Pitanga

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Como ler uma caixa taxonómicaPitanga
Eugenia uniflora fruits.jpg

Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Myrtales
Família: Myrtaceae
Género: Eugenia
Espécie: E. uniflora
Nome binomial
Eugenia uniflora
L. 1753
Sinónimos
Eugenia brasiliana (L.) Aubl.

Eugenia costata Cambess.
Eugenia indica Nicheli
Eugenia lacustris Barb. Rodr.
Eugenia michelii Lam.
Eugenia microphylla Barb. Rodr.
Eugenia parkeriana DC.
Myrtus brasiliana L.
Plinia pedunculata L. f.
Plinia rubra L.
Stenocalyx affinis O. Berg
Stenocalyx brunneus O. Berg
Stenocalyx dasyblastus O. Berg
Stenocalyx glaber O. Berg
Stenocalyx impunctatus O. Berg
Stenocalyx lucidus O. Berg
Stenocalyx michelii (Lam.) O. Berg
Stenocalyx strigosus O. Berg
Stenocalyx uniflorus (L.) Kausel

A pitanga é o fruto da pitangueira, ou Eugenia uniflora L., dicotiledônea da família Myrtaceae. Tem a forma de drupa globosa e carnosa, com as cores vermelha (a mais comum), amarela ou preta[1] . Na mesma árvore, o fruto poderá ter desde as cores verde, amarelo e alaranjado até a cor vermelho intenso de acordo com o grau de maturação.

Existe outra espécie, homônima a Eugenia uniflora O. Berg, descrita em 1857, e renomeada Eugenia lineatifolia (O. Berg) Mattos em 1993[2] .

Este fruto não é produzido comercialmente, pois, quando maduro, fica muito tenro e danifica-se facilmente com o transporte, apresentando grande fragilidade. Apesar disto, é apreciado no Brasil, por ser muito saboroso, além de ser rico em cálcio[1] .

Pitangueira[editar | editar código-fonte]

Pitangueira
Flores da pitangueira

A pitangueira é uma árvore nativa da Mata Atlântica brasileira, onde é encontrada na floresta semidecidual do planalto e nas restingas, desde Minas Gerais até o Rio Grande do Sul em regiões de clima subtropical. Apesar de ser tipicamente brasileira, esta espécie atualmente pode ser encontrada na ilha da Madeira (Portugal)[1] , na América do Sul (Argentina, Bolívia, Guianas, Paraguai, Uruguai e Venezuela), América Central (incluindo Caribe), América do Norte (exceto Canadá) e África (Gabão, Angola e Madagascar)[2] .

É uma árvore medianamente rústica, de porte pequeno a médio, com 2m a 4m de altura, mas alcançando, em ótimas condições de clima e de solo, quando adulta, alturas acima de 6m [3] e até, no máximo, 12m[1] . A copa globosa é dotada de folhagem perene[1] . As folhas pequenas e verde-escuras, quando amassadas, exalam um forte aroma característico[3] . As flores são brancas e pequenas, tendo utilidade melífera (apreciada por abelhas na fabricação do mel).

A planta é cultivada tradicionalmente em quintais domésticos. O seu plantio é feito simplesmente pela colocação de um caroço de pitanga no solo ou pelo transplante de uma muda até o local adequado ou por meio do próprio fruto. Dá-se bem em quase todo tipo de solo, incluindo os terrenos arenosos junto às praias e terrenos secos. É também usada como árvore ornamental em áreas urbanas de cidades brasileiras, na recuperação de áreas degradadas de sistemas agroflorestais multiestrato e em reflorestamentos heterogêneos[1] . As pitangueiras com frutos são um ótimo atrativo para pássaros e animais silvestres em geral. Além de ser usada na medicina popular para tratar cefaleia.

A tradição popular atribui algumas qualidades terapêuticas às infusões feitas com as folhas verdes da pitangueira ("chá" de pitanga ou "chá" de pitangueira)[3] .

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra "pitanga" vem do termo tupi pi'tãg, que significa "vermelho"[4] , numa referência à cor mais comum do fruto. "Pitangueira" é uma palavra híbrida formada pelo termo "pitanga" e pelo sufixo nominativo plural "eira", do latim ariu, que significa "coleção, quantidade, relação, posse"[5] .

Em inglês britânico e norte-americano, o fruto é também conhecido como "pitanga" ou então como brazilian cherry ou surinam cherry ou "south cherry".

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f Harri Lorenzi Árvores brasileiras vol. 1, Instituto Plantarum
  2. a b Tropicos.org. Eugenia uniflora L.. Visitado em 8 de setembro de 2009.
  3. a b c Chá & Cia. Pitanga - Eugenia uniflora L.. Visitado em 9 de setembro de 2009.
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 341
  5. CityBrasil. História da Cidade de Pitangueiras. Visitado em 8 de setembro de 2009.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Pitanga