Piauí (revista)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
piauí
Frequência Mensal
Editora Editora Alvinegra
Circulação 21.524 (abril/11)[1] vendas avulsas.
20.081 (abr/11)[1] assinaturas.
Primeira edição outubro de 2006
País Brasil
Língua(s) Português
Sítio oficial www.revistapiaui.com.br
Portal Imprensa

A piauí é uma revista mensal, idealizada pelo documentarista João Moreira Salles. Está afiliada ao Instituto Verificador de Circulação (IVC) e à ANER, sendo editada pela Editora Alvinegra, impressa pela Editora Abril e distribuída pela Dinap, do Grupo Abril[2].

Diferentemente das revistas convencionais do mercado editorial brasileiro, a piauí pratica jornalismo literário. João Moreira Salles nunca ressaltou publicamente a escolha deste gênero, pois acredita que se trata de "um nome pomposo, que quer se aproximar da eternidade da literatura". Para ele, "o que a piauí faz é contar bem uma história".[3] Além de pautas pouco convencionais, o tratamento dado às reportagens geralmente assemelha-se ao de uma narrativa ficcional.

A primeira edição da piauí foi lançada em outubro de 2006. No site da revista é possível ler todas as reportagens das edições antigas.

Seu formato é de 26,5 cm x 34,8 cm. A piauí é impressa em papel especial de alta qualidade da Companhia Suzano de Papel e Celulose, o mesmo utilizado em impressão de livros, produzido exclusivamente em bobinas para sua impressão.

Índice

[editar] Características da revista

NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes fiáveis e independentes, mas elas não cobrem todo o texto.
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes, inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, nos locais indicados.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirus. Veja como referenciar e citar as fontes.

A piauí pode ser enquadrada no conjunto de obras que se convencionou chamar de jornalismo literário, uma vez que apresenta elementos comuns à produção literária, como a enumeração de cenas, a descrição detalhada de ambientes e personagens e a fuga da objetividade. Além disso, o periódico não tem uma temática específica, não aborda temas explorados pela mídia, não tem manchete de capa e não tem uma linha editorial definida. Deste modo, permite que o repórter seja mais autoral em seus textos, o livrando da obrigação da pirâmide invertida e do lide naquilo que escreve. Ou seja, os títulos e os textos não têm comprometimento com o padrão das técnicas jornalísticas, tendo estes as possibilidades de serem longos, subjetivos, irônicos, divertidos, instigantes e até mesmo fictícios. A naturalidade da escrita e a recusa à técnica do lide favorecem a construção de uma história real com qualidade estética, de modo a dar vida e perenidade à reportagem.

[editar] Valorização da narração e da descrição

A piauí apresenta reportagens construídas a partir de estruturas narrativas e não unicamente de fatos expositivos, o que contribui para a humanização da reportagem, levando-a a alcançar uma dimensão maior de compreensão do personagem. O uso da descrição é também um importante aspecto nessa compreensão, visto que é através desse recurso que o leitor é apresentado aos personagens. A partir da narração, é possível conhecer melhor a trajetória dos personagens, enquanto a descrição permite ao leitor construir uma imagem mental destes e dos ambientes que compõem a reportagem. Estes recursos atuam, portanto, como elementos contextualizadores, contribuindo para o aprofundamento dos temas explorados.

[editar] Características simbólicas

São todos os detalhes simbólicos perceptíveis no cotidiano das pessoas, como de gestos, hábitos, olhares, poses, jeito de andar e outros. O registro de características simbólicas relaciona-se à riqueza da descrição e também ao trabalho com a linguagem. Ao fazer uso de tal recurso, a narrativa é enriquecida e afasta-se da objetividade que é pressuposta pela presença do lide no texto. O que prevalece é a preocupação em construir uma narrativa que instigue o leitor e que se caracterize pelo prazer da leitura.

[editar] Contribuição para uma cultura científica

O jornalismo tradicional prefere lidar com fatos já estabelecidos do que com teorias em desenvolvimento, não sendo rara a divulgação destas como verdades comprovadas, embora exista a todo instante o risco de essas enunciações caírem por terra. No entanto, em livros e reportagens com maior liberdade textual, é possível alcançar outro grau de aprofundamento  informacional. A revista piauí, além de se dedicar a diversos aspectos da cultura brasileira, tem dedicado espaço a textos que abordam ciência e tecnologia, os quais, em meio a material sobre música, trabalho, política, violência, lazer e arquitetura, é instrumento em potencial na formação de uma cultura científica, de modo a contribuir com a reinserção da ciência na cultura.

[editar] Colunas mais frequentes

  • Chegada
  • Colaboradores
  • Esquina
  • Diário
  • Perfil
  • Quadrinhos
  • Ficção
  • Poesia
  • Despedida

A piauí (assim mesmo, com "p" minúsculo) não tem, normalmente, colunas definidas. Isto supostamente imprime à publicação um grau maior de versatilidade e de maleabilidade quanto ao conteúdo disponibilizado. Das citadas acima, "Chegada", "Colaboradores" (que é uma descrição dos profissionais que tiveram naquela edição seus textos publicados na revista), "Esquina", "Quadrinhos" e "Despedida" são as únicas fixas.

[editar] Prêmios

  • 6ª revista mais admirada do Brasil - Troiano Consultoria de Marca e Meio & Mensagem (jan/2010)
  • Prêmio Especial do Júri do 21º Prêmio Veículos de Comunicação - Editora Referência (nov/07)
  • Revista do Ano - Revista About (2007)
  • Destaque do Ano do Prêmio Colunistas Rio - Editora Referência (2007)
  • Melhor Jornalista de Mídia Impressa – Daniela Pinheiro - Portal e Revista Imprensa (mar/08)
  • Veículo Impresso do Ano - Prêmio Colunistas (2009)
  • Prêmio ABERJE 2009 - Mídia do Ano em Comunicação Empresarial Brasil, na categoria Revista.
  • Prêmio Esso 2010 - Prêmio Esso de Informação Científica, Tecnológica e Ecológica, com o trabalho “Artur tem um Problema”.

Referências

  1. a b http://www.ivc.org.br/relatorio/3182011133710406.pdf
  2. Acordo assinado entre Grupo Abril e João Moreira Salles em 15 de setembro de 2006, conforme notícia no site da Dinap.
  3. TAVELA, Marcelo (16 de maio 2007). João Moreira Salles fala sobre revista piauí e evita o jornalismo literário. Comunique-se. Página visitada em 12-03-2009.

[editar] Bibliografia

  • LIMA, Alceu Amoroso. O jornalismo como gênero literário. R.J. Agir. 1958
  • PENA, Felipe. O Jornalismo literário como gênero e conceito.
  • LIMA, Edvaldo Pereira. Páginas Ampliadas: o livro-reportagem como extensão do jornalismo e da literatura. 4ª ed. São Paulo: Manole, 2009.

[editar] Ligações externas

Ferramentas pessoais
Espaços nominais

Variantes
Ações
Navegação
Colaboração
Imprimir/exportar
Ferramentas
Noutras línguas