Pirâmide Vermelha

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Pirâmide Vermelha
Detalhes do teto maçico da câmara de enterro principal

A Pirâmide Vermelha, assim chamada pela cor rubro-clara da sua superfície exposta de granito (é chamada de el-haram el-watwat — a pirâmide do morcego — no local), é a maior das três principais pirâmides localizadas na necrópole de Dahshur, e é a terceira maior pirâmide egípcia, após as de Quéops e Quéfren em Gizé. Quando foi terminada, era a maior estrutura criada pelo ser humano no mundo. Também se acredita que ela foi a primeira "verdadeira" pirâmide com lados lisos do mundo. Originalmente, ela foi coberta com blocos de pedra calcária polida, mas só uns poucos destes permanecem, na base da pirâmide.

Ela foi construída durante o reinado do faraó Sneferu, e alguns sugerem ter sido local de seu descanso final. É localizada a aproximadamente um quilômetro ao norte da pirâmide curvada. Ela é construída com o mesmo ângulo raso de 43 graus, assim como a seção superior da pirâmide curvada, o que lhe dá uma aparência visivelmente mais baixa do que a das outras pirâmides egípcias de escala comparável.

Arqueólogos especulam que a razão para isso pode ser um resultado de crises de engenharia experimentadas durante a construção das duas mais recentes pirâmides de Sneferu. A primeira dessas, a pirâmide em Meidum desmoronou na antiguidade, enquanto que a segunda — a pirâmide curvada — teve seu ângulo de inclinação dramaticamente alterado — de 52 para 43 graus.

Alguns arqueólogos agora acreditam que a pirâmide de Meidum foi a primeira tentativa de construir uma pirâmide com lados lisos, e que ela pode ter desabado quando a construção da pirâmide curvada já estava em prosseguimento — e que esta última pode ter começado a mostrar sinais alarmantes de instabilidade, como evidenciado pela presença de largas estacas de madeira que suportam as câmaras internas. O resultado disso foi a mudança de inclinação da pirâmide curvada, e o começo atrasado da Pirâmide Vermelha a uma inclinação conhecida por ser menos suscetível a instabilidade e, portanto, menos suscetível a um colapso catastrófico.

Dias modernos[editar | editar código-fonte]

Um raro "piramidão", ou espigão, para a Pirâmide Vermelha foi descoberto e reconstruído, e agora está à mostra em Dahchur — porém, não está claro se ele foi realmente usado alguma vez, já que seu ângulo de inclinação difere daquele para qual aparentemente a pirâmide foi pensada.

A Pirâmide Vermelha é uma das muito poucas em que é possível ser escalada por dentro. A entrada alta no lado norte permite o acesso a uma longa passagem de 62m (200 pés) que é inclinada para baixo em um ângulo de cerca de 27º. Esta passagem mede aproximadamente 91cm (3 pés) de altura e 1.23m (4 pés) de largura. Não é recomendada para quem sofre algo além de uma leve claustrofobia. A presença de morcegos causa um cheiro forte de amônia, o que faz ser um alívio chegar a superfície. Uma vez alcançado o fim da passagem, a pessoa entra, através de um corredor curto, na primeira câmara, que tem uma altura de 12.3m (40 pés). É um bom exemplo de teto sustentado por mísulas, com onze camadas de blocos de pedra. No parte sul da câmara, outro corredor curto leva à segunda câmara, que tem dimensões similares às da primeira e também exibe o teto sustentado por mísulas. Esta câmara encontra-se bem abaixo do topo da pirâmide. Uma escada de madeira na parte sul desta câmara leva à terceira e última câmara. Acredita-se que esta seja a câmara do enterro. Esta também exibe um teto sustentado por mísulas e tem uma altura de cerca de 15.24m (50 pés). Leonardo prado

Para ler[editar | editar código-fonte]

  • Verner, Miroslav, "The Pyramids – Their Archaeology and History", Atlantic Books, 2001, ISBN 1-84354-171-8