) Philip Glass - Satyagraha
- ↑ (em inglês) Philip Glass Music - Itaipu
- ↑ (em inglês) Philip Glass Music - Days and Nights in Rocinha
- ↑ a b c d e f g h (em inglês) IMDb - Philip Glass
- ↑ (em inglês) IMDb - The Hours - Awards
- ↑ (em inglês) IMDb - Notes on a Scandal - Awards
- ↑ (em inglês) GlassPages - Aphex Twin
- ↑ (em inglês) Looking Glass - Staff
- ↑ (em inglês) Looking Glass - Clients
- ↑ (em inglês) Philip Glass - Passages
Ligações externas [editar]
- Página pessoal e oficial de Philip Glass
- Philip Glass (em inglês) no Internet Movie Database
- Philip Glass (em inglês) no Allmusic
- Philip Glass no Open Directory Project
- Philip Glass na Web
- Philip Glass Perguntas e respostas (inglês)
- NewMusicBox Philip Glass (com vídeos)