Piatã

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Município de Piatã
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 11 de junho
Fundação 1878
Gentílico piatãense ou piatense
Prefeito(a) Ed Peças (PTB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Piatã
Localização de Piatã na Bahia
Piatã está localizado em: Brasil
Piatã
Localização de Piatã no Brasil
13° 09' 07" S 41° 46' 22" O13° 09' 07" S 41° 46' 22" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Seabra IBGE/2008 [1]
Distância até a capital 572 km
Características geográficas
Área 1 508,036 km² [2]
População 17 985 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 11,93 hab./km²
Altitude 1268 m
Clima tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,571 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 56 208,759 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 033,06 IBGE/2008[5]
Página oficial

Piatã é um município do estado da Bahia, no Brasil. Sua população estimada em 2004 era de 19 320 habitantes. É o município mais alto e frio do estado da Bahia, assim como de toda a Região Nordeste do Brasil.[6] [7] Com 1 180 metros de altitude, superando outros municípios serranos baianos como: Morro do Chapéu, Rio de Contas e Vitória da Conquista. Piatã ainda conta com áreas mais altas de planalto na periferia de sua sede urbana que ascende até os 1500m.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Piatã" é um nome com origem na língua tupi: significa "pé duro", através da junção dos termos py (pé) e atã (duro)[8] [9] .

Clima[editar | editar código-fonte]

Piatã possui um clima tropical de altitude e é classificado na escala climática internacional de Köppen como Cwa, por apresentar um verão úmido com chuvas de verão e quentes, e invernos relativamente frios e mais secos.

Gráfico climático para Piatã, Bahia
J F M A M J J A S O N D
 
 
117
 
30
19
 
 
108
 
30
19
 
 
122
 
30
19
 
 
95
 
29
19
 
 
44
 
28
18
 
 
20
 
27
16
 
 
33
 
27
16
 
 
24
 
28
16
 
 
21
 
29
17
 
 
70
 
30
18
 
 
172
 
30
19
 
 
163
 
30
19
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Somar Meteorologia












História[editar | editar código-fonte]

Contam os historiadores que a fundação do povoado mais velho da Chapada Diamantina se deu das paragens do movimento expansionista luso-brasileiro do século XVII, resultando na penetração dos bandeirantes pelos sertões do Rio de Contas, quando subiam o rio à cata de pedras preciosas e principalmente do ouro, junto à serra de Santana e Tromba, onde havia negros amocambados desde 1680.

No início do século XVII, com a descoberta de grandes jazidas de ouro junto à serra de Santana, foi construída, num planalto formado pelos vales das duas serras (Santana e Tromba), uma igreja com paredes e portais em pedras lavradas. Posteriormente, em torno desse templo, formou-se uma pequena povoação. Muitos foram os bandeirantes que se aventuraram pelos sertões do Rio de Contas e se confrontaram com os gentios que infestavam a região.

Dentre muitos nomes de bandeirantes, destacamos Pedro Barbosa Leal, encarregado pelo vice-rei, o Conde de Sabugosa, de abrir um caminho ligando Rio de Contas a Jacobina. Também conta a história que o capitão-mor Antônio Veloso da Silva, que provavelmente era português, teve intensa atuação nos Sertões da Bahia, com ordem do Governo Baiano para combater índios bravos e negros fugidos. Em 1732, foi imbuído da missão de descer o Rio de contas e conduzir o material da casa de fundição que seria erguida, além de abrir um melhor caminho para aquelas minas. Em 1738, o bandeirante travou um violento combate com os Índios num determinado trecho do rio, fundando ali uma fazenda de gado (hoje Jussiape).

Foi numa expansão descontrolada e silenciosa, que fizeram chegar levas de homens imbuídos da ambição de riqueza no povoado que acentuava progresso e recebia o nome de "Bom Jesus dos Limões", pertencente ao município de "Minas do Rio de Contas". O distrito de Bom Jesus dos Limões foi criado pela lei provincial nº 169 de 25 de maio de 1842, depois teve seu território desmembrado pela lei nº 1 813 de 11 julho de 1878 com a denominação de "Bom Jesus do Rio de Contas".

Em 29 de janeiro de 1916, a lei municipal nº 31 aprovou a lei nº 1 162 e criou o distrito de Ipiranga (hoje Inúbia). Em 8 de julho de 1931, com o decreto estadual nº 7 479, Bom Jesus do Rio de Contas passou a se denominar Anchieta. Já em 1934, no dia 29 de maio, o decreto-lei estadual nº 8 940 criou, na sede do Arraial de Cana Brava dos Gatos, o distrito de Cabrália. Em 31 de dezembro de 1943, o decreto-lei estadual nº 141 deu o nome ao município e à sede, que passou a se chamar pelo topônimo de Piatã. Em 1962, perdeu parte de seu território com a emancipação de Abaíra e Boninal.

Desde de sua emancipação até os dias de hoje, Piatã teve, como prefeitos:

  • Padre Manoel Joaquim Santana
  • Joaquim Hermínio Pereira
  • Arnulfo Soares
  • João Hipólito Rodrigues
  • Lindolfo Xavier
  • Adércio Novais
  • Luiz Viana Xavier
  • Benevenuto Matos
  • Luiz Viana Xavier
  • Arquimedes Almeida
  • Jaime de Oliveira Rosa
  • Arquimedes Almeida
  • Jaime de Oliveira Rosa
  • Edemar Lúcio Ribeiro Martins
  • Jaime de Oliveira Rosa
  • Alencar Julião Dias Filho
  • Edwilson Oliveira Marques (atualmente)

Municípios mais altos do Brasil[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 11 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. Cidades: Piatã Página oficial do Estado da Bahia.
  7. Piatã é a cidade mais fria da Bahia e temperaturas podem chegar a 3 graus iBahia (23 de julho de 2014). Visitado em 23 de julho de 2014.
  8. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  9. FRANÇA, I. VisitePiatã.com. Disponível em http://visitepiata.webnode.com.br/cidade/historia/. Acesso em 14 de junho de 2013.
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