Piracuruca

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Município de Piracuruca
Bandeira de Piracuruca
Brasão de Piracuruca
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 28 de dezembro
Fundação 28 de dezembro de 1889 (124 anos)
Gentílico piracuruquense
Prefeito(a) Raimundo Alves Filho (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Piracuruca
Localização de Piracuruca no Piauí
Piracuruca está localizado em: Brasil
Piracuruca
Localização de Piracuruca no Brasil
03° 55' 40" S 41° 42' 32" O03° 55' 40" S 41° 42' 32" O
Unidade federativa  Piauí
Mesorregião Norte Piauiense IBGE/2008[1]
Microrregião Litoral Piauiense IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Cocal, Caraúbas do Piauí, Brasileira, Batalha, São João da Fronteira, Cocal dos Alves e São José do Divino
Distância até a capital 196 km
Características geográficas
Área 2 380,511 km² [2]
População 27 548 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 11,57 hab./km²
Altitude 60 m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,609 médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 85 789,320 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 254,40 IBGE/2008[5]
Página oficial

Piracuruca é um município do estado do Piauí, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 03º 55' 41" sul e a uma longitude 41º 42' 33" oeste, estando a uma altitude de 60 metros. Sua população estimada em 2004 era de 26 754 habitantes.

Em Piracuruca, fica localizado o Parque Nacional de Sete Cidades.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Piracuruca" é um termo de origem tupi que significa "peixe resmungão", através da junção dos termos pirá (peixe) e kuruk (resmungar)[6] . É uma referência ao Rio Piracuruca, que corta a cidade.

Localização[editar | editar código-fonte]

Está localizado no norte do estado do Piauí, no Brasil. A distância entre a sede e a capital do estado, Teresina é de 196 quilômetros, que podem ser vencidos em três horas e meia de carro, com acesso pela BR-343 ou pela PI-115.

História[editar | editar código-fonte]

O município de Piracuruca encontra-se na Região Nordeste do Brasil. Sua história ainda é pouco pesquisada, repleta de mitos e lendas. Não se sabe a data da criação da Freguesia de Nossa Senhora do Monte do Carmo de Piracuruca. Mas, de acordo com o historiador padre Cláudio Melo em seu livro "Fé e Civilização", provavelmente aconteceu em 1722 ou em 1723, em razão do desmembramento da Freguesia do Surubim (Campo Maior). É provável que o primeiro sacerdote católico tenha sido o padre João da Costa Pereira, sesmeiro e desbravador do século XVII. Sabe-se que, em 1732, o padre José Lopes Pereira iniciou suas atividades, interrompendo-as em 1742, quando foi transferido para a recém-criada Freguesia do Desterro do Piauí. Segundo o padre Cláudio Melo, o vigário José Lopes Pereira ainda retornou em dois períodos: de 1763 a 1767; e o último, de 1772 a 1780. Durante seu exercício, foi auxiliado por frades carmelitas e outros missionários.

A ocupação da área de sua jurisdição (Brejo, Maranhão; Parnaíba; Buriti dos Lopes; Bom Princípio do Piauí; Batalha; Pedro II; Domingos Mourão; Milton Brandão; Lagoa de São Francisco; Piracuruca; Cocal; Cocal dos Alves; São José do Divino; Brasileira; São João da Fronteira) está relacionada com o fim do período holandês no Recife, em 1654, decorrendo na migração dos tabajaras, liderados pela família Camarão, para a serra da Ibiapaba; o povoamento de cristãos-novos, judeus convertidos, e demais degredados (ciganos, inclusive) por determinação da Coroa portuguesa, oriundos de Portugal e dos Açores; a construção das estradas de ligação entre o Maranhão e o Ceará; a revolta de Beckman, irmãos cristãos-novos, donos de engenho no Maranhão; o aldeamento dos jesuítas em Viçosa do Ceará, na serra da Ibiapaba; a atuação de bandeirantes paulistas (capitão-mor, mestre do campo da conquista do Piauí, Francisco Dias de Siqueira, conhecido como "O Surdo" ou "O Apuçá", auxiliado por João Pires de Brito; capitão-mor João Amaro Maciel Parente), baianos (capitão-mor Bernardo de Carvalho e Aguiar, Coronel Pedro Barbosa Leal); e maranhenses (Capitão-mor do Maranhão Vital Maciel Parente) e pernambucanos (capitão-mor Antônio da Cunha Souto Maior, mestre da conquista do Piauí e do Maranhão); a ação evangelizadora de missionários de várias ordens religiosas: mercedários, carmelitas e jesuítas, por exemplo.

A data do início da construção da Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo é ignorada. A história corrente na região diz que ela está associada aos irmãos Manuel Dantas Correia e José Dantas Correia. Porém, desconhece-se se os dois tinham alguma ligação com os carmelitas e mercedários que atuavam no norte do Piauí. Uma de suas primeiras imagens, Nossa Senhora do Monte Serrate, fora trazida da Ermida de Nossa Senhora do Monte Serrate, construída em 1711 pelo Coronel Pedro Barbosa Leal na Vila Velha da Parnaíba, em razão do aumento dos ataques dos tremembés à região, no começo do segundo decênio do século XVIII.

A freguesia de Nossa Senhora do Monte do Carmo tornou-se vila de Nossa Senhora do Carmo da Piracuruca através de Decreto Regencial em 6 de julho de 1832, e foi emancipada politicamente, elevando-se à categoria de cidade pelo Decreto Estadual nº 1, de 28 de dezembro de 1889.

Piracuruca é um nome tupi que significa "peixe que ronca". A cidade foi fundada a partir de antiquíssima fazenda de gado, situada às margens do rio do mesmo nome, na rota da passagem de colonizadores que, do Ceará, adentravam pela terra dos índios tocarijus rumo ao Maranhão.

A cidade guarda, até hoje, a aparência da arquitetura do tempo colonial e destaca-se pela hospitalidade do seu povo. A economia baseia-se na pecuária e no extrativismo da carnaubeira, palmeira nativa que produz resinas vegetais de larga aplicação na indústria.

Lista de ex-prefeitos de Piracuruca[editar | editar código-fonte]

Alguns prefeitos de Piracuruca ( lista a completar).

Luís de Brito Melo, Raimundo da Silva Ribeiro, Torquato Pereira de Araújo, José Mendes de Morais, Franklin de A. Fontenelle, Gonçalo Rodrigues Magalhães, Adelino Fortes de M Melo, Raimundo Gomes Machado, Raimundo Alves Filho, Alcides Cardoso de Araújo, Raimundo Vieira de Brito (ex-gestor).

Potencialidades[editar | editar código-fonte]

O município de Piracuruca apresenta muitas potencialidades no setor primário, devido principalmente a sua riquíssima biodiversidade natural, ou seja, várias são as possibilidades ecológicas encontradas dentro dos limites da cidade.

Encontramos grande diversidade de vegetação que variam desde áreas de mata, passando por cerrado, carrasco[desambiguação necessária] até caatinga. Os solos também apresentam bastante diversificação. Podemos encontrá-los em condições topográficas planas aptas à mecanização. Temos solos aluviais com áreas de massapê[desambiguação necessária], que garantem a sustentação e nutrição das mais variadas culturas.

As condições do município propiciam que a cajucultura seja uma grande geradora de empregos e renda bastante significativa, levando em conta que a safra ocorre nos meses mais castigados pela seca. São inúmeras as possibilidades do uso do pseudofruto na fabricação de cajuína, popa e suco concentrado, doces e outros. Sendo então, uma maneira de agregar valor aos produtos com essa exploração.

Paralelo a isso, Piracuruca tem a apicultura se desenvolvendo com muita intensidade, devido principalmente às boas floradas e a ótima qualidade dos méis obtidos, tornando o município uma referência na produção de mel na região norte do estado.

O extrativismo da cera de carnaúba, não poderia ser esquecido, uma vez que essa atividade, tanto no passado como no presente, continua sendo uma importante fonte de renda em áreas onde a atividade agrícola seria impraticável.

A agricultura de sequeiro e irrigada quando bem conduzidas, além de garantir a fixação do homem do campo à sua terra, proporciona o abastecimento da zona urbana com produtos de melhores preços e qualidade superior, assim como o fomento de toda a economia do município com boas possibilidades de exportação dos excedentes.

Perspectivas[editar | editar código-fonte]

Agroindústria[editar | editar código-fonte]

O município de Piracuruca é um dos maiores produtores de castanha de caju da região norte do estado bem como se desenvolve aceleradamente a atividade apícola, que juntos formam dois importantes vetores que viabilizam a criação de pequenas indústrias do setor.

A administração municipal busca resgatar esta viabilidade e proporcionar incentivo a investimentos nesta área, que seguramente será um forte gerador de empregos.

Agricultura familiar[editar | editar código-fonte]

A barragem do rio Piracuruca, que acumula 250 000 000 de metros cúbicos de água, oferece, em suas margens, a fantástica oportunidade de fixação de pequenos lotes onde centenas de famílias podem produzir legumes e verduras durante o ano inteiro, além de possibilitar a piscicultura em tanques-rede.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O potencial turístico do município de Piracuruca encontra-se nas belezas naturais e arquitetônicas, o Complexo Turístico Prainha, Barragem, Parque Nacional de Sete Cidades, Parque Ambiental Henriqueta Fortes de Cerqueira, dentre outras. A arquitetura e os casarões do centro da cidade, a monumental igreja matriz construída de pedra em estilo barroco e a rica história da cidade formam um conjunto de belezas que enchem os olhos de quem vem conhecer a cidade.

Biblioteca[editar | editar código-fonte]

A biblioteca Pública Municipal funciona no Espaço Jovem sediado no prédio do Padre Sá Palácio, localizada na Praça Irmãos Dantas, onde também funciona academia pública, aulas de música, e emissão de documentos de identificação.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Baci-4s.jpg O município possui sítio arqueológico (arte rupestre brasileira) de interesse histórico e turístico!
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