Plínio Correia de Oliveira

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Plínio Corrêa de Oliveira.

Plínio Corrêa de Oliveira (São Paulo, 13 de dezembro de 19083 de outubro de 1995) foi um ativista católico, escritor e pensador brasileiro, fundador da organização Tradição, Família e Propriedade (TFP), de inspiração católica.

Iniciou sua vida pública em 1933 e atuando como líder católico, especialmente nas Congregações Marianas, foi um dos expoentes do pensamento católico do século XX no Brasil.

Por meio da TFP procurou combater o comunismo e o progressismo religioso conforme a orientação romana de então e os princípios defendidos por ele em seu livro "Revolução e Contra-Revolução".

Esse livro trata sobre o processo de afastamento do Ocidente da influência do Catolicismo, desde a Revolução Protestante, Revolução Francesa e Revolução Comunista.


Biografia[editar | editar código-fonte]

Plínio Corrêa de Oliveira descendia de famílias tradicionais dos estados de Pernambuco - de onde procedia seu pai, o advogado João Paulo Corrêa de Oliveira - e de São Paulo - de onde era originária a família de sua mãe, Lucília Ribeiro dos Santos. Fez os estudos secundários no Colégio São Luís, pertencente à Companhia de Jesus, de São Paulo, e diplomou-se no ano de 1930, em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.

Congregação Mariana[editar | editar código-fonte]

Em 1928 ingressou no movimento de jovens das Congregações Marianas de São Paulo. Logo tornou-se o principal líder deste movimento em todo o Brasil, destacando-se pelos seus dotes de orador, conferencista, escritor e homem de ação. Plínio Correa de Oliveira foi o deputado estadual paulista mais jovem e mais votado nas eleições de 1932. Com apenas 24 anos superou em número de votos o ilustre líder político "Alcântara Machado" (obteve o dobro de votos sobre este último).

Assembleia Federal Constituinte[editar | editar código-fonte]

Em 1933, participou ativamente da organização da Liga Eleitoral Católica (LEC), pela qual foi eleito deputado a Assembleia Federal Constituinte, tendo sido o deputado federal mais jovem e mais votado de todo o país. Atuou naquela legislatura a partir de 1934, como um dos maiores defensores da introdução dos princípios católicos na Constituição que se elaborava então.

Ensino[editar | editar código-fonte]

Cessado seu mandato em 1937, dedicou-se ao ensino universitário. Assumiu a Cátedra de História da Civilização no Colégio Universitário da Faculdade de Direito de São Paulo e, mais tarde, tornou-se professor catedrático de História Moderna e Contemporânea nas Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras, São Bento, Sedes Sapientiae e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Ação Católica[editar | editar código-fonte]

Foi o primeiro presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica de São Paulo bem como diretor do Semanário católico "Legionário", por um período de doze anos (1935/1947), o qual ocupou um lugar de destaque na imprensa católica do Brasil.

Nesses anos, Plínio Corrêa de Oliveira destacou-se na reação contra os ideais e a prática dos fascistas [1] . Em 1939, no primeiro número do ano do Legionário, Plínio Corrêa de Oliveira fez uma surpreendente previsão: "enquanto se vão delimitando todos os campos de batalha, vai-se desenvolvendo um processo cada vez mais claro: o da fusão doutrinária do nazismo com o comunismo. A nosso ver, o ano de 1939 assistirá à consumação desta fusão"[2] . Em Agosto de 1939, foi assinado secretamente o pacto Ribbentrop-Molotov, no qual a URSS e a Alemanha nazista faziam a partilha da Polônia. Em 1941 a Alemanha invade e declara guerra à URSS, dando fim ao tratado de não-agressão entre os dois países, contradizendo, aparentemente, as previsões de Plínio.

Fundação da TFP[editar | editar código-fonte]

Em 1960, fundou a Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, que é mais conhecida pela abreviação de SBTFP. Com representação em quase todos os estados brasileiros (especialmente São Paulo e Rio de Janeiro) e em diversos países como Espanha, Chile e EUA (através de entidades co-irmãs), a TFP deflagrou centenas de campanhas de divulgação e conscientização da sociedade, relativamente à assuntos de interesse da cristandade. Em 1980, o Conselho Nacional da TFP declarou-o presidente vitalício.

Publicações[editar | editar código-fonte]

A obra publicada de Plínio compõem-se de um acervo de mais de 2.500 títulos, entre livros e artigos de jornais e revistas. Colaborou ainda, entre os anos de 1968 e 1990, com o jornal diário Folha de S. Paulo, para o qual escreveu dezenas de artigos. Autor de quatorze livros, a maior parte dessas obras transpôs as fronteiras nacionais tendo sido editadas em diversos idiomas tais como espanhol, francês, inglês, italiano, alemão, polonês, húngaro e vietnamita.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • "Em Defesa da Ação Católica" - publicado em 1943 (duas edições)
  • "Via Sacra" - publicada em 1951 (28 edições)
  • "Revolução e Contra-Revolução" - publicado em 1959 (26 edições)
  • "Reforma Agrária - Questão de Consciência" - publicado em 1960 (dez edições)
  • "Acordo como Regime Comunista: Para a Igreja, esperança ou Autodemolição?" - publicado em 1963 (77 edições)
  • "Declaração do Morro Alto" - publicado em 1964 (três edições)
  • "Baldeação Ideológica Inadvertida e Diálogo" - publicado em 1965 (vinte edições)
  • "A Igreja ante a escalada da Ameaça Comunista-Apelo aos Bispos Silenciosos" - publicado em 1976 (quatro edições)
  • "Tribalismo Indígena, Ideal Comuno-Missionário para o Brasil no Século XXI" - publicado em 1977 (nove edições)
  • "Sou Católico: Posso ser Contra a Reforma Agrária?" - publicado em 1981 (quatro edições)
  • "O Socialismo Autogestionário: em vista do comunismo, barreira ou cabeça-de-ponte?" - publicado em 1981 (178 edições em 53 países)
  • "As CEBs...das quais muito se fala, pouco se conhece - A TFP as descreve como são" - publicado em 1982 (seis edições)
  • "A Propriedade Privada e a Livre Iniciativa, no Tufão Agro-Reformista" - publicado em 1985 (duas edições)
  • "Guerreiros da Virgem - A Réplica da Autenticidade / A TFP Sem Segredos" - publicado em 1985 (uma edição)
  • "No Brasil,a Reforma Agrária leva a Miséria ao Campo e à Cidade - A TFP Informa, Analisa e Alerta" - publicado em 1986 (cinco edições)
  • "Projeto de Constituição Angustia o País" - publicado em 1987 (4 edições)
  • "Nobreza e Elites Tradicionais Análogas nas Alocuções de Pio XII ao Patriciado e à Nobreza Romana"- publicado em 1993 (onze edições).

Referências

  1. Plínio Corrêa de Oliveira, "Mussolini" in O Legionário, nº 241, 25 de Abril de 1937; idem, "Mussolini e o nazismo", in O Legionário, nº 296, 15 de Maio de 1938; Roberto de Mattei, O cruzado do século XX - Plínio Corrêa de Oliveira, Porto, Livraria Civilização Editora, 1997, pp. 88- 95. ISBN: 972-26-1433-9.
  2. Plínio Corrêa de Oliveira, "Entre o passado e o futuro" in O Legionário, nº329, 4 de Janeiro de 1939

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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