Caio Plínio Segundo

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Plínio, o Velho.

Caio Plínio Segundo, em latim Gaius Plinius Secundus (Como, 23Stabia, 79), conhecido também como Plínio, o Velho, foi um naturalista romano.[1]

[editar] Biografia

Era filho de um equites, cavaleiro romano, e da filha do senador Gaius Caecilius de Novum Comum. Por vezes se confunde o local de seu nascimento com Verona.

Autor clássico, no ano de 77 escreveu "Naturalis Historia", um vasto compêndio das ciências antigas distribuído em trinta e sete volumes,[1] dedicado a Tito Flávio, futuro imperador de Roma.

Talvez o naturalista mais importante da Antigüidade,[1] afirmava que "a diversidade de copistas, e os seus comparativos graus de habilidade, aumentam consideravelmente os riscos de se perder a semelhança com os originais". E explicava que "as ilustrações são propensas ao engano, especialmente quando é necessário um grande número de tintas para imitar a natureza". Por essas razões, recomendava, os autores devem se "limitar a uma descrição verbal" da natureza.

Almirante da frota de Miseno, faleceu nesse cargo enquanto, ao tentar observar, como naturalista, a erupção do vulcão Vesúvio em 79,[1] também tentava salvar os habitantes da costa que fugiam.

Residindo a trinta quilômetros de Pompeia, foi surpreendido pela explosão do vulcão,[1] uma vez que, até aquela data, a única coisa que havia registrado sobre o assunto foram as marcas de queimado no topo do Vesúvio. Para saciar a sua curiosidade, mandou preparar um pequeno barco, convocou uma tripulação de nove homens e pouco antes das 5 horas da tarde pôs-se a caminho de Pompeia. Ao se aproximarem da cidade, as altas temperaturas e uma densa nuvem de fumaça fizeram com que o barco se desviasse de seu destino, vindo a aportar na vizinha Stabia.[1] Na manhã do dia 25, antes das 7 horas da manhã, uma nova nuvem atingiu Pompeia. Quem ainda tinha sobrevivido e permanecido no local, acabou sufocado pelos gases.[1] A nuvem prosseguiu em direção a Stabia. Os moradores perceberam-na atravessando a baía e tentaram fugir, sem sucesso: os gases vulcânicos fizeram centenas de vítimas, entre elas Plínio, o Velho.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h Harris Robert; “Pompei”; pp. 53-80-273 a 275 -293; Arnoldo Mondatori Edit.; Milano; (2003); ISBN:88-04-53362-5.

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