Piauí

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Nota: Para outros significados de Piauí, ver Piauí (desambiguação).
Estado do Piauí
Bandeira do Piauí
Brasão do Piauí
(Bandeira) (Brasão)
Hino: Hino do Piauí
Gentílico: piauiense

Localização do Piauí

 - Região Nordeste
 - Estados limítrofes Tocantins, Maranhão, Bahia, Ceará e Pernambuco
 - Mesorregiões 4
 - Microrregiões 15
 - Municípios 223
Capital Teresina
Governo
 - Governador(a) Wellington Dias (PT)
 - Vice-governador(a) Wilson Martins (PSB)
Número de deputados
 - Federais: 10
 - Estaduais: 30
Área  
 - Total 251.529,186 km² (11º)
População  
 - 2006 estim. 3.036.290 hab. (18º)
 - Densidade 12,1 hab./km² (18º)
PIB 2003
 - Total R$7.325.106 (23º)
 - Per capita R$2.892 (26º)
IDH (2005) 0,656 (25º) – médio
 - Esper. de vida 68,2 anos (24º)
 - Mort. infantil 33,1/mil nasc. (18º)
 - Analfabetismo 28% (26º)
Fuso horário UTC-3
Clima tropical ()
Sigla BR-PI
Site governamental www.pi.gov.br

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O Piauí (IPA: /pi.aw.'i/) é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado a noroeste da região Nordeste e tem como limites o oceano Atlântico (N), Ceará e Pernambuco (L), Bahia (S e SE), Tocantins (SO) e Maranhão (O e NO). Ocupa uma área de 251.529 km²[1] (pouco maior que o Reino Unido). Sua capital é a cidade de Teresina.

As cidades mais populosas são Teresina, Parnaíba,Picos, Piripiri,Floriano e Campo Maior. O relevo é moderado e a topografia regular, com mais de 53% abaixo dos 300 metros. Parnaíba, Poti, Canindé, Piauí e São Nicolau são os rios principais.

Índice

[editar] Geografia

[editar] Relevo

O relevo piauiense abrange planícies litorâneas e aluvionares, nas faixas das margens do rio Parnaíba e de seus afluentes, que permeiam a parte central e norte do Estado. Ao longo das fronteiras com o Ceará, Pernambuco e Bahia, nas chapadas de Ibiapaba e do Araripe, a leste, e da Tabatinga e Mangabeira, ao sul, encontram-se as maiores altitudes da região, situadas em torno de 900 metros de altitude. Entre essas zonas elevadas e o curso dos rios que permeiam o Estado, como, por exemplo, o Gurguéia, Fidalgo, Urubu Preto e o Parnaíba, encontram-se formações tabulares, contornadas por escarpas íngremes, resultantes da áreas erosivas das águas.

[editar] Hidrografia

Ver artigo principal: Lista de rios do Piauí

Enquanto os estados do Nordeste oriental contam com apenas um rio perene, o rio São Francisco, com aproximadamente 1.800 quilômetros dentro de seus territórios, o Piauí conta com o rio Parnaíba e alguns de seus afluentes, entre eles o Uruçuí Preto e o Gurguéia que, somando-se seus cursos permanentes, ultrapassam 2.600 km de extensão. O Estado conta ainda com lagoas de notável expressão, tais como a de Parnaguá, Buriti e Cajueiro, que vém sendo aproveitadas em projetos de irrigação e abastecimento de água na região.

A perenidade dos rios piauienses, entretanto, encontra-se ameaçada. Os rios sofrem intenso processo de assoreamento, sempre crescente, em decorrência do desmatamento acentuado que ocorre no Estado, principalmente nas nascentes e nas margens dos rios.

[editar] Vegetação

Predenominam quatro classes vegetacionais: caatinga, cerrado, mata de cocais e floresta.

  • Caatinga: tem sua ocorrência registrada no sul e sudeste do Estado; é composta por cactos, arbustos e árvores de pequeno porte.
  • Cerrado: estende-se nas porções sudoeste e norte do Estado; apresenta os característicos arbustos e árvores retorcidas e algumas gramíneas cobrindo o solo.
  • Floresta: encontrada ao longo do Vale do Parnaíba; é composta por palmeiras, principalmente espécies como carnaúba, babaçú e buriti. Estas espécies também podem ser encontradas no cerrado e na mata de cocais.
  • Mata de cocais: vegetação predominante entre a Amazônia e a caatinga nos estados do Maranhão, Piauí e norte do Tocantins. No Piauí predominam as palmeiras babaçu e carnaúba, além do buriti.

[editar] Clima

Duas tipologias climáticas ocorrem no estado. A primeira, classificada por Köppen como tropical quente e úmido (Aw); domina a maior parte do território variando entre 25 e 27°C. As chuvas na área de ocorrência deste clima também são variáveis. Ao sul, indicam cerca de 700mm anuais, mais ao norte a pluviosidade aumenta, atingindo índices próximos a 1.200mm/ano.

O segundo tipo de clima predomina na porção sudeste do estado, sendo classificado como semi-árido quente (Bsh). As chuvas ocorrem durante o verão, distribuindo-se irregularmente, alcançando índices de 600mm/ano; pela baixa pluviosidade, a estação seca é prolongada (oito meses mais ou menos) sendo mais drástica no centro da Serra da Ibiapaba. As temperaturas giram na casa dos 24 a 40°C, tendo seus invernos secos.

[editar] História

Em começo do século XVII, fazendeiros do São Francisco procuravam expandir suas criações de gado,quando os vaqueiros, vindos principalmente da Bahia, chegaram procurando pastos. Em 1718, o território, até então sob a jurisdição da Bahia, passou para a do Maranhão e passaram a ocupar as terras às margens do rio Gurguéia. Para estas terras existiam cartas de sesmarias. O capitão Domingos Afonso Mafrense ou capitão Domingos Sertão como era conhecido, era um desses sesmeiros; possuía trinta fazendas de gado e foi o mais alto colonizador da região doando suas fazendas - após sua morte - aos padres jesuítas da Companhia de Jesus.

A contribuição dos padres jesuítas foi decisiva, principalmente no desenvolvimento da pecuária que em meados do século XVIII atingiu seu auge. A região Nordeste, o Maranhão e as províncias do sul eram abastecidas pelos rebanhos originários do Piauí; até a expulsão dos jesuítas (período pombalino), quando as fazendas foram incorporadas à Coroa e entraram em declínio. Quanto à colonização esta se deu do interior para o litoral.

Em 1811, o Piauí tornou-se uma capitania independente. Por ocasião da Independência, em 1822, a cidade de Parnaíba foi ocupada por tropas fiéis a Portugal; o grupo recebeu adesões, mas acabou derrotado em 1823, por ocasião da Batalha do Jenipapo, em Campo Maior, o qual saiu enfraquecido e acabou por ser preso em Caxias. Alguns anos depois, movimentos revoltosos, como a Confederação do Equador e a Balaiada, atingiram também o Piauí.

Em 1852, a capital foi transferida de Oeiras para Teresina, tendo início um período de crescimento econômico. A partir da república, o Estado apresentou tranqüilidade no terreno político, mas grandes dificuldades no desenvolvimento econômico-social.

[editar] Ciência e tecnologia

Apesar do pouco investimento e incentivo do governo nesta área, o Piauí se destaca na área de Tecnologia. Alunos de Ciência da computação da UFPI lançaram uma distribuição Linux chamada Kuia Linux, que diminuiu em 30% o custo dos computadores adiquiridos pela instituição. Também, o Piauí conta com um serviço gratúito de E-mail, chamado AmoPiauí.

[editar] Subdivisões estatísticas

O Piauí é dividido em quatro mesorregiões e quinze microrregiões estatísticas.

Mesorregiões
Microrregiões

[editar] População

[editar] Etnias

Cor/Raça Porcentagem
Pardos 73%
Brancos 23%
Pretos 3%

Fonte: PNAD (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração).

[editar] Economia

A economia do estado é baseada no setor de serviços (comércio), na indústria (química, têxtil, de bebidas), na agricultura (soja, algodão, arroz, cana-de-açúcar, mandioca) e na pecuária extensiva. O turismo apresenta-se mais forte na região norte do estado, nos municípios de Parnaíba e Luís Correia, no litoral, e também nos diversos parques nacionais, em sua maioria, no sul do estado.

Ainda merecem destaque a produção de mel, o caju e o setor terciário em Picos e produção de biodiesel através da mamona em Floriano. O Piauí é considerado um dos estados mais pobres do Brasil, perdendo o primeiro lugar, perdendo o primeiro luga[carece de fontes?].

No setor de mineração, a Vale do Rio Doce está em operação no município de Capitão Gervásio Oliveira, onde foi encontrada a segunda maior reserva de níquel do maior reserva de níquel do de pesquisa para verificar a viabilidade de exploração de petróleo e gás natural ao longo do Rio Parnaíba, provavelmente, em Floriano.

No tocante à industrialização, ressalta-se a multinacional Bunge, instalada em Uruçuí para exploração da soja e da empresa de cimento Nassau, em Fronteiras, onde se obtém matéria-prima para sua produção.

A agricultura é forte em Altos (manga) e União (cana-de-açúcar). Há previsão da construção de um porto seco em Teresina e, também, da construção de oito novas usinas hidrelétricas no Piauí, para tornar possível a navegação do Rio Parnaíba e gerar mais energia elétrica.

  • Extrativismo vegetal

Ocorre principalmente nos vales úmidos, onde predominam as matas de babaçu e carnaúba Estudos de laboratário sobre a carnauba demonstraram ser possível a elevado do nível tecnologico de seu aproveitamento, sendo a celulose o derivado de maior potencial para viabilizar a exploração dessa imensa riqueza natural do Estado. A castanha de caju deixou de ser um produto extrativo para se constituir numa cultura desenvolvida em grande escala.

  • Extrativismo mineral

Diversos estudos geológicos demonstram a existência de potencial bastante promissor de exploração mineral. Entre as ocorrências de maior interesse econômico, encontram-se o Mármore, o amianto, as gemas, a ardósia, o níquel, o talco e a vermiculita. Vale ressaltar que o Piauí á dotado de grandes reservas de águas subterrâneas artesianas e possui a segunda maior jazida de níquel do Brasil, localizada no município de São João do Piauí.

  • Pecuária

A pecuária foi a primeira atividade econômica desenvolvida no Estado, fazendo parte de sua tradição histórica. O folclore e os costumes regionais derivam em grande parte da atividade pastoril. Entre os rebanhos, destacam-se os caprinos, bovinos, suínos,ovinos e asininos. A Caprinocultura, por sua capacidade de adaptação a condições climáticas inispitas, tem sido incentivada pelo Governo, proporcionando meio de vida a significantes parcelas da populção carente, principalmente nas regiões de Campo Maior e Alto Piauí.

  • Agricultura

A agricultura no Piauí desenvolveu-se paralelamente á pecuária,como atividade quase que exclusivamente de subsistância. Posteriormente, adquiriu maior caráter comercial, embora de forma lenta e insuficiente para abastecer o crescente mercado interno do Estado. Entre as culturas tradicionais temporárias sobressaem-se o milho, o feijão, o arroz, a mandioca, o algodão herbceo, a cana-de-açúcar e a soja. Entre as culturas permanentes, destacam-se a manga, a laranja, castanha-de-caju e o algodão.

[editar] Filhos ilustres

[editar] Ver também

Referências

  1. Excluindo-se a região em litígio com o Ceará, que tem 2 977,4 km²

[editar] Ligações externas

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