Pierre Vidal-Naquet

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Pierre Emmanuel Vidal-Naquet (Paris, 23 de julho de 1930 ; 29 de julho de 2006) foi um historiador e intelectual francês, de origem judaica.

Durante a Segunda Guerra Mundial, ainda adolescente, participou da resistência contra a ocupação nazista na França. Seus pais foram presos pela Gestapo e assassinados no campo de concentração de Auschwitz.

Era especialista em Grécia Antiga, mas também tinha interesse pela História Contemporânea, particularmente pela Guerra da Argélia (1954-1962) (durante a qual se posicionou contra à prática de tortura do exército francês), assim como pela História Judaica. Pronunciou-se contra a guerra do Vietnam, e as sucessivas guerras no Iraque foram também objeto de sua crítica e condenação. Criticou também a situação dos palestinos em Gaza e na Cisjordânia, e a atitude do governo de Ariel Sharon, a quem qualificava de criminoso e racista.

Participou com Michel Foucault e Jean-Marie Domenach da fundação do Groupe d'information sur les prisons (GIP), que se preocupava com a situação das prisões na França, e foi crítico do revisionismo histórico e do holocausto.

Obras selecionadas[editar | editar código-fonte]

  • Mythe et tragédie en Grèce ancienne (dois volumes), com Jean Pierre Vernant, La Découverte, 2000
  • Le monde d’Homère, Perrin, 2002
  • La démocratie grecque vue d'ailleurs, Flammarion, coleção Champs, 2001
  • L'Atlantide. Petite histoire d'un mythe platonicien, Les Belles Lettres, 2005
  • Les assassins de la mémoire, Le Seuil, 1995
  • Les juifs, la mémoire et le présent, Le Seuil, 1995
  • La solution finale dans l'histoire, com Arno Mayer, La Découverte, 2002
  • Les crimes de l'armée française Algérie 1954-1962, La Découverte, 2001

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