Pintura do Renascimento

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O Nascimento de Vénus, Sandro Botticelli, c. 1485, Têmpera sobre tela, 172.5 x 278.5 cm, Uffizi, Florença.

A definição de Pintura renascentista surge na Itália durante o século XV e funda um espírito forjado de ideais novos e forças criadoras. Desenvolve-se nas cidades italianas de Roma, Nápoles, Mântua, Ferrara, Urbino e, sobretudo, em Florença e Veneza (principais centros que possuíam, entre os séculos XV e XVI, condições económicas, políticas, sociais e culturais propícias ao desenvolvimento das artes como a pintura).

Não se pode dizer, no entanto, que seja um estilo na verdadeira acepção do termo, mas antes uma arte variada definida pelas individualidades que lhe transmitiram características estilísticas, técnicas e estéticas distintas.

As raízes baseiam-se na Antiguidade Clássica (tomadas a partir da cultura e mitologia grega e romana, e dos vestígios quer arquitectónicos quer escultóricos existentes na península itálica) e na Idade Média (captadas em sentido evolutivo e sobretudo da obra de Giotto que teve na sua arte do século XIII, o pronúncio dos princípios orientadores da pintura do Renascimento).

Princípios orientadores[editar | editar código-fonte]

Esses princípios orientadores são:

  • a conquista de um espaço cénico, agora suportado por princípios matemáticos e pela perspectiva linear científica;
  • o desenho passa a ser tratado como uma representação naturalista ou idealizada dos elementos do Universo.

Elementos[editar | editar código-fonte]

Elementos Técnicos[editar | editar código-fonte]

Nos elementos técnicos pode-se incluir:

  • perspectiva rigorosa e científica, que permite um tratamento real do espaço e da luz;
  • pintura a óleo, que apareceu em Itália em meados do século XV, devido às trocas comerciais a partir de Veneza com a Flandres. Substituiu-se, gradualmente, as técnicas da têmpera e do fresco para a pintura a óleo que ao possuir maior tempo de secagem, permitiu a elaboração de modelados e velaturas;
  • a utilização de novos pigmentos aglutinantes (como o óleo) que possibilitava novas associações e graduações da cor;
  • novos suportes como a tela e o cavalete que facilitaram a difusão das correntes estéticas uma vez que permitiram uma circulação mais fácil das obras.
  • Tecnica do sfumato, técnica da graduação de cor e da transição suave da sombra para a luz

Elementos formais[editar | editar código-fonte]

Nos elementos formais inclui-se:

Renascimento Italiano[editar | editar código-fonte]

Renascimento Flamengo[editar | editar código-fonte]

Maneirismo[editar | editar código-fonte]

Artistas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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