Piraí do Norte

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Município de Piraí do Norte
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 24 de fevereiro de 1989
Gentílico piraiense
Prefeito(a) Heráclito Menezes Leite (PMDB)
(2009–2012)
Localização
Localização de Piraí do Norte
Localização de Piraí do Norte na Bahia
Piraí do Norte está localizado em: Brasil
Piraí do Norte
Localização de Piraí do Norte no Brasil
13° 45' 43" S 39° 22' 44" O13° 45' 43" S 39° 22' 44" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Sul Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Valença IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Ituberá, Gandu, Igrapiúna, Ibirapitanga
Distância até a capital Não disponível
Características geográficas
Área 227,638 km² [2]
População 9 835 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 43,2 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,533 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 25 958,899 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 892,36 IBGE/2008[5]
Página oficial

Piraí do Norte é um município do estado da Bahia, no Brasil. Sua população estimada em 2004 era de 8 714 habitantes. Localiza-se a 320 km da capital estadual. Foi emancipada em 1989. Possui 228,5 km² e uma população de aproximadamente 9 835 habitantes. Sua principal fonte de renda é a cultura do cacau.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo "Piraí" provém da língua tupi, significando "rio dos peixes", através da junção de pirá (peixe) e 'y (rio)[6] . A expressão "do Norte" foi acrescentada para diferenciar o município do município de Piraí, no estado do Rio de Janeiro.

Origem[editar | editar código-fonte]

Antiga Capela do Rio do Peixe, o município de Piraí do Norte deve seu surgimento à escolha de sua área como ponto de parada das tropas que faziam o transporte de mercadorias diversas oriundas das cidades situados no litoral, especialmente Santarém e Valença, para as demais cidades da região.

Em virtude dos perigos de se viajar à noite, era mais prudente pernoitar naquela rancharia e seguir viagem no dia seguinte. A adoção desse povoado como ponto de apoio foi uma das razões que fizeram com que começasse a surgir um pequeno arruado.

A localização geográfica da rancharia foi fator contributivo para que a mesma evoluísse para um povoado, pois ela ficava a exato meio dia de viagem vindo de Gandu e a um dia vindo de Santarém, além de contar com uma infraestrutura ideal para os tropeiros, ou seja, água e pasto farto.

Existem algumas controvérsias sobre quem foi o primeiro habitante, mas alguns creditam o pioneirismo a Manoel Romualdo Santana, que teria construído a primeira habitação permanente na cidade. Logo depois, teriam chegado alguns caboclos e também o seu primeiro comerciante, João Soares Silva.

Naquela época, aquele arruado deixava de ser um mera rancharia para se tornar um pequeno entreposto de mercadorias, já que João Soares atuava no ramo de tecidos, secos e molhados, compra e venda de produtos da região, daí inferindo-se que outras pessoas acorriam aquele arruado, além dos tropeiros oriundos das cidades do litoral.

Os padres logo ergueram uma capela para catequese dos índios que passavam por aqui, vindos da região onde se localiza hoje a cidade de Ibirapitanga, antiga Cachoeira do Pau, e dos tropeiros, cada vez em número maior. Após a construção da capela, o arruado passou a ter um nome, sendo denominado Capela do Rio do Peixe, por ser a principal edificação e ficar ao lado de um rio muito piscoso.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 25 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. Ática. 2005. p. 42.
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