Phyllostomidae

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Como ler uma caixa taxonómicaPhyllostomidae[1]
Artibeus sp.

Artibeus sp.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Placentalia
Ordem: Chiroptera
Família: Phyllostomidae
Gray, 1825
Subfamílias

Phyllostomidae é uma família de morcegos encontrada em regiões tropicais e subtropicais das Américas, que se caracteriza por possuir folha nasal. Este apêndice pode ser lanciforme ou ovalado. A folha nasal auxilia na emissão de ultra-sons usados no sistema de ecolocalização destes morcegos. O grupo é o segundo em número de espécies na ordem Chiroptera e agrupa 55 gêneros e 160 espécies[1] , incluindo os morcegos conhecidos como vampiros. A família Phyllostomidae é tradicionalmente dividida em 6 subfamílias: Phyllostominae, Phyllonycterinae, Glossophaginae, Carolliinae, Stenodermatinae e Desmodontinae.[2] Contudo, novos estudos de filogenia molecular propõe que as subfamílias Phyllostominae e Carolliinae são na verdade polifiléticas e precisam ser subdividas.[3] É a família de morcegos mais numerosa no território brasileiro, com pelo menos 90 espécies.[4] É também a família de mamíferos com a maior diversidade de hábitos alimentares no mundo.[5] Os morcegos filostomídeos participam de todos as funções e serviços ecossistêmicos nas quais morcegos em geral estão envolvidos, desde a dispersão de sementes até a predação de insetos.[6]

Nomenclatura e taxonomia[editar | editar código-fonte]

Sistemática segundo Simmons (2005)[1] com a adição de seis gêneros descritos ou elevados nos últimos anos:

Notas

  1. Separado de Artibeus, onde era considerado um subgênero.[7] [8]
  2. Separado de Artibeus, onde era considerado um subgênero.[7]
  3. Separado de Vampyrodes, onde era considerado um subgênero.[9]
  4. Gênero novo, descrito em 2012.[10]
  5. Gênero novo, inclui espécies previamente alocadas no gênero Lonchophylla.[11]
  6. Gênero novo, descrito em 2005.[12]

Referências

  1. a b c Simmons, N.B.. Order Chiroptera. In: Wilson, D.E.; Reeder, D.M. (eds.). Mammal Species of the World. 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2005. 312–529 p. ISBN 978-0-8018-8221-0 OCLC 62265494
  2. Wetterer AL, Rockman MV, Simmons NB. 2000. Phylogeny of phyllostomid bats (Mammalia, Chiroptera): data from diverse morphological systems, sex chromosomes, and restriction sites. Bulletin of the American Museum of Natural History 248(1–200).
  3. Rojas D, Vale Á, Ferrero V, Navarro L. 2011. When did plants become important to leaf-nosed bats? Diversification of feeding habits in the family Phyllostomidae. Molecular Ecology:no-no.
  4. Reis NL, Peracchi AL, Pedro WA, Lima IP. 2007. Morcegos do Brasil. Londrina: Editora da Universidae Estadual de Londrina. 253 p.
  5. Kunz TH, Fenton MB. 2003. Bat ecology. Chicaco: The University of Chicago Press. 799 p.
  6. Kunz TH, de Torrez EB, Bauer D, Lobova T, Fleming TH. 2011. Ecosystem services provided by bats. Annals of the New York Academy of Sciences 1223(1):1-38.
  7. a b Hoofer, S.R.; Solari, S.; Larsen, P.A.; Bradley, R.D.; Baker, R.J.. (2008). "Phylogenetics of the Fruit-eating Bats (Phyllostomidae: Artibeina) inferred from mitochondrial DNA sequences". Occasional Papers Museum of Texas Tech University 277: 1-16.
  8. Solari, S.; Hoofer, S.R.; Larsen, P.A.; Brwon, A.D.; Bull, R.J.; Guerrero, J.A.; Ortega, J.; Carrera, J.P.; Bradley, R.D.; Baker, R.J.. (2009). "Operational Criteria for Genetically Defined Species: Analysis of the Diversification of the Small Fruit-Eating Bats, Dermanura (Phyllostomidae: Stenodermatinae)". Acta Chiropterologica 11 (2): 279–288.
  9. Hoofer, S.R.; Baker, R.J.. (2006). "Molecular systematics of Vampyressine bats (Phyllostomidae: Stenodermatinae) with comparison of direct and indirect surveys of mitochondrial DNA variation". Molecular Phylogenetics and Evolution 39 (2): 424-438.
  10. Nogueira, M.R.; Lima, I.P.; Peracchi, A.L.; Simmons, N.B.. (2012). "New Genus and Species of Nectar-Feeding Bat from the Atlantic Forest of Southeastern Brazil (Chiroptera: Phyllostomidae: Glossophaginae)". American Museum Novitates 3747: 1-32.
  11. Parlos, J.A.; Timm, R.M.; Swier, Z.J.; Zeballos, H.; Baker, R.J.. (2014). "Evaluation of the paraphyletic assemblage within Lonchophyllinae, with description of a new tribe and genus". Occasional Papers, Museum of Texas Tech University 320: i + 1–23.
  12. Gregorin, R.; Ditchfield, A.D.. (2005). "New genus and species of nectar-feeding bat in the tribe Lonchophylllini (Phyllostomidae: Glossophaginae) from northeastern Brazil". Journal of Mammalogy 86 (2): 403-414.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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