Asplenium scolopendrium
| Asplenium scolopendrium, língua-cervina |
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Asplenium scolopendrium subsp. scolopendrium.
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| Classificação científica | ||||||||||||||
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| Asplenium scolopendrium L. |
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| Sinónimos | ||||||||||||||
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Asplenium scolopendrium, conhecida pelo nome comum de língua cervina, é uma espécie do género botânico Asplenium, da família da Aspleniaceae. A espécie aparece frequentemente incluída no género Phyllitis com a designação de Phyllitis scolopendrium (L.) Newman3 .
Índice |
Descrição e taxonomia [editar]
Feto com frondes longas, com até 50-60 cm de comprimento e 5-6 cm de largura, inteiras e sem lóbulos. A ráquis é de cor castanho escura, espessa, com brilho ceroso. Nervuras bem marcadas, especialmente na página inferior do limbo.
Os soros são lineares, com 12-15 mm de comprimento, localizados na página inferior da fronde, inserido paralelamente às nervuras na parte distal, mas sem se aproximarem da margem da fronde.
A espécie integra o complexo Asplenium, mas por ter frondes inteiras é por vezes inserido no género Phyllitis. Ainda assim, é um feto fácilmente identificável, pois as suas frondes não estão divididas e subdivididas em segmentos, como ocorre na quase totalidade das espécies deste tipo. O rizoma é alargado, recoberto de páleas de cor castanha.
Distribuição e habitat [editar]
Espécie com distribuição na Macaronésia e sudoeste da Europa. Presente em todas as ilhas dos Açores, embora raro na ilha do Corvo4 .
A. scolopendrium é uma espécie das áreas com elevada humidade atmosférica, preferindo habitats sombrios e abrigados, onde a humidade relativa do ar se aproxime frequentemente da saturação. Ocorre em geral acima dos 400 m de altitude (mais alto nas regiões com clima mediterrânico mais marcado), em ravinas ou em bosques densos. Quando a humidade do ar seja suficientemente elevada, apresenta comportamento epilítico, ocorrendo em fissuras de rochas, em especial nos recessos sombrios das escoadas de lava.
A dependência em relação ao ensombramento tornam a espécie vulnerável à desflorestação, mas permite a sua sobrevivência em associação com espécies invasoras, entre as quais o Pittosporum undulatum. O tamanho das suas frondes e a preferência por habitats hiper-húmidos leva a que seja frequente a presença de hepáticas epífilas sobre as plantas3 .
As populações de A. scolopendrium são em geral pouco numerosas e esparsas, aparecendo em geral associadas às formações mais densas da laurissilva ou dos matos higrófilos. É comum a associação da espécie com o pteridófito Trichomanes speciosum e com diversos briófitos3 .
Usos [editar]
Em infusão, é utilizada contra a diarreia e para reduzir as inflamacões intestinais. Em gargarejos é útil contra as inflamações da boca e garganta. A espécie é conhecida pelo nome de língua-cervina ou escolopendra1 .
Notas
- ↑ a b Asplenium scolopendrium. Real Jardín Botánico: Proyecto Anthos. Página visitada em 30 de octubre de 2009.
- ↑ Sinónimos em Tela Botánica.
- ↑ a b c Erik Sjögren, Plantas e Flores dos Açores. Direcção Regional da Cultura, Angra do Heroísmo, 2001.
- ↑ Asplenium scolopendrium no AzoresBioPortal.
Referências [editar]
- Erik Sjögren, Plantas e Flores dos Açores. Edição do autor, 2001.
- Hyde, H. A., Wade, A. E., & Harrison, S. G. (1978). Welsh Ferns. National Museum of Wales (ISBN 0-7200-0210-9).
- Murakami, N., S. Nogami, M. Watanabe, K. Iwatsuki. 1999. Phylogeny of Aspleniaceae inferred from rbcL nucleotide sequences. American Fern Journal 89: 232-243.
Ligações externas [editar]
- Flora Europaea: Asplenium scolopendrium
- Flora of North America: Asplenium scolopendrium var. americanum
- Asplenium scolopendrium na Base de Dados da Biodiversidade dos Açores
- Phyllitis scolopendrium.
Galeria [editar]
-
Um cultivar com frondes onduladas.