Piedade filial

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Cena do Dinastia Song. Ilustrações do clássico da Piedade Filial (detalhe), mostrando um filho ajoelhado diante de seus pais.[1]

Na filosofia confucionista, piedade filial (chinês: 孝, Xiao) é uma virtude de respeito aos seus pais e antepassados. O clássico confuciano Xiao Jing ou Clássico de Xiao, provavelmente escrito por volta do período Qin-Han, tem sido historicamente a fonte autorizada na doutrina confuciana de Xiao (piedade filial). O livro, uma conversa entre Confúcio e seu aluno Zeng Shen (曾参, também conhecido como Zengzi 曾子), é sobre como criar uma boa sociedade usando o princípio da Xiao. O termo também pode ser aplicado a obediência geral, e é usado em títulos religiosos nas igrejas cristãs, como sacerdote filial ou vigário filial para um clérigo cuja igreja é subordinada a uma paróquia maior. A piedade filial é central na filosofia confucionista.[2]

Significado cultural[editar | editar código-fonte]

Confucionismo[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Clássico da Piedade Filial, Confúcio disse uma vez: Ao servir seus pais, um filho os reverencia na vida diária, os faz felizes, cuida deles na doença, e mostra uma grande tristeza na sua morte.[3]

Para Confúcio, piedade filial não era meramente lealdade cega para os pais, e mais importante do que as normas do Xiao foram as normas da Rén (benevolência) e Yi (justiça).

A piedade filial foi enfatizada no confucionismo, porque a devoção as pais era frequentemente associada com a devoção ao Estado.[4]

Budismo[editar | editar código-fonte]

O Budismo não tinha uma forte tradição de piedade filial. O budismo na Índia envolveu muitos homens que sairam ou que abandonaram suas famílias, pais, esposas e filhos para se tornarem monges (o próprio Buda dizia ter feito isso). O verdadeiro budista teve que rejeitar todos os laços familiares, assim como laços sociais e de classe se eles intencionavam perseguir o Nirvana. A família era visto como apenas mais um ônus da vida mortal. Tristeza e dor eram ditos ser nascido daqueles que são queridos.[5]

Os monges budistas eram obrigados a cortar todos os laços com a sua família e esquecer seus antepassados. O Budismo Theravada salientou a salvação individual, e tinha pouco espaço para uma sociedade interdependente que o confucionismo tinha criado na China, que sublinhava o bem da comunidade mais do que o bem do indivíduo. Na Índia, o budismo também defendia o celibato entre seus monges o que era inaceitável na visão de Confúcio, que citou que era um dever ter crianças para continuar a linhagem dos pais.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Paintings with political agendas. Página visitada em 12 January 2012.
  2. Confucianism in Context: Classic Philosophy and Contemporary Issues, East Asia and Beyond. [S.l.]: SUNY Press, 8 November 2010. p. 68.
  3. Ikels, Charlotte. 'Filial piety: Practice and discourse in contemporary East Asia'. Stanford: Stanford University Press, 2004. 2–3 p.
  4. Ver Analects 1:2, Xiao Jing chap.1
  5. Piyajatika Sutta, ou Sutta 87 da Majjhima Nikaya, traduzida por Thanissaro Bhikkhuhttp://www.accesstoinsight.org/tipitaka/mn/mn.087.than.html
  6. Traylor, Kenneth L. Chinese Filial Piety. Bloomington: Eastern Press, 1988. pg. 110