Plinio Corrêa de Oliveira

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Plinio Corrêa de Oliveira
Conhecido(a) por -Deputado líder da LEC (1934-37)
--Presidente da Ação Católica (1940-48)
-Revolução e Contra-Revolução (1959)
-Inspirador e líder da TFP (fundada em 1960)
-Nobreza e Elites Análogas (1993)
Nascimento 13 de Dezembro de 1908
São Paulo, Brasil
Morte 3 de Outubro de 1995
São Paulo, Brasil
Influências
Influenciados
Escola/tradição Contra-Revolucionária, Tomismo, Agostinianismo, Platonismo
Principais interesses Teologia da História, Filosofia da Arte, Teologia dogmática, Moral, Política, Mariologia, Direito, Catolicismo tradicionalista
Religião Igreja Católica

Plinio Corrêa de Oliveira (São Paulo, 13 de dezembro de 19083 de outubro de 1995) foi um líder intelectual católico brasileiro. As funções mais notáveis que exerceu foram a de escritor, conferencista, advogado, professor catedrático de História na PUC-SP, deputado mais votado na Constituinte de 1934, jornalista, líder Congregado Mariano, fundador da Ação Universitária Católica (AUC) na Faculdade de Direito de São Paulo, fundador do Mensário "Catolicismo", presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica e Prior Carmelita Terceiro. É mais conhecido por ser o principal fundador e primeiro presidente do Conselho Nacional da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família, e Propriedade (TFP), entidade civil que no seu falecimento tinha mais de 1500 membros efetivos sem contar simpatizantes e havia inspirado a criação de TFP's em mais de 26 países nos cinco continentes, na maioria das vezes por membros oriundos do Brasil e sob a direção intelectual do presidente. Iniciou seu ativismo católico em 1928 nas Congregações Marianas, e morreu 67 anos depois, ficando conhecido como o "Cruzado do Século XX".

Foi um dos expoentes do catolicismo tradicionalista do século XX no Brasil. Por meio da TFP procurou combater o comunismo e o progressismo religioso conforme a orientação romana de então com os princípios defendidos por ele em seu principal livro "Revolução e Contra-Revolução". A obra trata do processo de afastamento do Ocidente da influência do Catolicismo, desde a Revolução Protestante, Revolução Francesa e a Revolução comunista, define as características metafísicas da "Revolução" como o igualitarismo e o liberalismo, suas fases, sua profundidade, sua meta, e propõe métodos de ação contra-revolucionária, explicando as características da "Contra-Revolução".

É autor de 15 livros com a totalidade ultrapassando a faixa de milhões de cópias vendidas, e tradução para mais de 10 idomas. Escreveu para os jornais "O Legionário", "Catolicismo" e "Folha de S.Paulo" somando milhares de artigos. Recebeu elogios do Papa Pio XII e Paulo VI,[1] dos Cardeais Stickler,[2] Oddi,[3] Ciappi O.P.,[4] Brandmüller,[5] Burke,[6] dos teólogos Pe. Anastasio Gutiérrez C.M.F.,[7] Pe.Victorino Rodriguez, O.P.,[8] Pe.Antonio Royo Marín,[9] do Pe.Klaus Gorges,[10] fundador da FSSP, e do historiador Roberto de Mattei, que escreveu uma biografia sobre ele.

É primo de Adolpho Lindenberg, conhecido engenheiro criador da famosa Construtora paulista que leva seu sobrenome. Além de Adolpho, outros membros destacados que foram da TFP em vida de Plinio são: Dom Luiz de Orléans e Bragança, imperador "de jure" do Brasil, e seu irmão Dom Bertrand de Orléans e Bragança.

Índice

Biografia[editar | editar código-fonte]

Família[editar | editar código-fonte]

Plinio Corrêa de Oliveira, ou Dr.Plinio, como é conhecido, nasceu em um domingo, dia 13 de Dezembro de 1908, de duas notáveis estirpes brasileiras.

Pais de Plinio, foto de noivado

Do lado paterno a nobre família Corrêa de Oliveira, de senhores de Engenho, em Pernambuco, descendente de heróis da guerra contra o holandeses. Entre os membros desta, que tiveram destacada participação na vida pública, o Conselheiro João Alfredo Corrêa de Oliveira, Senador vitalício do Império e membro, também vitalício, do Conselho de Estado. Conferiu-lhe verdadeira celebridade o fato de, como Primeiro-Ministro, haver promulgado, com a Princesa Isabel, na ocasião Regente do Império, a Lei de libertação dos escravos, cognominada “Lei Áurea”, de 13 de Maio de 1888. Proclamada a república, João Alfredo presidiu por longos anos, como pessoa de confiança da Princesa “Redentora”, então exilada em França, o Diretório Monárquico. Este homem de Estado, um dos mais célebres do Brasil, teve por irmão o senhor do engenho de Uruaé, Leodegário Corrêa de Oliveira, do qual é neto Dr.Plinio.

Do lado materno, os Ribeiro dos Santos, pertencia à tradicional classe dos paulistas ditos de “quatrocentos anos”, isto é, provenientes dos fundadores ou primeiros moradores da cidade de São Paulo, contando-se, entre os seus ascendentes, vários famosos bandeirantes. Entre os antepassados maternos de Plinio Corrêa de Oliveira destacou-se, durante o reinado do Imperador D. Pedro II, o Professor Gabriel José Rodrigues dos Santos, catedrático da já então famosa Faculdade de Direito de São Paulo, advogado, orador de grandes dotes e deputado, primeiramente a nível provincial e mais tarde a nível nacional. Nestas funções, logo adquiriu ele merecido realce. A morte arrebatou-o prematuramente.[11]

Lucilia Corrêa de Oliveira, na sede do Jornal "O Legionário"

Lucilia Ribeiro dos Santos, mãe de Plínio, nasceu em Pirassununga, São Paulo, a 22 de Abril de 1876, sendo a segunda de cinco filhos. A sua infância transcorreu num ambiente doméstico tranquilo e aristocrático, iluminado pela figura dos pais António (1848-1909), um dos melhores advogados de São Paulo naquela época, e Gabriela (1852-1934). Em 1893, a família transferira-se para São Paulo, residindo num palacete no bairro dos Campos Elíseos. Aqui, com trinta anos de idade, Lucília conhecera e desposara o advogado João Paulo Corrêa de Oliveira, oriundo de Pernambuco, no Nordeste brasileiro e que se mudara para São Paulo, talvez por sugestão do tio, o Conselheiro João Alfredo.[12]

Quando esperava o nascimento de Plinio, o médico anunciou a Dona Lucilia que o parto iria ser arriscado e que provavelmente ela ou o menino morreriam. Perguntou-lhe se não preferiria que lhe praticassem o aborto, para não arriscar a própria vida. Dona Lucília de modo tranquilo, mas firme, respondeu: "Doutor, esta não é uma pergunta que se faça a uma mãe! O Sr. nem deveria sequer tê-la cogitado!".[13] Este fato é contado em uma biografia escrita em 1995 e reedita em 2011 com supressão de algumas cartas.[14] A primeira edição deste livro contém um prefácio do famoso teólogo Pe. Antonio Royo Marín O.P. que caracteriza a mãe de Plinio, dando uma noção do ambiente em que ele foi criado: "Trata-se (...) de uma autêntica e completíssima Vida de Dona Lucília, que pode equiparar-se às melhores `Vidas dos Santos' aparecidas até hoje no mundo inteiro".[15]

Década de 30-40[editar | editar código-fonte]

1928-32: Líder Congregado Mariano, funda a Ação Universitária Católica (AUC) na Faculdade de Direito de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Fez os estudos secundários no Colégio São Luís, pertencente à Companhia de Jesus, de São Paulo, e diplomou-se no ano de 1930, em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Em 1928 ingressou no movimento de jovens das Congregações Marianas de São Paulo. Logo tornou-se o principal líder deste movimento em todo o Brasil, destacando-se pelos seus dotes de orador, conferencista, escritor e homem de ação.

Sendo já congregado mariano no Colégio São Luís, onde estudou, Plinio entrou para a Congregação Mariana da Legião de São Pedro, anexa à paróquia de Santa Cecília, encontrando nela o ideal de dedicação a que aspirava profundamente. A congregação, fundada em 26 de Dezembro de 1926 por Mons. Marcondes Pedrosa, vigário da paróquia, e colocada sob a proteção de Nossa Senhora da Anunciação, editava um boletim com o título "O Legionário" e chegou a contar até cem congregados.

Manifesto AUCista

Pouco tempo depois fundou, com um grupo de jovens congregados marianos, a Ação Universitária Católica (AUC), no interior do próprio centro do positivismo político e jurídico que era a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Por ocasião da cerimônia de formatura, ousou aquilo que até então nunca acontecera em qualquer universidade estatal, no Brasil. Quis fazer celebrar a Missa, que tradicionalmente concluía o curso dos estudos superiores, não na igreja de São Francisco, contígua à Faculdade, mas no pátio interno desta. Celebrou o vigário geral da Diocese, Mons.Gastão Liberal Pinto, e pregou o Pe.Leonel Franca, da Companhia de Jesus. Quando, em 11 de Dezembro de 1930, Plinio Corrêa de Oliveira se formou em Direito e Ciências Políticas, o seu nome já era "muito conhecido e admirado no seio da juventude católica brasileira".[16]

1933-36: Deputado mais votado na Constituinte de 1934 pela Liga Eleitoral Católica, Diretor do jornal "O Legionário"[editar | editar código-fonte]

Plinio Corrêa de Oliveira, que não tinha participado ativamente na Revolta constitucionalista de 1932, compreendeu, entretanto, a importância da convocação da Constituinte, a qual propiciava ocasião para criar, mais do que um partido, um movimento católico "acima dos partidos".[17]

Foi o próprio que, em Outubro daquele ano, sugeriu ao Arcebispo de São Paulo, D. Duarte Leopoldo e Silva, lançar no Brasil uma associação que arregimentava os eleitores com a finalidade de orientar o seu voto para candidatos que se empenhassem em respeitar o programa católico. D. Duarte acolheu de bom grado a proposta e tratou do assunto com o Cardeal Leme, convidando o jovem congregado mariano a colocá-la em prática. No mês seguinte, Dr. Plinio dirigiu-se ao Rio de Janeiro, onde falou com dois jovens militantes do movimento católico, Heitor da Silva Costa e Alceu Amoroso Lima. Estes abordaram o Cardeal Leme, a quem a proposta pareceu excelente, e encarregou-os de delinear os estatutos da nova associação. Nasceu assim a Liga Eleitoral Católica (LEC). Esta apresentaria aos candidatos dos vários partidos um conjunto de exigências, denominadas "reivindicações mínimas", para que se comprometessem a agir como católicos no Parlamento. Foi nomeado presidente da LEC Pandiá Calógeras, e secretário-geral, Alceu Amoroso Lima.[18]

No fim de Março de 1933, D. Duarte escolheu a lista dos quatro candidatos paulistas, tendo nela incluído Plinio Corrêa de Oliveira, o qual nas eleições de Maio daquele ano, para grande surpresa geral, foi o deputado mais votado em todo o Brasil, com 24 anos de idade e o dobro de votos do segundo colocado, o ilustre líder político Alcântara Machado. Tratava-se de uma "vitória mariana", como consignava o Legionário no título do seu editorial: "Não é preciso dizer que a figura central desta bela página na história das Congregações em São Paulo, foi Plinio Corrêa de Oliveira, o piedoso filho de Maria, o líder da Liga Eleitoral Católica, o candidato mariano à Assembleia Constituinte".[19]

Deputados da Constituinte de 1934. Plinio Corrêa de Oliveira indicado

Por causa da militância da LEC foram aprovadas pelo Parlamento não apenas as "reivindicações mínimas" da Liga, isto é, a indissolubilidade do vínculo conjugal (art. 144), o ensino religioso nas escolas (art. 153), a assistência religiosa às forças armadas e nas prisões (art. 113, n° 6), mas também numerosas outras exigências entre as quais: a invocação de Deus no preâmbulo da Constituição; a assistência estatal às famílias numerosas (art. 138, § d7); o serviço militar dos eclesiásticos prestado sob forma de assistência espiritual ou hospitalar (art. 163, § 3); pluralidade e liberdade dos sindicatos operários (art. 120); a lei contra a propaganda subversiva (art. 113, § 9). A Constituição de 1934 representou o ponto culminante da obra desenvolvida pelo movimento católico e o sucesso da LEC permaneceu único na história do país, como admitiu o ministro brasileiro Paulo Brossard: "A LEC foi a organização extrapartidária que na história do Brasil exerceu a maior influência política eleitoral".[20]

Durante o mesmo perído Plinio Corrêa de Oliveira foi convidado a assumir a direção do Legionário (em 6 de Agosto de 1933), que naquele mesmo mês se tornou orgão oficioso da Arquidiocese de São Paulo. A publicação era destinada ao movimento católico, a fim de lhe proporcionar orientação doutrinal e operativa. Foi no interior destes ambientes, do norte ao sul do país, que logo se estendeu a vigorosa influência do semanário.

Plinio era o autor dos artigos de fundo e da coluna "À margem dos factos", que depois tomou o nome "7 dias em revista". Reuniu em torno de si uma equipe de colaboradores, entre os quais dois jovens Sacerdotes destinados a tornar-se figuras de primeiro plano do Clero brasileiro: o Pe. Antônio de Castro Mayer, assistente eclesiástico do jornal, e o Pe. Geraldo de Proença Sigaud, SVD. Entre os colaboradores leigos destacava-se José de Azeredo Santos, um jovem congregado natural do Estado de Minas Gerais, que veio do Rio para São Paulo a fim de exercer a profissão de engenheiro. A equipe, entre cinco e oito membros, reunia-se regularmente para examinar, à luz da doutrina da Igreja, recortes de jornais e notícias provenientes de todo o mundo. Sob o impulso do dinâmico diretor, em 1936 o jornal transformou-se de quinzenário de duas folhas em semanário de oito páginas, e de simples boletim paroquial passou a ser a voz católica mais influente no país. Em 1937, tinha-se tornado o mais influente semanário católico do Brasil, com uma tiragem de mais de 17 mil exemplares.[21]

1937-42: Leciona na Faculdade de São Paulo, Presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica. Denuncia o facismo, comunismo e nazismo. Previsões no "Legionário"[editar | editar código-fonte]

No ano de 1937, Dr.Plinio torna-se professor de História na Faculdade de Direito de São Paulo, que mais tarde fundiu-se com outra para formar a PUC-SP. Em 11 de Março de 1940 recebe o mais prestigioso dos encargos das mãos de Dom José Gaspar de Affonseca e Silva, segundo Arcebispo de São Paulo: o de Presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica. No mesmo período, o Padre Antônio de Castro Mayer foi nomeado Assistente Geral da Ação Católica de São Paulo, enquanto o Padre Geraldo de Proença Sigaud foi designado assistente arquidiocesano da Juventude Estudantil, masculina e feminina. Plinio Corrêa de Oliveira tomava assim em mãos a direção de todas as forças do laicato católico de São Paulo, que então compreendia as organizações estudantis, os homens e as mulheres da Ação Católica e as associações auxiliares como as Pias Uniões, as Ordens Terceiras e as Congregações Marianas.

Graças a esse cargo, Plinio Corrêa de Oliveira teve a possibilidade de conhecer melhor e abarcar com um olhar amplo e profundo a variada realidade católica do país. O jovem presidente dirigiu a associação com mão enérgica, reprimindo os erros doutrinários que afloravam e procurando modificar as novas mentalidades. Depois de três anos de trabalho, os resultados não se fizeram esperar: a Ação Católica paulista conheceu um florescimento sem precedentes. O grandioso Congresso Eucarístico de 1942 juntou mais de 500 mil pessoas, em São Paulo, uma cidade com população de 1,5 milhão na época. Nesta ocasião, na sua qualidade de presidente diocesano da Ação Católica, ele proferiu um discurso oficial sobre o papel histórico de sua pátria.[22]

Discurso no Congresso Eucarístico de São Paulo, 1942. Mas de meio milhão de pessoas presentes.

Entre 1929 e 1947 foram publicados no Legionário nada menos que 2.936 artigos contra o nazismo e o fascismo, dos quais 447 de Plinio Corrêa de Oliveira. Grande parte destes escritos vieram a lume não apenas antes da guerra, mas também antes da encíclica Mit brennender Sorge de Pio XI onde ele condena o Nazismo, num momento em que muitos equívocos ainda se acumulavam a respeito do nazismo. Se, em 1929, Pio XI assinara com Mussolini o Tratado de Latrão, com a Encíclica "Non abbiamo bisogno", de 1931, o Papa criticava abertamente as tendências totalitárias do regime e declarava ilícito o juramento de fidelidade ao Duce e à "revolução fascista". As críticas de Plinio Corrêa de Oliveira à doutrina estatista do regime fascista eram análogas às do Pontífice, em artigos entre 37 e 38[23] . Desde 1937 Plinio Corrêa de Oliveira também observou, com crescente preocupação, a progressiva radicalização do fascismo e o seu deslizamento em direção ao nazismo.[24]

Durante este tempo, Dr.Plinio fez várias previsões no "Legionário". Entre 1935-38 previu a Segunda Guerra Mundial.

Cquote1.svg Nossa missão histórica [a do Brasil] consiste em manter neste mundo que se defronta com uma conflagração universal, um oásis de paz dentro de nossas fronteiras. Assim, contribuiremos para evitar o alastramento do mal, que é a guerra. Cquote2.svg
Plinio Corrêa de Oliveira, 1935[25]
Cquote1.svg A guerra mundial está a bater às portas. Cquote2.svg
Plinio Corrêa de Oliveira, 1936[26]
Cquote1.svg A guerra é uma questão de dias, ou de meses, mas fatalmente explodirá (...) Quando poderá ela explodir? Amanhã? Daqui a 6, 10, 12 ou 24 meses? Não o sabemos. Mas, enquanto Hitler estiver no poder, ela será inevitável. Cquote2.svg
Plinio Corrêa de Oliveira, 1938[27]

Predisse a fusão do comunismo e do nazismo:

Cquote1.svg Efetivamente, enquanto todos os campos se definem, um movimento cada vez mais nítido se processa. É a fusão doutrinária do nazismo com o comunismo. A nosso ver, 1939 assistirá a consumação dessa fusão. Cquote2.svg
Plinio Corrêa de Oliveira, 1939[28]
Cquote1.svg Um aperto de mão histórico. A assinatura do pacto entre o nazismo e o comunismo espantou grande número de pessoas. Daí a surpresa de muitos leitores ante a cordialidade risonha e afetuosa do aperto de mão trocado, como acima se vê, entre Ribbentrop e Stalin logo depois de assinado o acordo. O ‘Legionário’ entretanto previu o acontecimento com uma longa antecedência. Cquote2.svg
Plinio Corrêa de Oliveira, 1940[29]

1943-47: Publica "Em Defesa da Ação Católica" contra o progressismo no Brasil na época. Mais previsões na política, "O Legionário" é perseguido e fechado[editar | editar código-fonte]

Em Junho de 1943, prefaciado pelo Núncio D. Bento Aloisi Masella e com o imprimatur do Arcebispo de São Paulo, veio a lume "Em Defesa da Ação Católica”, assinado por Plínio Corrêa de Oliveira na sua qualidade de presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica de São Paulo. O livro, dividido em cinco partes, constituía a primeira refutação de amplo fôlego dos erros progressistas que serpenteavam no interior da Ação Católica e que se refletiam na sociedade civil.

Inauguração das novas máquinas do “Legionário”, estando presente o Arcebispo de São Paulo, D. Duarte Leopoldo e Silva. À direita do Arcebispo, Da. Lucilia Corrêa de Oliveira e Plinio Corrêa de Oliveira. À sua esquerda, o Bispo de Sorocaba, D. José Carlos de Aguirre, o Bispo-auxiliar de São Paulo, D.José Gaspar, e Da. Olga de Paiva Meira, Presidente da Liga das Senhoras Católicas

Nele foram condenados, entre outros, os seguintes erros: o igualitarismo entre o leigo e o sacerdote,[30] o apostolado da infiltração,[31] o desejo da impunidade e do indiferentismo religioso, imoralidades nas vestimentas das mulheres,[32] a crença na santificação automática com a liturgia,[33] a falsa vida interior,[34] os ambientes imodestos como carnavais, praias,[35] bailes,[36] etc.

"Era um gesto de kamikaze. Ou estouraria o progressismo, ou estouraríamos nós. Estourámos nós. Nos meios católicos, o livro suscitou aplausos de uns, a irritação furibunda de outros, e uma estranheza profunda na imensa maioria. A noite densa de um ostracismo pesado, completo, intérmino, baixou sobre aqueles meus amigos que continuaram fiéis ao livro. O esquecimento e olvido envolveram-nos, quando ainda estávamos na flor da idade: era este o sacríficio previsto e consentido (...), o progressismo nascente recebeu com o livro um golpe de que até hoje não se refez".[37] Em 1944, com a morte prematura de D.José Gaspar, o substituiu D.Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, o qual impôs à equipe do Legionário um "armistício" como desaprovação para os seus dirigentes, e o clima mudou para o "Grupo do Plinio", como já era chamado. Ele perdeu o seu cargo de presidente da Ação Católica. o Pe. Mayer, vigário-geral da Arquidiocese, foi removido para o bairro de São José do Belém, como simples vigário ecônomo, o Pe. Sigaud foi enviado para a Espanha. Por fim, em Dezembro de 1947, Dr.Plinio foi afastado da direção do Legionário. Em 1948 D. Hélder Câmara assumiu o cargo de assistente eclesiástico da Ação Católica Brasileira.[38]

Nesta mesma época prediz o perigo muçulmano para o mundo:

Cquote1.svg Seja como for, o mundo muçulmano está na iminência de uma grande ressurreição religiosa (...). Cquote2.svg
Plinio Corrêa de Oliveira, 1936[39]
Cquote1.svg Por outro lado, o perigo muçulmano é imenso. O Ocidente parece fechar-lhe os olhos, como os tem ainda semi-cerrados ao imenso perigo amarelo (...) Nos dias de hoje, com homens, armas e dinheiro, tudo se faz. Dinheiro e homens, o mundo muçulmano os possui à vontade. Adquirir armas, não será difícil (...). Cquote2.svg
Plinio Corrêa de Oliveira, 1943[40]
Cquote1.svg A regra das coisas deste mundo é invariavelmente esta: para os míopes, os homens de visão normal passam por visionários. Já nos chamaram tantas vezes de visionários até que a evidência rotunda dos fatos impusesse silêncio a muitos míopes. Chame-nos a bancada dos míopes mais uma vez de visionários: o problema muçulmano vai constituir uma das mais graves questões religiosas de nossos dias, depois da guerra. Cquote2.svg
Plinio Corrêa de Oliveira, 1944[41]

O profetismo nesta questão foi confirmado pelo padre jesuíta João Batista Libanio, um dos expoentes da Teologia da Libertação e portanto contrário ao Dr.Plinio:

Cquote1.svg Plinio Corrêa de Oliveira fez uma palestra para os jesuítas em 1940, permeada de uma idéia toda messiânica, dizendo que o grande problema do cristianismo era o islamismo. Há 50 anos, foi profético, ou a História foi, por outras razões, caminhando nesse sentido. O fato é que se confirma o que ele intuiu. Cquote2.svg
Pe.João B. Libanio[42]

Década de 40-50-60[editar | editar código-fonte]

1948-59: Funda o Mensário "Catolicismo", Escreve seu Magnum Opus "Revolução e Contra-Revolução"[editar | editar código-fonte]

Pouco antes de serem fechados os membros do "Legionário" tiveram pelo menos a agradável surpresa de verem o Pe.Sigaud ser nomeado Bispo de Jacarezinho em Janeiro de 1947. Não muito tempo depois, em Março de 1948, o Grupo se enchia de alegria com nomeação do Pe. Mayer para Bispo-coajutor de Campos.[43] A razão dessas nomeações ficou clara quando a 26 de Fevereiro de 1949, uma carta da Secretaria de Estado, assinada pelo então Substituto Mons. Montini, que viria a ser o Papa Paulo VI mais tarde, comunicava oficialmente a Plinio o elogio e a benção de Pio XII pela sua obra "Em Defesa da Ação Católica".[44]

Em Janeiro de 1951, D. Antônio de Castro Mayer fundou, em Campos, o mensário de cultura "Catolicismo", no entanto, foi para que a Revista estivesse sob sua direção espiritual e apoio, visto que o grupo editorial era formado por antigos membros do semanário "Legionário", entre eles: José Carlos Castilho de Andrade, Fernando Furquim de Almeida, Adolpho Lindenberg e José de Azeredo Santos. A liderança cabia, como antes, a Plinio Corrêa de Oliveira, o qual abriu o primeiro número de Catolicismo com um artigo não-assinado que dizia: "E é esta nossa finalidade, o nosso grande ideal. Caminhamos para a civilização católica que poderá nascer dos escombros do mundo de hoje, como dos escombros do mundo romano nasceu a civilização medieval. Caminhamos para a conquista deste ideal, com a coragem, a perseverança, a resolução de enfrentar e vencer todos os obstáculos, com que os cruzados marcharam para Jerusalém".[45]

Nesta Revista foi lançada em 1959 a obra principal do prof.Plinio: "Revolução e Contra Revolução". Esta, até os dias atuais, foi elogiada por ilustres teólogos, catedráticos e prelados,[46] teve 26 edições e tradução para mais de 10 línguas. A obra identifica os valores metafísicos da "Revolução", suas fases, sua profundidade, sua meta, e propõe métodos de ação contra-revolucionária, bem como explica as características da "Contra-Revolução". No mesmo mensário exprimia-se de forma original também na seção "Ambientes, Costumes, Civilizações", em que, através da análise de quadros, fotografias, desenhos, modas, colocava em foco os valores da civilização cristã e o processo de dissolução que os atingia, criando uma autêntica filosofia ou até mesmo uma teologia do belo, iluminando aspectos até então pouco ou nunca considerados pelos escritores contra-revolucionários.[47]

Plinio Corrêa de Oliveira ao centro, à esquerda da imagem de Nossa Senhora de Fátima, como Prior Carmelita terceiro do Sodalício Virgo Flos Carmeli dos membros da TFP

1960-65: Funda a TFP, Livros contra a Reforma Agrária no Brasil, Combates no Concílio Vaticano II[editar | editar código-fonte]

Em 26 de Julho de 1960 foi fundada em São Paulo a Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), entidade de caráter cultural e cívico, de inspiração católica, com Plinio Corrêa de Oliveira como presidente vitalício e Fernando Furquim de Almeida (1913-1981) como vice-presidente vitalício, embora o início da atividade pública da TFP remonte a 25 de Julho de 1963.[48]

O best-seller de Plinio Corrêa de Oliveira "Reforma Agrária, Questão de Consciência" sai a lume no dia 10 de Novembro de 1960. A primeira parte da obra devia-se ao próprio Prof. Plinio, que submeteu o texto à apreciação de D. Antônio de Castro Mayer e a D. Geraldo de Proença Sigaud, respectivamente Bispos de Campos e de Jacarezinho, a fim de que o examinassem do ponto de vista teológico e o assinassem juntamente com ele. Ao economista Luiz Mendonça de Freitas devia-se a segunda parte da obra, de natureza estritamente técnica. Esta obra teve quatro edições no Brasil, e na Argentina (1963), Espanha (1969), e Colômbia (1971) um total de seis, totalizando dez edições e cerca de quarenta mil exemplares.[49]

O livro causou polêmica, e oposição de setores da esquerda católica. D.Hélder Câmara, D.Fernando Gomes, Cardeal Motta, e Gustavo Corção são alguns dentre os quais teceram críticas ao livro[50] . Neste tempo, o grupo da Revista "Catolicismo", já em fase de transição para tomar o nome TFP, passa a atuar nas ruas, alertando contra os males do comunismo, com João Goulart no poder. São difundidos até o fim de 1963, 11.500 exemplares (três edições) da "Carta Pastoral prevenindo os diocesanos contra os ardis da seita comunista", de D. Antônio de Castro Mayer, treze mil exemplares (duas edições) da "Carta Pastoral sobre a seita comunista", de D. Geraldo de Proença Sigaud, e 110 mil exemplares (cinco edições) do "Catecismo Anti-Comunista", do mesmo autor.[51] Em 1964, cai João Goulart do poder: a Revolução de 64 é acolhida pelo povo, que já se mobilizava contra o perigo comunista nas famosas Marcha da Família com Deus pela Liberdade.

No dia 8 de Abril do mesmo ano, os autores de "Reforma Agrária - Questão de Consciência" (RA-QC) enviam aos membros do Congresso Nacional o estudo "Reforma agrária Aniz Badra-Ivã Luz significa Janguismo sem Jango" que denuncia manobra para fazer aprovar lei da reforma agrária atentatória ao direito de propriedade. O projeto foi sustado no Senado, depois de ter sido aprovado na Câmara.[52] Em fins de 1964, no ambiente de grande atonia que dominava a opinião pública e, surpreendentemente, os próprios meios rurais, o Congresso aprovou às pressas, em 22 dias de debates, a Emenda Constitucional nº 10 e o Estatuto da Terra. Antes da aprovação, no dia 4 de novembro de 1964, os autores de RA-QC enviaram a todos os deputados e senadores o documento "O direito de propriedade e a livre iniciativa no projeto de emenda constitucional nº 5/64 e no projeto de Estatuto da Terra", no qual analisavam os fortes traços confiscatórios e socialistas da emenda constitucional proposta e do projeto de lei em questão. A 24 de dezembro, após a promulgação das duas leis, a TFP consignou perante a História a sua consternação. Ali observava que “com o apoio das bancadas janguistas, os representantes das correntes que depuseram Jango fizeram, através da aprovação da emenda constitucional e do Estatuto da Terra, a `reforma' que Jango queria”. O manifesto foi publicado nos principais orgãos de imprensa do País. "Os efeitos dessas leis", escreve um livro-compilação da história da TFP, "só não foram catastróficos devido ao bom senso demonstrado pelo Governo Federal, que, apoiado pela opinião pública decididamente infensa ao agro-reformismo confiscatório, não as aplicou senão muito parcimoniosamente".[53]

Na mesma época Plinio e seus seguidores atuaram no Concílio Vaticano II. Em carta para a sua mãe já delineava o que ele sempre considerou uma tragédia:

Cquote1.svg A Senhora bem compreende, queridinha, que eu não poderia jamais, sob consideração nenhuma, renunciar a prestar à Igreja, à qual dediquei minha vida, este serviço em uma hora histórica quase tão triste quanto a da Morte de Nosso Senhor. Cquote2.svg
Plinio Corrêa de Oliveira[54]

Em uma reunião para os correspondentes da TFP, Plinio lembrou como desde que recebeu a notícia considerou o evento o marco do início da revolução na Igreja.[55] Em 1976 escreveu um apêndice para o livro Revolução e Contra-Revolução falando, entre outras, como o Concílio se quis "pastoral e não dogmático", mas foi na verdade "a-pastoral".[56]

O prof. Plinio Corrêa promoveu durante o Concílio ações importantes, das quais se destaca a divulgação, com a ajuda de membros da TFP, do texto: “Acordo com o regime comunista: para a Igreja, esperança ou autodemolição?” que atingiu 38 edições em oito idiomas, atingindo um total de 171 mil exemplares, e foi distribuída a todos os padres conciliares reunidos em Roma para o evento. Este texto foi reproduzido na íntegra em 39 jornais ou revistas de treze países, e tinha em vista a condenação do comunismo pelo Concílio. Além disso, D. Sigaud entregou pessoalmente a Paulo VI duas petições: a primeira, escrita por Dr.Plinio,[57] tinha o apoio dos 218 dos 243 padres conciliares, que responderam "afirmativo" sobre se era oportuno que o Concílio se pronunciasse sobre o comunismo de modo claro e solene. A segunda, uma idéia de Dr.Plinio, foi assinada por 510 Prelados de 78 países para que o Papa, em união com todos os Bispos, consagre a Rússia e o mundo ao Imaculado Coração de Maria.[58] Nenhum dos dois pedidos foram atendidos pelo Papa.

Também esteve o fundador da TFP na origem do conhecido grupo conservador "Coetus Internationalis Patrum" surgido entre a segunda e a terceira sessão do Concílio, ao reunir o "Petit Comité" na primeira sessão. No mês de Outubro, com o apoio organizativo e as sugestões estratégicas de Plinio Corrêa, seus dois bispos próximos, D.Mayer e D.Sigaud, estabeleceram vários contatos e tiveram à disposição um secretariado compostos por tefepistas em Roma. Entre estes contatos estavam: Cardeal Aloisi Masela, Cardeal Ruffini, D.Rupp, D.Ronca, Mons.Piolanti, Pe.Berto, Pe.Dulac e Mons.Marcel Lefebvre, que a 14 de Novembro, aceitou fazer parte do Pequeno Comitê, que começou a reunir-se no "Corso Italia", na Casa dos Padres da Congregação do Espírito Santo, onde ele era o superior.[59]

Após a primeira sessão, Plinio Corrêa, desiludido, foi embora deixando em Roma alguns membros da TFP para ajudar seus bispos amigos em trabalhos burocráticos. Contou ele:

Cquote1.svg Eu percebi desde logo que eram pouquíssimos os olhos que estavam abertos para aquela situação (...). Fomos a um ou outro Convento ou seminário para falar com os Bispos [hospedados lá]. Nós os pegamos nos intervalos. Tão amavéis, tão despreocupados, tão contentes...havia uma espécie de impossibilidade de dizer alguma coisa a eles. Nós em pouco tempo compreendemos que não havia o que fazer. Fomos à primeira sessão e não voltamos para a segunda porque, com exceção de muitos poucos bispos, os outros tinham o otimismo e despreocupação a mais completa. Cquote2.svg
Plinio Corrêa de Oliveira[60]

Além da aprovação dos próprios documentos conciliares pela maioria dos padres, outros motivos endossaram esta visão, como conta D. Tissier de Mallerais, bispo sagrado por Mons.Lefebvre, sobre dois dos bispos conservadores aliados ao prof.Plinio no começo: "a adesão de Mons. Lefebvre e de Mons. Castro Mayer ficou oficialmente registrada nas Acta do Concílio".[61]

1966-1968: Campanhas contra o Divórcio e a infiltração de clérigos subversivos comuno-progressistas na Igreja. Começa a escrever na FSP. Divulgação da Mensagem de Fátima[editar | editar código-fonte]

No dia 2 de Junho de 1966 inicia-se a coleta de assinaturas da campanha contra o divórcio feita pela TFP sob a direção de Dr.Plinio. Em cinquenta dias, mais de 1 milhão de brasileiros aderem ao abaixo-assinado anti-divorcista. Em plena campanha sofre ataque da CNBB, que congregava desde então os bispos progressistas. A TFP faz publicar nos principais diários do país a resposta, externando sua perplexidade ante injusto ataque desferido por aquele orgão episcopal contra a associação, no exato momento em que esta se encontrava arduamente empenhada na luta anti-divorcista.[62]

Campanha "Natal dos pobres" da TFP de 1970 com a capa e o estandarte característico dela

No ano de 1968 o professor Plinio Corrêa começa a dirigir campanhas contra o clero subversivo e comunista que visava destruir a Igreja de dentro. Em junho deste ano, envia uma carta para Dom Hélder Câmara, Arcebispo de Olinda e Recife, a propósito das atividades subversivas do Padre belga Joseph Comblin. Esta carta foi publicada nos principais orgãos de imprensa do país, e dela a TFP distribuiu 500 mil cópias à população, em volantes, sob o título "A TFP pede medidas contra Padre subversivo".[63] Dom Helder Câmara não deu atenção[64] . Este e outros fatores levaram Plinio a organizar um abaixo-assinado pedindo a Paulo VI medidas eficazes contra a infiltração comunista em meios católicos. Em 58 dias, a TFP conseguiu mais de 1.600.368 de assinaturas. O abaixo-assinado deu-se também na Argentina, Chile e no Uruguai[65] . A contagem final das assinaturas, quando foi entregue em micro-filme, ao Vaticano, no dia 7 de Novembro de 1969, dava mais de 2 milhões. Nenhuma resposta veio da Santa Sé[66] . Em agosto deste ano, o presidente da TFP passa a escrever na Folha de São Paulo, jornal de maior circulação no Estado.

É escrito e começa a ser divulgado naturalmente, sob a orientação de Plinio, o livro "As Aparições e a mensagem de Fátima confome os manuscritos da Irmã Lúcia", do membro da TFP brasileira Antonio Augusto Borelli Machado. Até Junho de 1997, o livro havia alcançado 3,5 milhões de exemplares em 157 edições e 13 idiomas.

Década de 70-80-90[editar | editar código-fonte]

1969-1975: Embates sobre a Missa Nova, Manifesto da Resistência à Ostpolitik Vaticana entregue à Paulo VI[editar | editar código-fonte]

Em 1969 o Papa Paulo VI promulga a nova missa, para corresponder aos desejos do Concílio Vaticano II. Neste mesmo ano, Dr.Plinio denuncia em edição especial da Revista "Catolicismo" a infiltração de grupos subversivos ocultos na Igreja que querem mudar a liturgia: "Grupos ocultos tramam a subversão na Igreja" é transcrito em jornais ou revistas em 9 países, e tem tiragem total de 256 mil exemplares. Logo após a missa passar a ser celebrada oficialmente no mundo, em janeiro de 1970, o presidente da TFP escreve artigo:

Cquote1.svg Dois cardeais — duas personalidades muito chegadas, pois, ao Papa — não trepidaram em escrever a Paulo VI uma carta em que manifestavam viva apreensão e fundas reservas quanto ao novo "Ordo". E, mais ainda, os dois purpurados julgaram dever comunicar ao público a carta que haviam enviado ao soberano Pontífice (...) segundo os dois cardeais, o novo "Ordo" apresenta a Missa, não como um sacrifício conforme à doutrina católica, mas como uma ceia. E isto — acentuam eles — se aproxima do conceito protestante (...).

No "Courrier de Rome" (25-7), leio uma declaração que, procedente de fonte diametralmente oposta, caminha para a conclusão a que chegaram os dois cardeais. Uma das mais célebres instituições protestantes da atualidade é o convento de Taizé, na França. Ora, em artigo publicado no diário católico parisiense "La Croix" o "irmão" Thurian, de Taizé, escreveu: "A reforma litúrgica deu um passo notável (com o "Ordo" novo) no campo do ecumenismo. Ela se acercou das próprias formas litúrgicas da Igreja luterana[67]

Cquote2.svg

A denúncia e o artigo preparava o público e em específico aqueles que acompanhavam este pensador católico, a receber o livro, não publicado pela TFP, mas por um membro, o qual concordava o presidente e a maior parte dos membros[68] . Tratava-se do "Considerações sobre o Ordo Missae de Paulo VI", de Arnaldo Xavier da Silveira. Em 1974, a TFP publica o "Manifesto da resistência contra a política de distensão do Vaticano com os Governos Comunistas" em 21 jornais de 10 países. Ali, de passagem, é mencionado para Paulo VI o livro, o atrito ocorrido com um Bispo, e o motivo da falta de publicidade do livro pela TFP por causa de um prelado que pediu, "de joelhos, se necessário fosse", que a TFP não publicasse o trabalho[69] :

Cquote1.svg Não é o caso de tratar aqui de outros assuntos que talvez sejam levantados de público a propósito da presente declaração. Referimo-nos mais especialmente a episódios dolorosos como o do Sr. Bispo de Nova Friburgo, que determinou a recusa da Comunhão Eucarística a sócios ou militantes da TFP, quando se apresentassem de modo notório, incorporados ou com as respectivas insígnias, bem como a fatos mais ou menos análogos ocorridos em igrejas de outros locais do Brasil.

Em artigo publicado na "Folha de S. Paulo" de 27/5/73, o Presidente do Conselho Nacional da TFP, teve ocasião de explicar que em certa matéria de índole essencialmente religiosa, sócios e militantes de nossa entidade têm – enquanto católicos – uma atitude tomada, sobre a qual só não se pronunciaram de público a pedido de altíssima autoridade eclesiástica[70]

Cquote2.svg

1976-1977: Denúncias:"Tribalismo Indígena, Ideal Comuno-Missionário para o Brasil", e "A Igreja ante a escalada da Ameaça Comunista - Apelo aos Bispos Silenciosos"[editar | editar código-fonte]

Num total de 51 mil exemplares e 4 edições, o livro "A Igreja ante a escalada da Ameaça Comunista - Apelo aos Bispos Silenciosos", escrito por Dr.Plinio e divulgado pela TFP alcança enorme sucesso, protestos de Bispos como D.Arns, D. Lorscheiter, a CNBB[71] , e vai parar em Roma, conforme informa o jornalista Rocco Morabita: "Em várias épocas era possível encontrar, em mesas de trabalho do Vaticano, algumas cópias do livro de Plinio Corrêa de Oliveira, "A Igreja ante a escalada da ameaça comunista", editado em São Paulo, e que contém justamente longas citações de escritos e poesias de D.Pedro (Casaldáliga)".[72]

Sócios e cooperadores da TFP saem nestes anos em caravanas de propaganda do livro “Tribalismo indígena, ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI” (publicado em 1977 sob autoria de Plinio Corrêa), tendo percorrido, para essa divulgação, 2.963 cidades em todos os quadrantes do Brasil. Nove edições sucessivas totalizaram até hoje 87,5 mil exemplares. O trabalho denuncia o que ele chama de corrente neomissionária esquerdizante que se opõe a civilizar e catequizar os indígenas, e prega uma espécie de “luta de classes” entre silvícolas e brancos. Entre os principais propulsores deste movimento estavam D. Tomás Balduino e D. Pedro Casaldáliga, bispos da Igreja Católica.

Discursando em pé tendo à sua direita Dom Bertrand de Orléans e Bragança

1978-1981: Mensagem “O socialismo autogestionário: em vista do comunismo, barreira ou cabeça de ponte ?”. Estrondo publicitário da Globo contra a TFP[editar | editar código-fonte]

Uma das inúmeras campanhas publicitárias contra a TFP e seus simpatizantes foi lançada primeiramente contra sacerdotes da Diocese de Campos em 1978. Ela começou em meados de julho, com a distribuição de panfletos que atacavam o Pe. José Olavo Pires Trindade, Vigário da cidade de Miracema, no norte fluminense. Dessa cidade da Diocese de Campos, a campanha publicitária extravasou logo para as páginas de grandes jornais do Rio de Janeiro, Niterói e até mesmo de São Paulo, que difundiram as calúnias veiculadas nos panfletos distribuídos em Miracema.

Estava assim o ambiente preparado para o programa “Fantástico”, da TV Globo, que no dia 20 de agosto investia furiosamente contra o Pe. Olavo. Na apresentação seguinte, no dia 27 de agosto, o programa visava novamente o Pe. Olavo, mas estendia suas acusações aos Vigários das Paróquias de Bom Jesus do Itabapoana, Varre-Sai, Natividade, Santo Antônio de Pádua e São Fidélis, e, por fim, ao próprio Bispo Diocesano, tornar-se figuras de primeiro plano do Clero brasileiro: o D. Mayer. Estes programas preparavam o terreno para atacar a TFP, a qual foi colocada como instigadora dos erros nos padres de Campos, em programa do dia 3 de Setembro. O que nesse programa se disse de mais digno de nota, contra a TFP, é que esta "prepara mentalidades carregadas de rancor, organiza exercícios paramilitares, constituindo-se dessa maneira num potencial de subversão direitista".[73]

O “Fantástico” nesta época passava no chamado “horário nobre”, das 20 às 22 horas, aos domingos, com a mais cara tabela de preços da TV brasileira, e uma audiência calculada em quarenta milhões de telespectadores, mas a campanha não surtiu o efeito esperado. A TFP resistiu intacta, sem ver diminuído o número de sócios, cooperadores, simpatizantes ou contribuintes.[74]

No ano de 1981, em vistas de desmascarar o socialismo confiscatório e agro-reformista, Plinio Corrêa de Oliveira publica e a TFP divulga dois trabalhos importantes: "Sou Católico: Posso ser Contra a Reforma Agrária?" em 4 edições e 29 mil exemplares, e a mensagem “O Socialismo autogestionário: em vista do comunismo, barreira ou cabeça de ponte?” em 34,5 milhões de exemplares e 178 edições em 53 países. Esta mensagem denunciava fortemente o presidente Mitterrand, que colocava a idéia do socialismo auto-gestionário no auge da popularidade no mundo inteiro. Indicava ela que "o apoio aberto dado aos movimentos guerrilheiros da América Central, nos quais a "esquerda católica" se engajara a fundo, e em particular a provocante proteção diplomática e militar concedida ao sandinismo da Nicarágua, atestavam que as pretensões imperialistas do socialismo francês não eram simples figuras de retórica".[75] Por esta e outras pressões Mitterrand teve de arquivar seu projeto auto-gestionário logo nos primeiros meses de governo.

1982-1985: Livro-denúncia sobre as CEB's (Comunidades Eclesiais de Base), cresce a influência da TFP, a CNBB e outros criticam a TFP[editar | editar código-fonte]

Lançado em 1982, o livro "As CEBs...das quais muito se fala, pouco se conhece. A TFP as descreve como são" alcança 6 edições e 72 mil exemplares. Mais uma obra de Plinio Corrêa de Oliveira em tom de denúncia, e contra o clero progressista. No mês de novembro de 1984, ainda em divulgação da obra, a Revista Catolicismo, sob a orientação de Dr.Plinio publica um número especial com extensa e documentada matéria sob o título " 'Esquerda Católica' incendeia o País" tratando das agitações que conflagravam áreas rurais e urbanas visando reformas sócio-econômicas profundas dirigidas pelas CEB's, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), e também pelo PT, com colaboração mais fraca do PCB e do PC do B. O número teve tiragem de 91.300 exemplares.

Na frente de uma Campanha da TFP

Sob a orientação de seu fundador, a TFP promovia, desde setembro de 1974, diversas conferências e congressos para seus correspondentes e simpatizantes. Entretanto, o movimento consolidou-se e ganhou envergadura a partir do I Encontro, realizado em São Paulo em maio de 1983, que congregou 400 participantes do Sul, do Leste e do Centro-Oeste do país. Desta época até fevereiro de 1986, quando se decidiu fazer somente encontros regionais em vista do alto número de pessoas, realizaram-se os seguintes encontros:

  • II Encontro (22 e 23 de outubro de 1983): 735 participantes de 12 Estados. Com a presença de 53 norte-americanos, além de canadenses e chilenos.
  • V Encontro (2 a 4 de agosto de 1985): 1414 participantes de 19 Estados, e também de 13 países.
  • VI Encontro (8 a 11 de fevereiro de 1986): 1426 participantes de 15 Estados, e também de 12 países[76]

Nesta época cresceu também o número de acusações contra Plinio Corrêa de Oliveira e a entidade que dirigia. A 15 de Agosto de 1984, uma chamada de primeira página na "Folha de S. Paulo" dizia: "Dissidência na TFP causa crise interna", causando surpresa por causa do crescente número de simpatizantes e membros. A matéria, assinalada por João Vitor Strauss, fazia referência ao desligamento do membro Orlando Fedeli, então há 30 anos na TFP. A resposta ao jornalista salientou que este membro "foi seguido tão-só por 14 cooperadores, que assim deixaram intacta a grande maioria coesa e descontraída dos sócios e cooperadores da TFP: cerca de 1.200".[77] Como a TFP havia respondido em três livros as acusações deste e de outro ex-membro chamado Giulio Folena, expulso em 1964 por ter sido pego em flagrante por lenocínio,[78] Plinio disse que só voltaria ao assunto no dia em que os acusadores tivessem uma refutação "de substância proporcionadas com a altura dos teólogos, moralistas e canonistas célebres em que o livro da TFP se baseia".[79] Os livros possuem o parecer favorável do teólogo Pe.Victorino Rodriguez, O.P..

A CNBB, aproveitando esta onda de ataques, resolveu se pronunciar contra a TFP, em forma de uma nota, dizendo que é "notória a falta de comunhão da TFP com a Igreja no Brasil, sua hierarquia e o Santo Padre. O seu caráter esotérico, o fanatismo religioso, o culto prestado à personalidade de seu chefe e progenitora, a utilização abusiva do nome de Maria Santíssima, conforme notícias veiculadas, não podem de forma alguma merecer a aprovação da Igreja. Lamentamos os inconvenientes de uma sociedade civil que se manifesta como entidade religiosa católica, sem ligação com os legítimos pastores. Sendo assim, os bispos do Brasil exortam os católicos a não se inscreverem na TFP e não colaborarem com ela".[80]

Ignorando a acusação de "utilização abusiva do nome de Maria Santíssima", talvez pela grande devoção mariana dentro da sociedade, a TFP respondeu exigindo provas das alegações, e lembrou que "tão-só de passagem, é o caso de registrar a esse propósito que, poucos dias depois, tendo Frei Leonardo Boff sido suavemente punido pela Santa Sé, 17 Arcebispos e Bispos brasileiros se declararam expressamente "inconformes" com a medida. Mas a CNBB nada fez para desaprovar tão notória, e, no caso, real, "falta de comunhão" com S.S. João Paulo II".[81]

1986-1988: Livro-denúncia "Projeto de Constituição angustia o país"[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 1987, Plinio Corrêa de Oliveira lança, com intensa divulgação pela TFP, o livro "Projeto de Constituição angustia o país", o qual analisa exaustivamente o Substitutivo Cabral 2, em discussão naquele momento, demonstrando seu caráter fortemente esquerdista. A obra foi oferecida a todos os Constituintes, acompanhada de carta do autor. Em cinco meses de campanha em praças e vias públicas de mais de 240 cidades de 18 unidades da Federação, escoaram-se inteiramente os 73 mil exemplares das três edições. Ressalte-se a média-recorde de 1083 exemplares diários durante os dezenove dias de difusão intensiva da obra na Grande São Paulo. Segundo o "Correio Braziliense", e o "Jornal de Brasília", junto com "Perestroika", de Mikhail Gorbachev, foi o livro mais vendido do ano, em São Paulo e no Rio.[82]

Palestrando no Auditório São Miguel da TFP em São Paulo

Pelo seu caráter de previsão, o livro ainda teve repercussões muito tempo depois de lançado e falecido o autor: No Supremo Tribunal Federal, na votação da reserva contínua Raposa/Serra do Sol, no voto do eminente Ministro Marco Aurélio Mello, ele foi citado como verdadeiramente profético:

Cquote1.svg Também vale registrar que, em 1987, o professor Plinio Corrêa de Oliveira, autor de 'Tribalismo Indígena', diante dos trabalhos de elaboração da Carta de 1988, advertiu: "O Projeto de Constituição, a adotar-se em uma concepção tão hipertrofiada dos direitos dos índios, abre caminho a que se venha a reconhecer aos vários agrupamentos indígenas uma como que soberania dimutae rationis. Uma autodeterminação, segundo a expressão consagrada"[83]

Proféticas palavras tendo em conta, até mesmo, o fato de o Brasil, em setembro de 2007, haver concorrido, no âmbito da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, para a aprovação da Declaração Universal dos Direitos dos Indígenas

Cquote2.svg
Ministro Marco Aurélio Mello[84]

Em Junho de 1988, D. Antônio de Castro Mayer foi, juntamente com D.Marcel Lefebvre, excomungado automaticamente pelo Código de Direito Canônico (cân.1382) por sagrar quatro bispos. Já nesta época era público e notório o distanciamento, ocorrido vários anos antes, de Plinio e da TFP em relação aos dois prelados, conforme foi amplamente noticiado pela imprensa na ocasião.[85] "A TFP não tem vínculos com o movimento de Mons. Lefèbvre. Não os tem depois de haver sido este excomungado, porém igualmente já não os tinha muito tempo antes", afirmou o fundador.[86]

1989-1995: Campanha pela libertação da Lituânia, Livro "Nobreza e Elites Análogas"[editar | editar código-fonte]

"Quanto aos partidos comunistas das nações do Ocidente, murcharam de modo óbvio, ao estampido das primeiras derrocadas na URSS. Mas já hoje vários deles começam a se reorganizar com rótulos novos. Esta mudança de rótulo é uma ressurreição? Uma metamorfose? Inclino-me de preferência por esta última hipótese. Certezas, só o futuro as poderá dar".[87]

Assim Dr.Plinio descrevia a história em 1992, e tendo em vista esta perspectiva, organizou uma recolha de assinaturas em apoio da Lituânia, que após proclamar a sua independência, se vira abandonada pelo Ocidente. Com 5.218.000 assinaturas reunidas no espaço de menos de três meses, a Campanha "Pró Lituânia Livre" entrou na época no Livro Guiness dos Recordes como o maior abaixo-assinado da História. A entrega dos microfilmes das assinaturas teve lugar, com grande solenidade, a 4 de Dezembro de 1990, na sede do Parlamento Lituano, em Vilnius. Uma delegação composta por onze membros das diversas TFP, dirigida pelo Dr. Caio V. Xavier da Silveira, diretor do Bureau-TFP de Paris, fez entrega pessoalmente dos microfilmes do monumental abaixo-assinado ao então Presidente Vytautas Landsbergis. Em 27 de Agosto de 1991, a independência da Lituânia foi finalmente reconhecida pelos Estados ocidentais e, no dia 6 de Setembro seguinte, pela própria União Soviética. O mesmo acontecia pouco depois com os outros Países Bálticos.[88]

Lança seu último livro em 1993, em um brado final contra os males do igualitarismo pacificista que menospreza a hierarquia, a nobreza, a guerra justa, a família. A obra, "Nobreza e Elites Tradicionais Análogas nas Alocuções de Pio XII ao Patriciado e à Nobreza Romana", foi lançada, em conformidade com o assunto que versa, em luxuosos hóteis com a presença de inúmeros nobres e prelados da Santa Igreja. Teve 11 edições em 6 idiomas, um total de 56 exemplares e prefácio do príncipe e chefe da Casa Imperial do Brasil Dom Luiz de Orléans e Bragança.

Faleceu no dia 3 de outubro de 1995 e foi enterrado no Cemitério da Consolação, em São Paulo, junto de sua mãe, Dona Lucilia. Seu túmulo ainda é visitado e venerado por muitos.[89]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

A obra publicada de Plinio compõem-se de um acervo de mais de 2.500 títulos, entre livros e artigos de jornais e revistas. Colaborou ainda, entre os anos de 1968 e 1990, com o jornal diário Folha de S. Paulo, para o qual escreveu dezenas de artigos. A maior parte dessas obras transpôs as fronteiras nacionais tendo sido editadas em diversos idiomas tais como espanhol, francês, inglês, italiano, alemão, polonês, húngaro e vietnamita.

Publicações em vida[90] [editar | editar código-fonte]

Publicações póstumas[editar | editar código-fonte]

  • 1997 - "O Universo é uma catedral, exertos do pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira recolhidos por Leo Daniele".
  • 1998 - "A cavalaria não morre, exertos do pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira recolhidos por Leo Daniele".
  • 1998 - "À procura de almas com alma, exertos do pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira recolhidos por Leo Daniele".
  • 2008 - "A Inocência Primeva e a Contemplação Sacral do Universo, no pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira", IPCO.
  • 2014 - "A calma e sua gentil superioridade, exertos do pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira recolhidos por Leo Daniele".

Livros sobre a obra e vida de Plinio Corrêa de Oliveira[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Prefácio ao livro "Em Defesa da Ação Católica", 1943, de Plinio Corrêa de Oliveira.
  2. Prefácio ao livro Plinio Corrêa de Oliveira: O Cruzado do Século XX
  3. http://www.pliniocorreadeoliveira.info/CE-19939210.asp
  4. http://www.pliniocorreadeoliveira.info/CE-19930218.asp
  5. http://ipco.org.br/ipco/noticias/autor-de-biografia-sobre-plinio-correa-de-oliveira-em-alemao-recebe-cartas-de-personalidades-eclesiasticas#.VPLuDy72PIU
  6. http://ipco.org.br/ipco/noticias/plinio-correa-de-oliveira-um-modelo-para-nos-nestes-tempos-dificeis-na-vida-da-igreja-afirma-cardeal-burke#.VPLuBy72PIU
  7. http://www.pliniocorreadeoliveira.info/CE-19930908.asp
  8. http://www.pliniocorreadeoliveira.info/ES_19840717_CartaPeVictorinoRodriguezRCR.htm
  9. http://www.pliniocorreadeoliveira.info/ES_CartaRoyoMarin_20-7-1995.htm
  10. http://ipco.org.br/ipco/noticias/fundador-da-fraternidade-sacerdotal-sao-pedro-elogia-biografia-alema-sobre-plinio-correa-de-oliveira#.VPLuHy72PIU
  11. Prefácio à obra Nobreza e elites tradicionais análogas nas alocuções de Pio XII ao Patriciado e à Nobreza romana, 1993, escrito por Dom Luíz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial Brasileira e discípulo de Dr.Plinio
  12. Plinio Corrêa de Oliveira: O Cruzado do Século XX, Roberto de Mattei, Cap.I, item 4
  13. J. S. CLÁ DIAS, "Dona Lucília", Artpress, 1995, vol. I, p. 123.
  14. Um exemplo é a Carta de Outubro, 1962 para D. Lucilia, na qual Dr.Plinio critica o Concílio Vaticano II, na primeira edição, vol.III, p. 117, e uma parte da carta mostrada no vol.III, cap.XIV, pg.120 da primeira edição, na qual Dr.Plinio criticava o clergyman eclesiástico.
  15. ibid., p. 11.
  16. O Legionário, n° 70, 14 de Dezembro de 1930, pg.3
  17. Plinio CORRÊA DE OLIVEIRA, "Liga eleitoral católica", in O Legionário, n° 111, 15 de Janeiro de 1933. Citado em "Plinio Corrêa de Oliveira: Pensamento católico e Ação política na Era Vargas (1930-45)", Moacir Pererira Alencar Júnior, Cap.2, item 2.
  18. Roberto de Mattei, "O Cruzado...", cap.II, item 3
  19. "Uma vitória mariana", in O Legionário, n° 120, 7 de Maio de 1933
  20. Jornal de Minas (Belo Horizonte), 3 de Julho de 1986
  21. Roberto de Mattei, "O Cruzado...", cap.II, item 5
  22. Roberto de Mattei, "O cruzado...", cap.III, item 6. Ver também a notícia com o discurso de Dr.Plinio
  23. "Mussolini", O Legionário, n° 241, 25 de Abril de 1937. E "Mussolini e o nazismo", O Legionário, n° 296, 15 de Maio de 1938
  24. "A Italia em via de ser nazificada?", O Legionário, n° 306, 24 de Julho de 1938. "Para onde caminha o fascismo?", O Legionário, n° 308, 7 de Agosto de 1938
  25. Self-Control, "O Legionário", no.182, 13-10-35
  26. Unidade nacional, “Legionário” no.219, 22-11-36.
  27. O verdadeiro sentido do vôo de Chamberlain, “Legionário” no.314, 18-9-38
  28. Entre o passado e o futuro, “O Legionário” no.329, 1-1-39
  29. Seção 7 dias em revista, “O Legionário”, 16-6-40. Citado em Revista "Catolicismo", Abril de 1995.
  30. Toda a parte I.
  31. Parte III, Cap.III e Parte IV, Cap.III
  32. Parte III, Cap.I
  33. Parte II, Cap.I, II e III. Ver índice
  34. Parte II, Cap.III
  35. Parte III, Cap.I
  36. Parte IV, Cap.III
  37. "Kamikaze", Folha de S. Paulo, 15 de Fevereiro de 1969.
  38. Roberto de Mattei, "O Cruzado...", cap.III, item 8
  39. Triste decadência espiritual dos descendentes dos Cruzados, “Legionário” no.325, 4-12-38.
  40. A Questão Libanesa, “Legionário” no.591, 5-12-43
  41. 7 dias em revista, “Legionário”, 5-3-44
  42. “Jornal Indústria & Comércio”, Curitiba, 26 e 27 de agosto de 1996, pp. B-4 e B-2. Citado em J.Larrain, Revista "Catolicismo", Agosto de 1994
  43. Plinio Corrêa de Oliveira, "Nasce a TFP", Folha de S. Paulo, 22 de Fevereiro de 1969
  44. Roberto de Mattei, idem, cap.III, item 9. A carta é reproduzida no começo do livro, 2 edição, 1983, Artpress: "Preclaro Senhor. Levado por tua dedicação e piedade filial ofereceste ao Santo Padre o livro "Em Defesa da Ação Católica", em cujo trabalho revelaste aprimorado cuidado e aturada diligência. Sua Santidade regozija-se contigo porque explanaste e defendeste com penetração e clareza a Ação Católica, da qual possuis um conhecimento completo e a qual tens em grande apreço, de tal modo que se tornou claro para todos quão oportuno é estudar e promover tal forma auxiliar do apostolado hierárquico. O Augusto Pontífice de todo o coração faz votos que deste teu trabalho resultem ricos e sazonados frutos, e colhas não pequenas nem poucas consolações. E como penhor de que assim seja, te concede a Bençâo Apostólica. Entrementes, com a devida consideração me declaro teu muito devotado, J. B. Montini"
  45. "A Cruzada do Século XX", Revista Catolicismo, n° 1, Janeiro de 1951
  46. Alguns elogios disponíveis neste link
  47. Artigos disponíveis em: http://www.pliniocorreadeoliveira.info/Ambientes.asp
  48. Meio Seculo de Epopéia Anticomunista, Coleção Tudo sobre a TFP, 2ª Edição, Editora Vera Cruz, pg.23-24
  49. Roberto de Mattei, "O Cruzado...", cap.V, item 4
  50. Meio Seculo de Epopéia Anticomunista, Coleção Tudo sobre a TFP, 2ª Edição, Editora Vera Cruz, pg.26-28. A respota ao escritor Gustavo Corção está disponível em: http://www.pliniocorreadeoliveira.info/1961_124_CAT_RA-QC_livro_odioso_como_a_invasao_da_hungria.htm e http://www.pliniocorreadeoliveira.info/1961_125_CAT_RA-QC_livro_que_o_Sr_Cor%C3%A7%C3%A3o_N%C3%83O_LEU.htm
  51. Meio Seculo de Epopéia Anticomunista, Pg.29
  52. Meio Seculo de Epopéia Anticomunista, pg. 33. Estudo disponível neste link
  53. Um homem, uma obra, uma gesta, homenagem das TFP's a Plinio Corrêa de Oliveira, parte I, cap. II, 1964-70
  54. Carta de Outubro, 1962 para D. Lucilia, em Dona Lucilia, J.S. Clá, Artpress, São Paulo, 1995, vol.III, p. 117
  55. Reunião de 9 de Setembro de 1989 guardada nos arquivos do IPCO, cit. Roberto de Mattei, O Concílio Vaticano II: uma história nunca escrita, Ed.Caminhos Romanos, cap.II, item 4, pg.106
  56. Parte III, Cap.II, item 4. "Dentro da perspectiva de Revolução e Contra-Revolução, o êxito dos êxitos alcançado pelo comunismo pós-staliniano sorridente foi o silêncio enigmático, desconcertante, espantoso e apocalipticamente trágico do Concílio Vaticano II a respeito do comunismo. Este Concílio se quis pastoral e não dogmático. Alcance dogmático ele realmente não o teve. Além disto, sua omissão sobre o comunismo pode fazê-lo passar para a História como o Concílio a-pastoral (...). É penoso dizê-lo. Mas a evidência dos fatos aponta, neste sentido, o Concílio Vaticano II como uma das maiores calamidades, se não a maior, da História da Igreja. A partir dele penetrou na Igreja, em proporções impensáveis, a “fumaça de Satanás”, que se vai dilatando dia a dia mais, com a terrível força de expansão dos gases. Para escândalo de incontáveis almas, o Corpo Místico de Cristo entrou no sinistro processo da como que autodemolição."
  57. Arquivos do IPCO, reunião de 26 de Agosto de 1989
  58. Meio Seculo de Epopéia Anticomunista, Coleção Tudo sobre a TFP, 2ª Edição, Editora Vera Cruz, pg.32
  59. Roberto de Mattei, O Concílio Vaticano II: uma história nunca escrita, Ed.Caminhos Romanos, cap.III, item 6
  60. Conferência para correspondentes da TFP, 22 de Junho de 1984, São Paulo. Arquivos do IPCO. Disponível no youtube: A ação da TFP no Concílio Vaticano II - Plínio Corrêa de Oliveira
  61. Mons. Marcel Lefebvre. Una vita, tr. It Tabula Fati, Chieti, 2005 pp. 359-360, pp.357-360
  62. "Meio Seculo de Epopéia...", pg.36
  63. Disponível aqui
  64. Revista Catolicismo, no.211, julho de 1968. Cit. "Meio Seculo de Epopéia...", pg.179
  65. "Meio Seculo de Epopéia...", pg.39
  66. "Meio Seculo de Epopéia...", pg.182
  67. Folha de São Paulo, "O Direito de Saber" em 25 de janeiro de 1970
  68. Plinio disse isto inúmeras vezes. Uma delas foi em um Encontro de Correspondentes da TFP. A parte em que ele fala sobre a missa está disponível em áudio no youtube: Posição da TFP sobre a missa nova, e o estudo de A.Xavier da Silveira - Plinio Corrêa de Oliveira
  69. Folha de São Paulo, 27 de maio de 1973, "Sobre o decreto anti-TFP de D. Isnard"
  70. Manifesto da Resistência à Ostpolitik Vaticana
  71. "Um homem, uma obra, uma gesta...", parte I, cap.III, pg.121
  72. O Estado de São Paulo, 8 de Abril de 1977
  73. Um homem, uma obra, uma gesta...", parte I, cap.III, pg.126-129. Ver também parte do progama: http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/v/tfp-responde-a-criticas-sobre-seu-moralismo/877670/
  74. "Um homem, uma obra, uma gesta...", parte I, cap.III, pg.129
  75. "Um homem, uma obra, uma gesta...", parte II, 12, pg. 287
  76. "Um homem, uma obra, uma gesta...", parte I, cap.IV, pg.57-58
  77. "Folha de S.Paulo", 16 e 17-8-84, e "Folha da Tarde", São Paulo, 16-8-84
  78. Carta a D. Estevão Bettencourt, São Paulo, 26 de julho de 1995. Revista "Pergunte e responderemos", número 398, de julho 1995, pp.316-326. Disponível em: http://www.oprincipedoscruzados.com.br/2014/01/a-tfp-responde-giulio-folena-e-orlando.html
  79. "Voltando as costas a uma controvérsia-realejo", Folha de S. Paulo, 28 de agosto de 1984
  80. "Um homem, uma obra, uma gesta...", parte I, cap.IV, pg. 162
  81. "Um homem, uma obra, uma gesta...", pg. 163
  82. "Correio Braziliense", 10-2-88 e "Jornal de Brasília" 14-2-88
  83. Projeto de Constituição angustia o País, Editora Vera Cruz, São Paulo, 1987, página 182 e página 119.
  84. Reforma Agrária, Questão de Consciência, Plinio Corrêa de Oliveira, Dom Sigaud, Dom Mayer, Luiz Mendonça de Freitas, introdução do Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, atualização dos aspectos econômicos de Carlos Patrício del Campo, São Paulo, novembro de 2010, Editora Artpress, pg.21-24.
  85. cfr. "Folha de S. Paulo", 2 e 17-7-88; "Correio Braziliense", 3-7-88; "O Globo", 9-7-88 e "O Estado de S. Paulo", 2 e 17-8-88
  86. Revista “Catolicismo", junho de 1990, nº 474
  87. "Revolução e Contra-Revolução", Posfácio de 1992, Plinio Corrêa de Oliveira
  88. "O Cruzado do Século XX", Roberto de Mattei. cap.V, no.9
  89. Edição 1851 . 28 de abril de 2004, Revista VEJA, "A TFP do B".
  90. Revista Catolicismo, Edição Especial, Novembro de 1995, pg.13

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