Pipoca

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Como ler uma caixa taxonómicaMilho
Grãos de milho-pipoca
Grãos de milho-pipoca
Pipoca estourada
Pipoca estourada
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Poales
Família: Poaceae
Subfamília: Panicoideae
Tribo: Maydeae
Género: Zea
Espécie: Z. mays
Variedade: Z. m. var. everta
Nome trinomial
Zea mays L. everta
(Sturtev.) L.H. Bailey.

Pipoca é um prato feito a partir de uma variedade especial de milho (Zea mays everta), que estoura quando aquecido, ao aquecermos os grãos de milho de maneira rápida, a umidade interna é convertida em vapor. Num determinado ponto, a pressão estoura a casca externa, transformando a parte interna numa massa pouco consistente de amidos e fibras, maior do que o grão original.

Índice

[editar] Descrição

O milho cultivado para a produção de pipoca é de uma variedade especial, com espigas menores que as do milho tradicional. Seus grãos podem aparecer em vários formatos (achatados, pontiagudos, etc.) e cores (como amarelo, branco, rosa, roxo, etc.). Apresenta como característica grãos pequenos contendo amido duro ou cristalino que possui a propriedade de estourar quando submetidos ao aquecimento, originando a popular pipoca. Algumas espécies cultivadas: Zélia e Colorado pop-1. Semeada normalmente nos meses de setembro a novembro (primavera na maior parte da América do Sul).

[editar] Cultivo

Com espaçamento de 0,8 m entre linhas e 0,2 m entre plantas, normalmente usa-se entre 10 a 15 Kg/ha de sementes. Colheita, manual ou mecânica, com os grãos em torno de 16-18% de umidade. O milho-pipoca deve ser comercializado com teor de umidade em torno de 12 a 13%.

[editar] História

A pipoca surgiu na América há mais de mil anos. Os primeiros europeus que chegaram ao continente descreveram a pipoca, desconhecida para eles, como um salgado à base de milho usado pelos índios tanto como alimento quanto como enfeite para o cabelo. Sementes de milho usadas para fazer pipoca foram encontradas por arqueólogos não só no Peru, como também no atual Estado de Utah, nos Estados Unidos, o que sugere que ela fazia parte da alimentação de vários povos americanos. Sabe-se, porém, que inicialmente os índios preparavam a pipoca com a espiga inteira sobre o fogo. Depois, eles passaram a colocar só os grãos sobre as brasas - até inventarem um método mais sofisticado: cozinhar o milho numa panela de barro com areia quente.

A pipoca já era vendida em feiras e parques nos Estados Unidos no século XIX. No fim desse período, surgiram os primeiros cinemas americanos, e, com eles, vieram os ambulantes e seus carrinhos com pipoca e guloseimas, mistura de pipoca, amendoim e açúcar queimado. No começo, os donos dos cinemas torciam o nariz e achavam que a pipoca distraía os espectadores dos filmes.

Durante a Grande Depressão, a pipoca era relativamente barato e se tornou popular. Assim, o negócio da pipoca prosperou e se tornou uma fonte de renda para alguns agricultores em dificuldades.

Hoje, nos Estados Unidos, as vendas de pipoca chegam a 45% dos lucros dos cinemas. Os americanos consomem, por ano, 15,12 bilhões de toneladas de pipoca, cerca de 51 toneladas por pessoa. No Brasil, são 80 mil toneladas anualmente.

Informação nutricional de Pipoca
Porção de: 25g (1 xícara)
Quantidade
por porção
VD%
Valor energético 78 cal 4%
Proteínas 2,7 g 4%
Carboidratos 17 g 6%
Gorduras Saturadas <1 g <1%
Gorduras Trans <1 g ou 0g *
Fibra Alimentar 3,0 g 12%
Sódio 18 mg 1%
Cálcio <8 mg <1%
Ferro 0,36 mg 3%

Referências

[editar] Ligações externas

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