Photocorynus spiniceps

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Uma fêmea de Photocorynus spiniceps, a estranha protuberância nas costas é o macho

Uma fêmea de Photocorynus spiniceps, a estranha protuberância nas costas é o macho
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Lophiiformes
Família: Linophrynidae
Género: Photocorynus
Espécie: P. spiniceps
Nome binomial
Photocorynus spiniceps
Regan, 1925

Photocorynus spiniceps é uma espécie de peixe da ordem Lophiiformes, a mesma do tamboril.[1] Seu habitat fica entre 1 245 e 2 500 m de profundidade, no Golfo do Panamá.[2] Os machos dessa espécie são os menores vertebrados conhecidos.[3]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Nesta espécie observa-se um acentuado dimorfismo sexual, pois enquanto os corpos das fêmeas têm de 50,5 a 60,9 mm de comprimento, os dos machos têm de alguns milímetros até pouco menos de um centímetro.[4] [5]

Fêmeas[editar | editar código-fonte]

As fêmeas tem corpos arredondados com uma cabeça muito grande e larga. Os ossos do crânio desta espécie possuem extensões em forma de espinho. A captura de presas é feita com os dentes, que no Photocorynus spiniceps são menores, mas muito mais numerosos, que em outros espécies da ordem dos tamboris. As presas, na escuridão das produndezas oceânicas, são atraídas por uma "Isca" ou "Lanterna" bioluminescente, que é formada a partir da primeira barbatana, na cabeça. A bioluminescência é produzida por bactérias simbióticas. A primeira barbatana das costas na Photocorynus spiniceps é relativamente curta.

Machos[editar | editar código-fonte]

Os machos adultos atingem um comprimento de 6,2 a 7,3 mm. Contudo, já foram encontrados machos vivendo livremente com corpos de 9,8 mm de comprimento.[5] A maioria dos machos, porém, é menor do que qualquer outro vertebrado conhecido.[3] [6] Eles têm olhos super-dimensionados, assim como órgãos olfativos, na área do nariz, com os quais podem sentir a presença de elementos químicos. Após a fase larval, os machos procuram, com a ajuda de seus órgãos sensoriais, pelas fêmeas de sua espécie. Assim que encontram uma, eles prendem-se a esta usando seus dentes num local apropriado.[7] Os tecidos dos parceiros passam a crescer conjuntamente e os sistemas circulatórios de ambos unem-se. O macho passa então a ser alimentado pelos nutrientes transportados pelo sistema circulatório da fêmea, vivendo para o resto de sua vida como um parasita sexual. O macho produz espermatozoides com suas gônodas, que constituem a maior parte de seu corpo, para a fertilização dos óvulos lançados às águas pela fêmea.[8]

Referências

  1. Photocorynus spiniceps (TSN 622950) (em inglês) . Integrated Taxonomic Information System (www.itis.gov). Página visitada em 18 de Abril de 2006..
  2. Catalog of Fishes (em inglês) California Academy of Sciences Research (12 de janeiro de 2012). Visitado em 15 de fevereiro de 2012.
  3. a b "Guinness world records 2007", Ediouro, 2006. Página visitada em 2006.
  4. Theodore W. Pietsch: Dimorphism, parasitism, and sex revisited: modes of reproduction among deep-sea ceratioid anglerfishes (Teleostei: Lophiiformes). Ichthyological Research, 52, 3, S. 207–236, 2005 doi:10.1007/s10228-005-0286-2
  5. a b Theodore W. Pietsch: Linophrynidae. Sinistral Seadevils. Version 02, Oktober 2007, The Tree of Life Web Project
  6. S. H. Weitzman & R. P. Vari: Miniaturization in South American freshwater fishes; an overview and discussion. Proceedings of the Biological Society of Washington, 101, S. 444–465, 1988
  7. Masaki Miya, Theodore W. Pietsch, James W. Orr, Rachel J. Arnold, Takashi P. Satoh, Andrew M. Shedlock, Hsuan-Ching Ho, Mitsuomi Shimazaki, Mamoru Yabe & Mutsumi Nishida: Evolutionary history of anglerfishes (Teleostei: Lophiiformes): a mitogenomic perspective. BMC Evolutionary Biology, 10, 1, 58, Februar 2010 doi:10.1186/1471-2148-10-58
  8. Charles Tate Regan: Dwarfed Males Parasitic on the Females in Oceanic Angler-Fishes (Pediculati Ceratioidea). Proceedings of the Royal Society of London, Series B, 97, 684, S. 386–400, 1925 doi:10.1098/rspb.1925.0006
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