Pirataria de software

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A pirataria de software refere-se a práticas que envolvem cópias de software não autorizadas. Muitos países têm leis de combate à pirataria, mas a aplicação dessas leis pode variar. O estudo global sobre pirataria de 2002 da Business Software Alliance relata que dois entre cada cinco aplicativos de software de empresas em uso, no mundo todo, não têm licença ou são roubados. Em alguns países ou regiões, até nove de cada dez aplicativos de software de empresas em uso não têm licença ou são roubados. Quando um consumidor decide usar uma cópia não autorizada de um programa de software, ele perde seu direito ao suporte, à documentação, às garantias e às atualizações periódicas fornecidas pelo fabricante do software. Além disso, software pirata pode conter vírus com potencial para danificar o disco rígido do cliente e o seu conteúdo. Finalmente, se o software for copiado ilegalmente na empresa, o próprio cliente e a empresa em que ele trabalha estarão se expondo a risco legal por piratear um programa protegido por leis de direitos autorais.

Leis existentes e propostas[editar | editar código-fonte]

Demonstração na Suécia em apoio à pirataria de software, 2006.
Logotipo do The Pirate Bay

Na maioria dos países, os direitos dos programas não excedem qualquer período de vida útil que pode ter um programa, em geral 70 anos. Os computadores mais antigos do mundo ainda em atividade têm menos de 40 anos de existência. As mudanças, sistemas operacionais, ambientes de rede, fazem com que os softwares se tornem obsoletos muito antes de decorridos 70 anos.

A lei no Brasil considera a pirataria como crime, estando sujeita às sanções previstas na Lei 10.695, de 01/07/2003.

Defesas das empresas[editar | editar código-fonte]

Para evitar pirataria de software, as empresas geralmente utilizam recursos de ativação online de seus produtos. O Windows, da Microsoft, é um exemplo. Ele usa um sistema de ativação que assimila o Cd Key do Produto com o hardware do computador, criando uma identificação exclusiva de instalação que permite reinstalar o Windows várias vezes em um mesmo computador.

Há outros recursos semelhantes a esse em programas comerciais de váriadas empresas. Mas isso não impede que criminosos continuem com a pirataria de software. A maioria deles consegue liberar informações pela internet para quebrar esses sistemas de ativação e continuar suas atividades.

Efeitos da pirataria na cultura digital[editar | editar código-fonte]

O compartilhamento de arquivos P2P diminuiu o conhecimento necessário para adquirir grandes quantidades de informação. Grandes redes foram criadas para compartilhamento de arquivos, mas podem ser usada para transferência de produtos piratas. Pode ser difícil a identificação de conteúdos protegidos por direitos autorais, uma vez que os usuários podem modificar o nome e o conteúdo do material compartilhado.

Cópias ilegais de software são vistas por certos produtores de softwares como "menos mal" que comprar ou copiar ilegalmente software de um competidor. Jeff Raikes, executivo da Microsoft, afirmou que "se estão pirateando algo, preferimos que seja de nós mesmos do que de qualquer outro".[1] .

Traian Băsescu, presidente da Romênia, afirmou que a pirataria auxilia à geração mais jovem a descobrir os computadores.[2]

A Microsoft admite que a pirataria do Windows auxiliou grandemente na participação do mercado na China, e que se torna mais fácil de obter lucro quando os usuários legalizam as cópias. Bill Gates afirmou: "É mais fácil para nosso software competir com o Linux quando há pirataria do que quando não há"[3] .
A pirataria é a transferência de ficheiros de forma ilegal para o computador, varios desses sites foram bloqueados, porém, ainda a muitos por toda a web.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. (em inglês) Ars technica
  2. (em inglês) Nathan Davis. Thanks for letting us pirate. 5 February 2007. (em inglês)
  3. Piracy: Look for the Silver Lining, The Economist, edição de 19 a 25 de julho de 2008