Pisco (licor)

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Pisco do Peru
Pisco do Peru
Pisco do Chile

Pisco é o nome do aguardente de uva, produzido no Peru. É baseado fundamentalmente na destilação do mosto proveniente de uvas, seguindo práticas tradicionais estabelecidas inicialmente no vale de Pisco e posteriormente nas regiões de Lima, Ica, Arequipa, Moquegua e Tacna. Trata-se de um termo pre-hispânico (quechua) que significa "ave" ou "pássaro".

Desde mediados do seculo XVI (1574), os espanhóis começaram a utilizar o nome Pisco quando os monges da costa intensificaram a produção do aguardente de uva peruano, produto que rápidamente se converteu numa bebida popular por suas características muito particulares como o fato de ser incoloro e de ter um alto grau alcóolico.

Uma outra variedade de aguardente de uva é produzida no Chile, porém o processo de destilação, componentes e grau alcóolico é diferente, não correspondendo à qualidade do pisco produzido no Peru.

Para o pisco do Peru as variedades de uvas principalmente utilizadas são as denominadas Quebranta, Uvina, Mollar e Negra para os piscos "não aromáticos", enquanto que Albilla, Itália, Moscatel e Torontel são para os piscos "aromáticos" e uma mistura de diversas uvas para o que em termos gerais se chama pisco "acholado". Uma variedade que se encontra no Peru procedendo à destilação dos mostos que não terminaram a fermentação se denomina "mosto verde".

No exemplo do aguardente chileno, a uva usada é a moscatel, em variedades diversas, e, a pouca extensão, Pedro Jiménez e torontel.

Existe uma diferença histórica entre o Peru e o Chile sobre a exclusividade de usar o nome. Enquanto o Peru defende que é uma denominação de origem (similar a Champagne, por exemplo) qual somente pode usar o termo "pisco" aquele produzido no Peru, o Chile discute que é um nome genérico (como vinho ou uísque). Essa interpretação fez com que alguns aguardentes de uva produzidos no Chile também sejam denominados pisco.


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