Piers Courage

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Piers Courage
Piers Courage, 1968.
Informações pessoais
Nacionalidade Reino Unido Britânico - Inglaterra Inglês
Registros na Fórmula 1
Temporadas 1967 - 1970
Equipes 4 (Lotus, BRM, Brabham e De Tomaso)
GPs disputados 27
Títulos 8º em 1969
Vitórias -
Pódios 2
Pontos 20
Pole positions -
Voltas mais rápidas -
Primeiro GP África do Sul GP da África do Sul, Kyalami, 1967
Último GP Países Baixos GP da Holanda, Zandvoort, 1970

Piers Raymond Courage, conhecido apenas por Piers Courage (Colchester, 27 de maio de 1942 - Zandvoort, 21 de junho de 1970) foi um automobilista inglês.

Índice

[editar] Carreira

Courage estreou na F-1 em 1967, pela Lotus. O carro que ele guoiu, uma Lotus 25, possuía, na verdade, chassi da BRM, equipe que ele viria a defender no resto da temporada, e foi utilizado apenas no GP da África do Sul. Os dois carros que Courage pilotou representavam a Owen Racing Organisation, que era uma equipe não-oficial.

Em seu primeiro ano, Courage não conseguiu pontuar, e só disputou os GP de Kyalami e de Mônaco - nem conseguiu se classificar para o FP da Inglaterra.

[editar] A primeira temporada como piloto regular

Courage conseguiu permanecer na F-1 para 1968, e continuou pilotando carros da BRM, agora para a equipe de Reg Parnell. Ficou de fora do Gp de Kyalami, e sua estreia na temporada foi no GP da Espanha. O melhor resultado foi o quarto lugar no GP de Monza. No fim, Courage ficou em 19º lugar, com quatro pontos.

[editar] 1969: a primeira temporada com Frank Williams

Piers Courage no GP da Inglaterra de 1969.

1969 foi o melhor ano da carreira de Courage na Fórmula 1. Pilotando um Brabham BT26A para a então nascente FWRC, dirigida pelo jovem Frank Williams, que viria a ser seu grande amigo dento e fora das pistas. Fora novamente do GP da África do Sul, estreou com o novo carro novamente em terras espanholas. Em Mônaco, Courage conquistou seu melhor resultado: um segundo lugar - resultado espetacular para uma equipe iniciante como a FWRC. Repetiu o segundo posto no GP dos EUA. Ao fim da temporada, Courage terminou em oitavo lugar, com 16 pontos.

[editar] 1970: a última temporada

Frank Williams manteve Courage para 1970, com o intuito de fazer uma temporada melhor que a anterior. Entretanto, a temporada começou mal para o inglês, que abandonou o GP da África do Sul, não se classificou para a corrida da Espanha, e também não foi bem sucedido nos GP's de Mônaco - onde ficou marcado por impedir a vitória do tricampeão Jack Brabham no fim - e da Bélgica.

[editar] Morte trágica

No dia 27 de junho, a F-1 chega a Zandvoort, circuito localizado na cidade homônima onde Courage nasceu. Ele se classificou em nono lugar, e vinha fazendo uma corrida regular até cair em uma curva larga, caiu em uma vala de cabeça para baixo e pegou fogo. Uma curiosidade: para tornar o DeTomaso mais leve, foi utilizado magnésio no chassi e na carroceria. O fogo causado pelo metal foi tão violento que as árvores próximas ao local também acabaram sendo destruídas.

Apesar do enorme incêndio que consumiu seu carro, Courage não morreu por causa do mesmo. Segundo investigações após o acidente, o piloto provavelmente faleceu antes do início das chamas. Tais investigações revelaram que no capacete fora encontrado um ponto de impacto com um grande pedaço de borracha, que provavelmente soltou-se de um pneu do próprio monoposto do inglês, que morreu aos 28 anos. Frank Williams, ao saber do acidente, ficou profundamente abalado, e até hoje lamenta a morte de seu amigo.

Piers Courage deixou sua esposa, Sarah Curzon, e dois filhos.

Ironicamente, três anos, um mês e oito dias após a tragédia que tirou a vida de Courage, o também inglês Roger Williamson também acabaria morrendo em Zandvoort, e pelo mesmo motivo: o carro acabou virando ao contrário e pegou fogo logo depois.

Ícone de esboço Este artigo sobre Automobilismo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.