Asplenium scolopendrium

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Phyllitis scolopendrium)
Ir para: navegação, pesquisa


Como ler uma caixa taxonómicaAsplenium scolopendrium,
língua-cervina
Asplenium scolopendrium subsp. scolopendrium.

Asplenium scolopendrium subsp. scolopendrium.
Estado de conservação
Status iucn3.1 NT pt.svg
Quase ameaçada
Classificação científica
Reino: Plantae
Subreino: Tracheobionta
Superdivisão: Monilophyta
Divisão: Polypodiopsida
Ordem: Polypodiales
Família: Aspleniaceae
Género: Asplenium
Nome binomial
Asplenium scolopendrium
L.
.
Ver texto
Sinónimos
  • Phyllitis scolopendrium (L.) Newman
  • Scolopendrium officinale Sm.
  • Scolopendrium phyllitis Roth [1799, Tent. Fl. Germ., 3 (1) : 47]
  • Scolopendrium officinarum Sw. [1802, J. Bot. (Schrader), 1800 (2) : 61]
  • Scolopendrium lingua Cav. [1802, Descr. : 253]
  • Phyllitis vulgaris Hill [1757, Brit. Herb. : 525]
  • Scolopendrium vulgare Sm. [1793, Mém. Acad. Roy. Sci. (Turin), 5 : 421]
  • Scolopendrium officinale DC. in Lam. & DC. [1805, Fl. Franç., éd. 3, 2 : 552] [nom. illeg.]
  • Glossopteris scolopendrium (L.) Raf. [1815, Chloris Aetn. : 13]
  • Blechnum linguifolium Stokes [1812, Bot. Mat. Med., 4 : 616] [nom. illeg.]
  • Asplenium elongatum Salisb.[1] [2]
Soros com esporos.

Asplenium scolopendrium, conhecida pelo nome comum de língua cervina, é uma espécie do género botânico Asplenium, da família da Aspleniaceae. A espécie aparece frequentemente incluída no género Phyllitis com a designação de Phyllitis scolopendrium (L.) Newman[3] .

Descrição e taxonomia[editar | editar código-fonte]

Feto com frondes longas, com até 50–60 cm de comprimento e 5–6 cm de largura, inteiras e sem lóbulos. A ráquis é de cor castanho escura, espessa, com brilho ceroso. Nervuras bem marcadas, especialmente na página inferior do limbo.

Os soros são lineares, com 12–15 mm de comprimento, localizados na página inferior da fronde, inserido paralelamente às nervuras na parte distal, mas sem se aproximarem da margem da fronde.

A espécie integra o complexo Asplenium, mas por ter frondes inteiras é por vezes inserido no género Phyllitis. Ainda assim, é um feto fácilmente identificável, pois as suas frondes não estão divididas e subdivididas em segmentos, como ocorre na quase totalidade das espécies deste tipo. O rizoma é alargado, recoberto de páleas de cor castanha.

Distribuição e habitat[editar | editar código-fonte]

Espécie com distribuição na Macaronésia e sudoeste da Europa. Presente em todas as ilhas dos Açores, embora raro na ilha do Corvo[4] .

A. scolopendrium é uma espécie das áreas com elevada humidade atmosférica, preferindo habitats sombrios e abrigados, onde a humidade relativa do ar se aproxime frequentemente da saturação. Ocorre em geral acima dos 400 m de altitude (mais alto nas regiões com clima mediterrânico mais marcado), em ravinas ou em bosques densos. Quando a humidade do ar seja suficientemente elevada, apresenta comportamento epilítico, ocorrendo em fissuras de rochas, em especial nos recessos sombrios das escoadas de lava.

A dependência em relação ao ensombramento tornam a espécie vulnerável à desflorestação, mas permite a sua sobrevivência em associação com espécies invasoras, entre as quais o Pittosporum undulatum. O tamanho das suas frondes e a preferência por habitats hiper-húmidos leva a que seja frequente a presença de hepáticas epífilas sobre as plantas[3] .

As populações de A. scolopendrium são em geral pouco numerosas e esparsas, aparecendo em geral associadas às formações mais densas da laurissilva ou dos matos higrófilos. É comum a associação da espécie com o pteridófito Trichomanes speciosum e com diversos briófitos[3] .

Usos[editar | editar código-fonte]

Em infusão, é utilizada contra a diarreia e para reduzir as inflamacões intestinais. Em gargarejos é útil contra as inflamações da boca e garganta. A espécie é conhecida pelo nome de língua-cervina ou escolopendra[1] .

Notas

  1. a b Asplenium scolopendrium Real Jardín Botánico: Proyecto Anthos.. Página visitada em 30 de octubre de 2009.
  2. Sinónimos em Tela Botánica.
  3. a b c Erik Sjögren, Plantas e Flores dos Açores. Direcção Regional da Cultura, Angra do Heroísmo, 2001.
  4. Asplenium scolopendrium no AzoresBioPortal.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Erik Sjögren, Plantas e Flores dos Açores. Edição do autor, 2001.
  • Hyde, H. A., Wade, A. E., & Harrison, S. G. (1978). Welsh Ferns. National Museum of Wales (ISBN 0-7200-0210-9).
  • Murakami, N., S. Nogami, M. Watanabe, K. Iwatsuki. 1999. Phylogeny of Aspleniaceae inferred from rbcL nucleotide sequences. American Fern Journal 89: 232-243.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Asplenium scolopendrium
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Asplenium scolopendrium

Galeria[editar | editar código-fonte]