Pinguim-de-magalhães

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Spheniscus magellanicus perto de Punta Arenas, no Chile, no verão

Spheniscus magellanicus perto de Punta Arenas, no Chile, no verão
Estado de conservação
Status iucn3.1 NT pt.svg
Quase ameaçada (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Sphenisciformes
Família: Spheniscidae
Género: Spheniscus
Espécie: S. magellanicus
Nome binomial
Spheniscus magellanicus
Forster, 1781
Distribuição geográfica
Biomap Sphenisus Magellanicus.png

O pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus), também conhecido como pinguim, naufragado e pato-marinho,[1] é um pinguim sul-americano característico de águas temperadas e de temperaturas entre 15 graus centígrados e abaixo de zero grau centígrado. A espécie habita as zonas costeiras da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas, migrando por vezes até ao Brasil, no Oceano Atlântico, ou até ao Peru, no caso das populações do Oceano Pacífico. Estes animais são classificados no género Spheniscus juntamente com o pinguim-das-galápagos e o pinguim-de-humboldt.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Pinguim" é um termo oriundo do francês pingouin.[2]

Descrição[editar | editar código-fonte]

O pinguim-de-magalhães é uma ave de médio porte, com cerca de 70 centímetros de comprimento e 5 a 6 quilogramas de peso. A sua plumagem é negra nas costas e asas e branca na zona ventral e no pescoço. A maior parte dos exemplares tem na cabeça uma risca branca, que passa por cima das sobrancelhas, contorna as orelhas e se une no pescoço, e uma risca negra e fina na barriga em forma de ferradura. Os olhos, bico e patas são negros.

Como todos os membros da sua ordem, o pinguim-de-magalhães alimenta-se no mar, à base de peixe, lulas, krill e outros crustáceos. Eles saem para caçar em pequenos bandos de 5 a 10 elementos e podem mergulhar até aos 90 metros de profundidade.

O pinguim-de-magalhães vive e reproduz-se em colónias muito populosas que partilham com outras espécies de pinguim, em particular com o pinguim-saltador-da-rocha nas Ilhas Malvinas. As aves são bastante fiéis a esses locais e há colónias na Argentina com mais de cem anos de história de ocupação. Durante a época de reprodução, que vai de setembro a fevereiro, os pinguins-de-magalhães formam casais monogâmicos que partilham a incubação e cuidados parentais. Os ninhos são construídos no chão à superfície ou em pequenas tocas. A fêmea põe dois ovos brancos que levam entre 39 a 42 dias a incubar. As crias são alimentadas por ambos os pais durante os dois meses seguintes, tornando-se independentes logo em seguida.

As populações de pinguins-de-magalhães sofreram um decréscimo de 20% ao longo das duas últimas décadas, em especial nas Malvinas, mas, apesar disso, o União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais classifica a espécie como tendo um baixo risco de extinção.

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Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2º edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 331.
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2º edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 331.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]