Piraquara

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Município de Piraquara
Centro Histórico de Piraquara

Centro Histórico de Piraquara
Bandeira de Piraquara
Brasão de Piraquara
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 29 de janeiro de 1890 (121 anos)
Gentílico piraquarense
Lema
Prefeito(a) Gabriel Jorge Samaha (Partido Popular Socialista)
(20092012)
Localização
Localização de Piraquara
Localização de Piraquara no Paraná
Piraquara está localizado em: Brasil
Localização de Piraquara no Brasil
25° 26' 31" S 49° 03' 46" O25° 26' 31" S 49° 03' 46" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Metropolitana de Curitiba IBGE/2008 [1]
Microrregião Curitiba IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Curitiba
Municípios limítrofes Quatro Barras (norte), São José dos Pinhais (sul), Morretes (leste) e Pinhais (oeste)
Distância até a capital Não disponível
Características geográficas
Área 227,560 km² [2]
População 93 279 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 409,91 hab./km²
Altitude 897 m
Clima Temperado Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,744 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 389 803,393 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 531,97 IBGE/2008[5]

Piraquara é um município da Grande Curitiba, no estado do Paraná, no Brasil. Sua população, segundo a contagem realizada em 2010 pelo Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 93 279 habitantes.

Piraquara, com seus mananciais, é área de proteção ambiental e responsável por cinquenta por cento do abastecimento de água da grande Curitiba. Atualmente, abriga o maior complexo penitenciário do Paraná. O atual prefeito é Gabriel Jorge Samaha, do Partido Popular Socialista. O aniversário da cidade é em 29 de janeiro e seu padroeiro é Senhor Bom Jesus dos Passos. Piraquara realiza ainda, uma vez por ano, a Festa do Carneiro no Rolete.

Índice

[editar] Etimologia

Piraquara, segundo Silveira Bueno, é vocábulo indígena que significa "toca dos peixes". Do tupi pirá: peixe e kûara, buraco, cova, cavidade, esconderijo[6]. Outra interpretação traduz como "comedor de peixe", isto é, o pescador. De pira: peixe; e guara: comedor.

[editar] História

A procura pelo ouro, que enchia as "burras reais" de Portugal, foi principal motivo da intensa movimentação no planalto curitibano, a partir do século XVII. Das minas de ouro do Arraial Grande se originou São José dos Pinhais e mais tarde Piraquara.

No início do século XVIII, o capitão Manoel Picam de Carvalho, mineiro da Vila de Paranaguá, se estabeleceu no planalto e deu início a uma lavra mineradora. Neste sítio de Manoel Picam foram lançados os fundamentos históricos do atual município de Pirarquara. Em 1731 Picam vendeu a área, que incluía a lavra, roças e criações, capitão Antonio Esteves Freire e dª Isabel da Serra. O preço negociado foi de 500$000 (quinhentos mil réis).

Igreja de Bom Jesus dos Passos; em 1898 a Baronesa do Cerro Azul doou a imagem do padroeiro.
Antiga estação ferroviária.

Nesta época, início de povoamento dos Campos de Curitiba, proliferavam muitas fazendas, que ajudavam-se mutuamente, para superar os problemas inerentes aos padrões da época. Registravam-se as propriedades do capitão Manoel Gonçalves Cadeixa, Manoel Cordeiro Cardoso, sargento-mor Manoel do Vale Porto, Manoel Rodrigues Tomaz e do capitão João Rodrigues França.

Na lavra iniciada por Manoel Picam, houve expressiva sucessão de proprietários, mas o progresso efetivo veio somente com a chegada dos trilhos de aço da estrada de ferro, que ligou Curitiba a Paranaguá. Foi um período áureo.

Pela Lei Provincial nº 836, de 9 de dezembro de 1885, foi criada a freguesia de Piraquara, sob a invocação do Senhor Bom Jesus dos Passos. A freguesia cresceu, se firmou, e para isto contribuiu o fluxo imigratório de 850 italianos e tiroleses em 1878.

Em 10 de janeiro de 1890, pelo Decreto Estadual nº 17, Piraquara eleva-se a categoria de vila, com a denominação de Deodoro, homenagem ao então presidente da República, e sete dias após a nível de município pelo Decreto nº 25.

A instalação oficial se deu no dia 29 de janeiro de 1890, quando foram empossados o chefe do executivo e os camaristas. Em abril de 1929, a denominação Deodoro foi alterada para a tradicional Piraquara, e no dia 31 de março de 1938 recebe foros de cidade.

[editar] Economia

Antigo armazém de carga da Rede Ferroviária, atualmente é Centro Comercial.
Remanescente da mata das araucárias, na entrada da cidade.

A estação de trem, aberta em 1885, fez surgir em seu entorno o povoado: serrarias e engenhos de mate ali se instalaram. As araucárias, abundantes na região, foram durante muito tempo o principal motivador econômico.

Contudo, na atualidade, o município possui um dos mais baixos IDHs da Grande Curitiba e caracteriza-se como cidade dormitório. Por situar-se na área de proteção ambiental da Bacia do Rio Iraí, as atividades industriais da cidade possuem inúmeras restrições legais e ambientais, o que acaba limitando o desenvolvimento econômico do município.

Nos últimos anos a cidade tem investido no turismo de aventura e no agroturismo, além de fazer parte da Rota do Pinhão.

[editar] Órgãos de Comunicação

Piraquara possui quatro jornais locais, além de outros de circulação nacional e estadual que podem ser encontrados. Os quatro jornais produzidos no próprio município são: Tribuna dos Mananciais (o mais antigo em circulação), o jornal Classideal (que estava sediado em Quatro Barras, mas transferiu-se para Piraquara e circula, principalmente no município), e o Diário de Piraquara (o único diário produzido na cidade e que é disponibilizado em site do mesmo nome, mas que também circula em versão impressa - www.diariodepiraquara.com.br). Recentemente foram criados os jornais É Notícia, Nascentes do Iguaçú e Folha Seca, todos com circulação no município.

[editar] Pontos de interesse

Restaurante Obra Prima - construção de 1923.
Centro Histórico

No Centro Histórico de Piraquara é possível conhecer as antigas casas dos operários da estrada de ferro que corta o centro da cidade, além dos antigos prédios como o Armazém, o Casario, a antiga Prefeitura a igreja Matriz.

Circuito Trentino

A cidade foi o único município paranaense a receber imigrantes do Trento; a Colônia Imperial Santa Maria do Novo Tirol da Boca da Serra foi fundada em 1878, por 59 famílias trentinas. Neste local é possível conhecer as tradições dos antigos imigrantes, resgatando a cultura e as tradições de tal região, além do intercâmbio tecnológico e o agroturismo.

Festa do Carneiro no Rolete

Evento que ocorre na Colônia Santa Maria do Novo Tirol, o almoço oferece pratos típicos como paleta, linguiça, risoto e sanduíche com hambúrguer de carne de carneiro. À tarde é oferecido café colonial. Uma missa na Igreja Nossa Senhora da Assunção também faz parte da festa além de shows com músicos locais e feira de produtos como queijo, linguiça, vinho, mel, conservas, geléias e sucos.

Baile do Pato

Esta casa de baile foi criada em 1958 por Heinrich de Souza. Tem esse nome devido à comida servida: pato assado. Heinrich, descendente de alemães, era conhecido como Seu Souza e faleceu em 2002. A posse da casa passou então a seus sobrinhos. Na Região metropolitana de Curitiba da década de 1980, os bailes ali realizados tinham grande afluxo de público, podendo ser considerados uma típica manifestação cultural de então, que persiste nos dias de hoje.

[editar] Ligações externas

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
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